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segunda-feira, 24 de junho de 2013

O perdão que vence a culpa

“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo“ ( Rm 8.1 )

O sentimento de culpa atormenta-nos a todos, quer sejamos religiosos ou não. A maneira humana de lidar com a culpa é a expiação. Os estudiosos da “psiquê” humana asseveram que muitas doenças físicas e psíquicas, acidentes e frustrações na vida pessoal e profissional são tentativas de auto-expiação; isto é, uma forma de punição que o sofredor administra a si mesmo com o propósito de “saldar a dívida” advinda da culpa.

Ora o moralista usa a sua religiosidade, ou código moral, a fim de reprimir a culpa. Contudo, reprimir, esconder, projetar ou negar a culpa, não resolve os tormentos com os quais sofre a mente culpada.

O que se sente “pecador” e “miseravelmente e desgraçadamente” culpado, por sua vez, busca livrar-se da culpa mediante a expressão pública das suas faltas. Quase sempre, contudo, este mecanismo revela-se como uma falsa humildade ou pseudo arrependimento, haja vista que a autocomiseração também é uma tentativa de auto-expiação.

O caminho para a solução do problema da culpa é simples! No Evangelho de Jesus Cristo, aliás, tudo é demasiadamente simples! O início da caminhada depende, contudo, da decisão humana de romper com seus mecanismos de defesa e de auto expiação e assumir a responsabilidade pessoal pelas faltas cometidas, transgressões, erros e delitos.

Reconhecer a culpa e a insuficiência dos nossos esforços de auto expiação é fundamental, mas não é suficiente. A Palavra de Deus ensina-nos que “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a nossa injustiça” (I João 1.9).

Confessar, contudo, não é simplesmente fazer um relato das faltas, como se Deus precisasse ser informado sobre nossos atos. Afinal, Ele conhece todas as coisas (Hebreus 4.13). Confessar é acima de tudo concordar com Deus no fato de que meus erros transgridem a Sua vontade, reconhecer que sou merecedor da condenação, crer que Jesus Cristo se fez condenação em meu lugar, efetuando o pagamento da minha dívida ao levar sobre si a minha culpa, e decidir voluntariamente e prazerosamente cumprir a Sua vontade.

Não existe confissão verdadeira sem arrependimento verdadeiro. Arrependimento é o reconhecimento da culpa. É despojar-me das máscaras e das sutilezas auto-expiatórias da repressão e autocomiseração e crer na obra propiciatória de Cristo. O senso de culpa que nos leva a Deus nos revela, assim, o seu amor e o seu perdão.

A confissão, fruto de sincero arrependimento, traz-nos o perdão de Deus; este, por sua vez, vence a culpa e nos traz a paz!  “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”. (Rm. 5.1)

Por isso o apóstolo Paulo, depois ter exclamado o desespero causado pela culpa (Romanos 7.21-24), escreveu: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo“. (Rm. 8.1)

Não obstante a obra de Deus ser perfeita, o que fora perdoado pode reter na memória a culpa pelos seus erros e fracassos!

Ainda que perdoado, o cristão pode viver continuamente acuado pelas lembranças de seus erros, penalizando-se e sofrendo os danos da auto acusação.

A fé em Cristo, contudo, não apenas nos livra da condenação, mas também da acusação. “(...) se o nosso coração nos acusar, certamente Deus é maior do que o nosso coração” (I João 3.20); e ainda: “Pois, para com suas iniqüidades, usarei misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Hb. 8.12).

Rev. Ezio Martins de Lima

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Rejeitando o sentimento de culpa

Se você ainda se sente culpado depois de confessar seu pecado e lembrou-se de que está perdoado, adivinhe quem está lançando a culpa sobre você. É o velho ambulante da culpa, ele mesmo, Satanás. Ele não deseja que você se lembre de que Deus acabou com seu pecado na cruz. É por isso que precisamos de um advogado de defesa diante do Pai. O nome Satanás significa “O Acusador”.


Cristo não tem de nos defender contra o Pai; Ele nos defende contra Satanás, perante o Pai.

Aqui está uma cena que PROVAVELMENTE ocorreu no céu, na presença de Deus, hoje. Podemos agradecer a Jó por este pedaço de conhecimento da tática de Satanás.

O inimigo foi para lá hoje com uma pasta de documentos sobre cada um dos filhos de Deus. Ele levou um dossiê sobre João, Pedro, Luiz e Karina, e especialmente um grande arquivo sobre Hal.

- Ele acusa e aponta:

- “Ah, ah! Temos aí o Hal. Ele é um de Seus filhos, pois não? Viu o que ele acaba de fazer?”

Satanás começa a acusar.

Então Jesus se aproxima e diz:

- “Pai, o Hal creu em Mim em 1958. O perdão que eu adquiri na cruz foi então aplicado a ele. Esta é nossa única justificativa”.
E o Pai diz:

- “Acusação rejeitada! Caso encerrado!”

Deus não permitirá que ninguém discipline Seus filhos senão Ele mesmo. Ele o fará em amor porque Ele é livre para lidar conosco em graça. Deus, à base de Seu Espírito que reside em nós, em quem Ele confia e instalou na vida de cada crente, está nos produzindo diariamente à imagem de Jesus.

Jesus mesmo prometeu: “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei”: Hebreus 13.5.

Graças a Deus que Ele “vive sempre para interceder por nós”, e por causa disso podemos “Achegar-se confiadamente junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna”: Hebreus 4.16

Depois que Satanás nos acusa perante Deus e não faz qualquer progresso ali, ele começa a acusar nossas consciências. Ele nos coloca como que numa roda-viva: pecar, fazer voto de que não repetiremos, tentar pecar, e então pecar novamente.

Não podemos esquecer que o problema não é se Deus vai nos perdoar, mas, se vamos crer que Ele já nos perdoou e confiar Nele para obter a força interior para voltar do pecado.

Antes de mais nada, Deus quer que vejamos nosso pecado como Ele o vê – é pecado. Mas Ele não quer que perecemos aí. Se realmente concordamos com Deus a respeito de nosso pecado, então nós também temos de vê-lo como já perdoado.

Deus quer que nos voltemos do pecado e comecemos a confiar Nele para capacitar-nos a alcançar vitória sobre o pecado no futuro.

Se não julgamos nosso pecado deste modo, aceitando Seu perdão, Satanás entra e segura com força aquele cabo da culpa. Ele fará que tentemos compensar nossos pecados e terminaremos punindo a nós mesmos ou alguém mais por tentar aliviar a culpa.

Pense nisso! Temos acesso à presença de Deus. “Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo os corações purificados de má consciência, e lavado o corpo com água pura” : Hebreus 10.22.

Deus nos ama e nos aceita. Estamos perdoados!

Ele quer que confessemos o que temos feito e lhe demos graças por seu perdão.

Lidiomar T Granatti

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.