terça-feira, 4 de outubro de 2011

Perpétua


“E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.” (2Timóteo 3.12) 

“Não temais os que matam o corpo e, depois, não têm mais que fazer” (Lucas 12.4) 

Perpétua era uma jovem de 22 anos de idade. Viveu no século II d.C. Sua mãe era cristã e seu pai, pagão. Morava em Cartago, Tunísia. Tinha um filho de apenas alguns meses quando foi presa por ordem do imperador Sétimo Severo. O crime dela? Ser cristã. 

Seu pai já era idoso e a amava muito. Quando soube da prisão, veio suplicar-lhe que renunciasse sua fé. Perpétua se recusou. Tentaram convencê-la lhe concedendo alguns favores: aliviaram as torturas e lhe trouxeram seu filho. 

Às vésperas do julgamento, seu pai voltou a visitá-la: “Filha minha, tem piedade de meus cabelos brancos. Não me exponha à dor e à vergonha de vê-la morrendo no anfiteatro”. Então se jogou aos pés da filha e chorou.

No momento do interrogatório, com a sala de audiência lotada, seu pai correu até a acusada levando o netinho nos braços. Ele novamente implorou para que Perpétua renegasse sua fé. O próprio juiz falou: 

– Tenha piedade de seu pai e de seu filho. Ofereça um sacrifício ao imperador. 

– Não posso, porque sou cristã. 

– Você é cristã? 

– Sim, sou! 

Ela foi condenada a ser lançada às feras no dia em que o imperador daria uma festa. Isso não demorou a acontecer. Perpétua foi levada ao suplício juntamente com outros mártires. Antes de morrer, se abraçaram e louvaram, pois sabiam que em breve estariam com o Senhor.


E você, querido leitor, pensa que hoje é diferente? 


Certamente já não existem mais arenas, leões e tigres famintos sendo alimentados com cristãos. Mas não se engane: ler sobre a vida e morte dos mártires é extremamente edificante, porém, hoje o Senhor ainda exige o mesmo alto preço daqueles que querem segui-Lo. “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14.26). 

“Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro” (Romanos 8.36). 

Há várias maneiras de se morrer. Os primeiros cristãos pagaram literalmente com a vida por sua fé. Hoje, apesar disso ainda acontecer em algumas partes do mundo, a morte exigida pelo Senhor aos Seus discípulos é a morte do ego, do orgulho, da independência. 

Você está disposto a pagar esse preço pelo Senhor Jesus? 

Extraído do Devocional Boa Semente 

Por Lidiomar 

Graça e Paz