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domingo, 24 de setembro de 2017

PRÁTICA DA RESTAURAÇÃO

A prática da restauração é a arte de nos colocarmos contritamente nas mãos do divino Oleiro para que ele refaça o vaso quebrado e lhe dê a forma e a beleza anteriores, depois de qualquer escorregão e queda, depois de qualquer período de frieza espiritual e crise existencial, depois de qualquer escândalo e desastre de natureza religiosa, depois de qualquer aborrecimento com a igreja militante e ressentimento ou revolta contra Deus.

O estado quebrado em que se encontra o crente pouco ou muito tempo depois de um fracasso, grande ou pequeno, não é necessariamente seu estado final. Deus deixou essa certeza impressa nos olhos e na memória do profeta Jeremias ao levá-lo à casa de certo oleiro, em cujas mãos havia um vaso que se estragou.

Em vez de jogar fora o vaso estragado, o oleiro o refez, moldando outra peça com o mesmo barro. Em seguida, o Senhor perguntou ao profeta: “Não podereis eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jr 18.6).

VASOS QUEBRADOS
São os vasos quebrados que precisam parar nas mãos do divino Oleiro para serem outra vez modelados. Embora igualmente desintegrados e esvaziados do resplendor antigo, nem todos os vasos têm a mesma história. Certamente eles se enquadrarão em um ou mais de um dos seguintes danos ou ocorrências:

PERDA DO PRIMEIRO AMOR
Você está no fundo do poço porque perdeu gradativamente o entusiasmo, perdeu o gosto pela leitura da Bíblia, perdeu a vontade de orar, perdeu o gozo da comunhão com Deus, perdeu a força da esperança cristã, perdeu a capacidade de crer, perdeu o poder da fé. Tornou-se frio, insensível, incrédulo e apático. Você trocou a Casa do Senhor (Sl 122.1) pela sua casa.

PERDA DAS OBRIGAÇÕES MORAIS
Você está no fundo do poço porque se desobrigou gradativamente dos mandamentos de Deus. Você se soltou. Fez concessões à carne, ao mundo e ao diabo. Em vez de não se conformar com este mundo (Rm 12.2), você passou a não se conformar com a obrigação imposta por Jesus de negar-se a si mesmo (Lc 9.23). Você trocou o fruto do Espírito pelas obras da carne (Gl 5.16-24).

PERDA DA PUREZA DOUTRINÁRIA
Você está no fundo do poço porque foi se distanciando gradativamente do compromisso doutrinário. Tudo começou quando você perdeu a noção da autoridade da Palavra de Deus. A partir daí você passou a crer no Jesus histórico, e não no Verbo que se fez carne (Jo 1.14). Você passou a crer na reencarnação dos vivos, e não na ressurreição dos mortos. Você passou a sobrecarregar cada vez mais os homens e a dispensar cada vez mais o concurso de Deus. Você trocou a glória de Deus pela glória dos homens, trocou a fé pelas obras.

PERDA DO SENSO DE DEPENDÊNCIA
Você está no fundo do poço porque se envaideceu gradativamente até ao ponto de acreditar que não precisa mais da sabedoria de Deus, da sua graça, do seu poder, da sua presença. Você pode tudo, você dá conta de tudo, você está sempre certo, a última palavra é sua. Você não é a vara, mas a própria videira (Jo 15.5). Você trocou a plenitude de Deus pela plenitude do seu próprio eu.

CAPACIDADE DO RESTAURADOR
Basta passar os olhos na história da redenção para você descobrir ou redescobrir a capacidade sem medida do Restaurador. Não importa o tamanho dos estragos. Nem as diferentes áreas em que se deram os estragos.

RESTAURAÇÃO FÍSICA
Deus restaura a saúde ao doente (Is 38.16), a vista ao cego (Lc 18.42), a fala ao mudo (Mc 7.35) e o juízo ao endemoninhado (Mc 5.15.) Devolve à posição ereta a mulher por dezoito anos encurvada (Lc 13.13). Restaura a mão até então ressequida (Lc 6.10.).

RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL
Deus restaura o homem da queda e do pecado, justificando-o, santificando-o e glorificando-o. Ressuscita-o de entre os mortos. Dá-lhe corpo novo, revestido de incorruptibilidade e de imortalidade (1 Co 15.53). Torna-o igual a Jesus Cristo (Rm 8.29-30; 2 Co 3.18; Fp 3.20-21; 1 Jo 3.2).

RESTAURAÇÃO DO CULTO
Deus restaura o altar, o tabernáculo, o templo, os muros e a cidade de Jerusalém, as tribos de Israel e a glória de Jacó (Ne 2.2). Restaura a sorte de Judá e de Israel, edificando-os como no princípio (Jr 33.7).

RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA
Deus restaura o planeta que o homem poluiu e estragou. Estende outra vez a camada de ozônio. Despolui rios, lagos, mares, praias e oceanos. Replanta a flora e recria a fauna. Cria novos céus e nova terra (2 Pe 3.13). Redime a criação do cativeiro da corrupção “para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (Rm 8.21).

RESTAURAÇÃO FINAL
Deus em Cristo tira o pecado do mundo, refaz o que o homem fez de errado. A história não termina com a notícia de que “por um só homem entrou o pecado no mundo” (Rm 5.12), mas com a notícia de que Jesus é “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29).

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz

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