sexta-feira, 1 de junho de 2018

ONIPOTÊNCIA E ONIPRESENÇA DE JESUS CRISTO


E que nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado; em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados;  o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;  porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas;  também ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência, porque aprouve a Deus que nele habitasse toda a plenitude:  Cl 1:13-19

Nos versos treze a dezenove do primeiro capítulo da Carta aos Colossenses, Paulo nos apresenta uma maravilhosa exposição sobre a Pessoa de Cristo. Neste texto, somos informados da singularidade de Sua Pessoa:

Ele é nosso Redentor e nosso Libertador, mas também é a Imagem do Deus Invisível, o Primogênito de toda a criação; nEle e por Ele foram criadas todas as coisas, sendo sustentador e tudo.

Paulo revela-nos, ainda, que Jesus é a Cabeça da Igreja e o Primogênito de entre os mortos. NEle, reside toda plenitude da Divindade.

Vejamos, portanto, quão profundas e preciosas são as informações sobre a Pessoa de Cristo neste trecho tão especial de Colossenses.

JESUS, O NOSSO REDENTOR
Um dos grandes objetivos do apóstolo Paulo nos versos treze a dezenove do primeiro capítulo de Colossenses é revelar-nos coisas especiais sobre a Pessoa de Cristo. E ele o faz, com o objetivo de nos mostrar que a singularidade do Senhor Jesus é o fundamento para uma vida debaixo do Seu senhorio.

Para o apóstolo, trata-se de uma compreensão essencial. Isto quer dizer que é absolutamente necessário que compreendamos bem o fato de que Jesus Cristo é o Senhor e que nós devemos nos submeter a Ele. Segundo Paulo, isto é fundamental para uma vida cristã bem sucedida. Sem esta compreensão não poderá sequer haver vida cristã no seu verdadeiro sentido!

A primeira grande informação que encontramos no texto que pretendemos analisar é de que Jesus é nosso Redentor: "Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor, no Qual temos a redenção, a remissão dos pecados." (Cl 1:13-14, na ARA, com grifos nossos).

Duas observações precisam ser analisadas aqui. A primeira delas é que o Senhor Jesus realizou uma obra de trasladação, ou seja, uma mudança de lado. No original grego, encontramos aqui o verbo methístemi, "transpor", "transferir", "remover de um lugar para outro". Este é um aspecto fundamental na vida cristã: Paulo está nos dizendo que Jesus nos arrancou do império das trevas e da morte e nos transferiu, por assim dizer, nos removeu para o Seu Reino. Exatamente por esta causa é que Ele operou a nossa Redenção.

Na língua do NT, encontramos o substantivo apolútrosis, "uma libertação efetuada pelo pagamento de um resgate", que por sua vez origina-se de outro substantivo, lútron, "o preço de redenção", "o resgate pago pelos escravos cativos", "o resgate da vida". Segundo Paulo, foi exatamente isto que Jesus operou em nosso favor: Ele pagou com o Seu sangue o preço de nossa libertação, tornando-se, assim, nosso Redentor e Senhor.

Paulo ainda nos informa que recebemos a Remissão de nossos pecados. No grego temos o substantivo áphesis, "livramento da escravidão ou prisão", "remissão ou perdão de pecados", "remissão da penalidade". Além de termos sido resgatados, somos livres da escravidão e da penalidade, a fim de podermos viver em novidade de vida (cf. 1Co 5:17).

É exatamente isto que sugere o substantivo áphesis: nossa situação muda tão radicalmente que é como se nossos pecados nunca tivessem sido cometidos. Uma realidade sobre a qual Isaías havia falado sete séculos antes: "Assim diz o Senhor, o que preparou no mar um caminho, e nas águas impetuosas uma vereda; Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de Mim, e dos teus pecados não Me lembro." (Is 43:16,25, na ACF, com grifos nossos).

O Senhor Jesus é a perfeita representação de Deus.
Uma revelação importantíssima, pois Ele não é apenas e simplesmente um homem divinizado ou um deus humanizado. Mas o próprio Deus que Se fez carne e habitou entre nós (cf. Jo 1:14), morreu por nossos pecados (cf. Rm 5:6), ressuscitou dentre os mortos (cf. 1Co 15:20), subiu aos céus (At 1:2), intercede por nós (Hb 7:25) e um dia voltará para nos levar para Si (Jo 14:3).

Verdades tão profundas que alteram a "rotina" tanto da terra, quanto dos céus!

Lázaro Soares de Assis

Por Litrazini
Graça e Paz