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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Visita Pastoral - Uma Responsabilidade Dada Por Deus

Deus deu aos presbíteros de Sua Igreja a responsabilidade de pastorear seu Rebanho. Paulo diz em Atos 20.28 “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” (ACF). Na mesma linha, Pedro escreveu em 1 Pedro 5.1-3 “Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”(ACF).

Esta não é uma tarefa pequena. Oficiais da igreja prestarão contas a Deus por deixar de lado seu ofício. Na verdade, Hebreus 13.17 diz “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil”(ACF). Uma das principais maneiras de fazer essa supervisão é através da visita pastoral.

Mesmo assim, triste dizer, visitas pastorais nem sempre são realizadas de uma maneira que permita às partes envolvidas colherem os melhores benefícios espirituais. Uma coisa que você pode fazer, para melhorar o benefício de uma visita pastoral, é se preparar para ela. Se as famílias se preparassem para as visitas pastorais, o tempo gasto nelas seria muito mais proveitoso. Então, como alguém pode se preparar?

Fazendo um inventário espiritual

Em primeiro lugar, use a ocasião de uma visita pastoral para fazer um inventário espiritual da sua vida. Examine a si mesmo, sua relação com Deus e outros (sua família, vizinhos, colegas de trabalho, o mundo, etc.), para determinar como você está espiritualmente. Procure respostas para perguntas do tipo: Como tenho certeza de que sou um cristão? Estou envolvido com estudos bíblicos regulares e oração? Posso dizer com certeza que estou, diariamente, morrendo para o pecado e vivendo mais honradamente? Com quais pecados estou lutando? Posso apontar para áreas da minha vida nas quais estou crescendo? Se você tem uma família, pergunte-se essas coisas: Como minha família está, espiritualmente? O que estou fazendo em relação às devocionais familiares? Consigo ver evidências da graça na vida de meus filhos? Meus filhos estão mostrando um crescente interesse pelas coisas do Senhor? Eles gostam de oração, leitura bíblica, ir aos cultos e cantar hinos e salmos? Se você se preparar dessa forma, será capaz de dar uma resposta substancial quando for questionado sobre seu crescimento espiritual. Além do mais, será espiritualmente beneficiado do tempo de autoexame.

Sendo honesto sobre seus problemas

Desse inventário espiritual deve fluir outra área de preparação. Existe alguma área, na sua vida cristã, na qual você está tendo algum problema? Em Tiago 5.16, nós somos chamados a confessar nossos pecados uns aos outros. A visita pastoral é a hora perfeita para se abrir e ser honesto sobre seus problemas. Você está enfrentando dificuldades ao estudar a Bíblia consistentemente ou nas devocionais familiares? Existe algum pecado, em particular, que continue te derrotar? Não espere até o problema tornar-se insuperável. Esteja preparado para compartilhar seus problemas e para procurar conselho e oração.

Procurando o conselho de seus presbíteros

A terceira área de preparação tem a ver com a solicitação direta por ajuda. Esteja preparado para perguntar àqueles que te visitam se eles veem alguma área na sua vida, que você tenha algum problema (ou na vida de seus familiares), que precise ser abordada. Não tenha medo de fazer esse tipo de pergunta. Todos nós estivemos cegos espiritualmente para algo em algum momento. Buscar o conselho daqueles que já passaram por situações parecidas trará a você percepções úteis para lidar com seus problemas. Da mesma maneira, pergunte aos seus presbíteros se há algo que você poderia fazer para servir ao Senhor. Todos nós prometemos apoiar o trabalho da igreja com nosso tempo, talentos e tesouros. Descobrir onde nós podemos ser úteis não somente nos abençoa como nos dá a oportunidade de ser benção para nossos irmãos e irmãs no Senhor.

Seus médicos espirituais estão aqui para te servir

Quando alguém vai ao médico fazer um check-up, geralmente pensa sobre como está se sentindo. Essa pessoa avalia suas várias dores e aflições procurando determinar quais são importantes e quais não. A tragédia é que, às vezes, essa pessoa pode errar ao não contar ao médico sobre um determinado sintoma por não considerá-lo importante, ou pior, por estar com medo do que possa significar. Porém, esse sintoma pode ser um sinal de alerta para alguma doença séria que poderia ser mais bem tratada se descoberta no estágio inicial. Se o problema é ignorado, a doença piora até que medidas extremas sejam necessárias, ou até que seja tarde demais. Seus presbíteros são médicos da alma. A tarefa deles será muito mais simples, e mais efetiva, se você examinar-se e falar aberta e francamente com eles sobre sua condição e necessidades espirituais. Lembre-se que uma grama de prevenção é melhor que um quilo de cura. Esse ditado é verdadeiro para nossa vida espiritual também. Vamos praticar medicina preventiva espiritual!

Abaixo, está uma lista de perguntas que tanto presbíteros quanto congregantes podem utilizar para uma revisão antes de uma visita pastoral.

Testem a si mesmos para saber se estão na fé; examinem a si mesmos. (2 Co 13.5)

1. Seu entendimento de si mesmo
 - Você tem certeza de que é um cristão?
 - Você está envolvido em estudo bíblico regular? Ou ainda, você está tendo alguma dificuldade com estudo bíblico regular ou devocionais familiares?
 - Como é sua vida de oração? Você ora regularmente?
 - Você pode apontar para áreas em sua vida nas quais você tenha crescido, recentemente?
 - Existe alguma área em sua experiência cristã na qual você esteja tendo dificuldade?
 - Existe algum pecado ou tentação, em particular, que continua a te derrotar?
 - Onde você gostaria de estar, espiritualmente, daqui a 1, 5 e 10 anos?

2. Seu entendimento de Deus
 - O que Deus te ensinou sobre Ele mesmo ultimamente? Ou, qual atributo de Deus tem sido mais significante para você nesses dias?
 - Existe alguma verdade/doutrina teológica com a qual você esteja tendo dificuldade, sinta-se confuso ou que precisa de esclarecimento? Alguma das suas crenças teológicas mudou?
 - Quais livros cristãos você leu ultimamente?
 - Você é capaz de compartilhar sua fé com outros? Se não, você estaria interessado em aprender a compartilhar? Você gostaria de ser discipulado?

3. Sua relação com o mundo
 - Se você tem uma família, como eles estão, espiritualmente? O que você está fazendo com relação a devocionais familiares (leitura bíblica, oração, catecismo, etc)?
 - Você vê alguma evidência da graça na vida de seus filhos? Eles estão demonstrando um interesse crescente pelas coisas do Senhor? Eles gostam de orar e ler a Bíblia? Eles são batizados? Eles estão prontos para fazer uma profissão de fé?
 - Como é seu relacionamento com seu cônjuge? Filhos? Outros?
 - Como outros veem sua caminhada cristã (casa, vizinhos, trabalho, igreja, etc)?
 - Como você está procurando afetar o mundo a sua volta com sua fé cristã?

4. Sua relação com a igreja
 - O que você gostaria de ver melhorado na nossa igreja?
 - O que você gosta na nossa igreja?
 - Qual conselho nós podemos te dar nesse momento?

Autor: Joseph A. Pipa Jr | | Tradutor: Jéssica Lima
Divulgação: EstudosGospel.Com.BR

A Graça e a Paz do Senhor Jesus Cristo.

Moacir Neto

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Visita a uma inválida


“Perto está o Senhor. Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” Fp. 4.5-7

Um sorriso espontâneo acolhe o visitante. Henriette está deitada na cama. Há quarenta anos seu corpo jaz paralisado por um reumatismo deformador.

– Não fique com pena de mim; eu não me queixo. Deus está próximo. Sua vontade é boa, Sua presença me acalma. É isso o que essa doença tem me ensinado; sem ela não teria esse conhecimento. Há muitos anos não peço mais por minha cura, não é possível se ter tudo, e eu recebi a fé. Um corpo imóvel dói menos que uma fé morta…

Com Henriette é impossível ter uma conversa banal. Falar da doença, suas causas e efeitos não tem cabimento. Há coisas mais interessantes e profundas a se conversar. Ela roga a Deus durante horas, não por si mesma, mas por seu marido, e por centenas de pessoas que coloca nas mãos do Senhor.

– Existem tantos desgraçados!, diz ela.

A única coisa que pede para si é paciência para aceitar a prova e não reclamar.

“E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte” (2Co.12.9-10)

Henriette, há quarenta anos paralisada, não inspira pena, pois seu rosto radiante dá a impressão de uma vida interior borbulhante.

– Tudo é fácil quando estamos perto de Deus. No início dessa doença, não foi nada fácil. Demorei anos para compreender que se pode ser feliz em qualquer circunstância, se tão somente aceitarmos a vontade de Deus. Suportei muitos sofrimentos.

Agora, quando olho o caminho percorrido, tenho a sensação de ter feito uma interminável escalada. Mas tive um bom Guia, o Senhor Jesus, que não deixava de me dizer para olhar para o alto. Por que eu desejaria voltar para baixo? Antes era religiosa, mas não verdadeiramente crente. Uma pobre lâmpada sem corrente elétrica!

Depois de visitá-la, se recebe um inesquecível ensino sobre paciência e resignação.

São quarenta anos de dor física e moral, enfrentando uma doença incurável e degenerativa. Quarenta anos sentindo-se uma carga para outros, em uma dependência física cada vez maior.

Em 1988, Henriette foi o para o lar celestial. Para ela, bem como para todos os crentes, “as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm. 8.18).

Extraído do Devocional boa Semente

Por Litrazini

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.