segunda-feira, 19 de março de 2018

O VALOR TERAPÊUTICO DAS ESCRITURAS


A lei do Senhor é perfeita, e revigora a alma. (Sl 19.7)

A lei do senhor era lida pelos adultos e ensinada às crianças. Era objeto de conversa o dia todo, enquanto assentado em casa, enquanto andando pelo caminho, enquanto se preparando para dormir e para acordar. Era amarrada aos braços, presa na testa e escrita nos batentes das portas (Dt 6.6-9).

Feliz, muito feliz era aquele que meditava na lei do Senhor dia e noite (Sl 1.1,2).

Para o experiente salmista, “a lei do Senhor é perfeita”, “os testemunhos do Senhor são dignos de confiança”, “os preceitos do Senhor são justos”, “os mandamentos do Senhor são límpidos” e “as ordenanças do Senhor são verdadeiras” (Sl 19.7-11).

Mas o poeta de Israel não fica apenas na admiração e na contemplação. Ele enumera também o valor terapêutico da Palavra de Deus. A cada palavra elogiosa, menciona uma virtude dos oráculos divinos.

Além de perfeita, a lei do Senhor “revigora a alma”. Além de serem dignos de confiança, os testemunhos do Senhor “tornam sábios os inexperientes”. Além de justos, os preceitos do Senhor “dão alegria ao coração”. O salmista não hesita em afirmar que “os mandamentos do Senhor são límpidos e trazem luz aos olhos” (Sl 19.7-9).

Não se lê a Bíblia apenas para se tomar conhecimento da verdade. A verdade sozinha torna-se lei, torna-se um peso, torna-se cansativa e pode até mesmo gerar a tal soberba da verdade, a soberba teológica.

A Palavra de Deus é leite para acabar com a fome, é alimento para fazer crescer, é lenha para atear o fogo do entusiasmo, é combustível para pôr em movimento os bons propósitos do coração.

A Escritura existe “para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2Tm 3.17).

Retirado de Refeições Diárias com o Sabor de Salmos. Editora Ultimato

Por Litrazini
Graça e Paz