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domingo, 27 de dezembro de 2020

O QUE É TRIBUNAL DE CRISTO

Todos os salvos, após o arrebatamento, comparecerão diante do Redentor, ocasião em que haverá uma avaliação do que fizemos ou não fizemos; uns receberão louvor; outros, censura: "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal" (2 Co 5.10).

Quem julgará: Cristo, o Justo Juiz (Jo 5.22; Is 33.22).

Quem será julgado: todos os salvos, sem exceção. "Pois todos havemos de comparecer perante o tribunal de Cristo" (Rm 14.10).

Onde será o Tribunal: no céu. O céu é a morada de Deus, e é para lá que iremos.

Como será o julgamento: tudo será transparente e público, ou seja, o que tivermos feito por meio do corpo, de bom ou ruim, será conhecido por todos os presentes. Nada ficará encoberto: "Todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas" (Hb 4.13)

O julgamento dos crentes não será para condenação. A nossa salvação está garantida pelo sacrifício de Jesus. O julgamento será para galardoar aqueles que foram fiéis; que não enterraram seus talentos; que souberam utilizar os dons espirituais e ministeriais recebidos; que, enfim, cumpriram a contento a missão que o Senhor lhes confiou. Estes receberão aprovação divina, recompensa e honra (Mt 25.21; 1 Co 3.12-14; Rm 2.10).

Os servos negligentes receberão reprovação divina, ficarão envergonhados e sofrerão perdas (1Co 3.15). Tudo será revelado: nossos atos mais ocultos; nossas palavras; nosso caráter. Nada ficará encoberto. É o momento de prestarmos contas de nossas ações, de nossa fidelidade; nosso zelo pela obra do Senhor na Terra.

Não devemos ficar atemorizados diante da perspectiva desse julgamento. Ali estará o nosso Salvador em quem confiamos. Mas devemos procurar crescer a cada dia como filhos de Deus, separados para o seu Reino.

Fiquemos com estas palavras: "Ora, já está próximo o fim de todas as coisas. Portanto, sede sóbrios, e vigiai em oração. Tende, antes de tudo, ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados. Sede hospitaleiros uns para os outros, sem murmuração. Servi uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus" (1 Pe 4.7-10).

Veja um exemplo de diferentes graus de glória 1ª Co 15:41,42.

Para os que se perdem, haverá também diferentes Graus de castigo leia: Lucas 12:46-48; Mateus 23:14; Marcos 12:40; Lucas 20:47; Hebreus 10:29

Rodrigo Martins

Por Litrazini                                                  

http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

quinta-feira, 29 de março de 2018

E AQUELES QUE NUNCA OUVIRAM O EVANGELHO?


ROMANOS 1.19-20 — AQUELES QUE NUNCA OUVIRAM O EVANGELHO ESTÃO PERDIDOS?

“Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis”.

Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo. 14.6). Também At. 4.12 diz a respeito de Cristo: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”.

Diante disso, podemos afirmar que alguém que jamais ouviu o Evangelho de Cristo estará eternamente perdido? Paulo parece responder a essa pergunta afirmativamente. Mas é justo condenar pessoas que jamais ouviram falar a respeito de Cristo?

RESPOSTA APOLOGÉTICA: A resposta de Paulo é clara. Ele disse que os gentios são “inescusáveis”, então a condenação dos gentios é justa (Rm. 2.12). Essa passagem está ensinando que os judeus são julgados pela lei (pelas Escrituras hebraicas), porém os gentios são condenados pela “lei escrita em seus corações” (v. 15).

A questão acerca da justiça de Deus, quanto ao julgamento dos gentios, admite a inocência por parte dos não salvos que não ouviram as Boas Novas — o Evangelho. Mas a Bíblia nos diz que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm. 3.23).

Além disso, Romanos 1.18-20 diz que Deus claramente se revela através daquilo que Ele criou “para que eles fiquem inescusáveis”. Os seres humanos não são inocentes no tocante à revelação natural de Deus.

Se uma pessoa não ouviu o Evangelho, e vive da melhor foma possível para alcançar a salvação por sua própria habilidade, está simplesmente fazendo obras, mas a salvação é pela graça (Ef. 2.8-9).

Ninguém é capaz de fazer algo para obter como pagamento o acesso ao céu. Se assim fosse, o sacrifício de Cristo na cruz seria desnecessário. Aqueles que buscam a luz necessária para a salvação irão encontrá-la para que possam salvar-se (Is. 55.6; Lc. 11.9; Hb. 11.6).

Deus possui muitas maneiras de fazer com que a verdade da salvação através de Cristo alcance aqueles que o buscam. Ele pode enviar um missionário (At. 10), uma transmissão através do rádio, televisão, mídias digitais ou uma Bíblia (SI. 119.130).

Mas aqueles que dão as costas à luz que possuem (ignorando as obras criadas por Deus), e se encontram perdidos em trevas, não terão ninguém a quem atribuir a culpa, senão a si mesmos (Jo. 3.19).

Texto Base: Resposta às Seitas, Norman L. Geisler e Ron Rhodes, CPAD, 1997. Texto adaptado e compilado pelo Pr. Edison Miranda da Silva e Maria Candida Alves.

Por Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 23 de maio de 2017

A PASSOS LARGOS… EM QUAL DIREÇÃO?

E os céus anunciarão a sua justiça; pois Deus mesmo é o Juiz. (Selá.) Salmos 50:6

Ultimamente vivemos a vida de forma tão agitada que mal sobra tempo para respirarmos, a velocidade dos dias tem tomado proporção elevada, já bem amanheceu e estamos na hora de irmos dormir, não é de admirar que estas coisas aconteçam, porque na bíblia já estava escrito como alerta, que, quando estivesse próximo o retorno de Jesus, tudo isso deveria acontecer, mais porque isto iria acontecer? Para que aqueles que terão acesso à salvação não vissem a si perder. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias. Mateus 24:22.

Se todo Ser humano usasse a inteligência que Deus lhe deu, jamais deixara de ler a bíblia, e, procuraria com ansiedade, examinar-la dia e noite, porque nela contém mistérios imagináveis, sábio é, aquele que consegue entender-los. Todos os acontecimentos que vivenciamos hoje, se lêssemos a palavra com aptidão, iriamos entender o proposito de Deus.

Deus sempre teve um cuidado especial pela vida daqueles que já foram marcados por Ele, isso não importa onde esta pessoa esteja, por mais distante que parece ser, os braços do Todo Poderoso irá o alcançar, pois aquilo que Deus determina fica registrado na eternidade, o agir de Deus é irrevogável, o seu querer sempre prevalece.

Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá Isaias. 43:13. Deus é sábio e a sua sabedoria é mais que sapiência, e, tudo que Ele faz, possui uma perfeição inigualável.

Todos nos sabemos e repetimos constantemente que Deus é amor, Ele é! Porém, bem mais que amor, Ele é Justiça, visto que, o amor Dele já tornou forma unica, quando Ele, destituiu seu bem precioso do seu lado e enviou a terra como homem, Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16, tornando-se um de nós, para que fossemos um com Ele, E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Filipenses 2:8.

Agora a predominância do reino de Deus é a justiça. Justiça e juízo são à base do teu trono; misericórdia e verdade irão adiante do teu rosto. Salmos 89:14. Poderíamos até dizer que o amor de Deus ficou embutido dentro da justiça, porque para Ele sentenciar algum fato, Ele na sua verdade, usa de misericórdia, ou seja, antes de prevalecer a justiça Dele a sua misericórdia vem na frente. Deus, antes de impor o veredito que merecemos, antes, Dele falar ou bater o martelo, em frente a sua face, a misericórdia clama, então, nessa misericórdia, a verdade supera, este é o motivo que eu e você ainda continuamos vivos, Isto é!

Quando agimos inconsequentemente por não conhecermos a verdade, ou acaso, tivemos nossos olhos fechados pelo intento do inimigo. Porém, se temos acesso ao reino de Deus, sabemos dos seus feitos divinos e poderosos, e, nos fazemos de inocentes, com consciência e conhecimento do pecado nos sujeitamos a ele, estamos enganando a nós mesmos, e porque não dizer que estamos nos sentenciado antecipadamente, pois estamos desprezando a verdade de Deus e ignorando a sua justiça, então, o que mais pode nos livrar? Ele mesmo julgará o mundo com justiça; exercerá juízo sobre povos com retidão. Salmos 9:8.

Deus é reto e a Ele ninguém engana, podemos até disfarçar, fingir e ludibriar as pessoas, mais a Deus é impossível. Ele sabe das coisas antes que aconteça, tudo que planejarmos para o futuro por mais longínquo que possa ser, Deus já sabe. Pois antes de nascermos, Ele já sabia o nosso nome, Ouvi-me, ilhas, e escutai vós, povos de longe: O SENHOR me chamou desde o ventre, desde as entranhas de minha mãe fez menção do meu nome. Isaías 49:1.

Veja o cuidado de Deus para que ninguém se perca, O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. 2 Pedro 3:9.

Tudo que pudesse acontecer com a raça humana, seja bem ou mal, estava escrito antes que vinhássemos a nascer, todo o prognóstico para nossas vidas, Deus já revelou, mais porque então não temos o conhecimento? Justamente porque não o obedecemos, se ouvíssemos a sua voz, as suas alertas, as suas advertências que estão registradas na bíblia, saberíamos o que Deus quer de nós.

Por isso que, a justiça Dele, irá prevalecer mais que o amor, pois, por amor, Ele já deixou tudo escrito, com exatidão dos fatos, com precisão nos feitos, para que, jamais fossemos enganados, mais, muitas vezes, não consideramos a sua ordem e fazemos o que queremos, e até em casos, adaptamos a bíblia para nos beneficiar, o que será que pode nos acontecer? Ora, também já está escrito, Deus têm que fazer justiça, Ele é imutável, indiferente aos maus e bons, somos nós, quem diremos, qual será a nossa sentença. Bem-aventurados os que guardam o juízo, o que pratica justiça em todos os tempos. Salmos 106:3.

Me diga, seja honesto com você mesmo, embasado na vida que você tem levado, Se você fosse Deus, o que você faria contigo se morresse hoje? Pois é, será assim mesmo diante de Deus quando comparecermos para prestar contas dos nossos atos, lá não há jeitinho, suborno ou padrinhamento, não existe probabilidade de qualquer argumento ou justificativa da nossa parte.

O julgamento realizado por Deus será sob Deus ter provado que nos ama pois deixou escrito, e você provará que mereceu ou não este amor pelo seus atos, porque você mesmo verá diante dos teus olhos com um flash sua vida passar em frente ao trono de Deus, não têm como subornar os anjos, nem comprar os arcanjos para apagar o painel celestial, lá é diferente quem manda é Deus e não homens.

Hoje você quando faz algo errado têm satanás para te apoiar, naquele dia nem isto você vai ter, sabe por quê? Ele quer mais que o julgamento acabe para te levar para o lago de fogo. Não brinque você de servir a Deus, o reino de Deus não é parque, Deus não é brinquedo, mais satanás é fiscal.

Deus como pai, releva muitos dos nossos atos, mais satanás não, ele é um cobrador da justiça de Deus, porque ele já foi sentenciado ao fogo por errar, então, quando dizemos que conhecemos a Deus, tudo de errado que fazemos, teremos que arcar com as consequências.

Temos visto o mundo totalmente dominado pelo mal, as pessoas tem sido como peteca na mão do inimigo, muitos estão submersos no seu lamaçal e não se dão conta disso, e você que se diz igreja de Cristo, anda cúmplices com a maldade, senta a roda dos escarnecedores, conivente com o pecado, compartilha as obras das trevas e que ir para o Céu?

Acorda, ainda há esperança! Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Salmos 1:1,

O mundo corre a passos largos para mergulhar no abismo, e você andando deste jeito está indo em qual direção?

Pra Elza Carvalho

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 23 de março de 2017

SE O TIVESSEM CONHECIDO

Conhecer ou não uma verdade espiritual pesa muito numa decisão. Não só pelo fato de que o conhecimento nos favorece para escolher bem, mas também pelo fato de que cada um de nós será julgado na direta proporção do conhecimento que tem.

Em época posterior ao julgamento de Cristo, na verdade dezenas de anos depois, a Bíblia volta a fazer menção de Pôncio Pilatos e sua decisão quanto a Jesus; e faz isto exatamente dentro do contexto do assunto que agora estamos abordando:

“Entretanto, falamos de sabedoria entre os maduros, mas não da sabedoria desta era ou dos poderosos desta era, que estão sendo reduzidos a nada. Pelo contrário, falamos da sabedoria de Deus, do mistério que estava oculto, o qual Deus preordenou, antes do princípio das eras, para a nossa glória. Nenhum dos poderosos desta era o entendeu, pois, se o tivessem entendido, não teriam crucificado o Senhor da glória”. 1 Coríntios 2:6-8.

O apóstolo Paulo escreveu aos Coríntios e lhes expôs a diferença entre o conhecimento natural das coisas e o entendimento espiritual das verdades de Deus. E quando falava acerca disto, tomou como exemplo esta porção que transcrevemos, onde fala dos poderosos da época de Jesus não terem sabedoria de Deus (espiritual) e que justamente pela falta dela não conheceram quem era Jesus Cristo, pois se tivessem conhecido não o teriam crucificado.

Isto envolve Pilatos, Herodes, e todos os sacerdotes, anciãos e autoridades de Israel. Fala das autoridades, dos poderosos, dos que podiam decidir a respeito da crucificação de Jesus; e é claro, Pilatos está dentro.

Embora a referência seja a todos eles, devido à nossa aplicação sobre Pilatos e o paralelo entre a decisão dele e a nossa, quero deixar de lado a figura das demais autoridades que se envolveram direta e indiretamente na crucificação de Cristo, e olhar somente para o governador romano. E isto só por questão de enfoque, embora o princípio se aplique a cada um deles.

A afirmação bíblica é, portanto, que se Pilatos tivesse uma revelação espiritual de quem era Jesus jamais o teria mandado para a cruz. E a partir desta afirmação queremos tecer algumas considerações e demonstrar alguns princípios.

JUÍZO NA PROPORÇÃO DO CONHECIMENTO

No pretório, houve um pequeno diálogo entre Jesus e Pilatos. E neste pequeno diálogo há uma afirmação de Cristo que nos revela um detalhe interessante sobre questões como “conhecimento” e “juízo”.

“Você se nega a falar comigo? “, disse Pilatos. “Não sabe que eu tenho autoridade para libertá-lo e para crucificá-lo?” Jesus respondeu: “Não terias nenhuma autoridade sobre mim, se esta não te fosse dada de cima. Por isso, aquele que me entregou a ti é culpado de um pecado maior”. João 19:10,11

A resposta de Jesus a Pilatos quer dizer o seguinte: “Você só tem este poder de decidir o que fazer comigo porque Deus te deixou ter, e porque sabe que o que você vai escolher não vai afetar o plano divino”. Mas o detalhe que vem a seguir é que me chama a atenção: “aquele que me entregou a ti é culpado de um pecado maior”.

Só nesta frase vemos que Jesus está falando sobre duas coisas distintas:
1. O terem rejeitado Jesus foi considerado pecado. Isto mostra que quem errou na escolha pecou, mesmo que a crucificação de Cristo tenha sido benéfica ao mundo por ser o meio de redenção dos nossos pecados.
2. Há uma diferença entre o pecado cometido por Pilatos e o que cometeram os que entregaram Jesus a ele. Este grupo envolve desde Judas, o traidor, até as autoridades dos judeus. E a diferença entre a gravidade de pecado (Jesus lhe chamou “maior”) deve-se ao quanto conhecimento cada um possuía. Das autoridades religiosas que acompanharam o ministério de Jesus esperava-se mais, pois eram conhecedores das Escrituras e presenciaram os milagres de Jesus. De Judas, então, nem se fale! Mas Pilatos, um gentio, era o mais ignorante acerca do conteúdo das promessas acerca da vinda do Messias.

Vemos portanto, que quanto maior for o conhecimento da pessoa sobre Jesus, maior juízo haverá sobre sua escolha. Como Pilatos conhecia menos, seu juízo será menor. Como os sacerdotes e anciãos conheciam mais, maior será o seu juízo.

Na epístola de Tiago encontramos uma afirmação que relaciona o julgamento que receberemos com a proporção do conhecimento que temos: “Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo” (Tg 3.1). O que conhece mais a ponto de ser um ensinador, tem maior responsabilidade; isto vale no âmbito pessoal e também ministerial, pois se ao ensinar, o fizer de forma errada, tal pessoa dará conta a Deus. Esta diferença é vista em outras afirmações bíblicas, como a que o apóstolo Pedro faz sobre quem conheceu a Jesus e o abandonou depois de já ter o conhecimento:

“Portanto, se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior que o primeiro. Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado.” 2 Pedro 2.20,21

Está estabelecida clara diferença entre o que conheceu e o que não conheceu. É lógico que o não conhecer não inocenta a pessoa, mas faz com que se exija menos dela para a tomada de sua decisão. Jesus mencionou em seus ensinos a diferença entre dois homens que erraram e seriam ambos julgados, mas segundo a proporção de seu conhecimento: “Aquele servo que conhece a vontade de seu senhor e não prepara o que ele deseja, nem age para agradá-lo, será castigado com extrema severidade. Contudo, aquele que não conhece a vontade do seu senhor, mas praticou o que era sujeito a castigo, receberá poucos açoites. A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais ainda será requerido.” Lucas 12:47,48

Tanto um como outro seriam punidos, pois ambos erraram; o que conhecia a vontade do senhor, por não agir à altura, e o que não conhecia por não procurar conhecê-la. As falhas são distintas: o que conhecia pecou por rebelião, enquanto que o pecado do outro foi omissão ou mesmo desinteresse em procurar saber a vontade do senhor. Mas o fato é que o primeiro errou ativamente enquanto que o segundo errou passivamente, só que a ignorância não justifica, tem um juízo menor, mas tem juízo da mesma forma. O que devemos fazer é procurar conhecer e, então obedecer a vontade de Deus. O próprio fato de você estar lendo essas verdades traz sobre sua vida uma responsabilidade maior, que antes você não tinha.

Se Pilatos tivesse conhecido quem era Jesus, não o teria crucificado. Quando Cristo estava na terra, haviam diferentes opiniões acerca dele; ouviam-se testemunhos diferentes sobre sua identidade. Então como saber quem era realmente ele? Como conhecê-lo?

Os que realmente o conheceram – seus apóstolos – precisaram de mais do que uma opinião, eles receberam uma revelação de Deus acerca de Jesus. Observe o que diz a Bíblia.

“Indo Jesus para as bandas de Cesaréia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o filho do homem? Responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias, ou algum dos profetas. Mas vós, continuou ele, quem dizeis que sou eu? Respondeu Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Disse-lhe Jesus: Bem-aventurado és, Simão Bar-Jonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus.” Mateus 16:13-17

Percebemos por este episódio narrado pelo evangelista Mateus que as opiniões eram diversas, mas Pedro soube quem realmente Jesus era não porque ficou ouvindo os comentários dos homens, mas ele recebeu uma revelação de Deus! Seu coração se abriu de tal forma que o Espírito Santo pode dar testemunho de quem era Jesus.

Não basta tentar conhecê-lo com o intelecto, com a razão; é preciso mais que isto. Você deve orar e pedir ao Pai que está nos céus que abra o seu coração para que haja uma compreensão profunda, espiritual, acerca de Jesus. Isto acontecia com pessoas nos dias da Bíblia, continua acontecendo hoje e pode ocorrer com você.

Pilatos pecou por não conhecer; contudo, ninguém pode usar a falta de conhecimento como desculpa. Se nos falta mais conhecimento para decidirmos o que fazer de Jesus chamado Cristo, devemos buscá-lo.

Se você tem dificuldade quanto a entender a redenção que Cristo veio trazer à humanidade por meio de sua morte e ressurreição, ou quanto à sua divindade ou mesmo seus ensinos e como compreender a Bíblia, busque ajuda, mas não estacione na dúvida e nem tampouco na ignorância espiritual.

Se você ainda não conseguiu ver o senhorio de Jesus e a importância de submeter-se a ele, decidindo bem em seu tribunal, se ainda tem dificuldades para liberar sua fé e assumir um compromisso de alto nível, não faça sua escolha ainda. Investigue mais. Procure saber mais. Se o governador da Judeia tivesse feito isto e conhecido mais, não teria rejeitado Jesus Cristo. E sei que se você o fizer, também não o rejeitará.

Pr Luciano Subira

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 30 de junho de 2016

QUE LUGAR DAMOS A JESUS?

E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. (Lucas 2:7)

O crucificaram, e, com ele, outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.(João 19:18)

Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus (Marcos 16:19).

Quando o Criador do mundo veio à Terra como uma criança pequena, Ele não foi aceito aqui, embora tenha vindo para os Seus (João 1:11), ou seja, para o que era Seu por direito. Como Seu berço houve apenas uma manjedoura, uma calha de alimentação para animais.

Anos depois, conforme desenvolvia Seu ministério público, o Senhor Jesus explicou a um homem que desejava segui-Lo: “As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mateus 8:20).

Após completar Seu ministério aqui, Lhe foi dado o último lugar reservado para Ele: a cruz. Que humilhação para o Filho de Deus!

O mundo rejeitou o único Homem justo que colocou os pés aqui, e Lhe mostrou todo o mal ao qual a humanidade está propensa.

Entre o céu e a terra, foi-Lhe dado um lugar de vergonha entre dois criminosos.

E o céu se fechou, pois Jesus Cristo estava sofrendo julgamento de Deus sobre o pecado no lugar dos pecadores perdidos.

No entanto, quando o Senhor morreu e ressuscitou triunfante, Deus deu-Lhe o lugar de honra: “Assenta-te à minha mão direita” (Salmo 110:1).

A questão para nós é: Jesus ocupa o lugar de honra no meu coração, o lugar de Senhor e Salvador?

Ou como os Seus contemporâneos, eu só Lhe reservo os lugares de vergonha?

Extraído do devocional BOA SEMENTE

Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 25 de maio de 2016

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE MISERICÓRDIA E GRAÇA?

Misericórdia e graça são frequentemente confundidas. Embora os termos tenham significados semelhantes, graça e misericórdia não são a mesma coisa.

Para resumir a diferença: a misericórdia é Deus não nos castigando como merecem os nossos pecados e a graça é Deus nos abençoando apesar de não merecermos. Misericórdia é a libertação do julgamento, enquanto graça é estender bondade aos indignos.

Segundo a Bíblia, todos nós pecamos (Eclesiastes 7:20, Romanos 3:23, 1 João 1:8). Como resultado do pecado, todos nós merecemos a morte (Romanos 6:23) e julgamento eterno do lago de fogo (Apocalipse 20:12-15). Com isso em mente, todo dia que vivemos é um ato de misericórdia de Deus.

Se Deus nos desse tudo o que merecemos, todos estaríamos, agora, condenados por toda a eternidade. No Salmo 51:1-2, Davi clama: "Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor; por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões. Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me do meu pecado."

Um apelo a Deus por misericórdia é pedir a Ele que suspenda o julgamento que merecemos e, ao invés, conceda-nos o perdão que não merecemos.

Não merecemos nada de Deus. Deus não nos deve nada. Qualquer coisa boa que tivermos em nossas vidas é um resultado da graça de Deus (Efésios 2:5). Graça é simplesmente um favor imerecido. Deus nos dá coisas boas que não merecemos e que nunca poderíamos ganhar por nós mesmos.

Resgatados do julgamento pela misericórdia de Deus, a graça é tudo o que recebemos além dessa misericórdia (Romanos 3:24). A graça comum refere-se à graça soberana que Deus concede a toda a humanidade independentemente da sua posição espiritual diante dele, enquanto que a graça salvadora é a dispensa especial da graça pela qual Deus soberanamente concede imerecida assistência divina sobre os seus eleitos para a sua regeneração e santificação.

Misericórdia e graça são mais bem ilustradas na salvação disponível através de Jesus Cristo. Merecemos o julgamento, mas se recebermos Jesus Cristo como o nosso Salvador, recebemos a misericórdia de Deus e somos libertos desse julgamento.

Em vez de julgamento, pela graça recebemos a salvação, perdão dos pecados, vida abundante (João 10:10) e uma eternidade no céu, o lugar mais maravilhoso que se possa imaginar (Apocalipse 21-22).

Por causa da misericórdia e graça de Deus, nossa resposta deve ser cair de joelhos em adoração e ação de graças. Hebreus 4:16 declara: "Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade."

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 28 de maio de 2015

UM PESO E UMA MEDIDA PARA TODOS

Ele julga com igualdade as pessoas, de acordo com o que cada uma tem feito. (1Pe 1.17b)

Todos estão sujeitos ao julgamento de Deus. Tanto os salvos quanto os não salvos, cada um a seu tempo. É preciso que seja assim para que haja justiça e para que Deus não esteja associado a nenhuma injustiça.

O julgamento não é só para condenar os culpados, é também para absolver os que, embora culpados, foram perdoados dos seus pecados e tornados justos, como declara o apóstolo: “Agora já não existe nenhuma condenação para as pessoas que estão unidas com Cristo” (Rm 8.1).

Pedro está dando a boa notícia de que Deus “julga com igualdade as pessoas, de acordo com o que cada uma tem feito”. Ele não usa dois pesos e duas medidas. É sempre o mesmo peso e a mesma medida, não importa o gênero, a idade, a raça e a cultura de quem vai ser devidamente avaliado.

Isso serve tanto para o julgamento dos não crentes como para o dos crentes.

No primeiro caso, o juízo será mais severo ou menos severo dependendo das oportunidades de conversão que o culpado teve.

Por exemplo, no dia do juízo, Deus terá mais pena das cidades de Tiro e de Sidom do que das de Corazim e de Betsaida, nas quais Jesus realizou vários milagres (Lc 10.14).

Se além de cometer pecados graves, o pecador comete mais um, o pecado de hipocrisia, com o qual pretende dar uma impressão de ser inocente – o castigo dele será pior (Mt 23.14).

Na Carta aos Hebreus, há uma pergunta muito séria: “o que será que vai acontecer com os que desprezam o Filho de Deus e consideram como coisa sem valor o sangue de Deus que os purificou?” (Hb 10.29).

A prática das boas obras não cancelarão as más obras (somos salvos inteiramente pela graça), mas elas serão lembradas e recompensadas no julgamento daqueles que já têm a salvação.

No calendário de Deus, há um dia em que a qualidade e a variedade das nossas obras, como crentes, serão avaliadas e, de alguma maneira não revelada, recompensadas. Nesse dia, os crentes poderão perder o galardão, mas nunca a salvação (1Co 3.13-15).

Nossas obras podem ser madeira, capim e palha, que o fogo destrói; ou ouro, prata e pedras preciosas, que o fogo purifica!

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O TRIBUNAL DE CRISTO

Todos os salvos, após o arrebatamento, comparecerão diante do Redentor, ocasião em que haverá uma avaliação do nosso trabalho como servos do Senhor. Uns receberão louvor; outros, censura: "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal" (2 Co 5.10).


QUEM JULGARÁ: Cristo, o Justo Juiz (Jo 5.22; Is 33.22).

QUEM SERÁ JULGADO: Todos os salvos, sem exceção. "Pois todos havemos de comparecer perante o tribunal de Cristo" (Rm 14.10).

ONDE SERÁ O TRIBUNAL: No céu. Em outro lugar não poderia ser. O céu é a morada de Deus, e é para lá que iremos.

COMO SERÁ O JULGAMENTO: Tudo será transparente e público, ou seja, o que tivermos feito por meio do corpo, de bom ou ruim, será conhecido por todos os presentes. Nada ficará encoberto: "Todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas" (Hb 4.13). 

QUANDO SERÁ: Após o arrebatamento da Igreja (1Ts 4.14-17).

O QUE SERÁ JULGADO: As obras (1 Co 3.13). Tudo será examinado, julgado, analisado abertamente, à vista de todos: nossos atos (Mc 4.22; Rm 2.16); caráter (Rm 2.5-11); palavras (Mt 12.36-37); boas obras (Ef. 6.8); falta de amor (Cl 3.23 - 4.1); atividade ministerial (1 Co 3.13).

O JULGAMENTO DOS CRENTES NÃO SERÁ PARA CONDENAÇÃO. A nossa salvação está garantida pelo sacrifício de Jesus. No julgamento serão galardoados aqueles que foram fiéis; que não enterraram seus talentos; que souberam utilizar os dons espirituais e ministeriais recebidos; que, enfim, cumpriram a contento a missão que o Senhor lhes confiou. Estes receberão aprovação divina, recompensa e honra (Mt 25.21; 1 Co 3.12-14; Rm 2.10).

Os servos negligentes receberão reprovação divina, ficarão envergonhados e sofrerão perdas (1 Co 3.15).

Na reunião que teremos com o Senhor Jesus prestaremos contas de nossas ações, de nossa fidelidade, de nosso zelo pela obra do Senhor na Terra.

Não devemos ficar atemorizados diante da perspectiva desse julgamento, porque ali estará o nosso Salvador em quem confiamos. Mas devemos procurar crescer a cada dia como filhos de Deus, separados para o seu Reino. Fiquemos com estas palavras: "Ora, já está próximo o fim de todas as coisas. Portanto, sede sóbrios, e vigiai em oração. Tende, antes de tudo, ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados. Sede hospitaleiros uns para os outros, sem murmuração. Servi uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus" (1 Pe 4.7-10). Outras referências: Hb 10.30b; 1 Jo 4.17; Mt 5.19; Cl 3.24-25.

Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A Dosimetria de Deus


HÁ SEMELHANÇAS entre o julgamento dos homens e o julgamento de Deus, no que concerne às penalidades pelos crimes cometidos. Para tal, as circunstâncias atenuantes e agravantes são levadas em consideração.

Um homicida, por exemplo, pode ter sua pena agravada,
(1) se houve ocultação do cadáver;
(2) se o crime foi praticado com requintes de crueldade, que o classifica como crime hediondo;
(3) se houve premeditação;
(4) se o assassino tem antecedentes criminais; e assim por diante. 

A pena será atenuada,
(1) se não houve intenção de matar;
(2) se o crime se deu por motivos passionais;
(3) se o réu sofre algum tipo de doença mental;
(4) se praticado em legítima defesa;
(5) se o agente for menor de 21 anos e maior de 70;
(6) ter confessado espontaneamente, e outras

“Dosimetria da pena” é o cálculo do castigo prescrito a autores de qualquer tipo de delito, e dá-se depois de concluído o processo condenatório.

Tais atenuantes e agravantes também estão presentes nos juízos de Deus. Vejamos:

“Se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo, que há de devorar os adversários” (Hb 10.26).

Aqui temos o agravamento da pena em função de o agente ter conhecimento pleno da lei de Deus.

“Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro” (2 Pe 2.20).

Há uma punição maior para os que possuem maus antecedentes, que são contumazes na desobediência às leis do Senhor. 

“E o servo que soube da vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites” (Lc 12.47). 

“Mas o que a não soube e fez coisas dignas de açoites com poucos açoites será castigado...”(Lc 12.48).

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações. Por isso, sofrereis mais rigoroso juízo” (Mt 23.14).

“De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajar o Espírito da graça?” (Hb 10.29). 

Os quatro últimos casos acima revelam que no julgamento divino há diferentes graus de castigo.

Tal como acontece no julgamento dos homens, a dimensão do castigo, no plano divino, é diretamente proporcional à dimensão do pecado cometido, observados os atenuantes e agravantes, acima explicitados. Todavia, a aplicação do castigo divino reveste-se, como não poderia deixar de ser, de perfeição absoluta.

Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini

Graça e Paz



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Em julgamento diante de Pilatos

O julgamento mais famoso da história está prestes a começar. 

O juiz é baixinho e nobre com olhos ligeiros e roupas caras. Seus cabelos grisalhos são aparados e seu rosto sem barba. Ele está apreensivo, nervoso por estar sendo empurrado para uma decisão que ele não pode evitar. Dois soldados o conduzem para baixo pelas escadas de pedra da fortaleza até o pátio principal. Os raios da luz do sol da manhã se estendem pelo chão de pedra. 

Quando ele entra, os soldados sírios vestindo togas curtas erguem-se, levantam suas lanças e olham para frente. O chão no qual eles estão é um moisaco de pedras lisas, marrons e largas. No chão estão esculpidos os jogos que os soldados jogam enquanto esperam a sentença do prisioneiro. 

Mas na presença do procurador eles não jogam. 

Uma cadeira real é  colocada em um patamar cinco passos acima do chão. O magistrado sobe e toma assento. O acusado é trazido à sala e colocado abaixo dele. Um grupo de líderes religiosos paramentados acompanha, vai para um lado da sala e para. 

Pilatos olha para a figura solitária... 

“Você é o rei dos judeus?” 

Pela primeira vez Jesus levanta seus olhos. Ele não levanta sua cabeça, mas levanta seus olhos. Ele examina o procurador por baixo de sua sobrancelha. Pilatos fica surpreso com o tom da voz de Jesus. 

“Essas são suas palavras”. 

Antes que Pilatos consiga responder, o grupo de líderes judeus zomba do acusado ao lado do tribunal.

“Veja, ele não tem respeito”.

“Ele agita o povo!”

“Ele afirma ser rei!”

Pilatos não os ouve. Essas são suas palavras. Sem defesa. Sem explicação. Sem pânico. O Galileu está olhando novamente para o chão.

Alguma coisa nesse rabino rústico agrada Pilatos. Ele é diferente dos sanguinários que se aglomeram do lado de fora. Ele não é como os líderes com as barbas na altura do peito que em um minuto se vangloriam de um Deus soberano e no minuto seguinte imploram por impostos mais baixos. Seus olhos não são os olhos furiosos dos zelotes que são uma aflição à Pax Romana que ele tenta manter. Ele é diferente, este Messias do interior.

Pilatos quer deixar Cristo ir. Apenas me dê um motivo, ele pensa, quase em voz alta. Eu o libertarei.

Seus pensamentos são interrompidos por um tapinha no ombro. Um mensageiro se inclina e sussurra. Estranho. A esposa de Pilatos enviou uma mensagem para ele não se envolver no caso. Alguma coisa sobre um sonho que ela teve.

Pilatos volta para sua cadeira, senta e olha para Jesus. “Até os deuses estão do seu lado?” ele declara sem explicação.

Ele sentou nesta cadeira antes. É um assento dos dignitários romanos: azul cobalto com pernas grossas e ornamentadas. O assento tradicional de decisão. Sentando-se nele Pilatos transforma qualquer sala ou rua em um tribunal. É daqui que ele apresenta as decisões.

Quantas vezes ele sentou ali? Quantas histórias ele ouviu? Quantos apelos ele recebeu? Quantos olhos atentos olharam para ele, apelando por misericórdia, implorando por absolvição?

Mas os olhos deste Nazareno estão calmos, quietos. Eles não gritam. Eles não se movem rapidamente. Pilatos procura ansiedade neles... raiva. Ele não encontra. O que ele encontra faz com que ele se mexa de novo.

Ele não está com raiva de mim. Ele não está com medo... ele parece entender.

Pilatos está certo quanto a sua observação. Jesus não está com medo. Ele não está com raiva. Ele não está à beira do pânico. Pois ele não está surpreso. Jesus conhece sua hora e a hora chegou.

Pilatos está certo quanto a sua curiosidade. Onde, se Jesus é um líder, estão seus seguidores? O que, se ele é o Messias, ele pretende fazer? Por que, se ele é um mestre, os líderes religiosos estão com tanta raiva dele?

Pilatos também está  certo quanto a sua pergunta. “Que farei então com Jesus, chamado Cristo?” (Mt. 27.22).

Talvez você, como Pilatos, esteja curioso sobre este chamado Jesus. Você, como Pilatos, esteja perplexo com suas afirmações e agitado com suas emoções.

O que você faz com um homem que se autodenomina o Salvador, mas condena os sistemas? O que você faz com um homem que sabe o lugar e a hora de sua morte, mas vai até lá assim mesmo?

A pergunta de Pilatos é a sua. “Que farei então com Jesus?”

Você tem duas escolhas.

Você pode rejeitá-lo. Essa é uma opção. Você pode, como muitos, chegar à conclusão de que a ideia de Deus tornar-se um carpinteiro é muito estranha - e sair.

Ou você pode aceitá-lo. Você pode fazer a jornada com ele. Você pode ouvir sua voz no meio de centenas de vozes e segui-lo.

Autor:  Max Lucado

Por Litrazini

Graça e Paz






Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.