quarta-feira, 16 de maio de 2018

TEMPOS DIFÍCEIS


Fizeste passar o teu povo por tempos difíceis. (Sl 60.3.)

De quem é o povo que está passando por tempos difíceis? Quem é a pessoa que fez esse povo passar por tempos difíceis? As duas perguntas têm uma só resposta: Deus.

Partindo do princípio de que “Deus é amor” (1Jo 4.8), não é estranho que ele faça o seu próprio povo passar por tempos difíceis. Além do mais, ele é soberano e faz o que bem entende, como, por exemplo, no caso dos gêmeos de Rebeca e Isaque: “Amei Jacó, mas rejeitei Esaú” (Rm 9.13).

“Tempos difíceis” às vezes são a conseqüência natural de uma conduta infeliz e equivocada. Depois do adultério e do assassinato de Urias, Davi passou por um longo e árduo período de “tempos difíceis”.

A explicação de Paulo é por demais oportuna: “O que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição” (Gl 6.7,8).

A maturidade espiritual, o aperfeiçoamento do caráter, o crescimento da fé e muitas outras conquistas no que diz respeito ao aumento da comunhão do pecador regenerado com Deus têm muito a ver com os “tempos difíceis”.

“Quando se retira a escória da prata”, explicam os Provérbios de Salomão, “nesta se tem material para o ourives” (Pv 25.4). Ora, a escória só se separa da prata no cadinho e a temperaturas elevadas. Daí se diz que o crisol (o mesmo cadinho) serve para produzir e evidenciar as boas qualidades de uma pessoa.

Em outro poema, o salmista chega a dar graças pelos “tempos difíceis”. “Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que eu aprendesse os teus decretos” (Sl 119.71, RA).

Precisamos aprender a dar graças pelos tempos difíceis. Foram eles que arrancaram o filho pródigo do chiqueiro de porcos e o trouxeram de volta para a casa paterna (Lc 15.11-32).

Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salomos. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz