segunda-feira, 11 de junho de 2018

A CENTRALIDADE DE CRISTO NAS ESCRITURAS


NO PROPÓSITO ETERNO DA TRINDADE.
O primeiro anúncio histórico da vinda do Redentor (Gn 3.15) refere-se à concretização de fatos acordados pelo Deus Triúno antes da fundação do mundo. Em João 17.4-6, Jesus diz ao Pai: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer; e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo. Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra”.

Em Efésios 1 ocorrem várias expressões que indicam que, desde antes da fundação do mundo, Cristo ocupa lugar central nos propósitos de Deus: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele [...] para adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, [...] no Amado [...], no qual temos a redenção, [...] segundo seu beneplácito que propusera em Cristo, [...] nele, digo, no qual fomos também feitos herança, [...] nós, os que de antemão esperamos em Cristo, [...] em quem também vós [...] fostes selados com o Santo Espírito da promessa” (v. 3-13). (Veja também Ap 1.8; 21.6; 22.13.) 

NAS PROFECIAS.
Jesus, nascido em Belém, Jesus de Nazaré, “nascido de mulher” (Gl 4.4), é “Deus conosco” – Deus presente na criação do mundo (Jo 1.1-3), Deus presente redentoramente na história da humanidade (Gn 3.15); Deus presente na Escritura, de Gênesis a Apocalipse. Centralidade que envolve infinidade, supremacia e soberania; tudo o que foi dito é confirmado pela gloriosa profecia de Isaías 9.6-7, na qual o menino que nasceria é chamado “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Veja também Jó 19.23-25, note o destaque dramático dado por Jó em seu lance profético; Salmos 2.7-12; Apocalipse 19.16; Isaías 7.14 e Mateus 1.23. 

NOS TIPOS DE CRISTO. Grandes eventos e importantes personagens da antiga dispensação são apresentados como tipos de Cristo, o Antítipo. Entre os muitos exemplos, há o de Melquisedeque (Gn 14.18-20; Sl 110.4; Hb 5.10; 6.20; 7.1-3,17). 

NA MENSAGEM CENTRAL, FUNDAMENTAL, DA BÍBLIA (Jo 5.39). 

NA OBRA REDENTORA.
A obra redentora é de Deus em Cristo. Nela participam as três pessoas da Trindade. Deus o Pai deu o Filho, e este e o Pai enviaram o Espírito. A centralidade de Cristo na obra redentora é no sentido de que tanto as ações do Pai como as do Espírito se centralizam no Filho, como enviado e sacrificado pelo Pai, e como aplicado salvadoramente ao homem pelo Espírito Santo (Gn 3.15; Is 53; Jo 3.16; At 4.12; 1 Co 1.18-25; 2 Co 5.14-21). 

NA OBRA DE CRISTO COMO MEDIADOR. Além de estar como mediador entre a lei que condena e a graça que salva, Cristo é apresentado na Escritura explicitamente como mediador entre Deus e os homens (Jo 14.6; 2 Tm 2.5). A declaração de John Murray, sobre Romanos 5 refere-se a este item e ao anterior: “Todas as bênçãos espirituais estão em Cristo. Mas também são desfrutadas ‘por meio’ da contínua atividade mediatária de Cristo”.1 

NOS OFÍCIOS DE CRISTO.
 a) Como o profeta (Dt 18.15; Mt 17.4-5; Is 61.1-2; Lc 4.18,19, 21; Hb 1.1-4);
b) Como o sacerdote (Hb 7.17-28);
c) Como Rei, atualmente só reconhecido pelos seus, em cujo coração está seu reino espiritual (Lc 17.21). Mas ele sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder (Hb 1.3) e finalmente vai estabelecer seu reino universal e glorioso, num tempo que, dentro da eternidade imensurável, está “próximo” (Mc 1.15; Fp 2.9-11; Ap 11.15).

NA VIDA DO CRISTÃO (Jo 15.1-5).
“Cristo em mim, em nós” — expressões empregadas repetidamente pelo apóstolo Paulo (Gl 2.20; Cl 3.3; 2 Tm 3.12; Cl 1.27). 

CENTRALIDADE INTERTESTAMENTÁRIA. O Antigo Testamento termina confirmando as profecias messiânicas (Ml 4.1-6) e começa com a declaração do cumprimento dessa profecia (Mt 1.1; Mc 1.1; Lc 1–2.7; Jo 1.1-14). 

NA CRUZ E NO TÚMULO VAZIO (Gn 3.15; Dt 21.13; Gl 3.13; Hb 12.2;1 Pe 2.24; Jo 20; 1 Co 15.3-8, 19-23).
O cristão, segundo o apóstolo Paulo deve se gloriar na cruz de Cristo: “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo” (Gl 6.14).

Cristo repetidamente se declara “o Alfa e o Ômega” (Ap 1.8; 21.6; 22.13). “A ele a glória e o domínio, pelos séculos dos séculos. Amém” (Ap 1.6).

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz