Ele realiza os
desejos daqueles que o temem. (Sl 145.19.)
O ser humano é dotado de desejo. Deus o fez assim. Ele tem vontade de comer,
vontade de beber, vontade de trabalhar, vontade de descansar, vontade de amar,
vontade de adorar. Foi só depois da queda que apareceram os tais desejos
pecaminosos.
Porém, mesmo agora, nem todo desejo é mal. Há desejos infantis, desejos
inocentes, desejos nobres. Como o desejo de Davi de beber água conquanto que
fosse do poço de Belém (2 Sm 23.15) e o desejo de Jesus de comer a Páscoa com
os discípulos antes de sofrer (Lc 22.15).
O desejo realizado produz a saudável sensação de realização, que, por
sua vez, gera maturidade e segurança emocional.
É preciso saber julgar cada desejo e ter a coragem de abrir mão daquele
que está manchado pelo pecado.
Uma das virtudes de Deus salientadas pelo salmista é que “Ele realiza os desejos daqueles que o temem”
(Sl 145.19).
Parece incrível, mas é verdade: Deus abre a sua mão e satisfaz os
desejos de seu povo (Sl 145.16). Esse princípio é reforçado pelo profeta
Isaías: “Desde os tempos antigos ninguém
ouviu, nenhum ouvido percebeu, e olho nenhum viu outro Deus, além de ti, que
trabalha para aqueles que nele esperam” (Is 64.4).
Se num poema o salmista trata do assunto de modo genérico (“Ele satisfaz os desejos daqueles que o
temem”), noutro o salmista se refere a ele mesmo: “O rei se alegra na tua força, ó Senhor! Como é grande a sua exultação
pelas vitórias que lhe dás! Tu lhe concedeste o desejo do seu coração e não lhe
rejeitaste o pedido dos seus lábios” (Sl 21.1,2).
Cirurgicamente separado do pecado, do egoísmo, da autopromoção e do
esbanjamento, o desejo que sobrar pode e deve ser levado a Deus em oração para
que Ele o satisfaça.
Retirado de Refeições Diárias com os Salmos. Editora Ultimato.
Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/
Graça e Paz
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