quarta-feira, 1 de junho de 2016

CASTIGO OU PROTEÇÃO?

Deus planejou cuidadosamente a nossa vida, desde quando nos criou. Modelou-nos carinhosamente conforme a sua vontade: nossa aparência, habilidades, lugar de nascimento a nossa família; nada foi meramente acidental.

Pelo seu amor, ele estende sua mão e nos atrai para si, através de circunstâncias que ele coloca em nosso caminho, justamente com esse propósito.

Passamos por um novo nascimento através do Espírito Santo, ao aceitarmos Jesus Cristo como nosso Salvador, fomos batizados e cheios do Espírito Santo. Agora, o seu plano é aperfeiçoar-nos. “Pois, devido à nossa fé, Ele nos colocou neste lugar do mais alto privilégio, onde agora nos encontramos e nós confiante e alegremente, ansiamos pelo dia quando realmente nos tornaremos tudo quanto Deus tem em mente que sejamos.” (Romanos 5.2).

Ao recusarmos ver a mão de Deus em todas as situações que nos rodeiam, somos como um vaso de barro discutindo com seu criador. Dizemos: Se eu fosse Deus não agiria assim. Enquanto assim procedermos, não temos paz e a situação não se modifica. Insistimos em entender e aprovar o seu plano antes de nos entregarmos a ele. Essa maneira de ser levanta uma barreira entre Deus e nós. A aceitação do plano divino deve vir antes do nosso entendimento; Precisamos confiar em Sua Palavra.

Deus não criou o mal, porque Deus é amor. Mas criou seres com livre arbítrio e com capacidade de fazer o mal. O mal apareceu como consequência da rebelião do homem, e permanece no mundo com a permissão de Deus, mas sempre sujeito à vontade dele. Nenhum mal pode se aproximar de nós sem a permissão de Deus. Justamente porque o mal existe, Deus mandou seu Filho para morrer na cruz a fim de quebrar o poder do mal na vida dos que crerem nele. “Os maus inclinam-se perante a face dos bons” (Prov. 14.19).

Jesus não foi um pacifista. Quando ele disse: “Não resistais ao perverso”, ele quis dizer que devíamos usar a nossa energia reconhecendo o poder de Deus sobre o mal, e reconhecendo que algumas vezes Deus prefere usar as circunstâncias aparentemente maléficas para realizar o seu plano perfeito. “Sujeitai-vos, portanto a Deus. Mas resisti ao diabo e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus e ele chegará a vós.” (Tiago 4.7,8) “Sede vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor... ficai firmes na fé. ...Deus... vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar” (I Pe 5.8-10).

Precisamos estar vigilantes para perceber o ataque do inimigo, mas a nossa atenção deve ser focalizada em Deus, e não em Satanás. Temos que estar cientes da existência do nosso inimigo, mas a nossa segurança não está em vigiar o inimigo, mas em sabermos que Deus é poderoso. Se deixarmos que o medo, as dúvidas e a preocupação com a presença do inimigo tomem conta de nossa mente, impediremos que o poder de Deus intervenha.

Deus permitiu que Satanás atormentasse Jó porque amava a Jó. Deus permitiu que Cristo fosse pendurado na cruz porque amava o seu Filho, bem com a nós. Deus permitiu que as forças das trevas e do mal ganhassem uma vitória aparente – aparente para o nosso ponto de vista – mas durante todo o tempo o plano perfeito para a salvação do mundo estava sendo posto em ação.

O caminho de Deus pode nos levar a batalhas violentas, à fortes tempestades, ou ao fogo, ou a inundações. Entretanto, onde quer que estejamos, a presença de Deus nos acompanha, e sua mão nos guia

“O caminho de Deus é perfeito. A palavra de Deus é provada; ele é proteção para todos os que nele se refugiam” (salmos 18.30)

Por Litrazini

Graça e Paz