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segunda-feira, 10 de julho de 2017

JESUS, A FIGURA HISTÓRICA

Eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo, e decidi escrever-te um relato ordenado. [Lucas 1.3]

Lucas escreveu uma obra de dois volumes sobre as origens do cristianismo, a saber, seu Evangelho e Atos.

E em seu prefácio, que cobre ambos os livros, ele enfatiza a confiabilidade daquilo que está escrevendo, pois deixa absolutamente claro que Jesus não foi nenhum mito, mas uma figura histórica.

Assim, ele dá início ao seu relato firmando-o em cinco estágios racionais (v. 1-4).

Primeiro, certos “fatos que se cumpriram entre nós” (v. 1). Esses foram os eventos do ministério de Jesus.

Segundo, esses eventos foram vistos e “transmitidos” por testemunhas oculares que contaram a outros aquilo que tinham visto (v. 2).

Terceiro, Lucas, que foi um desses outros, investigou “tudo cuidadosamente, desde o começo” (v. 3).

Quarto, Lucas registrou o resultado de sua pesquisa, escrevendo um “relato ordenado” disso (v. 3).

Quinto, haveria leitores, inclusive Teófilo, seu distinto patrocinador, que encontrariam no Evangelho de Lucas sólidos fundamentos para a própria fé.

Mas quando Lucas fez suas investigações? Ele não foi um dos doze apóstolos nem uma testemunha ocular.

Mais tarde, no entanto, ele morou por dois anos na Palestina, enquanto Paulo estava preso em Cesareia (At 24.27).

Como ele teria ocupado seu tempo? Podemos apenas supor. Por certo viajou por todo o país reunindo material para seu Evangelho e para o livro de Atos, história inicialmente baseada em Jerusalém.

Deve ter visitado locais associados ao ministério de Jesus, familiarizando-se (como um gentio que era) com a cultura judaica e entrevistando testemunhas oculares. Entre essas pessoas, devia estar Maria, a mãe de Jesus, agora uma senhora idosa, pois Lucas conta a história dela e narra com familiaridade os detalhes que cercaram o nascimento de Jesus, os quais só podem ter sido dados por Maria.

Tudo isso fundamenta a nossa confiança na credibilidade histórica dos escritos de Lucas.

Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, Segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde oprincípio, e foram ministros da palavra, pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio;pPara que conheças a certeza das coisas de que já estás informado. Lucas 1.1-4

Retirado de A Biblia toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

LUCAS: O EVANGELHO DA ALEGRIA

O evangelho de Lucas é o evangelho da alegria. Lucas convida a seguir Jesus com prazer. Não adianta um seguimento motivado pelo medo.

Desde o início do evangelho, fala-se da alegria, a começar por Maria: “alegra-te, cheia de graça” (1,28).

Jesus já irradia alegria desde o seio da mãe: “a criança saltou de alegria no meu ventre” (1,44). “Não tenham medo! Eu anuncio para vocês a Boa Notícia, que será uma grande alegria para todo o povo” (2,10).

Fala-se também da alegria que sente Deus quando um pecador se converte (15,7.10.32). Isto é, Lucas quer apresentar um Jesus que dá alegria e prazer; o seguimento de Jesus não deve ser motivado pelo medo ou obrigação, mas porque o discípulo descobre a alegria de seguir Jesus e servir à construção do Reino.

– Essa alegria está motivada pela notícia da salvação que Deus oferece em Jesus, salvador (2,11.30): Jesus “veio procurar e salvar o que estava perdido” (19,10).

Jesus é o hoje da salvação. Em casa de Zaqueu Jesus diz: “Hoje chegou a salvação a esta casa” (19,9).

“Lucas nos convida a acolher Jesus, o Cristo, que vem […] para ressuscitar o que está morrendo em nós. […] Este relato vai ensinar-nos a viver o seguimento de Jesus como uma experiência de salvação” (PAGOLA, 2012, p.15).


A salvação que oferece Jesus é total e universal, não está limitada ao povo de Israel.

– Esta salvação é fruto da misericórdia de Deus. Jesus revela um rosto de Deus misericordioso, que não tem limite para perdoar e que sempre está disposto a acolher o pecador, a procurar a ovelha que está perdida (15,3-7), a fazer festa para o filho pródigo que tinha abandonado o pai, mas volta a casa (15,11-32).

Jesus oferece o perdão a uma prostituta (7,36-50) e a Zaqueu, o publicano (19,1-10). Inclusive lembra-se de pedir a Deus o perdão para os responsáveis pela sua morte na hora da crucifixão (23,34).

A misericórdia de Deus se revela também nas curas de Jesus, que Lucas apresenta mais como gestos de misericórdia do que como manifestações de seu poder (17,11-19).

Jesus é como o bom samaritano que, ao ver em seu caminho alguém caído, “se comove”, se aproxima e, movido de compaixão, cura-lhe as feridas (10,33-37) (PAGOLA, 2012, p.15).

Pr. João Flávio Martinez

Por Litrazini


Graça e Paz

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Crescimento e oposição

Alguns deles, todavia, cipriotas e cireneus foram a Antioquia e começaram a falar também aos gregos, contando-lhes as boas novas a respeito do Senhor Jesus. [Atos 11.20]

Lucas relata que alguns evangelistas foram para o norte, em direção à costa, chegando até a Fenícia, Chipre e Antioquia, anunciando a mensagem “apenas aos judeus” (v. 19). Mas alguns que foram para Antioquia “começaram a falar também aos gregos” (v. 20). Não sabemos se eram gregos pagãos, gregos de fala hebraica ou uma mistura de raças. Antioquia era com certeza um lugar bastante apropriado para a primeira igreja internacional e um trampolim para o avanço missionário em escala mundial, pois era uma cidade grande e cosmopolita.

As notícias desse crescimento chegaram aos ouvidos dos líderes da igreja em Jerusalém. Assim como eles haviam enviado Pedro e João para investigar o que estava acontecendo entre os samaritanos, enviaram Barnabé a Antioquia.

Ali chegando, e vendo a graça de Deus nas vidas transformadas, ele ficou alegre e os animou a permanecerem fiéis ao Senhor. Em seguida ele foi a Tarso e trouxe Saulo para Antioquia, para ensinar ao grande número de convertidos.

Porém, esse significativo crescimento da igreja provocou a oposição do rei Herodes Agripa I, filho de Herodes, o Grande. Ele mandou decapitar o apóstolo Tiago e colocou na prisão o apóstolo Pedro.

A situação era crítica, mas os membros da igreja se dedicaram à oração, e Pedro foi milagrosamente libertado. Na manhã seguinte, no exato momento em que Pedro seria julgado e, provavelmente, executado, ele não foi localizado. O plano de Herodes havia falhado.

Lucas continua sua narrativa até a derrota final de Herodes. Os habitantes de Tiro e Sidom tiveram um desentendimento com o rei e procuravam ter uma audiência com ele para pedir paz. No dia marcado, o rei incitou a multidão, que começou a bradar: “É voz de deus, e não de homem” (12.22). Visto que Herodes não glorificou a Deus, ele foi ferido e morreu.

Lucas termina citando uma de suas frases preferidas: “Entretanto, a palavra de Deus continuava a crescer e a espalhar-se” (v. 24). O talento literário de Lucas é evidente. O capítulo começa com Tiago morto, Pedro na prisão, e Herodes triunfando; e termina com Herodes morto, Pedro livre e a Palavra de Deus triunfando.

Só o poder de Deus pode destruir os planos hostis dos homens e substituí-los pelos seus próprios planos.

E por aquele mesmo tempo o rei Herodes estendeu as mãos sobre alguns da igreja, para os maltratar; E matou à espada Tiago, irmão de João. E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos ázimos. E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da páscoa. Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus. Atos 12.1-5

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.


Por Litrazini


Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.