sábado, 28 de outubro de 2017

ACEITANDO O QUE NÃO PODE SER MUDADO

Há também outro mal terrível: Como o homem vem, assim ele vai, e o que obtém de todo o seu esforço em busca do vento? Passa toda a sua vida nas trevas, com grande frustração, doença e amargura. (Eclesiastes 5.16-17) 

“Passar toda a sua vida nas trevas” é uma expressão hebraica para “viver em tristeza”. A frase é derivada da forma como as pessoas aparentam estar quando se sentem tristes.

Quando o coração está triste, os olhos quase parecem nublados, cobertos por nuvens. Mas quando o coração está feliz, a face se ilumina e brilha. A luz representa a felicidade e a escuridão, a tristeza.

Por exemplo, lemos nos Salmos: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação” (Sl 27.1); “Olha para mim e responde, Senhor meu Deus. Ilumina os meus olhos” (Sl 13.3).

Passar a vida nas trevas, portanto, significa levar uma vida cruel, de tristezas.

Os únicos casos que chegam diante do juiz são aqueles ruins. Um juiz insensato irá se torturar e se encher de preocupações por pensar que não está fazendo diferença.

Mas aquele que é sábio dirá: “Eu planejo e faço tudo o que posso. Mas o que eu não posso mudar, eu aceito. Eu tenho de suportar. Ao mesmo tempo, eu submeto tudo a Deus. Somente ele sabe como fazer as coisas da melhor maneira, de acordo com a sua vontade. Ele é o único que pode fazer meus esforços terem sucesso”.

Portanto, assim como um juiz, nossos olhos e ouvidos devem se acostumar a ver e ouvir coisas ruins, mesmo que elas não sejam o que desejamos.

Não devemos pensar que veremos e ouviremos somente coisas boas, que nos agradam. Isso não é o que o mundo oferece.

Portanto, devemos nos preparar para coisas ruins, pois sabemos que é esse o caminho da vida.

Aqueles que não querem ter problema algum terão mais problemas que os outros. 

Retirado de Somente  a Fé – Um Ano com Lutero  Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz