sábado, 15 de setembro de 2012

Bem-Aventurado o Varão (Salmos 1)


“Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. (Salmos 1.1-6).

“Bem-aventurado o varão” (v.1)
O Salmo 1 serve como introdução a todo o livro dos Salmos.

Ele contrasta os dois únicos tipos de pessoas do ponto de vista de Deus, tendo cada tipo um conjunto distintivo de princípios de vida:

(1) os justos, que são caracterizados pela retidão, pelo amor, pela obediência à Palavra de Deus e pela separação do mundo (vv. 1,2); e

(2) os ímpios que representam o modo de ser e as ideias do mundo, que não permanecem na Palavra de Deus, e que por isso não têm parte na assembleia do povo de Deus (vv.4,5). Deus conhece e abençoa o justo, mas o ímpio não tem parte no Reino de Deus (1 Co 6.9) e perecerá (v.6).

A separação entre esses dois grupos de pessoas existirá no decurso da história da redenção e continuará na eternidade.

“Que não anda segundo o conselho dos ímpios” (v.1)
O primeiro versículo do livro dos Salmos ressalta a distinção entre os justos e os ímpios. Os crentes verdadeiros podem ser conhecidos pelas coisas que praticam, pelos lugares que frequentam e pelas pessoas com as quais convivem. Ninguém pode experimentar a bênção de Deus sem evitar as coisas danosas ou destrutivas. 

“Tem o seu prazer na lei do Senhor” (v.2)
Os crentes de Deus não somente evitam o mal como também edificam a sua vida em torno das palavras do Senhor. Procuram obedecer à vontade de Deus porque seus corações têm prazer nos caminhos e mandamentos do Senhor (ver 2 Ts 2.10, onde os ímpios perecem porque não querem amar a verdade).


A motivação dos atos dos salvos provém dos seus espíritos e emoções redimidos, conquistados pela verdade de deus conforme a temos na sua Palavra. 

“Na sua lei medita de dia e de noite” (v.2)
Aqueles que procuram viver na bênção de Deus, meditam sua lei (i.e., na sua Palavra), a fim de moldarem seus pensamentos, atitudes e ações. Leem as palavras das Escrituras, meditam nelas e as comparam com outros trechos bíblicos.

Ao meditarem num texto bíblico, vêm às suas mentes perguntas com estas:
- O Espírito de Deus está aplicando este versículo à minha condição no momento? Há aqui uma promessa para eu buscar? Este texto revela um pecado específico que devo empenhar-me para em evitar? Meu espírito está em harmonia com o que o Espírito Santo está dizendo aqui? Este texto revela uma verdade a respeito de Deus, da salvação, do mundo, ou da minha obediência pessoal a Deus, a respeito, a respeito da qual preciso receber a iluminação do Espírito Santo? 

“Ribeiros de águas” (v.3)
O resultado, para os que fielmente buscam a Deus e à sua Palavra, é ter vida no Espírito. Uma vez que a água comumente representa o Espírito de Deus (e.g., Jo 7.38,39). Os que são instruídos por Deus e guardam a sua palavra terão em si uma fonte de vida inesgotável da parte do Espírito.
A expressão “tudo quanto fizer prosperará” não significa que o crente nunca terá problemas nem revezes, mas, sim, que o justo conhecerá a vontade de Deus e a sua bênção.

“Os ímpios” (vv.4-6_)
O Salmo 1 descreve os pecadores impenitentes sob três quadros horríveis:
(1) são como a “moinha” lançada para longe por forças que não conseguem ver (v. 4);
(2) serão condenados na presença de Deus no dia do juízo (v. 5 ; cf. Ml 3.2; Mt 25.31-46; Ap 6.17);
(3) perecerão eternamente (v.6).

Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal

Por Litrazini

Graça e Paz