terça-feira, 5 de julho de 2016

EM QUEM VOCÊ TEM CONFIADO A SUA VIDA?

“Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? Diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.” Jeremias 18:06

Este versículo é estupendo, talvez alguns não vejam nada, além das coisas corriqueiras que já estamos acostumados a ouvir. Entretanto, existe muito mais do que podemos imaginar. Essa pergunta que Deus está fazendo para o seu povo, deixa muita gente, com a boca fechada, sem argumento, porque qualquer coisa que se disser, será pura asneiras. Se pudéssemos questionar a Deus, ainda que, Ele nos fizesse mil perguntas para que acertássemos só uma, ainda assim, perderíamos, pois, tudo que pensaríamos em falar, Deus já é conhecedor. “Se quiser contender com Ele, nem a uma de mil coisas poderá responder.” Jó 9:03

Todos nós estamos conscientes da nossa formação humana, pó da terra, e também sabemos que o nosso construtor é Deus. E quando Deus manda o seu servo ir ver como o oleiro faz com o barro, é para que o profeta tivesse a real noção do que Deus pode fazer com o ser humano, o que somos diante Dele; o dominado não escolhe como o dominador deve fazer, ele simplesmente se cala, e acatar as ordens, para não morrer. “Eu fiz a terra, e criei nela o homem; eu o fiz: as minhas mãos estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens.” Isaias 45:12

Caco entre os cacos, não podem contender com o seu oleiro, massa feita de poeira e água, não pode dizer às mãos que lhe deu forma; “eu não quero assim”, porque, o pó surgiu da palavra que saiu da boca do oleiro, e as águas estão sustentadas debaixo das suas ordens, o que poderá argüir aquilo que só existe porque procedeu dessa mistura, para alguém que manipula, e tem o controle da fórmula? “Ai daquele que contende com o seu Criador! O caco entre outros cacos de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes? Ou a tua obra: Não tens mão?” Isaias 45:09

A vida humana é como um bolo de barro, cheio de impureza, achada nos chacais do mundo; é como um pedaço de torrão, ressequido pelo calor do pecado, para nada presta, se não for moldado pelas mãos de quem conhece sobre o assunto. Se, em mãos erradas, vai ser usada para causar transtorno ou destruição, servirá para ser chutada como bola, ou atirada contra alguém ou algo, servirá para causar ferimentos, atritos, e dores. O barro só tem algum valor se o oleiro consentir; só tem vida, se o oleiro lhe der; só tem utilidade se o oleiro quiser. Pois, a vida do barro está monitorada de acordo a vontade do oleiro, se bem lhe parecer, o junta, e lança fora. “Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade.” Salmo 39:05

Há barros teimosos, que insiste ir contra a vontade do oleiro, e vai ter que retornar a sua olaria. Precisa ser refeito, ser quebrado, amassado, ser molhado e untado por águas do seu trono, e para isso Deus terá que colocá-lo na roda novamente, e girar com mais forças entre seus dedos, levá-lo para o forno com temperatura ainda mais alta, ficar lá, na maca de Deus, o tempo necessário, e, só vai sair, quando sua vontade não mais existir, e quando refletir, a beleza de Cristo.

Há vasos que depois de ter saído da olaria, achou se imune ao salpico da lama, brincou, sujo ficou. Vasos, desobedientes, não ouviram os alertas de Deus, achou está lhe agradando, mas estava fazendo sorrir, o opositor; ficou em exposição em lugares errados, sofreu radiação maligna, estão cheios de restritos enferrujados, perderam a beleza da alma, contaminou a sua essência, já não há sabor em suas palavras, pois, assentou a roda de escarnecedores, ouviu mentiras, foi emprenhado pelo engano. Logo, para não ser lançado fora, Deus irá os quebrar, depois juntar os caquinhos, umedecer, soprar a vida, refazer, até tornar-se, vaso novo.

Um vaso do Senhor, não pode se deixar ser usado pelo inimigo, nem ser contado entre os vasos dele. Pense Nisso!+

Pra. Elza Amorim Carvalho

Por Litrazini

Graça e Paz