quarta-feira, 4 de julho de 2012

Bom ou mau?


Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. (1 Tessalonicenses 5:16-18)

Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos. Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor. Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. (Filipenses 4:4-6)

O ser humano, normalmente, vive insatisfeito, reclama e/ou murmura sobre os acontecimentos. Esquecemo-nos de que servimos a um Deus que tudo sabe, que é soberano e, que sempre deseja o nosso bem, embora isso, por vezes, seja difícil de entender e até mesmo de digerir.

Que possamos aproveitar a lição abaixo, cujo autoria desconheço, analisar como tem sido o nosso comportamento, e ...

Um agricultor, em seu leito de morte, chamou seus três filhos para repartir entre eles os bens.

Aos dois mais velhos foram destinadas as mais belas terras enquanto que o Ernesto recebeu como herança um banhado, imprestável para a agricultura.

Os amigos quando souberam dessa estranha divisão de bens, se solidarizaram com a injustiça cometida pelo velho.
– Que azar, heim homem? O Ernesto, no entanto respondia:

- “Se isso é bom ou se é mau, só o futuro dirá”.

Passou um ano e uma seca terrível atingiu aquela região. Todas as plantações morreram por falta de umidade. A terra de banhado do Ernesto ficou boa para a agricultura. Ele plantou e colheu em abundância. O preço estava em alta. Ganhou muito dinheiro. Os seus amigos foram visitá-lo para cumprimentá-lo.
– “Que sorte, heim homem”. Ele, no entanto respondia:
- “Se isso é bom ou se é mau, só o futuro dirá”.

Um tempo depois ele foi comprar um lindo cavalo de raça. Era caro, mas era um puro sangue.  Comprou o cavalo e naquela mesma noite o animal fugiu. Ninguém conseguia encontrá-lo. Os amigos vieram visitá-lo com ar de decepção. Tanto dinheiro investido naquele animal e nenhum prazer. Não ficou nem uma noite no curral.
– “Que azar, heim homem”. Ele, no entanto respondia:
- “Se isso é bom ou se é mau, só o futuro dirá.”

Três dias se passaram e no amanhecer do quarto dia uma grande surpresa. O cavalo estava de volta e trazia com ele outros dois puro sangue selvagens. Era uma alegria só. Os amigos vieram ver a novidade e com alegria diziam:
- “Que sorte, heim homem”. Ele, no entanto, respondia:
- “Se isso é bom ou se é mau, só o futuro dirá.”

Passou mais uma semana e um dos filhos do Ernesto, com 18 anos, havia apostado que ele conseguia montar um dos cavalos selvagens.  A rapaziada ficou de se encontrar as escondidas, no Domingo à tarde, no meio do pasto, onde estavam os cavalos. O filho mais novo do Ernesto se aproximou com muito cuidado. O cavalo parecia assustado, mas não se movia. E, num só pulo, o rapaz pulou em cima do animal. O cavalo selvagem assustado começou a pular com o rapaz em cima dele. Pulou duas ou três vezes até que o rapaz caiu. Na queda fraturou a perna. Os amigos foram chamar o pai que levou o filho ao hospital. A perna precisaria ficar engessada por 45 dias. Os amigos vieram visitar o Ernesto.
– Que azar, heim homem? Ele, no entanto, respondia:
- “Se isso é bom ou se é mau, só o futuro dirá.” 

Passou mais uma semana quando vieram os soldados com ordens claras. Todos os jovens maiores de 18 anos deveriam se apresentar imediatamente para partir para a guerra. Ninguém ficaria de fora, exceto por problemas de saúde.

Todos os jovens tiveram que partir, apenas o filho do Ernesto, com a perna quebrada não precisou ir. Os amigos, entristecidos, vieram a falar com o Ernesto. Os filhos deles agora estavam longe, correndo sério risco de vida. Enquanto que o Ernesto tinha o filho dele ali, sob os seus cuidados.
 
– Que sorte, heim homem?” Ele, no entanto, respondia:
- “Se isso é bom ou se é mau, só o futuro dirá.”

Vamos meditar:
E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Romanos 8:28

O Salmo 136 reflete como deve ser a reação do servo de Deus, diante de todos os acontecimentos:
Louvai ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre. Louvai ao Deus dos deuses; porque a sua benignidade dura para sempre. Louvai ao Senhor dos senhores; porque a sua benignidade dura para sempre.[...} Aquele que só faz maravilhas; porque a sua benignidade dura para sempre[...].Louvai ao Deus dos céus; porque a sua benignidade dura para sempre. (Salmos 136:1-26)

Lidiomar T. Granatti

Graça e Paz