sexta-feira, 27 de julho de 2018

O QUE DEUS ESPERA DE NÓS


O propósito do Cristianismo não é a nossa felicidade, mas a glória de Deus. E, se você pretende ser cristão, faça-o por amor a Cristo, esteja pronto para sofrer por Ele e com Ele, gerando assim vida e vida em abundância.

O evangelho de boas intenções que burla o texto bíblico e desobedece a Deus, não trará vida a esta geração. O reavivamento espiritual não acontecerá a não ser que proclamemos a mensagem como o Senhor nos ensinou: denunciando os pecados da humanidade, arcando com as implicações de ser um verdadeiro cristão.

O livro de Atos ensina que a Igreja de Cristo não lutava pela sobrevivência, mas por avivamento. Morrer não era o problema. O problema era a Igreja não estar viva. Os servos de Cristo não faziam a mínima questão de se manterem vivos, para eles era a obra que tinha de se manter viva. As perseguições não os fizeram recuar. A igreja se mantinha viva mesmo que isto custasse muito sofrimento pela continuação da obra; Suas vidas refletiam a santidade de Deus. Como Jesus lhes era maravilhosamente real, morrer não lhes era a pior coisa, desde que a Igreja continuasse viva. Se ela morresse, isso sim seria desastroso. Morrer significava-lhes estar com Cristo para sempre na glória do Pai; isso era o bem supremo da Igreja.

Hoje, parece que a coisa mudou e muito. Há igrejas que lutam apenas pela mera sobrevivência. Para alguns, a “vidinha espiritual” que levam aos domingos é o suficiente. O medo de morrer substituiu o medo de se ter uma igreja morta. Já não se luta por avivamento, mas por se ter uma vida cômoda e próspera.

Estamos tornando-nos humanistas cristãos, pois  o homem está sendo colocado no centro de tudo. O importante é que “eu esteja feliz e próspero”; o resto é resto. Estamos tentando a preço de “jeitinhos”  manter as pessoas na igreja, o que tem produzido uma geração pouquíssimamente comprometida com o cristianismo sacrificial. Será realmente este o caminho que leva a Cristo e ao Deus Santo?.

Examinando muitos cultos cristãos praticados hoje, percebemos claramente que o seu objetivo principal é dar prazer a quem deles participa, e não glorificar a Deus. Não passam de entretenimentos religiosos. Muita coreografia e pouca vida. Nossa alienação, comodismo e mundanismo podem manter-nos vivos, mas matam a Igreja. Os inimigos de Cristo já não nos combatem como antes; com isso a Igreja vai perdendo a guerra contra as forças das trevas. Enfim, estamos vivos e a Igreja vai morrendo.

Enquanto em Atos 2.37, os judeus ao ouvirem a pregação de Pedro, conscientizaram-se de seus pecados e antes do apelo eles perguntavam como fariam para alcançar a salvação; Em nossos dias temos de insistir para que os pecadores aceitem a Cristo, e o resultado é pequeno apesar das muitas vantagens oferecidas e promessas de resoluções imediatas para os problemas. Apela-se para o poder da persuasão das vantagens materiais,  para que os templos sejam cheios de novos adeptos e não de novas criaturas.

Sem a real presença de Deus não pode haver sinais, nem prodígios. Somos salvos, mas não somos santos. Há muito barulho e poucas maravilhas. Só uma oração incomum fará “tremer a Igreja e trazer-nos de volta o fogo de Deus. Nem rezas, nem belas orações, nem preces bem escritas e artisticamente recitadas poderão fazer qualquer diferença neste momento. Só uma oração de olhos molhados e corações quebrantados poderá aliviar a dor que a falta de Deus está causando em nosso meio, e fazer-nos participar outra vez da santidade divina.

O diabo não tem medo de celebridades eclesiásticas, nem de teólogos e nem de eloquentes pregadores. Mas estremece com todo o inferno diante de um cristão comum, mas que tenha uma oração incomum; que tenha um peso na alma por causa do atual estado da Igreja; e, agonizantemente, suplique pela misericórdia de Deus. Orações incomuns despertam o bairro, a cidade, a nação; despertam o mundo inteiro para Deus. Conceda-nos o Senhor sempre a sua graça, para que venhamos a ter uma oração incomum. Assim, estremeceremos o presente século para a glória de Deus.

Ser um santo num mundo iníquo é o bem maior do cristão, ainda que isto cause-lhe dor e até a morte. Mas a Igreja estará viva. Pode-se até matar os santos de Deus, porém não se pode matar o Deus dos Santos, pois é ele quem mantém a Igreja viva para a sua glória. A Igreja é um povo incomum, o povo de Deus é um povo incomum, pois Deus o resgatou para ser diferente do restante do mundo.

LEITE E MEL SEM DEUS SÃO FEL E AMARGURA.

Fonte:  Um grito pela Santidade. (José Cidaco)

Por Litrazini
Graça e Paz