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segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

RELACIONAMENTO COM CRISTO

Apostatar significa cortar o relacionamento salvífico com Cristo, ou apartar-se da união vital com Ele e da verdadeira fé nEle.

Sendo assim, a apostasia individual é possível somente para quem já experimentou a salvação, a regeneração e a renovação pelo Espírito Santo (cf. Lc 8.13; Hb 6.4,5); não é simples negação das doutrinas do NT pelos inconversos dentro da igreja visível

Os passos que levam à apostasia são:

(a) O crente, por sua falta de fé, deixa de levar plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e ensinos da Palavra de Deus (Mc 1.15; Lc 8.13; Jo 5.44,47; 8.46)

(b) Quando as realidades do mundo chegam a ser maiores do que as do reino celestial de Deus, o crente deixa paulatinamente de aproximar-se de Deus através de Cristo (4.16; 7.19,25; 11.6)

(c) Por causa da aparência enganosa do pecado, a pessoa se torna cada vez mais tolerante do pecado na sua própria vida (1 Co 6.9, 10; Ef 5.5; Hb 3.13). Já não ama a retidão nem odeia a iniquidade

(d) Por causa da dureza do seu coração (3.8,13) e da sua rejeição dos caminhos de Deus (v. 10), não faz caso da repetida voz e repreensão do Espírito Santo (Ef 4.30); (1 Ts 5.19-22; Hb 3.7-11)

(e) O Espírito Santo se entristece (Ef 4.30; cf. Hb 3.7,8); seu fogo se extingue (1 Ts 5.19) e seu templo é profanado (1 Co 3.16). Finalmente, Ele afasta-se daquele que antes era crente (Jz 16.20; Sl 51.11; Rm 8.13; 1 Co 3.16,17; Hb 3.14).

Se a apostasia continua sem refreio, o indivíduo pode, finalmente, chegar ao ponto em que não seja possível um recomeço.

É próprio salientar que, embora a apostasia seja um perigo para todos os que vão se desviando da fé (Hb 2.1-3) e que se apartam de Deus (Hb 6.6), ela não se consuma sem o constante e deliberado pecar contra a voz do Espírito Santo (Mt 12.31).

Aqueles que, por terem um coração incrédulo, se afastam de Deus (Hb 3.12), podem pensar que ainda são verdadeiros crentes, mas sua indiferença para com as exigências de Cristo e do Espírito Santo e para com as advertências das Escrituras indicam o contrário.

Uma vez que alguém pode enganar-se a si mesmo, Paulo exorta todos aqueles que afirmam ser salvos: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos” (2 Co 13.5).

Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

sábado, 25 de maio de 2019

DEUS TEM SAUDADES DAQUELES QUE O DEIXAM


Em certa altura da história do Antigo Testamento, na época de Jeremias, por volta do ano 627 antes de Cristo, o povo eleito se "desprendeu" e "saiu" da presença de Deus, "renunciou" os compromissos religiosos, "pôs-se" do lado de fora da aliança e da cerca que os protegia, "repudiou" a própria história (iniciada há mais de mil anos, com a chamada de Abraão) e "desertou" para o lado oposto.

Não é necessário usar tantos verbos para explicar o que aconteceu. Basta dizer, em uma linguagem mais clara, que Israel "apostatou" da fé.

Isso tem se repetido tanto na história dos hebreus como na história da igreja. A pesquisa da American Physical Society mostra que daqui a menos de 40 anos o cristianismo e as outras religiões poderão ser radicalmente extintos em nove países ricos -- Canadá, Austrália, Áustria, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Suíça e República Tcheca. Todos esses países são cristãos -- alguns católicos e outros protestantes.

Trata-se, portanto, de uma acentuada e generalizada apostasia, que combina com a previsão mencionada por Paulo: "O Espírito de Deus diz claramente que, nos últimos tempos, alguns abandonarão a fé [por darem] atenção a espíritos enganadores e a ensinamentos que vêm de demônios" (1Tm 4.1, NTLH).

A apostasia é algo muito sério. Entre os apóstatas mais notáveis do período bíblico estão o rei Acaz (2Cr 29.19), o rei Manassés (2Cr 33.19), Demas (2Tm 4.10), Himeneu e Alexandre (1Tm 1.19-20).

Há muitas razões para a apostasia. Uma delas é a força destruidora da perseguição religiosa. As ameaças, a tortura, a prisão e o martírio têm feito alguns cristãos renunciarem a fé. Às vezes apenas "da boca para fora", mas não no íntimo.

O relaxamento moral progressivo, por sua vez, pode descambar na apostasia. Daí a exortação: "Se continuarmos a pecar de propósito, depois de conhecer a verdade, já não há mais sacrifício que possa tirar os nossos pecados" (Hb 10.26, NTLH). A intensificação dos poderes demoníacos, por meio de falsos profetas, falsos mestres, falsos cristãos e falsos milagres, pode roubar a fé de muitos. O Apocalipse diz que todos ficarão maravilhados com a cura da besta que havia sido golpeada mortalmente e, então, se porão ao lado dela (Ap 13.3).

É difícil, mas pode acontecer que o apóstata venha a se arrepender e volte para o aprisco. Pela instrumentalidade dos profetas,
Deus se dirige às gerações apóstatas de maneira comovente. Às vezes, ele recorda os bons tempos anteriores à apostasia: "Eu me lembro bem de como você procurava me agradar e demonstrar o seu amor, como uma jovem noiva, [e quando] me seguia fielmente, através do deserto onde planta nenhuma podia nascer"(Jr 2.2, BV). 

Outras vezes, ele reclama com ternura: "O meu povo cometeu dois pecados: Eles abandonaram a mim, a fonte de água fresca, e cavaram cisternas, cisternas rachadas que deixam vazar a água da chuva" (Jr 2.13, NTLH). Quando convém, ele fala mais energicamente e faz promessas de renovo: "Venham cá, vamos discutir este assunto [pois] os seus pecados os deixaram manchados de vermelho, manchados de vermelho escuro; mas eu os lavarei, e vocês ficarão brancos como a neve, brancos como a lã" (Is 1.18, NTLH).

A evangelização pretende alcançar os que nunca ouviram o anúncio das boas-novas.

A re evangelização, por sua vez, quer alcançar aqueles que saíram do meio de nós, mas, a rigor, ainda não eram dos nossos (1Jo 2.19). É possível que "com laços de amor e de bondade" (Os 11.4) Deus os traga de volta!

Fonte: Ultimato / Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

DOIS MARCOS PARA A VOLTA DE JESUS

Dirigindo-se aos cristãos de Tessalônica, o apóstolo Paulo lhes disse acerca da volta de Jesus, que isto não ocorreria sem que antes viesse primeiro, a apostasia, e em segundo lugar, que fosse revelado o Anticristo.

2Tes 2:3: “Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição”.

A palavra apostasia do texto é a mesma no original grego, tratando-se, portanto de uma transliteração.

Seu significado é revolta, rebelião, afastamento doutrinário, conforme se vê na segunda ocorrência desta palavra no Novo Testamento, em Atos 21.21: “e foram informados a teu respeito que ensinas todos os judeus entre os gentios a apostatarem de Moisés, dizendo-lhes que não devem circuncidar os filhos, nem andar segundo os costumes da lei.”

Outra palavra da mesma raiz de apostasia, apostasion, e que significa divórcio foi usada por Jesus em Mt 5.31, 19.7, Mc 10.4. Temos também em Lc 8.13, Hb 3.12 e I Tim 4.1, aphistêmi, que significa afastar-se, desviar-se.

1Tm 4:1: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios,”

Não padece dúvida, portanto, no texto de 2 Tes 2.3, que a apostasia ali referida concerne ao abandono do ensino e prática da Palavra de Deus, inclusive por crentes genuínos, por se dar crédito ao ensino de espíritos enganadores e de demônios.

Quando isto ocorre, o terreno fica livre para o alastramento da iniquidade, pela aceitação da sociedade, de práticas que são condenadas por Deus e abomináveis a Ele. Ora, sabemos que este é o quadro que se nos apresenta em nossos dias, quando até muitos daqueles que dizem amar a Deus, não o demonstram no seu comportamento, pois praticam e fazem concessões a ensinos que não se conformam com tudo o que está revelado na Bíblia.

Como o Anticristo se levantará para afrontar e tentar destruir tudo o que se refira à verdadeira Palavra de Deus, então terá boa acolhida por uma sociedade que já vem caminhando na mesma direção, e tanto mais quanto o tempo tem avançado.

Assim, não será o filho da perdição, o homem da iniquidade citado pelo apóstolo, que introduzirá a apostasia quando ele se manifestar. Ao contrário, ele necessita que ela venha primeiro, para que a humanidade o receba de braços abertos, pois lhes prometerá dar aquilo que já se encontra em seus corações, a saber, um mundo sem Deus e sem respeito aos Seus mandamentos.

É interessante observar que em 1665-1666, um judeu cabalista chamado Sabetai-Zwi proclamou ser o messias, o cristo; enganando a muitos, porque lhes dizia que agora Deus estava revogando sua lei, e que permitia a todos agirem conforme seus desejos, fossem eles quais fossem.

Era a sua oração referindo-se a Deus: “Bendito seja Aquele que permite o que é proibido.” Alguém dirá: pelo menos ele orava a Deus. Mas que deus? O Deus que permite e aprova tudo o que é proibido em Sua Palavra?

Este não é Deus, mas o próprio diabo, uma vez que Sabetai-Zwi era satanista declarado, e sua influência e ensino se fazem sentir até hoje, pois foi o que inspirou os chamados illuminatis a se infiltrarem na maçonaria, para principalmente, a partir dali, trabalharem pela construção da Nova Ordem Mundial com um governo único sobre todo o mundo, baseado em princípios anti-cristãos.

Pr Silvio Dutra

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 1 de dezembro de 2012

Ecumenismo pode levar à apostasia da fé cristã?

O que é ecumenismo? Do ponto de vista do cristianismo, é o movimento que visa à unificação das igrejas cristãs, com base no apelo à unidade entre todos os povos sob o governo de Cristo, contido na mensagem do evangelho. É um movimento que busca o diálogo e a cooperação comum entre igrejas cristãs, para superar as divergências históricas, culturais e teológicas, aproximar os cristãos de diversas denominações, evangelizar o mundo e contribuir para a paz mundial.
 
Poucos sabem, mas o ecumenismo moderno remonta a uma proposta de unificação das igrejas protestantes, a fim de promover missões evangelísticas. Contudo, posteriormente, a ideia foi utilizada pela Igreja Católica para impor sua liderança sobre todas as igrejas cristãs, passando por cima das diferenças doutrinárias que ficaram evidentes com a Reforma Protestante, proposta por Martinho Lutero, no século 16.
 
Como conciliar ensinamentos (como a existência de um Purgatório para as almas perdidas; a função intercessora de Maria, o sumo sacerdócio papal) e práticas católicas (como veneração a Maria e aos santos), claramente contrários aos postulados bíblicos, com a fé cristã professada pela Igreja Protestante, que só adora a Deus e tem Jesus como único Salvador e Mediador entre Deus e os homens?
 
Quando alguma Igreja Protestante se predispõe a assinar um tratado ecumênico com a Igreja Católica, automaticamente está reconhecendo o papa, em vez de Cristo, como o líder supremo da Igreja, fechando os olhos para diferenças doutrinárias abissais contrárias à doutrina bíblica, destruindo a sua identidade com a Igreja primitiva e desprezando os ensinamentos de Cristo e dos apóstolos. Em suma, está apostatando da fé genuinamente cristã.
 
E a proposta do ecumenismo atual não está restrita apenas às igrejas historicamente classificadas como cristãs ou monoteístas (o cristianismo, o judaísmo e o islamismo). Existe um movimento mundial de união entre várias religiões, inclusive as mais destoantes em relação à Bíblia (como o candomblé, a umbanda, a quimbanda, o budismo, o hinduísmo, o xintoísmo).
 
Não é à toa que, nos cultos ecumênicos no Brasil, há pelo menos um representante de cada religião!
 
Na verdade, o ecumenismo pregado por essa sociedade afastada de Deus não visa promover a salvação em Cristo e Seu Reino aqui na terra. Antes, empunhando a bandeira da fraternidade, da tolerância e do amor entre os diferentes, visa à globalização e à promoção de um idioma, uma moeda e uma religião únicos, sob comando do Anticristo.
 
É por essas e outras razões que dizemos não ao ecumenismo e alertamos os cristãos quanto ao engodo, à hipocrisia e aos perigos desse movimento que objetiva prostituir espiritualmente a verdadeira Igreja de Cristo, a fim de neutralizá-la, envergonhá-la e levá-la à idolatria.
 
Mas, graças a Deus, no Brasil há milhares de cristãos evangélicos que reconhecem a armadilha do ecumenismo e recusam-se a adorar outros deuses e a abrir mão dos princípios bíblicos. Esses fiéis fazem parte da Igreja verdadeira e, unidos, militam como bons soldados de Cristo pela causa do evangelho, pregando a salvação unicamente em Jesus e ensinando que Ele é o único Mediador entre Deus e o homem, o único e eterno Sumo Sacerdote, o único Cabeça e Líder da Igreja, lavada e remida por Seu sangue.
 
SUGESTÕES DE LEITURA:
 
Apocalipse 13, 17 e 19
 
Livro Qual a igreja verdadeira e O que a igreja não pode deixar de ser?, de Silas Malafaia.
 
Pastor Silas Malafaia
 
A Graça e a Paz do Senhor Jesus Cristo,
 
Moacir Neto

Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.