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domingo, 22 de março de 2020

FAZEI DISCÍPULOS


“E, tendo-o achado, o levou para Antioquia. E durante um ano inteiro reuniram-se naquela igreja e instruíram muita gente; e em Antioquia os discípulos pela primeira vez foram chamados de cristãos”. (Atos 11:26).

A igreja primitiva era uma igreja de discípulos. E esta igreja nos trás um exemplo de como conquistar. Nosso papel é ensinar a guardar os mandamentos de Cristo. Enquanto a igreja não guardar estes mandamentos ela terá problemas.

É preciso a igreja voltar ao início de tudo, resgatar o mover do Espírito. Tudo que aconteceu na igreja primitiva deve fazer parte da igreja atual.

Discípulos são pessoas comprometidas com o Reino e que tem aliança com o Senhor. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”, (Atos 1: 8), observe bem, “ser Suas testemunhas”, e isso só é possível quando somos discípulos.

Ser discípulo é seguir o mestre, é saber de fato quem é Jesus. Discípulo é ser aprendiz, aquele que segue os ensinamentos de um mestre. Todo discípulo é…:

CHAMADO: É ser chamado para estar com Ele. Jesus só tem discípulos chegados. E somos chamados a caminhar com Ele. Ele não ensina à distância. E em Seus ensinamentos há descanso.

Jesus não perdeu tempo em chamar os seus discípulos e isto é uma dica importante para nós. E o caminho desse chamado começa no monte da Oração. “E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus. E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos...”, (Lucas 6:12-16). Jesus orou, e depois chamou os doze.

FEITO: Discípulo é feito, não é “pego” pronto. Discípulo não se encontra pronto, é feito. Quando estamos dispostos a sujeição, aí vemos as coisas acontecerem. Servir é mais que obediência. E o discípulo só sabe fazer porque foi “feito” para fazer.

O discípulo nasce pela oração. Sem oração não acontece o chamado verdadeiro. Ser discípulo é ser chamado e designado.

Discípulo chamado e escolhido tem um propósito. E a “Coroa da Vida é para aqueles que investem no reino”, não só financeiramente. “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”, (Mateus 28:19-20).

Deus nos confiará pessoas para cuidar. Você é um discípulo, e está pronto para fazer discípulos parecidos com Jesus?

Pr Wanderley D Aparecida

Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 30 de maio de 2019

UMA SEGUNDA CHANCE?


“Respondeu-lhe Jesus: Tu darás a tua vida por mim? Na verdade, na verdade te digo que não cantará o galo enquanto não me tiveres negado três vezes”. (João 13.38).

Pedro falou: “Senhor, por Ti darei a própria vida”.Pedro estava falando sério. Pedro faria qualquer coisa por Jesus, inclusive sacrificar a própria vida. Porém, Jesus conhecia melhor a Pedro do que ele próprio se conhecia.

Então Jesus o avisou: “Em verdade te digo que antes que o galo cante três vezes tu me negarás”.

E o final da história, todos nós já conhecemos, Pedro negou vergonhosamente ao Senhor por três vezes. Foi um momento negro na vida do líder dos discípulos.

Nenhum dos escritores dos evangelhos abafou este vergonhoso fracasso de Pedro, o líder da comunidade cristã primitiva.
Isto nos ensina duas coisas: 

Primeiro, os membros da igreja cristã e seus líderes, não são super homens ou super crentes, e nós cristãos também não o somos. Ao contrário somos frágeis e sujeitos a tentações e ao fracasso. “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia”. (I Coríntios 10.12).

Segundo, os membros da igreja do Senhor Jesus e seus líderes dependem da graça de Deus. Não dependem de suas próprias forças ou de seus méritos pessoais.

A igreja primitiva não questionou a liderança de Pedro, mesmo sabendo que tropeçara em sua fidelidade a Cristo, pois ela sabia que todo homem depende da graça de Deus. E que Pedro errara, mas havia se arrependido e que Deus o perdoara e o levantara como um vaso precioso nas mãos de Deus para abrir a porta do Evangelho, primeiro para os judeus e depois para os gentios.
Jesus não rejeitou a Pedro, ao contrário, antes o tirou do estado em que se encontrava após o seu fracasso, animando-o para pastorear a Sua Igreja. (João 21).

Mais tarde, como nos conta a história o Apóstolo Pedro efetivamente deu a sua vida por Jesus.

Assim, saiba que Jesus está interessado em nos animar, encorajar, ajudar e nos dar uma segunda chance.

Que nós vivamos fielmente e que venhamos a amar uns aos outros e a compreender, perdoar e dar uma nova chance àqueles que por qualquer razão tenham caído ou fracassado.

Pr. Silvio Coelho

Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 18 de abril de 2015

O BATISMO INFANTIL FOI PRATICADO PELA IGREJA PRIMITIVA?

Tradicionalmente, os defensores do batismo infantil (ou pedobatismo) alegam que sua prática remonta aos apóstolos. Entretanto, não há provas para essa afirmação. Não existe nenhuma evidência clara para o batismo infantil anterior ao terceiro século. 

Até mesmo a declaração de Agostinho de que o batismo infantil era um “costume firmemente estabelecido” na igreja está imprecisa. Tão tardios quanto os escritos de Agostinho (final do quarto e início do quinto século), muitos pais da igreja também não praticaram o batismo infantil ou nem mesmo eles próprios receberam o batismo até se tornarem adultos. Somente após a morte de Agostinho, no século V, poderíamos nos referir ao batismo infantil como um costume firmemente estabelecido.

Se o batismo infantil foi uma adição tardia, então por que não houve controvérsia sobre sua introdução dentro das igrejas?

A resposta a essa questão é dupla: em primeiro lugar, não há evidência clara do batismo infantil anterior ao terceiro século. Quaisquer discussões sobre a razão pela qual o batismo infantil veio à cena com pouca oposição registrada não obscurece o fato de que o batismo de crentes é a prática evidente antes do século III ― e o batismo infantil não é. Tertuliano argumentou contra a introdução do batismo infantil.

POR QUE O BATISMO INFANTIL FOI INTRODUZIDO NO TERCEIRO SÉCULO? O sistema catecúmeno já estava estabelecido no início do século II. Nesse sistema, as pessoas se submetiam a um período de instrução depois da conversão e antes do batismo. Os primeiros pais da igreja colocaram tanta ênfase na instrução na fé como algo precedente ao batismo, que a maioria dos convertidos se submeteu a meses ou anos de instrução catequética antes de se batizar.

Muitos dos mais conhecidos pais da igreja submeteram-se a tais catequeses e não receberam o batismo até a maioridade, mesmo sendo filhos de pais cristãos. Isso inclui, entre outros, homens como Atanásio, Basílio, Clemente de Alexandria, Hipólito, Gregório de Nissa, Crisóstomo, Jerônimo e o próprio Agostinho. [1] Se o batismo de crianças era um costume desde o tempo dos apóstolos, certamente esses homens teriam sido batizados antes da idade adulta. No entanto, esses homens foram resultados do sistema catecúmeno. Eles foram catecúmenos que se submeteram a instrução na fé por muitos anos antes de serem admitidos no batismo.

Assim, dado esse contexto, COMO O BATISMO INFANTIL VEIO A SUBSTITUIR O SISTEMA CATECÚMENO? Foi simplesmente assim: As pessoas começaram a crer na errônea doutrina da condenação dos infantes e na regeneração batismal, o que logo se tornou comum nas igrejas.

Toda referência que nós encontramos na igreja do segundo século apresenta a confissão de fé como uma qualificação essencial para o batismo. [3] A melhor e mais antiga fonte sobre o batismo de crentes é o Didaquê (ou “O Ensino dos Doze Apóstolos” A.D. 100-110). O Didaquê não estabelece apenas as qualificações morais para quem está prestes a se submeter ao batismo, mas também exige que o candidato ao batismo jejue por um ou dois dias. [4]

Paul K. Jewett pergunta, “como é que vamos explicar a omissão de qualquer referência ao pedobatismo neste manual primitivo sobre o uso adequado do batismo? É difícil imaginar tal omissão ocorrendo sobre a tutela de Católicos Romanos, Anglicanos, Luteranos, ou mesmo Presbiterianos, Metodistas ou congregacionais…. Não é, portanto, altamente implausível que o Didaquê tenha sido produzido por uma comunidade de Pedobatistas primitivos que apenas nada disseram sobre o batismo infantil?” [5]

O estudo completo e mais detalhado sobre o batismo infantil pode se encontrado em Fonte: http://www.fwbtheology.com/was-infant-baptism-practiced-in-early-christianity/
Tradução/adaptação: Samuel Coutinho


Por Litrazini

Graça e Paz
________________________
[1] HARVEY, Hezekiah. The Church: Its Polity and Ordinances (Philadelphia: American Baptist Publication Society, 1879; repr. Rochester, NY: Backus, 1982), 211; ARGYLE, A. W. “Baptism in the Early Christian Centuries,” inChristian Baptism, ed . A. Gilmore (Chicago: Judson, 1959), 187, 202-03, 208.
[2] Para um dos melhores e mais sucintos tratamentos da visão dos cristãos primitivos sobre o batismo, ver Paul King Jewett, Infant Baptism and the Covenant of Grace(Grand Rapids: Eerdmans, 1978). 13-43. Ver também Steven McKinion, “Baptism in the Patristic Writings,” em Thomas R. Schreiner e Shawn D. Wright, eds., Believer’s Baptism: Sign of the New Covenant in Christ(Nashville: B&H Academic, 1006), 163-88.
[3] Ver, p. ex., A Epístola de Barnabé (c. A.D. 120-130), o qual advoga o batismo de crentes somente: “Nós descemos para a água cheios de pecados e impurezas, e retornamos dando frutos em nossos corações, temor e esperança em Jesus no Espírito” (Ante-Nicene Christian Library, Apostolic Fathers, I, 121). Obviamente, infantes são incapazes de exibir este tipo de comportamento. Outro exemplo é encontrado noShepherd de Hermas, escrito na metade do Segundo século. Hermas coloca o arrependimento como condição para o batismo (Jewett, 40).
[4] “Antes de batizar, tanto aquele que batiza como o batizando, bem como aqueles que puderem, devem observar o jejum. Você deve ordenar ao batizando um jejum de um ou dois dias” (Didache, 7.4).

[5] Jewett, 40-41

terça-feira, 12 de março de 2013

VOCÊ PODERIA TER ESTADO NA BÍBLIA


Existem umas poucas histórias na Bíblia onde tudo sai bem. Esta é uma. Consta de três personagens.

A primeira é Felipe: um discípulo da igreja primitiva que tinha uma inclinação para os perdidos. Um dia Deus o instruiu para que fosse ao caminho de Jerusalém a Gaza. Era um caminho deserto. Quando chegou, encontrou com um funcionário da Etiópia.

Deve ter sido um tanto intimidante para Felipe. Se compararia um pouco a subir numa motocicleta e perseguir o secretário da tesouraria. Ao deter-te diante de um semáforo você vê que ele está lendo a Bíblia e lhe oferece seus serviços.
Isso foi o que Felipe fez.
— Compreendes o que lês?
— Como hei de entender se alguém não me explica?

De modo que Felipe assim o fez. Realizaram um estudo bíblico na carroça. O estudo produz tal convicção que o etíope se batiza esse mesmo dia. E depois se separam. Felipe vai por seu lado e o etíope por outro. A história tem um final feliz. Felipe ensina, o etíope obedece e o evangelho se envia à África.

Mas essa não é a história completa. Você viu o terceiro? Há mais um. Leia estes versículos e observe: "E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai para o lado do sul (...) E levantou-se, e foi" (Atos 8:26,27, ACF).

"E disse o Espírito a Filipe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro. E, correndo Filipe..." (Atos 8:29,30, ACF).

A terceira personagem?
Deus! Deus enviou o anjo. O Espírito Santo instruiu Felipe. Deus orquestrou o momento em sua totalidade! Viu esse homem piedoso que vinha da Etiópia para adorar. Viu sua confusão. Assim que decidiu resolvê-la.

Buscou em Jerusalém um homem a quem enviar. Encontrou a Felipe.

Nossa típica reação ao ler estes versículos é pensar que Felipe era um tipo especial. Tinha acesso à Oficina Oval. Levava um receptor de rádio-chamada do primeiro século que Deus já não entrega.

Mas não se precipites demais. Numa carta a cristãos como nós, Paulo escreveu: "Andai em Espírito..." (Gálatas 5:16, ACF). "Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus" (Romanos 8:14, ACF).

De ouvir-nos falar a muitos, se pensaria que não acreditamos no que dizem estes versículos. Pensar-se-ia que não acreditamos na Trindade. Falamos acerca do Pai e estudamos acerca do Filho... mas quando se trata do Espírito Santo, no melhor dos casos estamos confundidos, e no pior, atemorizados. Confundidos porque nunca nos ensinaram. Atemorizados porque nos foi ensinado que temamos.

Posso simplificar um pouco as coisas? O Espírito Santo é a presença de Deus em nossas vidas, que leva a cabo a obra de Jesus. O Espírito Santo nos ajuda em três sentidos: para dentro (ao conceder-nos os frutos do Espírito, Gálatas 5:22-24), para cima (ao interceder por nós, Romanos 8:26), e para fora (ao derramar o amor de Deus em nossos corações, Romanos 5:5).

Na evangelização o Espírito Santo ocupa o centro do cenário. Se um discípulo ensina, é porque o Espírito ensina ao discípulo (Lucas 12:12). Se o ouvinte é convencido, é porque o Espírito tem penetrado (João 16:10). Se o ouvinte se converte, é pelo poder transformador do Espírito (Romanos 8:11). Se o novo crente amadurece, é porque o Espírito faz com que seja competente (2 Coríntios 3:6).

Em você opera o mesmo Espírito que operou em Felipe. Alguns não acreditam em mim. Continuam sendo cautelosos. Posso ouvir como murmuram entre dentes ao lerem: "Felipe tinha algo que eu não tenho. Nunca ouvi a voz de um anjo". Ao qual respondo: "Como você sabe que Felipe sim?".

Achamos que assim aconteceu. Não nos é ensinado que tenha sido assim. As figuras do flanelógrafo  dizem que aconteceu sim. Um anjo coloca sua trombeta na orelha de Felipe, brama o anúncio e a Felipe não resta alternativa. Luzes cintilantes e bater de asas não são coisas às que alguém possa negar. Era necessário que o diácono fosse. Mas, poderia estar errada a nossa suposição? É possível que a voz do anjo tenha sido tão miraculosa como a que ouvimos você e eu?

O quê?
Você ouviu a voz que sussurra teu nome, não é verdade? Tem percebido o toque que te mexe e te impele a falar. Acaso não tem acontecido?

Você convida um casal para tomar café. Nada heróico, somente uma grata reunião com velhos amigos. Porém enquanto entram, pode perceber a tensão. Estão mais frios que glaciais. Você percebe que algo anda mal. Tipicamente não é do tipo inquisitivo, mas sente uma inquietude que se recusa a permanecer em silêncio. Então você pergunta.

Você está numa reunião de negócios onde um de seus colegas é recriminado com muita dureza. Todos os outros pensam: Me alegro que esse não tenha sido eu. Mas o Espírito Santo te conduz a pensar: Que difícil deve ser isso. E então, depois da reunião, se aproxima do funcionário e lhe expressa seu interesse.

Lhe chama a atenção o homem que se encontra do lado oposto do auditório da igreja. Parece um tanto fora de lugar, por causa de sua roupa estranha e aspecto geral. Fica sabendo que é da África e se encontra na cidade por assuntos de negócios. No domingo seguinte regressa. E no terceiro domingo está ali. Você se apresenta a ele. Ele lhe fala do fascinado que está pela fé e de como deseja aprender mais. Em vez de oferecer-se para ensiná-lo, somente o insta a ler a Bíblia.


Mas durante a semana, lamenta por não ter sido mais direto. Liga para o escritório onde ele está trabalhando e fica sabendo que hoje ele parte de volta para seu lar. Dentro de você sabe que não pode permitir que vá embora. Então corre para o aeroporto e o encontra esperando seu vôo, com uma Bíblia aberta sobre seu colo.
— Compreende o que está lendo? — lhe pergunta.
— Como poderei, se alguém não me explicar?

De modo que você, igual a Felipe, lhe explica. E ele, como o etíope, crê. Pede o batismo e lhe é oferecido. Ele toma um vôo posterior e você alcança o vislumbre do que significa ser guiado pelo Espírito.

Houve luzes? Você acabou de acender uma. Houve vozes? Foi a sua. Aconteceu um milagre? Acabou de ser testemunha de um. Quem sabe? Se a Bíblia fosse escrita hoje, poderia ser seu nome o que figurasse no capítulo 8 de Atos.

QUANDO DEUS SUSSURRA O SEU NOME Max Lucado

Por Litrazini

Graça e Paz


Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.