sábado, 24 de março de 2012

A Bela Arte de Errar


Acontece a todos nós. Professores e alunos. Policiais e criminosos. Chefes e secretarias. Pais e filhos. Os diligentes e os preguiçosos. Nem mesmo os presidentes estão imunes. Os chefes de nossa corporação que ganham salários de seis algarismos. O mesmo se verifica com os arquitetos bem-intenciona­dos e os construtores que trabalham duro e os engenheiros de pensamento claro. . . para não mencionar os profissionais da bola, os políticos e os pregadores.

O quê? Errar? Sim, fazer coisas erradas, ge­ralmente com a melhor das intenções. E isso acontece com notável regularidade.

Sejamos objetivos: o sucesso é superestima­do. E todos nós o desejamos a despeito da prova diária de que o pendor real do homem reside em direção bem oposta. Realmente, somos profissionais da incompetência.

O que me leva a uma pergunta fundamental que tem estado ardendo dentro em mim por me­ses. Por que nos surpreendemos quando vemos a incompetência em outros e nos devas­tamos quando ela ocorre em nós mesmos?

Mostre-me quem inventou o perfeccionis­mo e garanto que ele é um roedor de unhas com um rosto cheio de tiques. . . cuja esposa tem horror quando o vê entrar em casa. Além do mais, ele perde o direito de ser respeitado porque ou é culpado de não admitir que errou, ou se tornou um especialista em cober­tura.

Pode acontecer com você. Pare e pense nos meios como certas pessoas conseguem evitar de confessar suas falhas. Os médicos podem sepultar seus erros. Os erros dos advogados calam-se na prisão — literalmente. Os erros dos dentistas são extraídos. Os erros dos enca­nadores são entupidos. Os carpinteiros transformam os seus em serragem. Gosto do que li numa revista recentemente:

Caso você encontre quaisquer erros nesta revis­ta, por favor lembre-se de que eles foram coloca­dos ali de propósito. Tentamos oferecer algo para todos. Algumas pessoas estão sempre pro­curando erros e não desejamos desapontá-las!

E tem havido alguns erros notáveis!.
O que dizer daquela famosa torre na Itália? A "torre inclinada", quase seis metros fora da linha perpendicular. O cara que planejou aquele alicerce de somente dez metros de profundidade (para um edifício de 56 metros de altura) não possuía o maior cérebro do mundo. Que acha você de ter arrolado no currículo de sua vida profissional "Desenhou a Torre Inclinada de Pisa"?

Dentre os muitos desregrados e malucos relatórios estão coisas tais como a menos bem-sucedida previsão do tempo, o pior computa­dor, a mais enfadonha preleção, a menor de todas as audiências, o mais feio edifício já construído, a mais caótica cerimônia de casamento, e algumas das piores declarações. . que a posteridade provou estarem erradas. Algumas dessas declarações foram, por exem­plo:

A única coisa que podemos agradecer quando se trata de errar é que nin­guém guarda um registro dos nossos erros. Ou guardam? Ou você guarda o dos outros? Não se você leva o encorajamento a sério.

Vamos lá, acalme-se. Se nosso gracioso Se­nhor é suficiente para remover o que temos de pior, de mais feio, de mais enfadonho, de menos bem-sucedido, nossos fracassos de tor­re inclinada, e perdoa-os sepultando-os nas profundezas do mar do es­quecimento, então está na hora de darmos aos outros uma oportunidade.

Com efeito, ele promete plena aceitação juntamente com pleno perdão em forma impressa para que todos leiam. . . sem anexar folha de errata. Não é isso encorajador?

Não podemos ser esse tipo de encorajador para algum outro?

Afinal de contas, a imperfeição é uma das poucas coisas que ainda temos em comum. Ela vincula-nos à mesma família!

Assim, quando um de nós errar e não puder ocultá-lo, que tal um pouco de apoio por parte daqueles que ainda não foram apanhados?

Opa, correção. Que tal bastante apoio?

Extraído do livro Dê-me ânimo de Charles R. Swindoll

Por Litrazini

Graça e Paz