terça-feira, 13 de junho de 2017

ENTRE AS TREVAS E A LUZ

A lei que rege o Reino de Deus é a Bíblia, enquanto o Reino do Diabo só tem uma lei: "Não farás nada que não queiras".

Só esqueceram de dizer, que o Céu oferecido por Deus tem endereço diferente daquele que é oferecido pelo diabo. Seus seguidores escolhem as pessoas, que poderão se aproximar deles, mas para lhes mostrar apenas aquilo que lhes interessa a seu respeito. Toleram quem pensa de modo diferente deles, mas só enquanto não representam um perigo real para a revelação da sua identidade.

Quando uma brecha se abre, tratam de excluí-los, rapidamente de seu círculo de amizades e se tornam ameaçadores. Como de praxe, este tipo de ação não costuma ser piedosa, diga-se de passagem.

Para entrar no 'Céu Satânico', ninguém precisa de ajustes, cortes e moldagem interiores. Quanto maior for o grau de maquiavelismo, melhor. É aí, que se explica a agressividade usada durante o corte das relações mais próximas. Fazem isto sem medo, pois foram ensinados como caminhar impunes e conhecem as brechas da lei. Sua própria religiosidade é licenciosa, visto que foi montada por um deus libertino, permissivo, tolerante e adaptável aos seus desejos.

Obviamente, a ausência de leis restritivas é a situação preferida por quem não deseja ser incomodado pelas dores de consciência. O Reino do diabo é um ambiente onde a impunidade foi renomeada e retocada por um discurso no qual a palavra misericórdia é usada e parece suplantar até mesmo a necessidade de justiça. Segundo esta tropa, ninguém precisa ser misericordioso, só Deus. A soteriologia universalista se adaptou a este sistema, pois prega uma misericórdia feita com o amor dos outros, o dinheiro dos outros e a iniciativa do alheio.

O satanismo puro não exige nada, nem mesmo o amor real, mas aceita bem o amor aparente. Na realidade os seus atos de bondade são apenas uma cortina de fumaça estendida para esconder suas reais intenções.

Jesus não chama os mais dotados de poder econômico, político e de sabedoria moldada pelo sistema mundano. Jesus veio para os doentes, para os cansados, para os oprimidos e lhes oferece alívio.

O grito existencialista é assim: "tu, oh Deus, que eu mesmo construí, continue me suportando do jeito que sou e me ajude a ser tudo aquilo que desejo ser. Deus! quero que você salve quem eu achar que deve ser salvo e me ajude a convencer as pessoas de que não precisam mudar seu comportamento para lhe agradar.

Este é o Deus que todos gostariam de ter, pois eles não acreditam no Deus que sabe com quem gostaria de conviver pelo resto saber eternidade.

Ubirajara Crespo

Por Litrazini

Graça e Paz