quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Um coração embriagado de Deus


É um dia verdadeiramente maravilhoso quando deixamos de trabalhar para Deus e começamos a trabalhar com Deus. (Vá em frente, leia a frase de novo).

Durante anos eu vi Deus como um Gerente de Empresa compassivo, e meu papel como um vendedor leal. Ele tinha sua oficina, e eu tinha meu território.

Podia ficar em contato com Ele quantas vezes quisesse. Ele sempre estava ao alcance do telefone ou do fax. Me animava, me respaldava e me sustentava, porém nunca me acompanhava. Pelo menos não achava que iria comigo. Então li 2 Coríntios 6:1: nós somos "colaboradores seus".

Colaboradores? Deus e eu trabalhando juntos? Imagine a mudança de paradigma que isto produz.

Em vez de apresentar relatórios a Deus, trabalhamos com Deus. Em vez de reportar a Ele e depois sair, nos apresentamos a Ele e depois o seguimos.

Sempre estamos na presença de Deus. Nunca deixamos a igreja. Nunca há um momento que não seja sagrado! Sua presença jamais diminui! Nossa noção de sua presença pode vacilar, mas a realidade de sua presença jamais muda.

Isto me leva a uma grande pergunta: Se Deus está perpetuamente presente, é possível desfrutar de comunhão inacabável com Ele?

Que tal se a nossa comunhão diária jamais cessar? Seria possível viver, minuto após minuto, na presença de Deus? É possível tal intimidade? Um homem que lutou com estas indagações escreveu:

Podemos ter contato com Deus o tempo todo? Todo o tempo que estamos acordados, dormir em seus braços, e acordar em sua presença? Podemos consegui-lo? Podemos fazer sua vontade o tempo todo? Podemos pensar seus pensamentos todo o tempo?

...Posso pôr o Senhor de novo em minha mente a cada poucos segundos para que Deus esteja sempre em minha mente? Escolho fazer do resto de minha vida uma experiência para responder a esta pergunta.

Estas palavras estão no diário de Frank Laubach. Ele nasceu nos Estados Unidos em 1884, e foi missionário para os analfabetos, os quais ensinava a ler para que pudessem conhecer a beleza das Escrituras. O que me fascina nesse homem, contudo, não é seu ensino. O que me fascina é sua forma de escutar. Insatisfeito com sua vida espiritual, aos quarenta e cinco anos Laubach resolveu viver "em contínua conversação íntima com Deus e em perfeita resposta a sua vontade"

Escreveu em seu diário um histórico de sua experiência, que começou o 30 de janeiro de 1930. as palavras de Laubach me inspiraram tanto que inclui aqui vários fragmentos. Ao lê-las, leve em conta que não foram escritas por um monge num monastério, mas por um instrutor muito ocupado e dedicado. Quando morreu em 1970, Laubach e suas técnicas de educação eram conhecidas em quase todos os continentes. Era amplamente respeitado, e tinha viajado muito. Contudo, o desejo de seu coração não era o reconhecimento, mas a comunhão ininterrupta com o Pai.

responderia a suas perguntas? Podemos ter contato com Deus o tempo todo? Todo o tempo acordados, dormir em seu braços e acordar em sua presença? Podemos conseguir isso?

É realista esta meta? Está ao alcance? Você acha que a idéia de constante comunhão com Deus é um tanto fanática, até extrema?

Seja qual for a sua opinião a respeito da aventura de Launach, você tem que concordar com sua observação de que Jesus desfrutava de comunhão ininterrupta com Deus.

Se vamos ser como Jesus, você e eu nos esforçaremos por fazer o mesmo.

Extraído do Livro Simplesmente Como Jesus – autoria: Max Lucado

Por Lidiomar

Graça e Paz