domingo, 1 de outubro de 2017

POR QUE NÃO ORAMOS

Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de ser em maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que est á nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem! (Mateus 7.10-11)

As nossas necessidades urgentes deveriam ser motivo suficiente para nos fazer orar. Mas, como se isso não bastasse, Jesus usa uma bela ilustração da vida familiar para nos persuadir a orar.

Nem uma criança muito problemática receberia dos seus pais uma cobra em vez de um peixe. Com essa ilustração, Jesus está dizendo: “A sua natureza humana é corrupta. Você não chega nem perto de ter a bondade de Deus, mas, ainda assim, você dá bons presentes aos seus filhos.

Pelo fato de Deus, o seu Pai celestial, ser perfeito, ele não lhe daria boas coisas se você lhe pedisse?”. Se analisarmos bem essa ilustração, desejaremos orar.

Entretanto, quando entendemos o que Deus diz em sua Palavra, começamos a viver de acordo com ela e a ensinamos a outros, começamos a enfrentar muitas tentações e frequentes oposições.

A nossa natureza pecaminosa é inimiga da oração. Rapidamente ela fica entediada, descuidada e indiferente ao que Deus diz e à vida boa que ele nos dá.

Por isso, nunca teremos tanta sabedoria, conhecimento da Palavra de Deus, fé, amor e paciência como deveríamos ter.

Todos os dias a nossa natureza pecaminosa nos pega pelo pescoço e nos arrasta para longe da oração.

O mundo também é um inimigo da oração. Ele é tão invejoso que basta termos fé e a preciosa Palavra de Deus para ele se recusar a tolerar qualquer uma delas, não importa quão fracos possamos ser. O mundo nos condena, tenta tirar o que temos e não nos dá paz.

Esses são os dois inimigos da oração: nossa natureza pecaminosa e o mundo. Por dentro, eles tentam diminuir nosso desejo de orar e, por fora, tentam nos afastar da oração.

Tudo o que podemos fazer é continuar clamando a Deus. Devemos clamar por força e por um melhor entendimento da sua Palavra.

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz