sábado, 31 de agosto de 2019

VIDA NOVA! VIDA NOVA? SIM, VIDA NOVA.


Mesmo que você esteja mergulhado na confusão, na desordem, no vazio e nas trevas, Deus te ama.

Ainda que ninguém, nem mesmo você, dê nada pela sua vida, e que ninguém acredite que haja uma saída para você. Deus o ama.

O criador se interessa por você pelo que é. Além disso, ele conhece o seu ilimitado potencial e quer ajudar a desenvolvê-lo. O Espírito de Deus presta atenção e se move em você. “O mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis”. (Rm. 8.26).

O Espírito Santo está aqui, hoje, como estava no início da criação e, Deus quer criar uma vida nova no coração arrasado, uma existência cheia de beleza, diversidade e luz.

O fato de nos sentirmos desorientados e confusos, com tudo em desordem, geralmente provoca uma sensação de grande angústia e ansiedade. Gostamos de ver as coisas em ordem, certinhas, previsíveis, tudo no seu lugar, quando isso não acontece ficamos desesperados. Mas, a desordem nas mãos de Deus, pode gerar grandes mudanças.

A desordem pode representar o fim da linha, a morte de um tipo de vida que não agrada a Deus, nem a nós. Estar confusos e aflitos pode ser o indício de que já não sabemos fazer as coisas do nosso jeito; daí decidimos fazê-las à maneira de Deus.

Nos momentos, em que não sabemos o que fazer, em que não há saída nem perspectiva, temos a possibilidade de nos tornar como barro flexível e maleável nas mãos do oleiro – sem dogmas, projetos, preconceitos, pressupostos ou condições. Então o Senhor pode realizar uma obra profunda e radical em nossa vida. Nesse momento, o caos estéril se transforma em uma porta para fertilidade.

Deus tem uma palavra de cura para todo coração confuso, uma palavra põe fim aos caos que coloca tudo em seus devidos lugares, que reorienta, redireciona, ilumina e liberta; Deus tem uma palavra para o coração de todas as pessoas.

Essa Palavra é Cristo “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo. 1.1-3). O termo aqui traduzido como verbo é logos, que em grego significa palavra (não um vocábulo, mas uma linguagem que transmite uma idéia, uma mensagem).

Jesus é o logos de Deus, ele é a Palavra encarnada de Deus, pois “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14). Através dele, Deus fala de maneira mais pessoal, mais íntima, mais poderosa e mais clara que pode existir.

Foi Jesus quem deu luz à terra, e é ele quem pode trazer luz à nossa vida.

A sua vida pode ser totalmente restaurada, reconfigurada, recriada pelo poder de Deus. ”E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2 Co. 5.17)

Lidiomar T. Granatti / Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

O HOMEM PODE CONHECER DEUS?


As nossas grandes perguntas são: Podemos conhecer Deus? Deus Se revelou? Pode ser restaurada a companhia com Deus?

Em última análise, temos de chegar a Deus pela fé. A fé constitui o elo entre Deus e o homem, e as Escrituras nos dizem que devemos acreditar em que Ele é. Por esse motivo a palavra "fé" é usada tantas vezes nas Escrituras.

Por surpreendente que pareça, a despeito das transgressões e rebeliões do homem, Deus o ama com amor eterno. Deus jamais abandonou o homem, e a busca mais dramática ao curso dos séculos é a de Deus, amoroso e paciente procurando chegar ao homem. Deus anseia pelo regresso e recuperação do homem.

Em seu poema The Hound al Heaven (O Mastim do Céu), Francis Thompson apresenta Deus e o modo pelo qual Ele segue o homem com persistência, procurando-o pelos desvãos da história, acompanhando-o sem desânimo, vigiando-o graciosamente, como um compassivo cão são bernardo que procura uma criança perdida nas montanhas da Suíça.

Onde se efetua a irrupção dessa revelação de Deus? Como pode um cego enxergar, um surdo ouvir?

Quando o homem, ainda no Éden, resolveu desafiar a lei de Deus, verificou-se uma grande tragédia. Quebrou-se a linha de comunicação entre Deus e o homem, e os dois não puderam mais manter companhia. A luz e as trevas não podiam coexistir. 

Uma das coisas incompreendidas pelo comum das pessoas é que Deus é "santo". Há muito que Deus declarou a Israel: "Eu, o Senhor vosso Deus, sou santo" (Levítico 9:2). No discurso de despedida que Josué fez aos exércitos de Israel, encontramos: "é Deus santo, Deus zeloso" (Josué 24:19). Afirmou o salmista: "Deus se assenta no seu santo trono" (Salmos 47:8). No Apocalipse, o grito no Céu é, dia e noite: "Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo poderoso, aquele que era, que é e que há de vir" (4:8).

Por ser santo, Deus não pode ver a iniquidade e o pecado. O pecado é feio e revoltante para Deus, sendo impossível a nossas mentes finitas e embotadas pelo pecado compreender a santidade absoluta de Deus.

Por estar o homem manchado de pecado e iniquidade, Deus não podia mais fazer-lhe companhia. De algum modo, Deus deve ter preparado um plano destinado a restaurar a companhia com o homem, a despeito do pecado deste. Como Deus santo, Ele não podia voltar atrás em Sua palavra, e já dissera na verdade: "Em qualquer dia que transgredires minha lei... morrerás" (Gênesis 2:17). O homem tinha de morrer, ou Deus se tornaria um mentiroso, e nesse caso não seria mais Deus.

Porque o homem ainda está pecando e desafiando a autoridade, agindo independentemente de Deus, existe um grande abismo entre Deus e ele. É  por cima desse abismo tenebroso e estéril que Deus chama, suplica e pede ao homem que se reconcilie com Seu coração de amor, pois como disse o Apóstolo João, "Deus é amor"(João 4:8).

Jeremias, o profeta, cita Deus: "Com amor eterno eu te amei, por isso com benignidade te atraí" (Jeremias 31:3). Da mesma forma, Malaquias, o profeta, citou Deus, dizendo: "Eu vos tenho amado, diz o Senhor" (Malaquias 1:2).
Por ser santo, Deus não podia automaticamente perdoar ou ignorar a rebelião do homem. Por seu amor, Deus não podia atirar o homem inteiramente de lado. Era esse o grande dilema divino: Como poderia Deus ser justo e, ainda assim, justificar o pecador? Esta é a questão apresentada por Jó: "Porque, como pode o homem ser justo para com Deus?" (Jó 9:2). 

A revelação é um meio de comunicação, e significa "tornar conhecido" ou "desvelar". A revelação requer um "revelador", que no caso é Deus, e requer também um "ouvinte". Os ouvintes de Deus foram os profetas e Apóstolos escolhidos, que registraram a revelação feita por Ele. Assim é que a revelação se torna uma linha de comunicação, estando Deus numa de suas extremidades e o homem na outra.

Há planos mais elevados de vida, que nunca pudemos atingir antes. Existem paz, satisfação e alegria que ainda não conseguimos sentir.

Deus está tentando chegar a nós. Os céus estão chamando. Deus está chamando! Que o homem O escute!

Extraído do livro MUNDO EM CHAMAS de BILLY GRAHAM / Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

PRESENTES DIVINOS


Ah, as coisas que fazemos para dar presentes para aqueles que amamos.

Mas não nos importamos, não é? Faríamos tudo de novo. O fato é, nós fazemos tudo de novo. Todo Natal, todo aniversário, tantas vezes nos encontramos em território estrangeiro. Adultos em lojas de brinquedos. Pais em lojas de adolescentes. Esposas no departamento de caça e maridos no departamento de bolsas.

E faríamos tudo de novo. Depois de espremer as uvas do trabalho, bebemos o vinho mais doce da vida – o vinho do presente.

Ficamos no nosso melhor quando estamos presenteando. Na verdade, ficamos mais parecidos com Deus quando estamos presenteando.

Você já se perguntou por que Deus presenteia tanto?

Nós poderíamos viver com muito menos. Ele poderia ter deixado o mundo achatado e cinza; nós não saberíamos a diferença. Mas ele não deixou.

Ele esguichou laranja no nascer do sol e lançou o céu no azul. E se você ama ver gansos quando se agrupam, é provável que você veja isso também.
Ele teve que fazer a cauda do esquilo peluda?
Ele foi obrigado a fazer os pássaros cantarem?
E o jeito engraçado como as galinhas correm
Ou a majestade do trovão quando ele ressoa?
Por que dar perfume à flor? Por que dar sabor ao alimento?
Será que é porque ele ama ver essa expressão no seu rosto?
Se nós damos presentes para mostrar o nosso amor, quanto mais ele?
Se nós – manchados com defeitos e ganância – amamos dar presentes, quanto mais Deus, Deus puro e perfeito, gosta de nos presentear? 

Jesus perguntou, “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” (Mt. 7.11).

Os presentes de Deus emitem luz do coração de Deus, do coração bom e generoso de Deus.

Tiago, o irmão de Jesus, nos diz: “Toda dádiva desejável e benéfica vem do céu. As dádivas são rios de luz descendo do Pai da Luz” (Tiago 1.17).

Cada presente revela o amor de Deus... mas nenhum presente revela o seu amor mais do que os presentes da cruz. Eles vieram, não embrulhados em papel, mas em paixão. Não colocados ao redor de uma árvore, mas de uma cruz. E não cobertos com fitas, mas borrifados com sangue.

Max Lucado

Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

O AMOR LEAL


Hesed No Antigo Testamento, hesed é uma palavra teológica central. É um atributo-chave na auto descrição do Senhor em Êxodo 34.6-7; e, conforme Miquéias 6.8, é uma obrigação colocada sobre todo o povo de Deus. No entanto, por não haver um termo exato para expressar a ideia em outros idiomas, alguns tradutores bíblicos tiveram dificuldade para traduzi-la com precisão. Em várias versões, ela aparece como “benignidade”, “fidelidade”, “misericórdia”, “bondade”, “lealdade” e “amor firme”.

Normalmente, hesed descreve algo que acontece dentro de um relacionamento existente, quer seja entre seres humanos, quer seja entre Deus e o homem. Nos relacionamentos humanos, hesed significa amar nosso próximo, não apenas em termos de sentimentos emocionais calorosos, mas também em atos de amor e serviço que devemos à outra pessoa apenas porque ela faz parte da comunidade da aliança. O povo de Deus tem de praticar a justiça, amar a hesed e andar humildemente com o seu Deus (Mq 6.8).

Um exemplo disso que redefine profundamente o limite da comunidade de obrigação é a parábola que nosso Senhor contou sobre o bom samaritano (Lc 10.30-37). Um bom vizinho tinha a obrigação de ajudar um membro da comunidade que estava em problemas. Contudo, esta obrigação de mostrar hesed foi rejeitada pelo sacerdote e pelo levita que passaram de largo do homem ferido. Na ocasião, o verdadeiro próximo foi o samaritano que “usou de misericórdia” para com o estranho (v. 37). Não coincidentemente, a palavra grega que significa “misericórdia” é a mesma que foi usada para traduzir hesed no Antigo Testamento grego.

Hesed também pode descrever lealdade de uma pessoa às obrigações para com Deus. Isso inclui ações fiéis para com os outros membros da comunidade da aliança; pois, como podemos dizer que amamos o nosso Senhor da aliança, se ignoramos os seus mandamentos de amar nossos irmãos (1 Jo 4.20)? A pessoa que é hasid (de hesed) é leal ao seu Deus e roga ao Senhor que lhe mostre fidelidade similar em retorno (Sl 4.4; 32.6). Por isso, o nome hasidim tem sido atribuído aos judeus mais austeros no judaísmo contemporâneo.

No entanto, o uso mais precioso da palavra hesed no Antigo Testamento é uma descrição do que Deus faz. Havendo entrado em um relacionamento de aliança com seu povo, Deus se comprometeu a agir para com eles de certas maneiras. E Deus é totalmente fiel ao seu compromisso pessoal.

Salmos 136 explora o que a hesed do Senhor significa em seus termos mais amplos, pois cada verso termina com as palavras: “Sua hesed dura para sempre”. Por causa da hesed do Senhor, ele criou o universo e o governa diariamente por meio de sua providência (Sl 136.5-9, 25). Por causa da sua hesed para com Israel, ele os redimiu do Egito e os trouxe, através do mar Vermelho e do deserto, à Terra da Promessa. Por essa mesma razão, ele lançou os egípcios no mar e destruiu os reis cananeus diante dos israelitas (vv. 11-21).

Tanto a libertação por parte do Senhor como a destruição dos inimigos de Israel são aspectos da fidelidade do Senhor à sua promessa de fazer de Abraão uma grande nação, de abençoar os que o abençoassem e de amaldiçoar os que o amaldiçoassem (Gn 12.1-3).

Mesmo quando o povo de Deus peca contra ele e sofre as consequências de seu pecado, eles podem ainda apelar à heseddo Senhor, como o fez o escritor de Lamentações em meio à destruição de Jerusalém, em 586 a.C. Cercado pela evidência da fidelidade do Senhor em julgar a impiedade, a rebelião e o pecado, o profeta se lança sobre o imutável caráter de Deus, afirmando: “A hesed do Senhor nunca cessa; suas misericórdias nunca chegam ao fim; elas se renovam cada manhã; grande é a tua fidelidade” (Lm 3.22-23).

Em Salmos 23.6, o salmista declarou que o Senhor a bondade e a hesed do Senhor o seguiriam todos os dias da sua vida. A palavra seguir descreve normalmente a ação de exércitos de pilhagem e maldição da aliança, mas o salmista estava convencido de que, em vez da maldição da aliança que ele merecia, o amor e a bondade fiel do Senhor o seguiriam incansavelmente.

A plenitude da hesed do Senhor é vista na cruz. Ali, o verdadeiro hasid, o próprio Jesus Cristo – o único homem que foi verdadeiramente leal ao Senhor e ao seu próximo em todos os aspectos da vida –, foi tratado como um transgressor da aliança e amaldiçoado pelo pecado, para que nós, que somos infiéis, fôssemos vestidos de sua fidelidade e redimidos. Desta maneira, o propósito da aliança original de Deus – ter um povo para o seu louvor – se cumpriu fielmente.

A hesed do Senhor nunca nos abandonará. Em meio às aflições e tragédias da vida, podemos clamar ao nosso Deus amoroso, na confiança de que nada, em toda a criação, pode jamais nos separar do amor leal que nos escolheu antes de existir tempo, que está nos santificando no presente e nos levará fielmente ao nosso lar eterno (Rm 8.28-30).

Fonte Gospel Prime

Por Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 27 de agosto de 2019

DIGA AO POVO DE DEUS QUE MARCHEM!


Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós. (Ef. 3.20)

Nesses tempos que precedem a volta de Cristo, a aflição, agonia e desespero tem sido uma constante na vida da maioria das pessoas que servem ao Senhor.

O Povo de Deus (aqui eu abro aspas, porque me refiro aos cristãos comprometidos com Deus e seu Reino) tem passado pelo funil, situações de difícil compreensão e entendimento por parte dos incrédulos e até mesmo alguns dentre o povo de Deus, pois, são batalhas de cunho espiritual.

Em alguns momentos chegamos a pensar que é um pesadelo, que o dia vai amanhecer, vamos acordar e tudo estará normal.

Ledo engano, o dia amanhece e o pesadelo continua. Se formos olhar com os olhos naturais, simplesmente o desespero tomaria conta de nossas vidas.

Mas glória a Deus, que servimos a um Deus vivo, Fiel e que zela por cumprir a sua Palavra.

Daí, olhamos para o alto e, com os olhos da fé, pois o nosso Deus é àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós (Ef. 3.20)

Se você está passando por lutas e tribulações... Se você acorda e percebe que o pesadelo não acabou, por favor, leia o texto bíblico abaixo:
O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei temor? O Senhor é o meu forte refúgio; de quem terei medo?
Quando homens maus avançarem contra mim para destruir-me, eles, meus inimigos e meus adversários, é que tropeçarão e cairão.
Ainda que um exército se acampe contra mim, meu coração não temerá; ainda que se declare guerra contra mim, mesmo assim estarei confiante.
Uma coisa pedi ao Senhor, é o que procuro: que eu possa viver na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a bondade do Senhor e buscar sua orientação no seu templo.
Pois no dia da adversidade ele me guardará protegido em sua habitação; no seu tabernáculo me esconderá e me porá em segurança sobre um rochedo.
Então triunfarei sobre os inimigos que me cercam. Em seu tabernáculo oferecerei sacrifícios com aclamações; cantarei e louvarei ao Senhor. (Salmo 27.1-6)

Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes. Jeremias 33.3:

Clama a mim na Angústia eu te responderei e tu me glorificarás(Salmo 50.15)

Resista ao problema, resista ao desânimo, resista ao desespero e a exemplo de personagens bíblicos como Davi, Pedro...  clame pela solução.

Êxodo 14.15 diz: Então disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.
Lembre-se que existe uma mão pronta a nos socorrer, Isaías 59.1: Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir.

Independente de quantas vezes seja necessário, temos a atenção e o socorro bem presente de um Pai.

Está demorando??

Não se desespere!!

Número 23,19 diz: Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?

Espera no SENHOR, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no SENHOR. (Salmo 27.14)

Lidiomar T. Granatti / Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

POR QUE A IDOLATRIA ERA (E AINDA É) ATRATIVA


Muitos ocidentais têm dificuldade para entender a atração da idolatria no mundo antigo. O que poderia haver de tão atraente em um pedaço inanimado de madeira ou um bloco de pedra?

Idolatria extrema parece tão tentadora quanto suco de beterraba. É possível encontrar alguém por aí que ame um copo viscoso de extrato de vegetal, mas essa tentação não é algo que pese demais em nossos corações.

Mas a idolatria fazia muito sentido no mundo antigo. E se houvéssemos vivido há dois ou três milênios, é quase certo que fosse muito tentadora a todos nós. Em seu comentário sobre Êxodo, Doug Stuart explica a atração da idolatria em nove pontos. Você provavelmente vai querer guardar essa lista para futuros sermões ou estudos bíblicos.

1. A IDOLATRIA ERA GARANTIDA. 
A fórmula era simples. Entalhe um deus de madeira ou pedra e o deus entraria na estátua. Agora que você tem um deus perto de você, você pode conseguir a atenção dele (ou dela) rapidamente. Seus encantamentos, juramentos e oferendas sempre serão notados.

2. A IDOLATRIA ERA EGOÍSTA. 
Uma mão lava a outra, você agrada os deuses e eles te agradam. Eles querem comida e sacrifícios; você quer bênçãos. Faça o que for preciso e eles estarão obrigados a te agradarem.

3. A IDOLATRIA ERA FÁCIL. 
A idolatria primitiva encorajava as atividades religiosas vazias. Faça o que quiser com sua vida. Desde que você apareça regularmente com seus sacrifícios, tudo está bem.

4. A IDOLATRIA ERA CONVENIENTE. 
Não era difícil encontrar novos deuses no mundo antigo. Eles eram muito acessíveis. As estátuas podem ficar em casa ou serem carregadas pra onde você for.
5. A IDOLATRIA ERA NORMAL. 
Todo mundo fazia. Era assim que as mulheres engravidavam, as colheitas cresciam, os exércitos conquistavam. A idolatria era como energia elétrica: nada do mundo antigo funcionava sem ela.

6. A IDOLATRIA ERA LÓGICA. 
As nações são diferentes. As pessoas são diferentes. Suas necessidades e desejos são diferentes. Obviamente, deve haver divindades diferentes para cada gosto. Como um deus só poderia cobrir todos os aspectos da vida? Você não come sempre no mesmo restaurante, não é mesmo? Quanto mais opções, melhor. Cada um pode estar certo em algum ponto.

7. A IDOLATRIA ERA AGRADÁVEL AOS SENTIDOS. 
Se você quer ser especialmente religioso, é de grande ajuda poder ver o seu deus. É difícil impressionar as pessoas com um deus invisível.

8. A IDOLATRIA ERA INDULGENTE. 
Os sacrifícios aos deuses nem sempre requeriam sacrifícios do adorador. Você poderia comer as sobras da comida ou beber o resto da bebida. A generosidade aos deuses faz sobrar mais pra você.

9. A IDOLATRIA ERA SENSUAL. 
Todo o sistema era marcado por erotismo. Rituais se tornavam orgias. Sexo na terra muitas significaria sexo no céu, e sexo no céu significava muita chuva, grandes colheitas e multiplicação dos herdeiros.

Você consegue enxergar a atração da idolatria?
“Vejamos, eu quero uma espiritualidade que me dê muito, me custe pouco, seja fácil de ver, fácil de fazer, tenha poucos limites éticos ou doutrinários, me garanta sucesso, me faça me sentir bem e não ofenda aqueles próximos de mim”. Isso fala muito.

Queremos hoje as mesmas coisas que eles queriam. A diferença é que vamos atrás de formas diferentes. Nós queremos uma fé que nos faça conseguir as coisas e alcançar o sucesso (teologia da prosperidade).

Queremos um discipulado que seja conveniente (igreja virtual). Queremos uma religião cheia de rituais (cristianismo nominal). Ou uma espiritualidade que encoraje a expressão sexual de qualquer forma (LGBTS).

Todos nós queremos seguir a Deus de uma forma que faça sentido para os outros, nos faça sentir bem e seja fácil de enxergar e de entender.

Desde o Éden até os postes de Aserá e os banquetes romanos, a idolatria foi a grande tentação ao povo de Deus tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. E uma olhada ao seu redor, e para dentro de si mesmo, lhe dirá que ainda é.

Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com

Por Litrazini
Graça e Paz

domingo, 25 de agosto de 2019

A ORAÇÃO GERA SENSIBILIDADE ESPIRITUAL


A Bíblia não consiste apenas em letras impressas em tinta preta sobre um papel branco; é mais que isso. As palavras impressas nela não são meras palavras. São a Palavra de Deus.

“Deus é espírito e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.” (Jo 4. 24.). Jesus disse o seguinte: “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito, são espírito e são vida.” ( Jo 6. 63.). Portanto, o Espírito Santo pode criar em nós uma sensibilidade espiritual de forma que sejamos capazes de entender a Palavra de Deus numa nova dimensão, numa dimensão maior.

Paulo salienta também este ponto: “Mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, [...] Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as cousas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus.”(1 Co 3. 7-10.)

Paulo enfatiza também a importância de se procurar entender a Palavra de Deus debaixo da unção do Espírito Santo, que recebemos pela oração. Diz ele: “Ora, o homem natural não aceita as cousas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las porque elas se discernem espiritualmente.”(1 Co 2. 14.) 

A razão por que o mundo não compreende a Palavra de Deus, apesar de toda a sua sabedoria natural, é que a Palavra de Deus se situa numa dimensão superior ao conhecimento e sabedoria naturais. Ela contém uma dimensão espiritual que não pode ser entendida sem a orientação do Espírito Santo.

“A fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus”, escreveu Paulo aos romanos. Deus aumenta nossa fé na medida em que cultivamos o ouvir, ou a sensibilidade espiritual a Palavra de Deus, em espírito de oração.

Nossa dependência de Deus aumenta nossa sensibilidade espiritual. O Senhor orienta e dá compreensão espiritual. Muitas vezes, para isso, precisamos de uma grande ousadia espiritual. E, no entanto, depois de orar, damos um passo em frente, pela fé, adquirimos mais sensibilidade espiritual.

Com os sentidos espirituais a aguçados, podemos entender melhor o “ alimento sólido ” da Palavra de Deus. :  “Mas o  alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.”(Hb 5.14)

O escritor da carta aos hebreus está simplesmente expondo quais são as qualificações necessárias, para que ele possa comer o alimento sólido das Escrituras. Aqueles que já adquiriram sensibilidade espiritual, usando o discernimento que já possuem, podem ingerir o alimento sólido. Mas os que ainda não desenvolveram sua sensibilidade espiritual podem ingerir apenas o leite da Palavra de Deus.

Pela oração,nos tornamos mais sensíveis à Palavra de Deus, também aprendemos a discernir melhor a presença do Senhor.

Se você ainda não experimenta regularmente esta comunhão, está na hora de começar, comece pedindo ao Espírito Santo que faça a presença de Cristo tornar-se bem real para você.

Peça-lhe que lhe dê uma nova compreensão de sua Palavra.

Peça-lhe que o coloque numa nova dimensão de comunhão no Espírito Santo.

Extraído do Livro: Oração A chave do avivamento – Autor: Paul Y. Cho / Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 24 de agosto de 2019

BÍBLIA!! QUER SABER O QUE É A BÍBLIA? VEM COMIGO...


A palavra “Bíblia” vem do latim e grego e significa “livro”, um nome apropriado, já que a Bíblia é o Livro para todas as pessoas, de todos os tempos. É um livro sem igual, sozinho em sua classe.

Sessenta e seis livros fazem parte da Bíblia. Eles incluem livros da lei, tais como Levítico e Deuteronômio; livros históricos, tais como Esdras e Atos; livros de poesia, tais como Salmos e Eclesiastes; livros de profecia, tais como Isaías e Apocalipse; biografias, tais como Mateus e João; e epístolas (cartas formais), tais como Tito e Hebreus.

OS AUTORES - Cerca de 40 autores humanos diferentes escreveram a Bíblia. Ela foi escrita durante um período de 1500 anos. Os autores foram reis, pescadores, sacerdotes, oficiais do governo, fazendeiros, pastores e médicos. De toda essa diversidade surge uma unidade incrível, com temas em comum por todo o seu percurso.
A unidade da Bíblia deve-se ao fato de que, essencialmente, ela tem um Autor: Deus. A Bíblia é “Inspirada por Deus” (2 Timóteo 3:16). Os autores humanos escreveram exatamente o que Deus queriam que escrevessem, e o resultado foi a perfeita e santa Palavra de Deus (Salmos 12:6; 2 Pedro 1:21).

AS DIVISÕES - A Bíblia é dividida em duas partes principais:
O Velho Testamento e o Novo Testamento. Em resumo, o Velho Testamento é a história de uma nação, e o Novo Testamento é a história de um Homem. A nação foi a forma que Deus usou para trazer o Homem ao mundo.
O Velho Testamento descreve a fundação e preservação da nação de Israel. Deus prometeu usar Israel para abençoar o mundo inteiro (Gênesis 12:2-3). Uma vez que Israel tinha sido estabelecida como nação, Deus fez surgir uma família daquela nação através da qual a benção iria vir: a família de Davi (Salmos 89:3-4). Então, da família de Davi foi prometido um Homem que traria a benção prometida (Isaías 11:1-10).
O Novo Testamento detalha a vinda desse Homem prometido. Seu nome era Jesus, e Ele cumpriu as promessas do Velho Testamento por viver uma vida perfeita, morrer para tornar-se o Salvador e ressuscitar dos mortos. 

O PERSONAGEM PRINCIPAL - Jesus é o personagem principal da Bíblia 
O livro inteiro é sobre Ele. O Velho Testamento prediz Sua vinda e prepara o palco para Sua entrada ao mundo. O Novo Testamento descreve Sua vinda e Seu trabalho para trazer salvação a nosso mundo pecaminoso. 

Jesus é mais do que uma figura histórica; na verdade, Ele é mais do que um homem. Ele é Deus em carne, e Sua vinda foi o evento mais importante da história do mundo. Deus Se tornou homem para nos dar um retrato claro e compreensível de quem Ele é. Como é Deus? Ele é como Jesus; Jesus é Deus na forma humana (João 1:14; 14:9).

Por Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

O SELO DO ESPÍRITO SANTO


A palavra "Selo" traduz um termo grego que quer dizer confirmar ou imprimir. Três vezes a palavra é usada no Novo Testamento em relação aos crentes. É também mencionada na vida de Jesus. João diz: "Neste (Jesus), Deus, o Pai, imprimiu o seu selo"(João 6:27, IBB). Aqui vemos que o Pai selou o Filho.

No momento da conversão os crentes são selados com o Espírito para o dia da redenção: "Tendo nele (no evangelho) também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa" (Ef. 1:13; cf. 4:30).

Parece-me que Paulo tinha duas idéias em mente quando fala de nós sermos Selados com o Espírito Santo. Uma é segurança, a outra propriedade.

Ser Selado, no sentido de segurança, é ilustrado no Antigo Testamento, quando o rei Dario colocou Daniel na cova dos leões, pôs uma pedra sobre a entrada e a lacrou com seu selo (Dan. 6:17) para que Daniel não saísse.

Nos tempos antigos, como por exemplo no tempo da rainha Ester (Ester 8:8), os reis também costumavam colocar com um anel sua marca ou selo em cartas e documentos escritos em seu nome. Depois de feito isto, ninguém podia reverter o que estava escrito ou dar ordens em contrário.
Pilatos fez a mesma coisa quando deu ordens aos soldados para guardarem o túmulo de Jesus. Ele disse aos sacerdotes: "Aí tendes uma escolta; ide e guardai o sepulcro como bem vos parecer. Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta" (Mat. 27:65, 66). A palavra "selo" usada nesta passagem é a mesma, no grego, usada em passagens que falam do selo do Espírito Santo. 

A. T. Robertson diz que o selo na pedra do sepulcro era "provavelmente uma corda presa sobre a pedra e lacrada em cada ponta à rocha da caverna, como em Daniel 6:17. Isto foi feito na presença da guarda romana, encarregada de proteger esta marca de autoridade e poder de Roma".

Quando o Espírito Santo nos sela ou põe em nós Sua marca, nós estamos seguros em Cristo de uma maneira muito mais significativa.

Um dos pensamentos mais eletrizantes que já passou por minha mente foi a consciência de que o Espírito Santo me selou. E ele selou você também – se você for um cristão.

Nada pode tocar em você. "Porque estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor"(Rm. 8:38, 39).
Mas este selo do Espírito significa mais que segurança, Significa também propriedade. Lemos no Antigo Testamento que Jeremias comprou uma propriedade, pagou por ela diante de testemunhas e selou o documento de acordo com a Lei e os costumes (Jer. 32:10). Agora ele era o proprietário.

A alusão ao selo como prova de compra deve ter sido especialmente significativa para os efésios. Éfeso era um porto marítimo, e havia intenso comércio de madeira com os portos vizinhos.

O método usado na compra era este: o mercador, depois de escolher a madeira, carimbava-a com seu anel, seu sinete – uma prova reconhecida de propriedade. No tempo devido, o mercador enviava um encarregado de confiança, com o sinete; este localizava todos os troncos que tinham a mesma marca e os levava.

Matthew Henry resume a idéia assim: "Os crentes são selados por Ele (o Espírito Santo), ou seja, separados para Deus, colocados à parte, distinguidos com a Sua marca, pois pertencem a Ele."

Você e eu somos propriedade de Deus para Sempre!

Extraído do Livro O Espírito Santo de autoria de Billy Graham / Por Litrazini
Graça e Paz