domingo, 5 de novembro de 2017

A UNIVERSALIDADE DO PECADO E DA CULPA

Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à Lei, pois é mediante a Lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado. (Romanos 3.20)

Nada afasta mais as pessoas de Cristo que a incapacidade de enxergar o quanto elas necessitam dele, ou a má vontade em admitir essa necessidade. É este princípio simples e impopular que está por trás de Romanos 1.18-3.20.

Paulo demonstra a universalidade do pecado e da culpa dividindo a humanidade em vários grupos e acusando cada um deles.

Ele mostra que todos os grupos falharam em viver de acordo com o nível de conhecimento que cada um deles tinha. Em vez disso, eles deliberadamente o suprimiram e até mesmo o negaram.

Portanto, eles são culpados e indesculpáveis. Ninguém pode alegar inocência, porque ninguém pode alegar ignorância. Paulo retrata os seguintes grupos:

A corrupta sociedade gentílica com sua idolatria, imoralidade e comportamento antissocial (1.18-32).

Os moralistas críticos (gentios ou judeus) que defendiam padrões éticos elevados, aplicando-os a todos, exceto a si mesmos (2.1-16).

Os judeus arrogantes que se gloriavam de seu conhecimento da lei de Deus, mas não lhe obedeciam (2.17-3.8).

Por fim, Paulo inclui toda a raça humana e chega à conclusão que todos nós somos culpados e indesculpáveis diante de Deus (3.9-20).

A mensagem de Paulo conduz sempre ao mesmo ponto: “Que toda boca se cale” e que o mundo inteiro “esteja sob o juízo de Deus” (3.19).

Como podemos responder a esta terrível exposição do pecado humano feita por Paulo?

Não podemos simplesmente mudar de assunto e falar da necessidade de se desenvolver uma boa autoestima, ou culpar nossos genes, nossa educação ou nossa cultura pelo nosso comportamento.

Precisamos aceitar o diagnóstico divino sobre a nossa condição e aceitar também que somos responsáveis por ela.

Só então estaremos prontos para entender a explicação de Paulo em Romanos 3.21 sobre a provisão de Deus através da cruz de Cristo para a nossa salvação.

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo  [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz