sexta-feira, 31 de março de 2017

AS TRIBOS PERDIDAS DE ISRAEL

Vivemos na era da informação e desfrutamos de um grande avanço tecnológico que nos permite conectar facilmente uns aos outros e até mesmo conhecer familiares que vivem em outros países que antes não conhecíamos.

Graças ao avanço tecnológico podemos comprovar facilmente a proximidade familiar através de um simples exame de DNA, fator que tem contribuído para pesquisadores em Israel traçarem um mapa genético avançado através das gerações, em paralelo a genealogia bíblica, e indicar a possibilidade de um indivíduo pertencer a uma das tribos de Israel.

As tribos de Israel não estão perdidas, mas unificadas, e os avanços tecnológicos em breve poderão revelar grandes novidades.

Durante as perseguições e exílios os israelitas encontraram um ponto em comum que os uniram, e essa união provinha da fé, e não especificamente da tribo.

Esse fator contribuiu para que os filhos de Israel se identificassem e formassem uma comunidade que pudesse abranger a fé, as tradições e a cultura no exílio. O judaísmo não deveria ser considerado apenas uma simples religião, mas uma organização muito mais ampla que tende a guardar também as gerações dos filhos de Israel.

Um gentio pode até se tornar um prosélito por se converter ao judaísmo, mas isso não significa que ele pertencerá a uma das tribos de Israel e por esse motivo o judaísmo não incentiva o proselitismo. Você não vê judeus pregando de porta em porta na tentativa de conquistar fiéis a fé judaica.

Devemos considerar que o judaísmo engloba inicialmente todos os filhos de Israel, das 12 Tribos, que se identificaram antes e durante o exílio, abrangendo até mesmo a tradicional família sacerdotal, que tem por sobrenome Cohen. Em hebraico a palavra “Cohen” (כהן) significa literalmente “sacerdote”.

Atualmente alguns dos principais membros da família Cohen estão sendo treinados pelo Instituto do Templo, em Israel, para exercerem o ofício sacerdotal caso o Templo seja reconstruído.

Note que os sacerdotes (כהנים – cohanim) não são descendentes da tribo de Judá, mas de Levi, por esse motivo é um erro dizer que os judeus que hoje vivem em Israel são descendentes apenas da tribo de Judá ou Benjamim.

Recentemente os “judeus” Bnei Menashe (filhos de Manassés) reivindicam a descendência de uma das dez tribos perdidas de Israel, pois foram enviados para o exílio pelo Império Assírio mais de 27 séculos atrás.

Seus ancestrais vagaram pela Ásia Central e pelo Extremo Oriente durante séculos, antes de se estabelecerem no que é agora o nordeste da Índia, ao longo da fronteira com a Birmânia e Bangladesh.

Durante sua permanência no exílio, os Bnei Menashe continuaram a praticar o judaísmo, assim como seus antepassados fizeram, inclusive observando o sábado, mantendo as regras alimentares, celebrando as festas bíblicas e seguindo as leis da pureza da família. E eles continuaram a nutrir o sonho de um dia voltar para a terra de seus antepassados, a Terra de Israel.

Hoje, com uma comunidade visível, começou a florescer histórias de infância, memórias dos avós e bisavós e assim os filhos de Israel estão se reconectando, inexplicavelmente, com pessoas que até o momento eram desconhecidas.

Diante da curiosidade as pessoas vão se identificando com outras e assim vai surgindo revelações de segredos familiares sobre um passado judaico na família, até então escondido por alguns por causa das perseguições.

Nos últimos anos historiadores e pesquisadores encontraram inúmeras possíveis comunidades judaicas espalhadas em locais remotos de diversos países, até mesmo tribos indígenas na Amazônia, no Peru, que praticam os mesmos ritos judaicos básicos, como os Filhos de Manasses (Bnei Menashe).

Esses “achados” estão contribuindo para que os filhos das Tribos de Israel retornem à Terra de seus ancestrais enquanto as profecias vão se cumprindo, conforme está escrito: Assim diz o Senhor DEUS: Ainda que os lancei (filhos de Israel) para longe entre os gentios, e ainda que os espalhei pelas terras, todavia lhes serei como um pequeno santuário, nas terras para onde forem.

Portanto, dize: Assim diz o Senhor DEUS: Hei de ajuntar-vos do meio dos povos, e vos recolherei das terras para onde fostes lançados, e vos darei a terra de Israel. Ezequiel 11:16,17

Eli Simberg

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 30 de março de 2017

NÃO SEJA PROBLEMA

Todos queremos resolver problemas.

Porém, para cada problema resolvido, aparecem outros mais complexos.

Na verdade, mais do que resolver problemas, é preciso parar de criar problemas.

Temos que ser bem resolvidos.

Sem resolver a nós mesmos estaremos sempre criando novos problemas. 

Orar é essencial.

Mas uma vida bem-sucedida não é fruto apenas de oração.

Começa com oração, mas se realiza uma vida resolvida, que resolve os problemas que têm; que não cria outros problemas, e que mais do que isso, não é um problema.

1. Busque a Deus acima de tudo.


2. Seja fiel a Ele.

3. Dê atenção à sua família. Família vem antes de trabalho.

4. Cuide do seu cônjuge, marido-esposa vem antes de filhos.

5. Gaste tempo com seus filhos - eles vêm antes de amigos.

6. Cultive valores espirituais - eles são mais importantes do que valores materiais.

7. Trabalhe duro, pra valer, ninguém vence sem trabalho.

8. Não basta ganhar muito, tem que saber gastar com sabedoria e dar com generosidade.

9. Cultive bons relacionamentos. Seu destino é feito através dos seus relacionamentos.

10. Esteja envolvido com a igreja, uma vida de serviço a Deus e ao próximo faz bem à alma e promove crescimento. 

Dr. Silmar Coelho

Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 29 de março de 2017

ESPERANDO O INESPERADO

“... E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós. E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa. E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda…” Atos 3:1-8. ...ele olhou atentamente, com expectativa de receber, só que ele recebeu o inesperado.

Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança. Salmo 62:5 - Minha esperança é do Senhor. 

Deus é nossa esperança. Esperamos grandes coisas de Deus. Queremos ver as coisas maiores,
afinal das contas servimos um Deus grande: Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, Efésios 3.20.

Mas temos que admitir, todos nós, uma vez ou outra, sentimos decepcionados na vida, desanimados por não ter alcançado ou atingido as expectativas na vida...

Às vezes clamamos: Eu não entendo Deus; simplesmente não enxergo as coisas  maiores; não tenho mais expectativas ou esperanças. Sempre o impossível acontece comigo. Ao invés do esperado, eu recebo o inesperado.

O QUE VOCÊ ESTÁ ESPERANDO?
O coxo esperava dinheiro, esmola, talvez um pouco de pena... 

Esperar grandes coisas, coisas extraordinárias não está baseado em pensamento positivo, mas no poder de Deus.

Deus veio para você para dizer: Eu tenho uma palavra para você! Eu tenho planos para você! Eu tenho grandes expectativas, grandes esperanças por você!

Antes de ser formado no ventre da sua mãe, antes da fundação deste mundo, antes de ser chamado pelo seu nome, Deus tem planos para você 

Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais. (Jeremias 29.11)

QUANDO DEUS NOS DÁ O INESPERADO

Recebemos uma palavra de esperança. coisas maiores veremos, coisas extraordinárias irão acontecer, começamos ter a esperança, começamos buscar o extraordinário, nossa expectativa está elevada, podemos até ver com nossos olhos da fé. MAS ... Vem o inesperado, a coisa que temos certeza que não faz parte do plano de Deus para nossa vida...e agora????

Moisés e o plano de libertação e a terra prometida, mas Faraó impede (Êxodo 4 e 5).
Imagina a expectativa depois de cada praga e receber um não; Finalmente saíram do Egito, livres, indo para a terra prometida, mas tem o mar vermelho (Êxodo 14).
Volta para Jerusalém depois de 70 anos de cativeiro, reconstrução do templo, reconstrução da cidade, agora esperando o Messias, mas passa  400 anos.

Os discípulos encontram o Messias; reconhecem que Ele é o Cristo e veio para estabelecer o  reino de Deus, mas de repente eles estão olhando para uma cruz.

O NOSSO INESPERADO É O ESPERADO DE DEUS
Deus não tem plano B, os Seus planos não serão frustrados, o seu inesperado é o plano esperado de Deus.

Nos exemplos acima, o inesperado foi exatamente para mostrar o Seu poder, mostrar a Sua direção, mostrar o Seu esperado. O esperado de Deus encontra-se nos lugares e pessoas menos esperados;

A cruz, a coisa mais inesperada pelos discípulos, se torna o evento mais esperado para toda humanidade, pois a cruz, ao contrário do símbolo de morte, é triunfante e traz a vida, a nossa esperança.

A situação inesperada que você está enfrentando pode se tornar o esperado de Deus para sua vida.
Você verá o poder de Deus. Você verá as coisas maiores de Deus, as coisas extraordinárias.
Lembre-se: Deus conhece os pensamentos que Ele tem para você e Seus pensamentos são mais altos e mais poderosos.
Vamos agarrar o inesperado de Deus e esperar nEle e ficaremos maravilhados.

Transcrito Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

terça-feira, 28 de março de 2017

JESUS, O DOADOR DA VIDA

Estes [sinais] foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome. (João 20.31)

João nos diz que seu objetivo último em escrever seu Evangelho foi o de que seus leitores recebessem vida através de Jesus Cristo. E para que recebam vida através de Jesus Cristo, eles devem crer em Cristo; e para que creiam em Cristo, João selecionou certos sinais que dão testemunho de Cristo. Desse modo, o testemunho leva à fé; e a fé, à vida.

Na verdade, João vê seu Evangelho principalmente como testemunho de Cristo. É quase como se o seu Evangelho fosse o cenário de um tribunal e Cristo estivesse sendo julgado.

Uma sucessão de testemunhas é chamada, começando com João Batista. E o julgamento continua com a apresentação de sete sinais milagrosos; cada um deles é uma declaração dramatizada.

1. Jesus transformou água em vinho, declarando inaugurar uma nova ordem.
2. e 3. Jesus realizou dois milagres de cura, declarando dar uma nova vida.
4. Jesus alimentou cinco mil pessoas, declarando ser o Pão da vida.
5. Jesus andou sobre as águas, declarando que os poderes da natureza estavam sob sua autoridade.
6. Jesus deu vista a um cego, declarando ser a Luz do mundo.
7. Jesus ressuscitou Lázaro dentre os mortos, declarando ser a ressurreição e a vida.

Há ainda outro lado do testemunho de João acerca de Jesus. Os sete sinais, registrados na primeira metade de seu Evangelho, são sinais de poder e de autoridade.

Na segunda metade de seu livro, no entanto, João registra sinais de fraqueza e de humildade — primeiro no lavar dos pés dos discípulos e então na cruz, que João vê como a glorificação de Jesus.

Para resumir, o Evangelho de João possui duas partes: a primeira parte é o Livro dos Sinais; e a segunda é o Livro da Cruz. Em ambos, no entanto, por todo o Evangelho, João está dando testemunho de Jesus a fim de que seus leitores creiam nele e recebam dele a vida.

Para saber mais: Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. João 20.30-31; Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém. João21.25 

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 27 de março de 2017

O CRISTÃO NÃO ESTÁ LIVRE DE DORES E SOFRIMENTOS

Para vários e bons propósitos Deus permite que vivamos num mundo de grandes trevas onde a injustiça, a violência e toda forma de pecados predominam, e que, por conseguinte, causam grandes tristezas naqueles que procuram viver segundo a Sua santa vontade.

Isto não sucede por mera condição de serem vitimados por outros, e pelas circunstâncias adversas externas, mas pelo efeito do próprio pecado em suas constituições fracas e terrenas.

Quanto sofrimento não experimentamos deste outro lado do céu quando percebemos em nós mesmos toda a nossa insuficiência para conhecer de modo adequado a vontade de Deus e podermos viver segundo esta mesma vontade.

Considere-se também que o próprio Deus, em ocasiões específicas, permite que estejamos à mercê de nossas fracas habilidades e desprovidos da necessária assistência e fortalecimento da Sua divina graça, e Ele o permite para que possamos conhecer o quão fracos somos e quanto dependemos do Seu poder e amor.

Ao virar o Seu rosto de nós, por um só instante, logo ficamos perturbados em nosso espírito e sujeitos a sentimentos de derrota.

Quando chegamos, muitas vezes, até mesmo a nos desesperarmos da vida, o Senhor torna a nos animar e fortalecer, quando chegamos até mesmo ao ponto extremo de pensar que era o final da nossa carreira e ministério perante Ele.

A propósito, esta é a maior causa da nossa tristeza, a saber, considerarmos que temos sido de pouca ou nenhuma utilidade para os propósitos do Senhor, especialmente o de sermos bênção para as vidas dos nossos semelhantes.

Ai de nós, se não fosse pela Sua grande misericórdia que nos dá forças renovadas para clamarmos a Ele em meio aos nossos momentos de vale de escuridão. Se não fosse pela Sua misericórdia, que sempre se renova, jamais poderíamos ser erguidos do nosso abatimento.

Isto pode ser visto de modo muito expressivo no terceiro capítulo do Livro Lamentações de Jeremias, do qual apresentamos a seguir um breve resumo baseado no comentário de Matthew Henry:

O fiel lamenta as suas calamidades e tem esperança nas misericórdias de Deus.
Vv. 1-20. O profeta relata a parte mais sombria e desalentadora de sua experiência, e como encontrou apoio e alívio. Durante a sua prova, o Senhor havia se tornado terrível para com ele. Foi uma aflição que era a própria miséria, porque o pecado faz amargo o cálice da aflição.

A luta entre a incredulidade e a fé muitas vezes é severa, mas o crente mais fraco estará equivocado se pensar que a sua força e esperança no Senhor se acabaram.
Vv. 21-36. Havendo expressado a sua angustia e tentação, o profeta mostra como foi levantado acima delas. As coisas são extremamente más; porém, pela misericórdia do Senhor, não são piores.

Devemos observar o que Ele faz por nós, e em que está contra nós. As misericórdias de Deus não falham; e disto temos novos exemplos a cada manhã. As porções da terra são coisas perecíveis, mas Deus é a porção eterna.

O nosso dever é e será o nosso consolo e satisfação, ter esperança e esperar em silêncio a salvação do° Senhor. Aflições contribuem e contribuirão muito para o bem, e muitos concluem ser proveitoso ter levado este jugo na juventude.

A aflição tem transformado muitos homens e mulheres em pessoas humildes e sérias, e tornado tais pessoas detestadas pelo mundo, pois caso contrário teriam sido orgulhosos e ingovernáveis. Se a tribulação produz a paciência, a paciência a prova, e a prova esperança, a esperança não envergonha. Pensamentos adequados sobre o mal do pecado e de nossa própria pecaminosidade, nos convencerão de que é pela misericórdia do Senhor que não somos consumidos. Se não pudermos dizer com firme voz: “o Senhor é a minha porção”, será que poderíamos dizer “Desejo tê-lo como minha porção e salvação, e em sua Palavra tenho esperança”? Seremos felizes se aprendermos a receber a aflição, como sendo permitida por Deus.

Vv. 37-41. Enquanto há vida, há esperança; ao invés de nos queixarmos porque as coisas não vão bem, devemos nos estimular uns aos outros com a esperança de que ficarão melhores. Somos pecadores, e as coisas pelas quais nos queixamos são menores do que os nossos pecados merecem. Devemos nos queixar a Deus, e não dEle. Em tempos de calamidades somos propensos a refletir nos caminhos de outras pessoas e lançar-lhes a culpa; porém, o nosso dever é investigar e examinar os nossos caminhos, para tornar-nos do mal a Deus. Nosso coração deve estar posto em nossas orações. Se as impressões internas não concordarem com as externas, não estaremos enganando a Deus, mas a nós mesmos.

Vv. 42-54. Quanto mais o profeta olhava para as desolações, mais se entristecia. Aqui há uma palavra de consolo. Enquanto choravam, esperavam; e ninguém esperaria socorro de ninguém, somente do Senhor.

Vv. 55-66. A fé vem como vencedora, porque nestes versículos o profeta conclui com algo consolador. A oração é o alento do novo homem, que inala o ar da misericórdia nas petições e o exala em louvores; prova e mantém a vida espiritual. Ele silenciou os seus temores e aquietou os seus espíritos. Deus diz: “Não temas”. Esta foi a linguagem da graça de Deus pelo testemunho do seu Espírito.

E o que são todos os nossos sofrimentos comparados com os do Redentor? Ele livra o seu povo de todos os problemas, e renova as forças de sua Igreja diante de todas as perseguições. Ele salvará os crentes com salvação eterna, enquanto os seus inimigos perecerão com destruição eterna.

Pr Silvio Dutra

Por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 26 de março de 2017

O SANGUE DE JESUS

Expiação significa cobrir, expiar, reconciliar, pacificar. No sentido de cobrir, a expiação significava, no antigo Israel, tomar um cordeiro e sacrifica-lo para cobrir o pecado (Levíticos 4:13-21). A expiação em Israel começava pelo sacerdote e sua casa, que oferecia um novilho em sacrifício pelo pecado. Em seguida, eram tomados dois bodes, e um deles seria enviado para o deserto como expiação, no intuito de levar o pecado do povo. O outro bode era sacrificado e seu sangue aspergido no propiciatório, cobrindo o pecado do povo. (Levíticos 16).

Esses acontecimentos ocorriam uma vez por ano, no grande Dia da Expiação, no qual o sacerdote entrava no Santo dos Santos para a expiação. Até hoje, é comemorado o “Yom Kippur” pelos judeus, o Dia da Expiação, ou Dia do Perdão.

Uma das principais diferenças entre o cristianismo e as demais religiões, é que o cristianismo é uma religião cruenta. Ou seja, no sentido de salvação, está totalmente ligada a morte, sacrifício, sangue, etc. As demais religiões encaixam-se como ideologias limpas, ou seja, elas são baseadas em ações do próprio ser humano para alcançar a salvação e se achegar Deus. Descartando, assim, Cristo. Em Israel, praticamente tudo era purificado com sangue e/ou água.

O sangue era derramado no altar do tabernáculo a centenas de litros em dias especiais. Na Antiga Aliança, o israelita era instruído a não ingerir alimentos com sangue, pois a vida está no sangue (Levítico 17:11). Isso servia para ensiná-los o real valor do sangue. Sabemos que tudo já apontava para Jesus Cristo.

Hebreus 9:11-22, diz: “Quando Cristo veio como sumo sacerdote dos benefícios agora presentes, ele adentrou o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito pelo homem, isto é, não pertencente a esta criação. Não por meio de sangue de bodes e novilhos, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, e obteve eterna redenção. Ora, se o sangue de bodes e touros e as cinzas de uma novilha espalhadas sobre os que estão cerimonialmente impuros os santificam de forma que se tornam exteriormente puros, quanto mais, então, o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu de forma imaculada a Deus, purificará a nossa consciência de atos que levam à morte, de modo que sirvamos ao Deus vivo”!

Por essa razão, Cristo é o mediador de uma nova aliança para que os que são chamados recebam a promessa da herança eterna, visto que Ele morreu como resgate pelas transgressões cometidas sob a primeira aliança. No caso de um testamento, é necessário que se comprove a morte daquele que o fez; pois um testamento só é validado no caso de morte, uma vez que nunca vigora enquanto está vivo aquele que o fez. Por isso, nem a primeira aliança foi sancionada sem sangue.

Quando Moisés terminou de proclamar todos os mandamentos da Lei a todo o povo, levou sangue de novilhos e de bodes, juntamente com água, lã vermelha e ramos de hissopo, e aspergiu o próprio livro e todo o povo, dizendo: ‘Este é o sangue da aliança que Deus ordenou que vocês obedeçam’. Da mesma forma, aspergiu com o sangue o tabernáculo e todos os utensílios das suas cerimônias. De fato, segundo a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e sem derramamento de sangue não há perdão.”

Versículos 11 e 12: Aqui nos é revelado que Cristo entrou no Santo dos Santos (no tabernáculo celestial) como sumo-sacerdote e foi o próprio sacrifício! De uma vez por todas! Antes, era feito vez por ano pois nunca havia sido, de fato, resolvido, mas o sacrifício de Cristo foi perfeito e eterno! Não é mais necessário repetir. Essa foi a nossa solução e salvação! Eterna redenção!

Versículos 13 e 14: Se “até o sangue dos animais” purificaria os pecadores exteriormente, imagine a consequência do sangue do Filho de Deus! O efeito é maior! Ele alcança as nossas consciências e essa, a partir desse momento, nos aponta os atos que levam à morte. Isso também é válido para não-cristãos. Quando o sujeito comete qualquer ato que leve a morte, sua consciência apontará. Há o sentimento de prestação de contas e a necessidade de resolver a ausência do Ser Maior. Em toda a cultura, em todas as épocas – selvagem, intelectual – ficou claro a necessidade de um Salvador. Eis o Sangue de Jesus! É isso que o autor de Hebreus nos apresenta.

É muito importante deixar claro que, a Bíblia, em nenhum momento nos apresenta o Sangue de Jesus como um aval para realizarmos obras mortas a vontade. Não há aval para pecarmos, e muito menos uma isenção para não recebermos as consequências dos nossos pecados. Veja bem, somos SIM perdoados, mas a Bíblia não diz que as consequências dos nossos atos nos serão tiradas. Por exemplo: Dirigiu bêbado? Assassinou? Foi pego? Você não será livre da cadeia.

Versículos 15 a 17: Nos foram oferecidos o perdão e a vida eterna. Fomos condenados a morte espiritual pelos nossos pecados e, certamente, a morte baterá na nossa porta. Mas temos a promessa da vida eterna através de Cristo. Assim, nosso corpo morrerá, mas “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”. (João 14:1-3)

O autor muda a figura agora para um testamento e conclui dizendo que o testamento só é validado com a morte do testador: Deus nos fez promessas, e a principal promessa é a vitória sobre a morte através do nosso Testador que é Jesus Cristo! Com o seu sacrifício, temos acesso a todos os benefícios!

Versículos 18 a 22: Tudo já apontava para necessidade do sangue e da vida! Por isso, Jesus se fez o cordeiro imaculado e derramou seu sangue por nós! Todos nós pecamos e nossa salvação está em Jesus!

O sangue de Jesus é a base de tudo na nossa vida cristã: através dele podemos nos aproximar de Deus e ter um relacionamento de Pai pra filho. Quando minha consciência aponta o erro, eu me lembro do sangue de Jesus. Eu reconheço que tenho culpa, admito que sou culpado e recebo o perdão através do sangue de Jesus!

O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos uma vez por ano, e nunca sem apresentar o sacrifício que ele oferecia por si mesmo e pelos pecados do povo. No próximo ano, tudo se repetiria. Então temos Jesus que, como sumo sacerdote entrou no Santo dos Santos e foi o próprio sacrifício. Foi em nosso favor! O perfeito sumo sacerdote! O perfeito sacrifício! E isso não precisou se repetir no ano seguinte, pois Ele é Perfeito!

Mateus Costa

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 25 de março de 2017

CONFIE NO SENHOR

Dentre os muitos conselhos que Salomão escreveu para os seus contemporâneos, e para a posteridade, confiarem em Deus em detrimento de confiar em si, deve ser o ponto de partida para todo planejamento, toda ação e julgamento que o ser humano faz.

No capítulo três e versículo cinco, Salomão escreveu: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento”.

Na língua portuguesa, o verbo “estribar” vem da palavra “estribo”, que é o objeto que no qual os cavaleiros pisam para se apoiar enquanto sobem e também depois quando já estão sentados em seus cavalos.

A tradução deste versículo ficaria mais ou menos assim: “A emoção da segurança que se tem não deve estar sustentada na certeza que temos, advinda da nossa capacidade de raciocinar e fazer prognósticos, mas em Deus”.

Olhando para os exemplos bíblicos, temos a confirmação de que isto funciona na prática: Pela lógica do raciocínio humano Davi se quer deveria ter enfrentado o gigante Golias (e olha que Saul aconselhou Davi nesse sentido);

Pela lógica humana, Abraão, que passava dos 100 anos, e que já tinha uma mulher que já havia perdido a aptidão sexual, deveria desistir da promessa de que ele seria pai;

Pela lógica humana, Jó, um homem que recebeu testemunho do próprio Deus, teria deixado sua fé ser abalada, assim como sua mulher o teve, pois sofrer injustamente é irracional;

Pela lógica, Davi, depois de algum tempo de reinado, poderia ter construído um templo para o povo adorar a Deus, mas Deus o impediu de fazer isso (há coisas que, por mais estejam sob nossa competência, precisamos de autorização de Deus para fazer, por mais que essa coisa seja proba).

Mas isso não implica dizer que devemos paralisar nossas vidas e projetos, não. Muito pelo contrário, devemos exercer nossa capacidade mental imaginativa, adquirir conhecimento e seguir fazendo o bem, mas sempre com a chancela de Deus –– “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR. Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito. Confia ao SENHOR as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos.” Provérbios 16:1-3.

“Os que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre” (Sl 125.1).A confiança no Senhor é o segredo da nova permanência.

Fernando Pereira

Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 24 de março de 2017

COMO PREENCHER O VAZIO EXISTENCIAL?

Nossa alma anela e anseia por Deus, é somente o Espirito Santo que preenche o vazio do ser humano!

Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará. Porque, que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo?" Lucas 9:23-25

Salomão, que teve milhares de mulheres, súditos e foi um dos homens mais ricos que já pisou na face da terra, nos traz uma valiosa reflexão a acerca da vida: "Vaidade, vaidade, tudo é vaidade... É como correr atrás do vento!”.

“É lícito gozar os bens que Deus nos deu, mas estes não podem satisfazer a alma”, diz a introdução do capítulo 6 do livro de Eclesiastes.

Deus nos criou e deu o privilégio de nos relacionarmos com Ele, no entanto, a sociedade hedonista tenta a qualquer custo colocar o homem no centro de tudo. Mas a verdade é que temos que estar no centro da vontade de Deus! Negar a nós mesmos e seguirmos a Ele não quer dizer que faremos voto de pobreza ou se esconder numa caverna. É na verdade, depender Dele, ter fé e confiar que Ele cuidará de todas as áreas de nossas vidas.

A busca incessante pelos bens materiais e por acumular riquezas, fama e fortuna é fruto de uma sociedade cada vez mais individualista, vazia e sem Deus. Pesquisas relevam que quanto maior o IDH - Índice de Desenvolvimento Humano de um país, maior a taxa de suicídio. Em países como o Brasil, vemos uma tolerância maior com relação às adversidades da vida. Porém mesmo assim, temos a enganosa ideia de que se um dia tivermos muito dinheiro seremos muito felizes.

A busca por dinheiro, sexo, drogas, relacionamentos, amigos, "clubinhos sociais" é muitas vezes uma maneira de anestesiar a dor e o sofrimento pela falta da presença de Deus e o relacionamento íntimo com Ele.

A palavra “religião” quer dizer "religar" é na verdade uma forma de religar o homem à Deus, porém, precisamos abandonar a "religiosidade" para ter um verdadeiro encontro com o nosso Criador.

Fernana Thomaz

Por Litrazini
Graça e Paz


quinta-feira, 23 de março de 2017

SE O TIVESSEM CONHECIDO

Conhecer ou não uma verdade espiritual pesa muito numa decisão. Não só pelo fato de que o conhecimento nos favorece para escolher bem, mas também pelo fato de que cada um de nós será julgado na direta proporção do conhecimento que tem.

Em época posterior ao julgamento de Cristo, na verdade dezenas de anos depois, a Bíblia volta a fazer menção de Pôncio Pilatos e sua decisão quanto a Jesus; e faz isto exatamente dentro do contexto do assunto que agora estamos abordando:

“Entretanto, falamos de sabedoria entre os maduros, mas não da sabedoria desta era ou dos poderosos desta era, que estão sendo reduzidos a nada. Pelo contrário, falamos da sabedoria de Deus, do mistério que estava oculto, o qual Deus preordenou, antes do princípio das eras, para a nossa glória. Nenhum dos poderosos desta era o entendeu, pois, se o tivessem entendido, não teriam crucificado o Senhor da glória”. 1 Coríntios 2:6-8.

O apóstolo Paulo escreveu aos Coríntios e lhes expôs a diferença entre o conhecimento natural das coisas e o entendimento espiritual das verdades de Deus. E quando falava acerca disto, tomou como exemplo esta porção que transcrevemos, onde fala dos poderosos da época de Jesus não terem sabedoria de Deus (espiritual) e que justamente pela falta dela não conheceram quem era Jesus Cristo, pois se tivessem conhecido não o teriam crucificado.

Isto envolve Pilatos, Herodes, e todos os sacerdotes, anciãos e autoridades de Israel. Fala das autoridades, dos poderosos, dos que podiam decidir a respeito da crucificação de Jesus; e é claro, Pilatos está dentro.

Embora a referência seja a todos eles, devido à nossa aplicação sobre Pilatos e o paralelo entre a decisão dele e a nossa, quero deixar de lado a figura das demais autoridades que se envolveram direta e indiretamente na crucificação de Cristo, e olhar somente para o governador romano. E isto só por questão de enfoque, embora o princípio se aplique a cada um deles.

A afirmação bíblica é, portanto, que se Pilatos tivesse uma revelação espiritual de quem era Jesus jamais o teria mandado para a cruz. E a partir desta afirmação queremos tecer algumas considerações e demonstrar alguns princípios.

JUÍZO NA PROPORÇÃO DO CONHECIMENTO

No pretório, houve um pequeno diálogo entre Jesus e Pilatos. E neste pequeno diálogo há uma afirmação de Cristo que nos revela um detalhe interessante sobre questões como “conhecimento” e “juízo”.

“Você se nega a falar comigo? “, disse Pilatos. “Não sabe que eu tenho autoridade para libertá-lo e para crucificá-lo?” Jesus respondeu: “Não terias nenhuma autoridade sobre mim, se esta não te fosse dada de cima. Por isso, aquele que me entregou a ti é culpado de um pecado maior”. João 19:10,11

A resposta de Jesus a Pilatos quer dizer o seguinte: “Você só tem este poder de decidir o que fazer comigo porque Deus te deixou ter, e porque sabe que o que você vai escolher não vai afetar o plano divino”. Mas o detalhe que vem a seguir é que me chama a atenção: “aquele que me entregou a ti é culpado de um pecado maior”.

Só nesta frase vemos que Jesus está falando sobre duas coisas distintas:
1. O terem rejeitado Jesus foi considerado pecado. Isto mostra que quem errou na escolha pecou, mesmo que a crucificação de Cristo tenha sido benéfica ao mundo por ser o meio de redenção dos nossos pecados.
2. Há uma diferença entre o pecado cometido por Pilatos e o que cometeram os que entregaram Jesus a ele. Este grupo envolve desde Judas, o traidor, até as autoridades dos judeus. E a diferença entre a gravidade de pecado (Jesus lhe chamou “maior”) deve-se ao quanto conhecimento cada um possuía. Das autoridades religiosas que acompanharam o ministério de Jesus esperava-se mais, pois eram conhecedores das Escrituras e presenciaram os milagres de Jesus. De Judas, então, nem se fale! Mas Pilatos, um gentio, era o mais ignorante acerca do conteúdo das promessas acerca da vinda do Messias.

Vemos portanto, que quanto maior for o conhecimento da pessoa sobre Jesus, maior juízo haverá sobre sua escolha. Como Pilatos conhecia menos, seu juízo será menor. Como os sacerdotes e anciãos conheciam mais, maior será o seu juízo.

Na epístola de Tiago encontramos uma afirmação que relaciona o julgamento que receberemos com a proporção do conhecimento que temos: “Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo” (Tg 3.1). O que conhece mais a ponto de ser um ensinador, tem maior responsabilidade; isto vale no âmbito pessoal e também ministerial, pois se ao ensinar, o fizer de forma errada, tal pessoa dará conta a Deus. Esta diferença é vista em outras afirmações bíblicas, como a que o apóstolo Pedro faz sobre quem conheceu a Jesus e o abandonou depois de já ter o conhecimento:

“Portanto, se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior que o primeiro. Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado.” 2 Pedro 2.20,21

Está estabelecida clara diferença entre o que conheceu e o que não conheceu. É lógico que o não conhecer não inocenta a pessoa, mas faz com que se exija menos dela para a tomada de sua decisão. Jesus mencionou em seus ensinos a diferença entre dois homens que erraram e seriam ambos julgados, mas segundo a proporção de seu conhecimento: “Aquele servo que conhece a vontade de seu senhor e não prepara o que ele deseja, nem age para agradá-lo, será castigado com extrema severidade. Contudo, aquele que não conhece a vontade do seu senhor, mas praticou o que era sujeito a castigo, receberá poucos açoites. A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais ainda será requerido.” Lucas 12:47,48

Tanto um como outro seriam punidos, pois ambos erraram; o que conhecia a vontade do senhor, por não agir à altura, e o que não conhecia por não procurar conhecê-la. As falhas são distintas: o que conhecia pecou por rebelião, enquanto que o pecado do outro foi omissão ou mesmo desinteresse em procurar saber a vontade do senhor. Mas o fato é que o primeiro errou ativamente enquanto que o segundo errou passivamente, só que a ignorância não justifica, tem um juízo menor, mas tem juízo da mesma forma. O que devemos fazer é procurar conhecer e, então obedecer a vontade de Deus. O próprio fato de você estar lendo essas verdades traz sobre sua vida uma responsabilidade maior, que antes você não tinha.

Se Pilatos tivesse conhecido quem era Jesus, não o teria crucificado. Quando Cristo estava na terra, haviam diferentes opiniões acerca dele; ouviam-se testemunhos diferentes sobre sua identidade. Então como saber quem era realmente ele? Como conhecê-lo?

Os que realmente o conheceram – seus apóstolos – precisaram de mais do que uma opinião, eles receberam uma revelação de Deus acerca de Jesus. Observe o que diz a Bíblia.

“Indo Jesus para as bandas de Cesaréia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o filho do homem? Responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias, ou algum dos profetas. Mas vós, continuou ele, quem dizeis que sou eu? Respondeu Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Disse-lhe Jesus: Bem-aventurado és, Simão Bar-Jonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus.” Mateus 16:13-17

Percebemos por este episódio narrado pelo evangelista Mateus que as opiniões eram diversas, mas Pedro soube quem realmente Jesus era não porque ficou ouvindo os comentários dos homens, mas ele recebeu uma revelação de Deus! Seu coração se abriu de tal forma que o Espírito Santo pode dar testemunho de quem era Jesus.

Não basta tentar conhecê-lo com o intelecto, com a razão; é preciso mais que isto. Você deve orar e pedir ao Pai que está nos céus que abra o seu coração para que haja uma compreensão profunda, espiritual, acerca de Jesus. Isto acontecia com pessoas nos dias da Bíblia, continua acontecendo hoje e pode ocorrer com você.

Pilatos pecou por não conhecer; contudo, ninguém pode usar a falta de conhecimento como desculpa. Se nos falta mais conhecimento para decidirmos o que fazer de Jesus chamado Cristo, devemos buscá-lo.

Se você tem dificuldade quanto a entender a redenção que Cristo veio trazer à humanidade por meio de sua morte e ressurreição, ou quanto à sua divindade ou mesmo seus ensinos e como compreender a Bíblia, busque ajuda, mas não estacione na dúvida e nem tampouco na ignorância espiritual.

Se você ainda não conseguiu ver o senhorio de Jesus e a importância de submeter-se a ele, decidindo bem em seu tribunal, se ainda tem dificuldades para liberar sua fé e assumir um compromisso de alto nível, não faça sua escolha ainda. Investigue mais. Procure saber mais. Se o governador da Judeia tivesse feito isto e conhecido mais, não teria rejeitado Jesus Cristo. E sei que se você o fizer, também não o rejeitará.

Pr Luciano Subira

Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 22 de março de 2017

AS ARMAS DE NOSSA MILÍCIA

Jamais teríamos condições de conhecer os ardis do nosso adversário, sua astúcia e forma de combate. Mas Deus sabe como ele trabalha e o que devemos fazer para destruir seus mísseis incendiários.

TODA E QUALQUER ESTRATÉGIA MILITAR para uma guerra, ainda que de pequena dimensão, inclui o conhecimento do poder de fogo do adversário. Disso depende o êxito da empreitada.

Faz-se necessário também conhecer de antemão os pontos fracos e fortes do inimigo. As nações mais poderosas do planeta usam satélites espiões que informam qualquer movimento do adversário. Com isso, avaliam a conveniência de atacar pelos flancos, pela direita, pela esquerda, pelos ares, por terra ou pelas águas.

Se o inimigo possui lançadores de mísseis de longo alcance, urge que essas fortalezas sejam destruídas logo no início do combate. O aparato bélico precisa ser mortífero, com poder de destruição superior ao do inimigo. Assassinos dispostos a matar ou morrer, munidos de AR-15, não podem ser enfrentados com policiais armados com revólveres 38.

A Igreja de Cristo trava uma batalha constante contra o diabo, nosso adversário invisível e poderoso: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pe 5.8). A sobriedade (sóbrio = grego sõphrõn) diz respeito ao autodomínio, equilíbrio, mente sã.

A batalha está deflagrada desde o princípio. Não há como fugir a essa realidade. A partir do momento em que nos alistamos como soldados de Cristo, assumimos a posição de combate e de firme resistência. O adversário “busca a quem possa tragar”.

Os leões, por instinto, possuem uma estratégia para atacar uma manada. Espreitam aquela caça desprevenida, descuidada, menos atenta, mais afastada do rebanho. E atacam com fúria e certeza de sucesso. O diabo busca as presas mais vulneráveis.

Jamais teríamos condições de conhecer os ardis do nosso adversário, sua astúcia e forma de combate. Mas Deus sabe como ele trabalha e o que devemos fazer para destruir seus mísseis incendiários.

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6.11). Ele age com astúcia, isto é, pela força do engano, como hábil enganador. A armadura precisa ser completa: “toda a armadura”. Não apenas uma parte dela. Um soldado não enfrenta um bandido armado apenas com o cassetete, ou apenas com uma arma de fogo. Deve usar a armadura no seu todo, como faziam os antigos soldados romanos. É assim que Deus quer que façamos. O inimigo é perigoso. Não fosse, Deus não nos faria advertência tão cuidadosa.

“Porque não temos que lutar contra carne e sangue; mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes as trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (v.12). A nossa luta não é contra pessoas visíveis. Seria até mais fácil. O conflito espiritual é contra Satanás e uma multidão de espíritos malignos. Estamos engajados nessa luta.

“Porque as armas de nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas” (2 Co 10.4).

A nossa vitória foi obtida na cruz, pelo próprio Cristo, que nos redimiu do domínio do maligno. Porém, trava-se dentro de nós uma luta contra os desejos corruptos, os prazeres ímpios do mundo, as tentações e contra as forças do mal.

Deus nos indica a estratégia que devemos seguir. Precisamos estar com a verdade e a justiça; ter a fé como escudo para apagar “os dardos inflamados do inimigo”; usar a “espada do Espírito, que é a palavra de Deus”, vigiando e orando. (Ef 6.14-18).

Temos nessa relação armas de defesa e de ataque. A espada, simbolizando a Palavra, é arma de ataque e de defesa. No deserto, Satanás usou da palavra para tentar dobrar Jesus. Com a mesma Palavra, Jesus rebateu e o expulsou de sua presença (Mt 4.1-10). Portanto, convém que saibamos manejar bem essa espada. Os soldados conhecem suas armas por dentro e por fora: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15).

O poder das trevas é constituído de uma multidão muito bem organizada. É o império do mal com suas categorias e ordens. Cristo nos livrou desse poder, “em que noutro tempo andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência” (Ef 2.2).

Cristo outorgou poderes à Igreja para em Seu nome expulsar demônios (Mc 16.17). Agimos por procuração. O poder está no outorgante. Para os que crêem, o nome de Jesus tem efeito devastador; é como um míssil lançado sobre as hostes inimigas. Agimos como soldados sob as ordens do Leão da Tribo de Judá, o Senhor dos senhores:

“Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo” (2 Tm 2.3). Como soldados, estamos dispostos a sofrer, a enfrentar adversidades; a viver uma vida de renúncia, de rígida disciplina e de árduo trabalho. Não há como retroceder. Só os fracos fogem à luta.

“A luta é combate que os fracos abate, que os fortes, os bravos só pode exaltar” (Gonçalves Dias).
Não há fraqueza ao que luta destemido nessa batalha. Mas se houver fraqueza, devemos nos gloriar nelas, para que em nós habite o poder de Cristo. E diz o apóstolo: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco então sou forte” (2 Co 12.9-10).

Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 21 de março de 2017

A LINGUAGEM DA NATUREZA

Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Salmo 19:1

Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis (Romanos 1:20).

De umas décadas para cá, o clamor para salvar a natureza tem aumentado. Quanto a temos destruído no último século! Contudo, quantas pessoas são sensíveis à linguagem da natureza?

É uma linguagem sem palavras dirigida a todos os homens de todas as culturas.

Quem nunca se impressionou com um pôr do sol, uma árvore em flor ou o bramido das ondas? Quantos convites para buscar o Autor de todas essas belezas, de todo esse poder!

E sem falar da beleza da natureza, o simples fato da criação existir já não é um motivo mais que suficiente para nos maravilharmos?

Se os cientistas podem fazer cálculos com precisão incrível, isso prova que o mundo não está dirigido pelo acaso, mas que há uma ordem interna, invisível que governa tudo.

O fato de que o mundo pode ser decifrado não é uma prova da existência de uma inteligência suprema?

Muita gente não passa deste ponto. Elas nunca buscam conhecer o Autor do universo.

A Bíblia nos diz quem é Deus, uma Pessoa que se revelou de diversas formas. Ele não é uma força, uma energia ou algo assim. Ele é o Criador que veio visitar Sua criatura.

O Filho de Deus se aproximou de nós e Se humilhou a tal ponto de tomar nossa condição humana, indo além: Ele deu Sua vida para nos reconciliar com Seu Deus e Pai.

Vemos as obras desse Deus todos os dias, de todas as maneiras. Por isso, somos indesculpáveis, nem podemos ousar dizer que Deus não existe!

Transcrito Por Litrazini:

Graça e Paz

segunda-feira, 20 de março de 2017

O ESPÍRITO DA VERDADE

E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês. (João 14.16-17)

Os cristãos não podem depender de nada, a não ser de Cristo, seu Senhor e Deus. Por amor a ele, a tudo renunciam, declarando: “Ao invés de negar ou deixar o meu Cristo, eu abandonarei comida e bebida, honra e posses, casa e propriedade, esposa e filho – tudo”.

A coragem de um cristão não pode ser fingida ou fraca, mas genuína e certa. Ela não pode se apoiar em algo temporário desta terra.

Pelo contrário, os cristãos se apegam somente ao Senhor Jesus Cristo, que foi crucificado e morto por nós.

Assim, como promete na passagem acima, Cristo dirá: “Porque você me reconhece, tem tal vantagem e tal conforto. A sua coragem não o iludirá, pois quem o ajuda é o Espírito da verdade”.

Toda outra coragem vem do espírito de mentiras – um falso espírito que não pode agradar a Deus.

Entretanto, tudo que os cristãos façam ou sofram pela fé no Senhor Jesus Cristo é feito pela verdade. Eles fazem o que é apropriado e correto. Podem se vangloriar verdadeira e alegremente porque o que fizeram é agradável a Deus e aos anjos.

Os cristãos podem se sentir tão confiantes que não precisarão temer o Maligno ou o mundo. Não precisam ter medo de qualquer ameaça ou terror.

Permita que isso o estimule, pois nada na terra pode ser mais confortante durante momentos de necessidade do que um coração confiante.

Enquanto o seu coração estiver contaminado com incertezas e dúvidas, você não poderá ser corajoso.

Contudo, se você viver na verdade, pode estar certo de que qualquer sofrimento que experimente não é causado pelo seu próprio pecado.

Você não está sofrendo porque tentou obter posses, honra ou louvor para si mesmo.

A única acusação contra você é que você crê no Senhor Jesus Cristo e confia na sua Palavra.

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 19 de março de 2017

LIBERTAÇÃO VERDADEIRA.

O ser humano sem Cristo está vivendo uma situação altamente perigosa, pois o diabo é o maior ladrão que existe e sua intenção não é outra do que a de matar roubar e destruir (João 10.10). O inimigo quer destruir os nossos relacionamentos, matar a nossa esperança, roubar a nossa paz, etc. Toda pessoa que ainda não aceitou a Cristo como salvador está algemado, amarrado, preso pelo pecado e debaixo da influência satânica.

Jesus Cristo veio a este mundo para buscar e salvar o perdido (Lucas 19.10) e para desfazer as obras do diabo (1ª João 3.8). Para que isso acontece duas coisas se faz necessário. Primeiro que a igreja esteja intercedendo pelos perdidos, para que o poder de Satanás na vida das pessoas seja minado e elas se tornem receptivas ao Evangelho. Segundo que a igreja leve as boas novas de salvação aos perdidos, pois só Cristo através do evangelho tem o poder para quebrar as cadeias que lhes prendem.

“Pedro, então, ficou detido na prisão; mas a igreja orava intensamente a Deus por ele” (Atos 12.5).

A situação era altamente perigosa, mas a igreja não entrou em desespero; como manda a Palavra (Fp 4.6) a igreja intercedeu em oração e fé a Deus pelo encarcerado. Este é o único caminho para libertar as pessoas: Amor, unidade, fé e perseverança na oração e na intercessão pelos perdidos, seguida da proclamação do Evangelho: Deus através de Cristo reconcilia o mundo perdido (2ª Coríntios 5.19).

“Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mateus 18.19-20).

Quem foi despertado espiritualmente não fica olhando para os obstáculos, ou para as circunstâncias adversas; não fica temeroso, mas segue a Cristo sem medo enfrentando todos os problemas, lutando o bom combate da fé, na certeza de que é mais que vencedor.

“Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (Romanos 8.31-32).

“Então Pedro caiu em si e disse: Agora sei, sem nenhuma dúvida, que o Senhor enviou o seu anjo e me libertou das mãos de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava” (Atos 12.11).

Todas as cadeias foram rompidas. O portão de ferro e os guardas ficaram para trás. O encarcerado está totalmente livre.

Este é o resultado para quem ouve a voz do Espírito Santo, crê e aceita a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, e o segue submisso: Ocorre uma libertação verdadeira, a velha vida fica para trás e, se inicia uma nova vida onde a pessoa agora está realmente cônscia dos planos de Deus para sua vida e desejosa de segui-Lo.

Existe uma alegria contagiante no meio dos salvos quando um pecador aceita ao Senhor Jesus, assim como, algo que realmente identifica uma pessoa liberta é a sua alegria em estar na Casa de Deus e na comunhão dos santos. Ele anseia estar louvando a Deus, aprendendo da Sua Palavra e compartilhando o seu testemunho.

O salmista Davi disse; “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do SENHOR” (Salmos 122.1).

Quando se experimenta uma libertação verdadeira nossa vida se torna impactante, nós, como o sal, passamos a influenciar e alvoroçar tudo que está ao nosso redor. “Trouxeram alguns irmãos à presença dos magistrados da cidade, clamando: Estes que têm alvoroçado o mundo chegaram também aqui” (Atos 17.6).

Por Litrazini

Graça e Paz