domingo, 15 de abril de 2012

Onde está o cuidado de Deus?


“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. (Jo 16.33). Deus promete estar conosco em todos os momentos, principalmente nos períodos de dor.

Fico impressionada com o cuidado de Deus em todos os momentos. Mesmo que todos os acontecimentos mostrem o contrário, tenha certeza de que Ele está conosco, guardando, protegendo, dirigindo.

“Ainda que eu passe por angústias, tu me preservas a vida da ira dos meus inimigos; estendes a tua mão direita e me livras” (Sl 138.7).

Por vezes não entendemos porque estamos passando por vales que provocam dores e desespero, porém, pude comprovar que enfrentamos tais situações adversas pelo fato de não discernir os ensinamentos do Pai, mas mesmo nos vales o cuidado divino pode ser constatado no momento em que restauramos o relacionamento vertical com Deus e aí, o gozo e alegria nos envolve de maneira gloriosa.

“Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo” (Sl 23.4) Temos a promessa da presença do Senhor em meio ao sofrimento: “O Senhor está comigo, não temerei” (Sl 118.6). 

“O Senhor assistiu-me e fortaleceu-me.” (2 Tm. 4.17) 

"Mas quanto a mim eu buscaria a Deus, e a ele dirigiria a minha fala. Ele faz coisas tão grandiosas, que se não podem esquadrinhar; e tantas maravilhas que se não podem contar" (Jó 5.8-9). 

O Senhor sustenta os Seus na prova: Ele os molda, prepara e permanece ao lado deles quando tudo está sombrio. Sua presença é real. Seu interesse é genuíno. 

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Salmo 46.1) 

A fé que Ele concede não é meramente uma vaga esperança que desaparece sob pressão. É uma força que nos permite atravessar e vencer os “vales da sombra da morte”.
 
Conta uma antiga lenda que na Idade Média um homem muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher.

Na verdade, o autor do crime era pessoa influente do reino e por isso, desde o primeiro momento se procurou um bode expiatório para acobertar o verdadeiro assassino.

O homem foi levado a julgamento, já temendo o resultado: a forca. Ele sabia que tudo iria ser feito para condená-lo e que teria poucas chances de sair vivo desta história.

O juiz, que também estava combinado para levar o pobre homem à morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado que provasse sua inocência. Disse o juiz:

- Sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos do senhor: vou escrever em um pedaço de papel a palavra INOCENTE e outro pedaço a palavra CULPADO. Vou sortear um dos papéis e aquele que sair será o veredicto. O senhor decidirá seu destino - determinou o juiz.

Sem que o acusado percebesse, o juiz preparou os dois papéis, mas em ambos escreveu CULPADO de maneira que, naquele instante, não existia nenhuma chance do acusado se livrar da forca. Não havia saída. Não havia alternativas para o pobre homem.

O juiz colocou os dois papéis em uma mesa e mandou o acusado escolher um. O homem pensou alguns segundos e pressentindo uma vibração aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos papéis e rapidamente colocou na boca e o engoliu.

Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do homem.
 
- Mas o que você fez? E agora? Como vamos saber qual seu veredicto?

- É muito fácil - respondeu o homem. Basta olhar o outro pedaço que sobrou e saberemos que acabei engolindo o seu contrário. 

Imediatamente o homem foi liberto.

Por mais difícil que seja uma situação, não deixe de acreditar até o último momento. Saiba que para qualquer problema há sempre uma saída.

Não desista, não entregue os pontos, não se deixe derrotar.


Persista, vá em frente apesar de tudo e de todos. Creia que você pode conseguir

Lidiomar T. Granatti (Litrazini)

Graça e Paz