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domingo, 14 de junho de 2020

A CAUSA FOI UM GRANDE AMOR


“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, ... Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos,” (Ef 2.1-5)

Nesta breve passagem de Efésios, especialmente nos seus versículos 4 e 5 é declarada a causa da nossa eleição para a salvação: o grande, o infinito amor de Deus por nós.

O pecado não foi capaz de anular o amor de Deus por aqueles que ele pretende salvar para participarem deste mesmo amor que há na natureza divina. A eleição não se trata portanto de um projeto mecânico, de uma escolha baseada em princípios que levem em conta o nosso mérito e importância para Deus.

Ao contrário, pois como se declara em nosso texto, toda a humanidade, inclusive os eleitos, se encontram numa completa miséria e desgraça em relação ao seu estado espiritual, em razão dos seus delitos e pecados. Na verdade, mais do que em estado de miséria, pois todos, sem serem vivificados por Cristo, acham-se mortos espiritualmente e sob uma maldição de condenação eterna.

Então o apóstolo declara final e triunfalmente no verso 5: “pela graça sois salvos”, ou seja, a causa da eleição é a graça, o amor, o favor e a misericórdia de Deus para com pecadores que mereciam, sem qualquer exceção, a condenação eterna debaixo do seu justo juízo contra o pecado e o pecador.

E a grande prova de que a causa foi o amor, e por este modo como o amor se comprovou em ter o próprio Deus sofrido e morrido em nosso lugar numa cruz carregando sobre Si os nossos pecados, revela de modo muito claro e direto qual era a nossa completa miséria e impotência para que fôssemos eleitos por algo de bom e especial que Deus tivesse visto em nós, indignos pecadores.

Assim, Cristo teve que tomar o nosso lugar, para que pudéssemos receber a graça da nossa eleição para que pudéssemos ser salvos por Ele.

Graças e glórias eternas então, somente ao Seu grande Nome!

Pr Silvio Dutra

Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

A REAL CAUSA DA CONDENAÇÃO ETERNA

Se todas as almas humanas possuem aqui neste mundo a sua parcela de impurezas, por que então Jesus afirma que haverá almas condenadas eternamente enquanto outras serão salvas para estarem na glória para sempre com Ele?

Isto pode soar muito injusto, parcial e estranho para o entendimento comum. Afinal não somos todos impuros? Entretanto, a condenação não decorre meramente do fato de haver impurezas em nós neste mundo, mas de não desejarmos ser continuamente purificados para a vida de absoluta santidade do céu.

A salvação pela fé em Jesus se faz necessária para o livramento da condenação justamente em razão de sermos impuros. Pecadores necessitam de perdão. Justificação e purificação para que possam estar de pé diante de um Deus que é inteiramente santo e justo.

Como esta purificação da alma não pode ser realizada aparte da comunhão com Jesus Cristo, então subentende-se que a falta de fé nEle para ser o Salvador e Senhor de nossas vidas é a grande causa da nossa condenação.

Deus é amor e deseja que todos sejam salvos, todavia, a salvação não pode ser concedida fora das bases estabelecidas por Ele e que são necessárias para o perdão dos nossos pecados, para a nossa justificação, santificação e glorificação.

Tão grande é o Seu amor e misericórdia que nada demanda de nós senão apenas que nos arrependamos e confiemos em Cristo para operar a salvação da nossa alma da condição pecaminosa na qual se encontra.

Não é o nosso mero desejo de sermos purificados que nos salva porque é possível haver o desejo sem que haja a correspondente entrega do coração à conversão e à santificação que são operadas pelo Espírito Santo.

Mas sem que o desejemos, sem que o busquemos com todo o empenho, é certo que jamais poderemos encontrar a salvação que nos está sendo oferecida gratuitamente em Cristo Jesus; porque não somos salvos por nossos méritos, desejos, obras etc, senão somente pelo poder e méritos exclusivos de Cristo.

Daí Ele próprio afirmar:
“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.” (Mateus 7.7,8)

Pr Silvio Dutra

Por Litrazini

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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