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sábado, 24 de março de 2018

FRUTO, NUNCA MAIS


“E, vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela; e, não tendo achado senão filhas, disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente” (Mt 21.19).

Jesus já havia subido a Jerusalém para a festa da páscoa. Estava mergulhado na sombra da cruz. Era sua última semana, antes de ser preso, julgado, condenado e pregado na cruz. Jesus saíra de Jerusalém para pernoitar em Betânia e logo de manhã estava de volta à cidade que o aclamara e à cidade que, liderada pelos sacerdotes, reivindicaria sua morte. Cedo de manhã, ao voltar para Jerusalém, teve fome.

Nesse momento, ele vê uma figueira à beira do caminho. Aproxima-se dela, mas não encontrou nenhum fruto, apenas folhas. Jesus, então, pronuncia seu juízo à figueira. Aquela que, fazendo propaganda de frutos, deles estava desprovida, foi sentenciada a ficar sem frutos. Imediatamente a figueira secou. Que lições podemos aprender com esse episódio?

EM PRIMEIRO LUGAR, FOLHAS SEM FRUTOS SÃO APARÊNCIAS QUE ENGANAM.
Na figueira, as folhas vêm depois dos frutos. Se a figueira tinha folhas, logo, anunciava ter frutos. Mas sua aparência era enganosa. Assim, também, muitas pessoas parecem ser espirituais. Estão estrategicamente posicionadas à beira do caminho. Chamam a atenção para seu porte, para sua linda roupagem, para sua atrativa aparência. Estão revestidos de folhas, mas desprovidas de frutos. Fazem propaganda de frutos, mas só têm folhas. Sua vida é uma mentira. Seu discurso é um engano. Sua espiritualidade é uma farsa.

EM SEGUNDO LUGAR, FOLHAS SEM FRUTOS SÃO PROPAGANDA QUE DECEPCIONAM.
A figueira primeiro produz frutos e depois brotam as folhas. As folhas protegem os frutos, mas não são um substituto deles. Os frutos vêm antes das folhas. Folhas sem frutos são propaganda enganosa. Consumada hipocrisia. Discurso sem vida. Espiritualidade falaciosa. Jesus estava com fome. A figueira, por ter folhas, fazia propaganda de seus frutos. Mas, ao examiná-la, Jesus não encontra nela frutos. Aquela figueira era uma decepção.

EM TERCEIRO LUGAR, FOLHAS SEM FRUTOS SÃO PROMESSAS QUE FRACASSAM.
Jesus não encontra frutos na figueira para matar sua fome. Chegou faminto e saiu faminto. A promessa de frutos era exuberante, mas a realidade dos frutos inexistente. Havia um abismo entre o que figueira demonstrava e o que de fato a figueira era. Mesmo à beira do caminho, gerando tantas expectativas e as mais santas, frustrava a todos. Sua mensagem aos transeuntes era propaganda enganosa. Suas promessas eram um consumado fracasso.

EM QUARTO LUGAR, FOLHAS SEM FRUTOS DESEMBOCAM EM SEVERO JUÍZO. Mateus registra a palavra severa de Jesus à figueira: “Nunca mais nasça fruto de ti” (Mt 21.19). Marcos, de igual forma, registra: “Nunca jamais coma alguém fruto de ti!” (Mc 11.14). Imediatamente após a sentença de Jesus, a figueira secou e secou até à raiz (Mc 11.20).

A maldição que caiu sobre aquela figueira foi permanecer como estava, sem frutos. O que Jesus fez, foi arrancar sua máscara e sentenciá-la a permanecer estéril. Jesus não amaldiçoou aquela figueira. Ela já era uma maldição. Não passava de uma consumada mentira.

Esse milagre operado por Jesus, demonstrando seu juízo à figueira estéril tinha o propósito de alertar a respeito da falsa espiritualidade de Israel e de seus líderes, que embora, ostentassem grande pompa religiosa, estavam desprovidos dos frutos da piedade.

Esse milagre é um alerta para nós, ainda hoje. Jesus não se contenta com folhas, ele quer encontrar em nós frutos!

Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 1 de março de 2016

CONSTRUINDO PONTES NA FAMÍLIA

Em cinco anos, o número de divórcios no Brasil cresceu 75%. As separações de casais giram em torno de 140.00 por ano. Nesta estatística, não são computadas as separações de pessoas que vivem juntas, os não casados oficialmente.

Os desenlaces dificilmente ocorrem repentinamente, por motivos banais, exceto em casos especiais. Os problemas vão se acumulando aos poucos, dia após dia, até que a taça transborda e um dos cônjuges, ou os dois, tomam a decisão. 

Muitos conseguem viver sob o mesmo teto por muitos anos, apesar do mau relacionamento conjugal. Vivem de aparências. Encontramos tais situações também entre famílias declaradamente cristãs.

São muitas as histórias de mulheres humilhadas por seus maridos, que as tratam sem o devido espeito, sem lhes dar a devida honra. Os tais não colocam em prática a ordenança do Senhor: “Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra. Devem os maridos amar suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo” (Ef 5.25-28). 

Numa família verdadeiramente cristã, essas ordenanças devem ser obedecidas com rigor. Amar significa respeitar, honrar, cuidar. Vejam que Deus coloca o casamento num patamar muito elevado quando diz que “assim como Cristo amou a sua igreja, devem os maridos amar suas mulheres”. 

São muitos os casos em que a mulher aceita a situação de desconforto no lar em razão de sua dependência financeira. Outras, por causa dos filhos; outras, ainda, porque esperam a providência divina e em cumprimento à ordem: “Até que a morte os separe”

Quando esses descaminhos acontecem, cabe aos maridos, líder e cabeça do casal, meditar sobre a conveniência ou não de continuar com uma felicidade aparente.

Que tal reconstruir a ponte do relacionamento entre os dois, danificada no decorrer dos anos? Que tal revitalizar o amor conjugal começando por uma conversa franca, cordial e sincera com a mulher? Que tal o homem “descer” do seu pedestal de orgulho e ter um entendimento com a esposa com vistas a voltarem ao amor dos tempos de namoro e da lua de mel?

Pr. Airton Evangelista da Costa / Palavra da Verdade

Por Litrazini


Graça e Paz

sexta-feira, 9 de maio de 2014

O perigo das nossas escolhas

“E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do Senhor ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar.” (Gn.13.10).

Ao meditar na história de Ló descrita na bíblia, fiquei altamente encantada com o conhecimento adquirido. Mais uma vez pude perceber a necessidade que temos de esforça-nos para fazer as escolhas certas, até porque como disse sabiamente Pablo Neruda: “Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”.

A vida realmente é feita se escolhas e é claro que o nosso objetivo principal é fazer escolhas que nos deixem felizes ou que nos permitam alcançar a tal almejada “felicidade”. Como já sabemos a importância que elas têm, por que não cuidarmos para fazermos sempre escolhas que nos trazem consequências positivas?

Temos plena convicção de que fazer certas escolhas não é nada fácil, porém se abrirmos a mente veremos que algumas delas, por mais difíceis que pareçam ser no momento, podem nos fazer evitar uma série de problemas futuros.

Os pastores de Ló, não estavam se relacionando bem com os pastores do seu tio Abraão. Abrão entende que é hora de ambos se separarem, uma escolha sábia, dada a situação atual. De acordo o andar da carruagem uma separação seria inevitável, então o mais adequado era fazer com que a mesma ocorresse de forma passiva, evitando brigas e confusões vindouras.

Acreditamos que para Abraão tomar aquela decisão não foi nada fácil, no entanto, analisando a situação como um todo, ele sabia que a separação era inevitável. Abraão tinha apenas duas escolhas, separar por bem ou separar por mal. Ele fez uma escolha sábia.

Primeiro aprendizado: Escolhas sábias evitam perda de tempo. 
Olhe a situação como um todo e não se coloque na posição de super homem, até porque é preciso lembrar que algumas coisas não estão sobre o nosso controle. Não podemos controlar tudo, muito menos às pessoas.

Visualize a situação atual e faça uma previsão de como a mesma estará daqui a cinco anos. Dependendo de como vemos as coisas, podemos perder cinco anos da nossa vida, para fazer uma escolha, que pode ser feita no momento presente nos proporcionando os mesmos resultados.

Abraão dá a Ló a oportunidade de escolher o caminho por onde seguir, de forma que ele seguiria o caminho contrário. Ló então olha para a campina do Jordão e se encanta pelas terras, armando as suas tendas até Sodoma. Mesmo sabendo que os homens daquele lugar eram maus e pecadores contra Deus, Ló opta por Sodoma.

Segundo aprendizado: Não se iluda com as aparências.
Ló na sua visão, havia feito a melhor escolha, optou por uma terra que facilmente poderia dar o sustento tanto para ele e sua família, como para os seus pastores e animais. Diferente de alguns espias, enviados por Moisés para Canaã que só analisaram o lado negativo da terra, Ló simplesmente se deteve ao lado positivo de Sodoma

Antes de fazer qualquer escolha é preciso de antemão fazer uma análise de toda a situação, afinal de contas, tudo nesta vida, tem o lado positivo e o lado negativo. Cabe a nós pesarmos na balança e ver se realmente determinada escolha vale à pena. Não podemos nos iludir com as aparências, até porque, nem tudo que parece é. Nós seres humanos somos facilmente enganados por caminhos que nos aparenta serem mais curtos e mais fáceis. Atalhos são perigosos, principalmente porque dificilmente aparecem nos mapas.

O clamor contra Sodoma cresceu e Deus resolveu destruir aquele lugar. E Ló e toda a sua família iriam ser destruídos juntos, mas Abraão intercede por ele e Deus decide livrá-lo.

Terceiro aprendizado: Escolhas erradas nos levam a estar em lugares errados, em momentos errados e com as pessoas erradas.
Ló fez uma escolha e sua escolha colocou a vida dele e de toda a sua família em risco. Deus iria destruir aquele lugar por um motivo, e Ló iria ser destruído junto, tudo porque simplesmente estava no lugar errado, na hora errada, com as pessoas erradas.

É preciso saber bem, quem são as pessoas as quais decidimos nos associar, pois talvez as mesmas possam estar sentenciadas ao fracasso e a mesma sentença pode recair sobre nós, não por merecimento é claro, mas simplesmente pela nossa decisão de acompanhá-las.

Deus tem lindos projetos para mim e para você, o que devemos fazer é ter bastante cuidado com quem incluímos nestes projetos. Deus pode aprovar o nosso projeto, no entanto pode reprovar os nossos sócios.

Mônica Bastos

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Escolhas e Decisões

“Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram-se um do outro. Habitou Abrão na terra de Canaã e Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma” (Gênesis 13.11-12).

Todos os dias somos desafiados através de várias circunstâncias e situações a tomarmos decisões e a fazermos escolhas. Neste texto, Abrão, para evitar maiores problemas e confusões entre os seus servos e os servos de seu sobrinho Ló, decidiu por se separar de Ló. Ló decidiu escolher viver nas campinas de Sodoma e Gomorra e Abrão decidiu habitar na terra de Canaã. Vejamos em que foram baseadas as suas decisões e ao que elas os conduziram.

Ló fez uma escolha baseada nas aparências.
Ló não orou, não buscou a direção de Deus e baseou sua escolha somente em sua visão humana. Deixou-se levar pelo encantamento dos olhos, pela cobiça humana e foi acampar nas campinas das cidades pagãs de Sodoma e Gomorra. Lembremo-nos dos ditados populares: “Nem tudo que reluz é ouro”; e “Quem vê cara não vê coração”. As campinas dessas cidades eram excelentes, porém, elas representam as fronteiras e a proximidade com o mundo.

A Bíblia nos diz: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo” (1ª João 2.15-16).

Uma escolha baseada no egoísmo.
Nem sempre o caminho mais fácil é o melhor. Poucas pessoas querem pagar o preço. São poucos que estão dispostas ao sacrifício. O ser humano naturalmente é egoísta e são poucas pessoas que são altruístas. Querem o mais fácil e se esquecem que nem sempre o caminho mais fácil é o caminho melhor. E Jesus chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me” (Mc 8.34).

Uma escolha baseada no próprio conhecimento.
O desconhecido requer dependência de Deus. Neste caso em questão, escolher o desconhecido significa abrir mão de tomar as próprias decisões e seguir a orientação divina. O desconhecido requer muita intimidade com Deus através da oração e da meditação constante na Palavra de Deus; e desconhecido, no caso, e seguir pela fé os conselhos da palavra dada por Deus. “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hb 11.1).

Abrão fez uma escolha baseada no altruísmo.
Abrão preferiu sofrer o dano a deixar que a contenda entre os seus servos e os servos de Ló criasse uma situação insustentável entre ele e seu sobrinho Ló, ao qual amava e que queria muito bem.
“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre; tudo crê; tudo espera; tudo suporta” (1ª Coríntios 13.4-7).

Ele, também, não fez valer seus direitos de tio ou o seu privilégio de ser o líder. Sabia que Deus o havia chamado, havia uma promessa para sua vida e ele ao invés de fazer prevalecer seus direitos, preferiu esperar em Deus. “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera” (Isaías 64.4).

Uma escolha de fé com base na palavra de Deus.
Abrão foi habitar na terra de Canaã, a terra da promessa, o centro da vontade de Deus. Deus o havia chamado e o Senhor seria quem o conduziria e não suas próprias escolhas.“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei” (Gn 12.1

Uma escolha baseada no conhecimento de Deus.
Abrão conheceu a Deus no seu dia a dia; de andar com Ele lado a lado; conversar com Ele; crer nas Suas promessas e seguir Suas orientações. “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Oséias 6:3).

Lembremo-nos que as nossas escolhas e nossas decisões determinarão qual será nosso fim. Uma boa escolha determinará um bom futuro; uma má escolha acabará determinando num mau futuro. Como a Sua Palavra nos diz:  “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna” (Gálatas 6.7-8).

Aonde a escolha de Ló o levou?
A ser capturado e escravizado junto com os habitantes de Sodoma e Gomorra (Gênesis 14.12). A envolver sua família com os habitantes pecadores, e pervertidos de Sodoma e Gomorra (Gênesis 19). A perder sua mulher. “A mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal” (Gênesis 19.26). Pois ela amava mais o mundo (as cidades de Sodoma e Gomorra) do que a salvação oferecida por Deus através dos anjos (Gênesis 19.29-30). A cometer incesto com suas duas filhas (Gênesis 19.30-36). A gerar deste ato de incesto, duas nações ímpias e inimigas de Israel: Os moabitas e os amonitas (Gênesis 19.37-38).

Aonde a escolha de Abrão o levou?
Obedecer a Deus pela fé ao ser chamado, indo para um lugar que havia de receber por herança (Gênesis 12.1-2). Receber divina provisão e bênção tornando-se um homem muito rico e poderoso (Gênesis 12.10-20; 13.2). Libertar a Ló que havia sido levado cativo (Gênesis 14.12-17).Interceder pelas cidades de Sodoma e Gomorra e através de sua intercessão salvar a Ló e suas duas filhas (Gênesis 18.23-33 e 19.29-30). Habitar na terra da promessa com Sara, Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa (Gênesis 12.8 e 13.3, 12 e 18).Receber a virtude e privilégio de ser pai, sua esposa concebeu a Isaque, deu à luz já fora da idade (Gênesis 21.1-8).obedecer e oferecer Isaque, quando foi provado (Gênesis 22.1-14).Gerar uma grande nação (Gênesis 22.17).Ser uma bênção para todas as famílias da terra (Gênesis 22.18). Ser considerado pai da fé de todos os que crêem (Romanos 4.16).

Pr. Silvio Correa Coelho

Por Litrazini

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.