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domingo, 29 de dezembro de 2013

Um ano novo ou um novo ano?

Não sejamos meros espectadores do virar do calendário do Ano-Novo, mas, em Cristo, construtores do novo ano

Toda a nossa vida se move no tempo. Há um passado com suas gratas memórias, que nos fazem bem à lembrança, cuja acumulação de experiências constrói o nosso ser e nos edifica; e memórias ingratas, que é melhor esquecer, especialmente as memórias das nossas falhas e das falhas dos outros em relação a nós. Quanto ao passado — aos "Anos Velhos" —, vivemos entre as memórias da graça e a memória das desgraças.

Nosso tempo de hoje é o resultado desse tempo de ontem, mas é também uma breve passagem em direção ao tempo do amanhã, com seus sonhos e seus temores, seus alvos e suas dúvidas, suas aspirações e suas inseguranças. Se não podemos fazer mais nada em relação ao passado, apesar do seu caráter de imponderável e da soberania de Deus, podemos fazer algo pelo futuro: pensar, planejar, decidir, comprometer.

Na mera troca de calendário, se vai o “Ano Velho” e chega o Ano-Novo, em seu ciclo periódico, até a nossa morte.

Porém, o Ano-Novo pode vir a ser um novo ano, um ano qualitativamente diferente, abençoado e abençoador, em nossas respostas à voz de Deus em nossa vida e nos relacionamentos e empreendimentos de que participarmos, como novos objetivos, novos valores, novas prioridades.

Para os servos do Senhor as coisas velhas podem sempre se tornar em coisas novas.

Como cidadãos do reino do céu, nossa presença no reino da terra pode contribuir para um mundo novo, menos violento, menos injusto, menos desonesto, menos mentiroso, menos hipócrita, menos opressor, menos discriminador. Podemos ser mais “sal” e mais “luz” para o mundo em 2014?

Entre a avaliação do “Ano Velho” e a construção do novo ano, passamos pela consciência da finitude e do pecado, pela necessidade do arrependimento, pela busca da santificação.

Mas como construir o novo em uma Igreja tão marcada pelo velho: o divisionismo, o isolacionismo, o caciquismo, o sectarismo, o moralismo, o legalismo, os cismas, as heresias? Um mundo novo e sadio a partir de uma Igreja enferma?

Entre a pessoa nova e o mundo novo, há a Igreja nova, a família nova, a comunidade nova, o trabalho novo, o país novo, os hábitos novos e, tantas vezes, pessoas novas ou relacionamentos renovados (feitos novos outra vez!).

Não sejamos meros espectadores do virar do calendário do Ano-Novo, mas, em Cristo, construtores do novo ano. 

Robinson Cavalcanti / Ultimato

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Estamos ganhando tempo

Amigos, o que escrever num final de ano que saia do lugar comum?


Como não falar do balanço do período findo e projetar novos propósitos para o seguinte?


Como escapar da constatação de que mais um ano está acabando, que tudo passa rapidamente e nós voamos?


Então, se não há outra coisa que se possa fazer para deter a marcha do tempo, vamos a ela.


Deus é eterno. Para ele não existe passado ou futuro. Ele não precisa de relógio nem de calendário. Sua infinitude descarta o tempo. Nós é que precisamos dele. Não foi por outra razão que ele estabeleceu luzeiros no firmamento, “para fazerem separação entre o dia e a noite, para serem eles para sinais, para estações, para dias e anos” (Gênesis 1.14)).


Estava criado o sistema que usamos até hoje para contar o tempo. Em linguagem leiga, diríamos que uma volta da Terra em torno do seu próprio eixo e temos um dia. É a tal rotação. Uma volta da Terra em torno do Sol e temos um ano. É a abençoada traslação.


De acordo com a inclinação do eixo de rotação da Terra, temos as estações. Que beleza! Não faltei às aulas de Física do Cosenza...


Como não há nada de novo debaixo do sol, tem-se que desde que foram criados, pela Palavra de Deus, estes astros estão em perfeita sincronia. Salvo o dia em que a Terra parou para Josué acabar o serviço que estava fazendo, sempre acontece a mesma coisa.


Todos os dias tem 24 horas, todas as semanas tem 7 dias, todos os meses tem 4 semanas e todos os anos tem 12 meses. Por que, então, a cada fim de ano a gente acha que o tempo está passando mais depressa ou que nosso dia precisaria ter 28 horas?


Pense bem em quantas coisas temos hoje à nossa disposição que supostamente foram criadas para nos permitir economizar um tempo lascado. Alguns de vocês nem se lembram mais disso, mas já houve época em que para fazer uma ligação interurbana era necessário tirar o fone do gancho (meu Deus, o que é isso??), pedir linha para uma telefonista e dizer o número para o qual você queria ligar, em geral composto de 3 dígitos. Se fosse interurbano, você pedia a ligação e esperava algumas horas para que ela fosse completada.


Eu me lembro quando em viagem aos Estados Unidos na década de 90 presenciei pela primeira vez na minha vida uma ligação a um celular, em plena estrada. Parecia ficção científica. Hoje, bem, hoje você não só fala, como faz uma infinidade de coisas com um aparelho celular na mão. Pode fazer tanta coisa que acaba perdendo tempo com uma série de atividades completamente frívolas e sem proveito que servem somente para um coisa: perder tempo. No mínimo paradoxal.


Há não muito tempo atrás, se você quisesse escrever alguma coisa a um amigo, namorada, esposa, se estivesse viajando e quisesse contar como estava o passeio, você teria que sentar, escrever, colocar em um envelope, ir até o correio e enviar. Agora, basta digitar uma frase de 140 caracteres e clicar. Seu amigo recebe vídeo, foto, frases mal escritas, mas frases etc. Muito mais rápido. Mas como isso é tão legal, tão fascinante, tão moderno, acabamos ficando o dia inteiro fazendo e isso. E, para nosso espanto, descobrimos que não temos mais tempo de visitar nossos amigos. No mínimo patético.


Sem contar que houve coisas que criamos para ganhar em tempo que nos fizeram perder em outras coisas. Por exemplo, há algum tempo, se quisesse experimentar uma boa e saudável refeição, teria que usar alimentos frescos e cozinhá-los de maneira relativamente lenta, num fogão de 4 bocas. Claro, isso é coisa definitivamente do passado.


Agora é só abrir um daqueles empanados de frango (que de frango mesmo só tem o nome, as penas, bicos e toda a titica que sobrou depois de retiradas as partes nobres), colocar no microondas e pronto. Ou então ir a uma praça de alimentação e se empanturrar de fast-food, acompanhado de uma bela dose de refrigerante aguado. Engula rápido e volte para o ringue, companheiro.


Você ganhou tempo no almoço, mas para que? No mínimo, doentio.


Se você quisesse fazer amigos, tinha que estar disposto a conhecer pessoas, conviver com elas, descobrir quem elas eram de verdade. Isso levava tempo. Meses, anos, décadas até.


Agora não. Não temos tempo. Tem um jeito mais fácil e rápido. Crie um apelido, esconda sua verdadeira identidade e passe a falar o que vem na sua cabeça.


Dispute ferrenhamente quantos seguidores você tem no Twitter ou quantas visitas foram feitas ao seu blog. Muito mais rápido. Muito mais simples. Muito mais instantâneo. Muitos “amigos virtuais”. Mas para que? No mínimo, preocupante.


O fato concreto é que acabamos ficando escravizados justamente pelas coisas que prometiam nos libertar.


Estamos ganhando tempo enquanto perdemos a vida.


Feliz ano novo.


Autor: Marcos Soares


Por Lidiomar


Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.