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quarta-feira, 9 de junho de 2021

PARA TER AUTOCONTROLE

Há certas ocasiões que, antes de perceber o que está fazendo, você perde o controle, e passa ser vítima do seu descontrole, velada ou violentamente.

Os resultados são prostituição, impureza, lascívia, que nos sobrevêm quando perdemos o controle sobre a paixão e nos deixamos levar por ela; idolatria e feitiçarias, quando desesperamos diante das circunstâncias e buscamos bênçãos de todo tipo; inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções e invejas, que nos dominam quando damos lugar aos desejos de superação do outro; bebedices e glutonarias, quando nos deixamos escravizar pelo desejo do nosso ventre. (Gl 5.19-20)

Conheça-se e use o conhecimento a seu respeito a seu próprio favor. Tendemos a não perceber como somos, mas devemos nos esforçar para tal. Se você, no trânsito, é um pé de chumbo, vigie seu comportamento, para que controle o seu ímpeto de sair em disparada.

A velocidade não é mais importante que você. Se você se ira com facilidade, evite as situações que a provocam a sua raiva.

Desenvolva métodos para que a irritação fique em níveis aceitáveis. Use o que você sabe a seu próprio respeito para se dominar melhor.

Aprenda a tomar atitudes diferentes das que toma hoje. Faça com que seus sentimentos e desejos não redundem sempre nos mesmos atos.

Você nasceu assim, mas não precisa morrer assim. Abra-se para o diferente. Faça o que nunca fez antes.

Valorize a disciplina. Quando Jesus disse que, se o nosso olho nos levar ao escândalo, devemos arrancá-lo, ele estava lembrando que precisamos subjugar o nosso corpo, quando este nos subjuga. Ponha objetivos na vida e se empenhe para alcançá-los. O autocontrole é o resultado da disciplina e do esforço próprio.

Deixe-se conduzir pelo Espírito de Deus. O domínio próprio é um esforço de quem vive pelo Espírito. Os homens em geral não pensam em disciplina, mas os cristãos nos esforçamos para viver de modo organizado, coordenado e harmônico.

Neste ministério, o Espírito Santo quer nos apoiar, para nos conduzir.

Deixe-se dirigir pelo Espírito. O autocontrole só é possível por meio de Sua ação em nós.

Transcrito Por Litrazini

http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

sábado, 26 de julho de 2014

Os fracos e os fortes

Aceitem o que é fraco na fé, sem discutir assuntos controvertidos. [Romanos 14.1]

Nosso relacionamento com os fracos é tratado detalhadamente por Paulo (14.1–15.13). Trata-se, evidentemente, de pessoas fracas na fé ou sem convicção, e não fracas na vontade ou no caráter.

Assim, se quisermos fazer uma imagem mental de um irmão mais fraco, devemos considerá-lo não como alguém vulnerável, facilmente vencido pelas tentações, mas como um cristão sensível, cheio de indecisões e escrúpulos.

Os fracos não carecem de força ou de autocontrole, mas de liberdade de consciência.

Os fracos em Roma poderiam ter sido os judeus cristãos, por acreditarem que ainda deviam observar as leis referentes a comida, festas e jejuns do calendário judaico.

Paulo certamente fazia parte do grupo dos fortes e se identificava com a posição deles. Ele tinha consciência que as questões relacionadas a alimentos e dias eram de importância secundária. Mas, ao mesmo tempo, ele se recusava a tratar com desprezo as consciências sensíveis dos fracos.

Sua exortação geral à igreja é para que ela aceite os fracos como Deus os aceitou (14.1, 3) e que seus membros aceitem um ao outro da mesma forma como Cristo nos aceitou (15.7).

Os fortes não devem desprezar nem intimidar ou condenar os fracos, forçando-os a agir contra a sua consciência.

A característica mais notável das instruções de Paulo é que ela está fundamentada em sua cristologia, e em especial na morte, ressurreição e parúsia de Jesus.

Os fracos são irmãos e irmãs por quem Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor, por isso não temos o direito de interferir junto a esses servos.

Quando Jesus voltar, ele será o nosso juiz, de modo que não devemos assumir essa função agora.

Devemos também seguir o exemplo de Cristo, que não agradou a si próprio, mas se tornou um servo, tanto de judeus quanto de gentios.

Assim Paulo deixa aos seus leitores uma bela imagem dos fracos e dos fortes, dos judeus cristãos e dos gentios cristãos. Ele ora para que Deus lhes dê um espírito de unidade, para que “com um só coração e uma só voz glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (15.6).

Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação. Porque também Cristo não agradou a si mesmo, mas, como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam. Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.

Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, Para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu para glória de Deus. Digo, pois, que Jesus Cristo foi ministro da circuncisão, por causa da verdade de Deus, para que confirmasse as promessas feitas aos pais; E para que os gentios glorifiquem a Deus pela sua misericórdia, como está escrito:Portanto eu te louvarei entre os gentios,E cantarei ao teu nome.

E outra vez diz: Alegrai-vos, gentios, com o seu povo. E outra vez:Louvai ao Senhor, todos os gentios,E celebrai-o todos os povos. Outra vez diz Isaías:Uma raiz em Jessé haverá,E naquele que se levantar para reger os gentios,Os gentios esperarão. Ora o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo. (Romanos 15.1-13)

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz


sábado, 17 de agosto de 2013

O que fazer com a ansiedade?

Exercite o autocontrole. Na classificação dos frutos do Espírito ele ocupa lugar de importância, e dependendo da tradução bíblica ele é chamado de temperança ou domínio próprio. Mesmo diante de circunstâncias adversas, lute pelo melhor, ore pelo melhor, acredite e espere pelo melhor

Em primeiro lugar, vamos relembrar o que é a ansiedade. Para isso, inicialmente, recorro ao auxílio do site wikipédia, cuja transcrição vai a seguir:
Ansiedade, ânsia ou nervosismo é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração, etc.

Esses dois aspectos, tanto a ansiedade quanto o medo, não surgem na vida da pessoa por uma escolha. Acredita-se que vivências interpessoais e problemas na primeira infância possam ser importantes causas desses sintomas. Além disso, existem causas biológicas como anormalidades químicas no cérebro ou distúrbios hormonais. A ansiedade é um estado emocional que se adquire como consequência de algum ato.

Todas as pessoas podem sentir ansiedade, principalmente com a vida atribulada atual. A ansiedade acaba tornando-se constante na vida de muitas pessoas. Dependendo do grau ou da frequência, pode se tornar patológica e acarretar muitos problemas posteriores, como o transtorno da ansiedade. Portanto, nem sempre é patológica.

Na epístola de I Pedro, cap. 5, verso 7, ele nos dirige o seguinte apêlo: Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.

Deus, o nosso criador, sabe de nossa tendência autoopressôra e autodestrutiva, marcantemente presente na existência humana, após a queda no pecado. A partir desse fato desencadeador, com a responsabilidade de gerir a sua própria vida e a de seus dependentes, a ansiedade foi se instalando na mente e no coração humanos.

O estado de ansiedade pode piorar, dependendo do estilo de vida, do nível de relacionamento, das expectativas internas e externas de cada pessoa, e, sobretudo, de seu distanciamento de Deus.

Há uma enorme diferença de comportamento ativo ou reativo, entre aquela pessoa que aprendeu a depender de Deus na sua vida, e aquela que aprendeu a depender de si mesma. A primeira, vive uma perspectiva divina, e a segunda, uma perspectiva humana. A fé em Deus e a comunhão com ele, são antídotos contra a ansiedade. A certeza de que independentemente das circunstâncias a gente depende de Deus, alivia a alma e faz diminuir nossas preocupações. Veja como o salmista Davi lidava com a ansiedade: ele afirmava: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará” (Sl 23.1).

O que fazer com a ansiedade; como lidar com ela? 
É de fundamental importância tratá-la de acordo com a perspectiva bíblica. Nunca se esqueça de que antes de depender de seu talento, de sua formação, de sua herança familiar, da aparente segurança de seus bens materiais, você depende, sobretudo, do Deus criador de todas as coisas. Traga suas queixas a ele: Apresentai a vossa causa, diz o Senhor; trazei as vossas firmes razões, diz o rei de Jacó (Is 41.21). Atenda ao apêlo de Pedro, lançando sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de você! E no que depender de você, contribua também para amenizar o seu grau de ansiedade, revendo sua agenda, suas prioridades e sua carga de trabalho. Seja sério, mas não leve tudo tão a sério na vida; a ferro e fogo. Se permita rir de você mesmo, as vezes.

Não seja tão perfeccionista, ou seja, não exija de você além do necessário ou além do que seja coerente e atingível. Não exija das demais pessoas além daquilo que elas possam oferecer, igualmente, aliviando, assim, tanto o seu grau de ansiedade quanto o das pessoas à sua volta.

Respeite o rítmo da vida, viva cada dia procurando absorver dele o melhor que puder ou o melhor que ele lhe oferecer. Lembre-se dessas palavras de Jesus: Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. (Mt 6.34).

Exercite o autocontrole. Na classificação dos frutos do Espírito ele ocupa lugar de importância, e dependendo da tradução bíblica ele é chamado de temperança ou domínio próprio. Mesmo diante de circunstâncias adversas, lute pelo melhor, ore pelo melhor, acredite e espere pelo melhor. Entretanto, saiba que acontecimentos e resultados negativos fazem parte da existência humana, e é preciso aprender a lidar com eles e encará-los como oportunidades de aperfeiçoamento e de crescimento pessoal.

É importante salientar que “o pior” numa circunstância da vida não anula “o melhor” já alcançado, portanto, fixe sua mente nos aspectos positivos da vida e não mergulhe no negativismo. Siga o exemplo do apóstolo Paulo, que, mesmo em meio às vicissitudes da vida, não perdia a perspectiva de uma vida vitoriosa em Cristo. Veja o texto: Não digo isto por causa de necessidade, pois já aprendi a contentar-me em toda e qualquer situação. Sei passar necessidade, e também sei ter abundância. Em toda maneira, e em todas as coisas aprendi a ter fartura, como a ter fome, tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece, (grifo meu) - (Fp. 4.11 e 12).

Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto a vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestido? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? De certo vosso pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas; mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. (Mt 6.25, 26, 32 e 33).

 - Pr. Gilberto F. Coelho

Litrazini
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Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.