quinta-feira, 30 de agosto de 2018

CRISTÃO E O EXEMPLO DAS ÁGUIAS


Está escrito:"...os que esperam no Senhor... subirão com asas como águias..." (Isaías 40:31); "Como a águia desperta o seu ninho, se move sobre seus filhos, estende suas asas, assim só o Senhor guiou..." (Dt. 32.11,12).

A águia constrói o seu ninho em penhascos elevados, bem no alto, nas encostas das montanhas. Ela entrelaça galhos espinhosos de sarças e espinheiros para formar uma forte estrutura entrelaçada para os seus ovos. Materiais macios, combinados com penas arrancadas de seu próprio peito forram o ninho. Isto forma um abrigo convidativo para os seus filhotes. Depois que são chocados e as aguiazinhas saem da casca, elas moram lá no alto, acima de todo perigo, num lugar aquecido e confortável. A águia mãe os alimenta, os protege, e supre todas as suas necessidades.

Essa é a maneira pela qual Deus nos trata como "bebês em Cristo". Passamos a conhecer a graça, o amor, o perdão, e a abundante provisão de um Pai bondoso e compassivo. Desfrutamos a nossa habitação de segurança.

No entanto, chega um tempo na experiência de crescimento em que a águia mãe "desperta o seu ninho, e se move sobre os seus filhos". Ou seja, ela remove as penas macias, batendo as suas asas, ela remove e espalha todos os confortáveis materiais de revestimento. Isto expõe as aguiazinhas às sarças pontiagudas e aos espinhos. Ainda que se esforcem muito, as aguiazinhas não conseguem encontrar nenhum lugar confortável. O ninho fica lotado e desconfortável porque várias aguiazinhas estão competindo pelo mesmo espaço. Reclamações e grasnidos enchem o ar. Provações e tribulações começam a agitar os filhotes, que até agora não haviam conhecido nenhuma dor. Embora não compreendam tudo o que está acontecendo com elas, a águia mãe tem um plano. Ela está tornando o ninho desconfortável para o treinamento de vôo.

Todos nós somos como essas aguiazinhas. Ainda que a Bíblia nos diga que estamos numa peregrinação através de um mundo que não é o nosso lar, gostamos muito do conforto e da tranquilidade. Gostamos muito de fixar residência ao lado do nosso pequeno oásis para desfrutarmos as tâmaras e o sol. Estamos confortáveis onde estamos. Não queremos seguir adiante, através das experiências do deserto, com suas adversidades, para a nossa terra prometida.

Ouvimos a Palavra e apreciamos as pregações, que, às vezes, achamos muito interessantes. A vida é boa e confortável. Quando o Senhor fala conosco, estamos muito distraídos pelo nosso conforto para conseguirmos ouvi-Lo. Mas aí Deus decide que é hora de começarmos a crescer um pouco - e as coisas mudam rapidamente. Repentinamente, problemas, dores, e sofrimentos nos atingem. Começamos a "repreender o diabo", reclamando e chorando, mas tudo em vão.

Quando a dor e o sofrimento fizeram sua obra de chamar nossa atenção, e quando estamos novamente dispostos a esperar nEle e a ouvir a Sua voz, Ele nos mostra o que vem em seguida em Sua agenda para nós. Deus vai nos ensinar a "...subirmos com asas como águias".

A esta altura do processo de treinamento, a aguiazinha fica tão feliz em sair daquele ninho espinhoso que não é preciso muita persuasão para fazer com que ela pule nas costas da águia mãe e fixe as suas garras firmemente nas pontas das fortes asas da mãe.  Com o filhote firmemente preso às suas costas, a águia mãe pula do ninho e voa por sobre o vale. A aguiazinha é transportada pelo ar pela primeira vez em sua vida. A águia mãe pega uma corrente ascendente e voa, cada vez mais alto, até que ela e o filhote estejam a milhares de metros de altitude acima do vale.

Sem avisar, a águia mãe executa abruptamente uma pirueta num mergulho com as costas para baixo e a aguiazinha é lançada ao vento para começar seu vôo. Aterrorizada, a aguiazinha luta, batendo desajeitadamente as suas novas asas, tentando desesperadamente controlar o seu destino fatal. Caindo cada vez mais, a aguiazinha mergulha para uma aparente e iminente destruição.

Exatamente quando toda esperança se foi, a aguiazinha sente as fortes costas da mãe vindo por debaixo das suas garras, num mergulho que interrompe a sua queda. E, uma vez mais, a aguiazinha firma as suas garras nas vigorosas asas da mãe, novamente a salvo. E outra vez a águia mãe voa para o alto, cada vez mais alto, para repetir todo o episódio. Cada vez que a aguiazinha cai, ela aprende um pouco mais, até que finalmente ela possa planar e "...subir com asas como águias".

Semelhantemente às aguiazinhas, respondemos ao chamado de Deus ao ministério \"subindo com asas como águias\". Achamos que isto é uma idéia maravilhosa. Em breve, estaremos "voando alto"

As adversidades e problemas nos levam a uma maior confiança no Senhor. Estamos aprendendo a subir com asas, acima de todas as adversidades. Estamos aprendendo o que significa: "...tendo feito tudo para ficar de pé, ficai pois de pé"(1Cor 10.12).

Quando tudo ao nosso redor está caindo, estamos aprendendo a ficar de pé sobre a nossa Rocha, Jesus Cristo. A vida cristã não é somente vigilância, mas sobretudo perseverança.

Adail Campelo de Abreu

Por Litrazini
Graça e Paz