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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

CUIDADO COM O QUE VOCÊ CARREGA


Dois monges vinham andando por uma estrada barrenta, e após algumas horas caminhando, avistaram uma mulher, que estava vestindo um vestido de seda lindo, parada de frente para uma grande poça de lama que pegava de um lado à outro da rua.

Um dos monges se aproximou dela e perguntou:
- Bom dia linda mulher, posso ajudá-la?

A mulher respondeu-lhe em prantos:
- Sim, eu tenho que ir a uma festa e não posso me sujar.

O monge olhando para ela lhe disse:
- Isso não é problema eu levo você até o outro lado. E o monge colocou a mulher envolta de seu pescoço e à carregou até o outro lado, chegando lá ela agradeceu e os monges seguiram viagem.

Em um momento o outro monge olha para o amigo e lhe diz:
- Amigo você sabe que a nossa religião proíbe chegarmos perto de uma mulher, quanto mais manter um contato como você manteve.

O monge que tinha ajudado a mulher olha para o amigo com um olhar de espanto, e continua a viagem... mais na frente o monge pára o amigo e exclama:
- Imagina a reação do mestre ao saber que você tocou em uma mulher...

Mais uma vez o monge olha para ele e continua a viagem. Mais na frente mais uma vez o monge para o amigo e diz: 
- Amigo... não creio que você tocou naquela mulher... nossa! Não posso nem pensar na reação dos outros monges ao saber disto!

O monge já demonstrando em sua face que não estava gostando daquela pressão, olha nos olhos do amigo e continua a viagem.

Sem perceber isto mais uma vez ele é parado pelo seu companheiro que diz:
- Você sabe que...

O outro monge interrompe dizendo:
- Amigo... eu peguei a mulher de um lado da lama, a carreguei e a deixei do outro lado, mas você vem trazendo ela desde de lá...

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 14 de julho de 2017

O DEUS QUE CARREGA OS NOSSOS FARDOS

Vocês, a quem tenho sustentado desde que foram concebidos, e que tenho carregado desde o seu nascimento. Mesmo na sua velhice […] sou eu aquele que os susterá. [Isaías 46.3-4]

A sátira de Isaías acerca da idolatria atinge o seu auge no capítulo 46. Somos apresentados às duas divindades principais da Babilônia: Bel (também chamado de Marduk) e Nebo (filho de Bel). Isaías descreve a maneira como esses ídolos eram fabricados pelas mãos de ourives (v. 6-7), e depois de prontos, carregados nos ombros de seus adoradores até o lugar onde eram colocados em determinada posição, porque elas não podiam se mover ou falar.

Subitamente, a Babilônia é tomada por Ciro, rei da Pérsia, e seus soldados passam a saquear os templos da cidade. “Bel se inclina, Nebo se abaixa” (v. 1). Isto é, esses ídolos inúteis são arrancados de seus pedestais e carregados de ponta-cabeça, como cadáveres, pelas ruas. Aqui eles são colocados sobre carroças e levados.

É a decadência dos poderosos! Os deuses que antes eram carregados orgulhosamente sobre os ombros, nas procissões, agora são carregados em carroças, como lixos inúteis, tornando-se um fardo para seus adoradores.

O tom de ironia na voz do profeta desaparece, e no silêncio Deus fala. Com efeito, ele diz: “Eu não sou como Bel e Nebo. Não preciso ser carregado. Sou o Deus vivo e exaltado. Eu tenho carregado vocês desde que foram concebidos, e mesmo depois de velhos eu ainda os carregarei” (v. 3-4, paráfrase).

Assim, devemos perguntar a nós mesmos, hoje: Quem está carregando nossos fardos? A religião tem sido um fardo ou uma libertação para nós? Deus tem sido um fardo?

Jesus Cristo é descrito no Novo Testamento como o supremo carregador de fardos do mundo.

Ele levou sobre si os nossos pecados (veja Isaías 53). Ele também carrega as nossas tristezas. Como escreveu Pedro: “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês” (1Pe 5.7).

A grande tragédia é quando invertemos os papéis designados por Deus e tentamos carregá-lo, em vez de permitir que ele nos carregue, como ele prometeu!

Bel está abatido, Nebo se encurvou, os seus ídolos são postos sobre os animais e sobre as feras; as cargas dos vossos fardos são canseiras para as feras já cansadas. Juntamente se encurvaram e se abateram; não puderam livrar-se da carga, mas a sua alma entrou em cativeiro. Ouvi-me, ó casa de Jacó, e todo o restante da casa de Israel; vós a quem trouxe nos braços desde o ventre, e sois levados desde a madre. E até à velhice eu serei o mesmo, e ainda até às cãs eu vos carregarei; eu vos fiz, e eu vos levarei, e eu vos trarei, e vos livrarei. A quem me assemelhareis, e com quem me igualareis, e me comparareis, para que sejamos semelhantes? Gastam o ouro da bolsa, e pesam a prata nas balanças; assalariam o ourives, e ele faz um deus, e diante dele se prostram e se inclinam. Sobre os ombros o tomam, o levam, e o põem no seu lugar; ali fica em pé, do seu lugar não se move; e, se alguém clama a ele, resposta nenhuma dá, nem livra alguém da sua tribulação. Lembrai-vos disto, e considerai; trazei-o à memória, ó prevaricadores. Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim. (Isaías 46.1-9)

Retirado de A Biblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.