sexta-feira, 10 de março de 2017

O PRIMEIRO E O SEGUNDO MANDAMENTOS

Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti nenhum ídolo […] Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto. (Êxodo 20.3-5)

A proibição para adorar outros deuses “diante” de Javé é também uma indicação de que não há outros deuses. “Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro” (Is 45.6).

Não precisamos adorar o sol, a lua e as estrelas para infringir o primeiro mandamento. Nós o infringimos sempre que damos o primeiro lugar em nossas vidas a qualquer pessoa ou coisa e não a Deus. Em vez disso, devemos amá-lo com todas as nossas forças e fazer de sua vontade nosso prazer e de sua glória nosso alvo.

Se o primeiro mandamento exige nossa adoração exclusiva, o segundo requer que a nossa adoração seja espiritual e sincera. Pois, como Jesus disse, “Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24).

A ordem relacionada aos ídolos não deve ser interpretada como a proibição de se fazer qualquer representação visual, mas a proibição de adorarmos a ela.

Esse mandamento certamente inclui as manifestações externas de adoração que não refletem o que está no coração. Não podemos nos aproximar de Deus com nossos lábios se nossos corações estão longe dele (Is 29.13; Mc 7.6).

O segundo mandamento nos coloca diante de dois problemas. Primeiro, é aqui que Deus se apresenta como Deus “zeloso” ou “ciumento”. (Êx 20.5). Isto não deve nos deixar ressentidos ou magoados.

O zelo ou ciúme é um sentimento que implica uma rivalidade, e é nesse sentido que o texto se refere. Deus se recusa a dividir sua glória com outro, simplesmente porque não há nenhum outro com quem compartilhá-la.

O segundo problema é que Deus diz que castiga os filhos pelos pecados de seus pais. Isso pode parecer injusto, mas é certamente verdade que os filhos sofrem as consequências dos pecados de seus pais. Essas consequências podem se manifestar fisicamente (por uma doença congênita), socialmente (na pobreza causada pelo vício do jogo ou da bebida), psicologicamente (pelas tensões e conflitos gerados por um lar infeliz), e moralmente (no comportamento adquirido a partir do mau exemplo).

Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. João 4.19-24

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz