quinta-feira, 26 de julho de 2018

A CRUZ NA VIDA DO DISCÍPULO


As Escrituras nos trazem um ensino consistente acerca da centralidade da cruz na nossa experiência.

Mt 16:24 Somente Jesus poderia morrer na cruz por nossos pecados. Jamais poderíamos fazer nada a esse respeito. Mas ao ensinar seus discípulos, Jesus constantemente falava sobre o negar-se a si mesmo e tomar a sua cruz.

Mt 16:24-28 Já vimos que a condição para ser discípulo de Jesus é a disposição em imitá-lO numa vida de renúncia à própria vontade.

Mt 16:25 Jesus esclarece aqui o princípio da cruz, mostrando que, no reino de Deus, quem luta por preservar sua vida acaba perdendo-a; e quem perde sua vida por amor de Jesus, ganha-a.

Mt 16:28 Jesus está dizendo aqui que uma visão do reino pertence apenas àqueles que assumem o compromisso firme de seguir a Jesus. Não é na multidão que estão as pessoas que 'verão vir o Filho do homem no seu reino'. É entre os discípulos!

Discípulo é aquele que imita. Ninguém pode ser discípulo de Jesus se não se dispuser a imitá-lo. Ora, como vimos, a vida de Jesus foi marcada pela cruz. O tempo todo Jesus negou seus direitos e privilégios, num processo contínuo de entrega da própria vida.

A Palavra se refere aos nossos direitos naturais, nossos apelos, nossos desejos, nossos planos, nossas metas - tudo aquilo que nutrimos, acariciamos, amamos, desejamos, mas que não se conforma à vontade de Deus para nossas vidas.

Jo 5:30 A cruz, para Jesus, foi a entrega completa do controle da sua vida ao Pai. Jesus decidiu não fazer nada a não ser a vontade do Pai. Da mesma forma, quando a Palavra nos ensina a tomarmos nossa cruz, está falando acerca da entrega absoluta do controle de nossa vida ao Senhor.

Lc 9:23 O texto frisa: 'dia a dia tome a sua cruz'. Quando nos convertemos, confessamos a Jesus como Senhor de nossa vida (Rm 10:9); somos tentados constantemente, no entanto, a reassumir esse controle. Tomar a cruz, portanto, é um ato diário de submissão ao Senhor.

REALIDADES ESPIRITUAIS OPERADAS PELA CRUZ NA VIDA DO DISCÍPULO
Fp 3:10 A cruz aparece neste texto como fato central que gera em nós uma série de importantes realidades espirituais.

 'Para o conhecer...' Paulo não está falando de sentimentalismo aqui. Está falando de conhecer a Jesus na base de um relacionamento pessoal, direto.

Nem todos estão dispostos a conhecer a Jesus quando compreendem o que isso significa de verdade.

Não é possível apenas conhecer a Jesus. O texto nos mostra que conhecemos a Jesus juntamente com o poder da sua ressurreição e a comunhão (participação) dos seus sofrimentos, e à medida em que nos conformamos com ele (tomamos sua forma, ficamos parecidos com ele) na sua morte.

Trata-se de um 'pacote' cujas partes componentes não podem ser separadas. Não podemos simplesmente escolher a 'parte' do evangelho que mais nos agrada, e esquecer o resto.

Existe uma ordem lógica na declaração de Paulo no v. 10. Isto é evidente.
Á conhecer a comunhão dos seus sofrimentos e a conformação com ele na sua morte;
Á conhecer o poder da sua ressurreição;
Á conhecê-lo (significa plena intimidade com Jesus).

O porque dessa ordem é claro. Só pode haver ressurreição depois da morte. É quando nos conformamos com Jesus na sua morte, ou seja, quando aprendemos a viver o princípio da cruz, que podemos provar o poder da sua ressurreição - e quando isso ocorre, podemos relacionar-nos intimamente com ele.

Fonte: Apostila Comunidade carisma

Por Litrazini
Graça e Paz