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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

SENTINDO-SE ESQUECIDO

Então Deus lembrou-se de Noé e de todos os animais selvagens e rebanhos domésticos que estavam com ele na arca, e enviou um vento sobre a terra, e as águas começaram a baixar. (Gênesis 8.1)

Ficar preso dentro daquela estrutura flutuante por tanto tempo não era fácil e dificilmente seria descrito como diversão.

Noé e sua família viram o aguaceiro torrencial e ficaram sendo lançados para frente e para trás com a elevação das águas.

Noé sentiu que Deus os havia esquecido. Moisés frisa isso quando escreve que finalmente Deus se lembrou de Noé e de sua família.

Por meio da fé, Noé e sua família conseguiram vencer os sentimentos de abandono. Mas eles precisaram lutar contra sua natureza humana.

Devido ao fato de Noé nunca ter passado por experiências tão sérias no passado, ele ficou imaginando se Deus mostraria compaixão e se lembraria dele e de sua família.

Ao fim, eles conquistaram o que tanto ansiavam. Mas a vitória veio com uma luta tremenda.

Da mesma maneira, as pessoas jovens que querem viver uma vida pura e virtuosa devem fazer um esforço insistente para controlar seus desejos pecaminosos.

A nossa natureza humana é fraca. Ela não consegue tolerar a ideia de que Deus pode ter se esquecido de nós ou nos abandonado.

Queremos até nos gabar e tomar a honra para nós mesmos quando Deus se lembra de nós, quando ele olha para nós com bondade e nos dá vitórias.

Seria, então, de se admirar, o fato de ficarmos desesperado quando sentimos que Deus nos abandonou e que tudo está dando errado?

Não se esqueça de que essa história nos fornece um modelo de fé, paciência e perseverança.

Ela nos ensina que devemos crer e confiar em Deus. Ela também nos deixa cônscios de como necessitamos de paciência.

Porém, a paciência se tornaria algo desnecessário se não tivéssemos que passar por lutas e dúvidas pessoais.

Até mesmo Cristo nos chama a perseverar em situações difíceis quando diz no Novo Testamento: “Mas aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24.13).

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O PERDÃO DO AMOR

“E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.” 1 João 4:16

Quem de nós de fato consegue e sabe amar? O que entendemos como amor está plantado dentro de nós e colocamos em pratica? Há amor em nossa vida capaz de suportar os erros e fraquezas alheias, e perdoar?

O amor é a essência de Deus, é a forma mais sublime de definir o Ser Supremo da criação, Ele foi o único capaz de superar toda a maldade humana e se destituir de sua gloria, tomar corpo humano para viver entre nós, e morrer por nós, sem se importar se alguns mereciam ou não tamanho sacrifício. Ele simplesmente optou por rebaixar-se a ser um de nós para que um dia fossemos um com Ele. Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós. Efésios 4:6

O conceito do amor que flui em nosso ser é capaz de nos fazer reduzir a tamanha pequenez, como fez Deus só para ajudar alguém que não merece os nossos préstimos? Será que se alguém nós ferir, seriamos capazes de estender as mãos para o ajudar?

Mas é assim que tem que ser com aqueles que de fato possui em si o verdadeiro amor; Liberar perdão é o maior sacrifício para alguém que foi prejudicado, porque, quando somos penalizados injustamente, tudo o que requeremos é a justiça, não importa se ela venha dos homens, ou se venham de Deus, queremos ser restituídos de alguma forma.

Perdoar é a mais completa forma de demonstrar que em nosso coração existe sombra do amor de Deus, pois, foi exatamente Ele quem perdoou aqueles que para nós, não existiria perdão, para eles.

Porque nós que dizemos ter a Deus dentro do nosso ser, não conseguimos agir como Deus? Talvez alguns me digam: Deus é Deus! Certamente é! E nós quem somos, acaso não é sua imagem e semelhança? Não há dentro de nós o ar que saiu das entranhas de Deus? Se está dentro de nós algo que saiu de dentro D’ele, porque não conseguiríamos ser como Ele é? O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; Colossenses 1:15

Penso eu: porque não queremos! A nossa natureza humana, pecaminosa, faz crescer o nosso eu de tal forma que não queremos nos rebaixar para pedir desculpa a alguém que achamos que deveria ser castigado. Ou seja, nós mesmo queremos fazer a justiça.

Se Deus fizesse assim conosco, onde estaríamos nós neste momento? Ainda bem que Deus realmente ama, porque nós, apenas dizemos que amamos, queremos que o amor seja para nos beneficiar, se for para requerer de nós, renúncia, preferimos sepultar este sentimento dentro de nós, ao deixar florescer.

Pôr as pessoas serem iguais ou até inferior a nós, achamos por certo, não recuarmos para não demonstrar pequenez, fraqueza; acredito, que isto não deveria existir no momento em que se trata de amor, porque o amor é muito mais precioso para quem libera o perdão, do que para quem recebe, É por isso que Deus é Deus!

Porque Ele não se incomodou se alguém iria fazer jus, Ele amou, e, isto é o bastante! Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo. Efésios 4:32

O verdadeiro amor vem acompanhado pelo perdão, só existe amor em quem sabe perdoar, e a verdadeira prova de quem ama, está quando o perdão é liberado, e, o perdão só é liberado, se, houver esquecimento. Quem é Deus semelhante a ti, que perdoa a iniquidade, e que passa por cima da rebelião do restante da sua herança? Ele não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na sua benignidade. Miqueias 7:18

Deus nos perdoou por causa do seu grande amor! Nós Temos a Deus? Precisamos aprender a perdoar, assim Cristo será visto em nós!

Pra. Elza Amorim Carvalho

Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

SOLIDÃO? NUNCA MAIS

A natureza humana é de tal forma constituída, que a presença de outra pessoa é fundamental para vivenciarmos nossas experiências.

Nascemos compartilhando o espaço social com a nossa família, onde iniciamos o processo de socialização, que proporcionará oportunidades de aprendizagem e crescimento.

Durante o período do nosso desenvolvimento, recebemos educação, criamos objetivos e expectativas para o futuro, tendo como referencial os papéis que iremos desenvolver em nossa vida adulta. Normalmente, estão incluídos em nossos objetivos uma boa formação e a constituição de uma família a partir do encontro de um “grande amor”, com romantismo suficiente para felicidade eterna. São projetos que nem sempre combinam com o plano maior que Deus tem para as nossas vidas. “O coração do homem considera o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” (Provérbios 16.9). É importante que tenhamos confiança e coragem para entregarmos o nosso futuro àquele que é o Senhor da nossa vida.

Vivemos tempos de modernidade pagã, onde os valores essenciais para relacionamentos duradouros estão em segundo plano. Homens e mulheres vivem relações descartáveis, visando prazer, egoísmo e dinheiro. Desta forma, encontramos inúmeras mulheres infelizes, convivendo com a solidão. Além disso, outras contingências da vida podem levar uma mulher a estar só. Encontramos aquelas que não se casaram, outras que ficaram viúvas e, ainda, outras tantas com o coração machucado pela infidelidade do esposo, em condições de divorciada ou convivendo na mesma casa, mas em profunda solidão.

Segundo pesquisas, as grandes cidades criam ou contêm pessoas solitárias de todas as faixas etárias. Esse estado de espírito leva as pessoas que o alimentam a um distanciamento cada vez maior dos seus semelhantes.

Solidão é a palavra que usamos para expressar o sentimento de dor que tem origem num vazio interior não preenchido, e que nos dá a sensação de que estamos incompletas. Sentir solidão significa estar sozinha contra a própria vontade. E uma palavra de forte conotação negativa, capaz de provocar arrepios só de ser pronunciada.

Contudo, existe um “estar só” saudável. São momentos importantes da nossa vida, quando, por exemplo, precisamos ficar a sós com Deus, quando refletimos, ponderamos, decidimos, e criamos. São momentos muito ricos e produtivos da nossa experiência. Alguns acontecimentos são tão pessoais, que por mais que estejamos rodeados de pessoas, o momento é só nosso: quando aceitamos Cristo, por exemplo.

Em contrapartida, temos necessidades de comunicação. Ansiosas por reconhecimento, aprimoramos nossas aptidões para um relacionamento mais eficiente com os outros.

As pessoas que alimentam a solidão provocam um distanciamento cada vez maior dos seus semelhantes

Você que é só e não tem com quem compartilhar seus sentimentos, pode perfeitamente se identificar com nosso Senhor Jesus Cristo. Mais do que ninguém, Ele te entende. Além dos momentos de estar só por opção, para falar com o Pai, Jesus experimentou também andar por caminhos muito solitários, mas segundo a Bíblia Sagrada, eram estas as palavras dEle nessas ocasiões: “E aquele que me enviou está comigo; o Pai não tem me deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada” (João 8.29).

É difícil, às vezes, aceitar a vida que Deus nos proporciona se ela foge do que consideramos ideal para nós. Com uma ótica espiritual, percebemos que o mais importante não é o que a vida tenha nos oferecido ou não. O essencial é saber que o Senhor é soberano na nossa vida, e dEle vem o que é melhor para nós. Nossas atitudes devem refletir o testemunho de uma filha de Deus muito amada, que sabe entender o propósito que o Pai tem para a sua vida, vivendo a Palavra que diz: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8.28).

Faça uma reflexão e junte todos os ingredientes que compõem o seu existir: capacidades espiritual, intelectual, física e emocional; acrescente as possibilidades e disponibilidade que a sua condição oferece, e organize o seu tempo de tal maneira que você consiga visualizar o sentido da sua vida.

Estabeleça, segundo o propósito de Deus, objetivos positivos e desenvolva estratégias para conseguir alcançá-los, colocando todos os seus talentos em ação. Você estará bem ocupada no presente, confiando que o Senhor providenciará o seu futuro, será uma bênção para muitas pessoas e receberá outras tantas para enriquecer a sua existência.

A certeza de que nada nos acontece por acaso, quando entregamos a direção da nossa vida a Deus, traz paz interior e tranquilidade suficiente para sermos felizes. A autoestima e a valorização pessoal devem expressar o reconhecimento do amor de Deus para conosco. Ele nos fez, sustentou a nossa vida para que chegássemos até aqui, e cuida com muito carinho dos pequenos e grandes problemas, oferecendo-nos oportunidades de crescimento através deles. Então, podemos perceber claramente o valor que temos para Deus. Os sentimentos de menos valia, autoestima distorcida e autocomiseração não terão mais lugar em nossa vida.

Com Cristo no centro do nosso viver, estar só significa apenas uma das condições possíveis na vida cristã de uma mulher. O amor romântico poderá falhar como neutralizador da solidão, mas o calor do amor de Cristo, quando enche o coração de uma mulher, é capaz de derreter o iceberg formado pela solidão que tem congelado tantos corações femininos.

O amor de Cristo é o melhor antídoto que conheço para a solidão. “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15.12).

Sônia Pires Ramos

Por Litrazini


Graça e Paz

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A VONTADE DE DEUS É BEM MAIS ALTA QUE A MINHA

De agora em diante, vivam o resto da sua vida aqui na terra de acordo com a vontade de Deus. (1Pe 4.2)

Em momentos de contrição, o povo de Deus fez muitas promessas com esta cláusula: “de agora em diante”. Quantas não vingaram! Quantas foram refeitas mais de uma vez! Essa é uma experiência comum no espaço e no tempo. Apesar do êxito nem sempre esperado, em caso de sinceridade, essa providência não deve ser desprezada.

Além de ser muitas vezes uma iniciativa individual, outras vezes ela é inspirada por um líder religioso, por um parente, por um amigo. Esse é o presente caso.

O apelo vem de Pedro: “De agora em diante, vivam o resto de sua vida aqui na terra de acordo com a vontade de Deus”. Não seria o primeiro esforço nessa direção que os crentes da Ásia Menor iriam fazer.

O esforço deve começar agora e não depois, hoje e não amanhã. O esforço deve terminar não na semana que vem, no mês que vem, no ano que vem, mas no último sopro de vida.

Por não sabermos quantos anos de vida nos restam, também não sabemos durante quanto tempo teremos o prazer de viver de acordo com a vontade de Deus. Pode ser curto, pode ser longo.

O alvo é fazer a vontade do Pai de agora até a hora da nossa morte. No entanto, se alguém tropeçar, não há motivo para se desesperar ou pensar em desistir, porque “temos Jesus Cristo, que faz o que é correto; ele nos defende diante do Pai” (1Jo 2.1).

Porque a vontade de Deus é muito mais elevada que a nossa, não será fácil fazer a vontade dele dia após dia, ano após ano. Deus sabe disso, e Paulo também sabia: “Porque o que a nossa natureza quer é contra o que o Espírito quer” (Gl 5.17).

Então, fazer a vontade de Deus só é possível se crucificarmos a vontade da nossa natureza humana.

Se setenta vezes eu deixar de fazer a vontade de Deus, setenta vezes vou resolver: “De agora em diante vou viver de acordo com a vontade de Deus”!

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Orgulho

A natureza humana é muito complexa. Nós somos diferentes uns dos outros e nossas histórias de vida também são diferentes. Porém, é isso que enriquece os relacionamentos e proporciona o crescimento dos grupos nas áreas espiritual, emocional, física e material. 

A beleza da diversidade de talentos, dons e desejos, e da maneira de ver a vida acrescenta ao mundo, e aos seres humanos, os sonhos, as alegrias, a comunhão, a compaixão, o amor, o conhecimento, etc.

O importante é que nos conheçamos, observando a forma como direcionamos a nossa vida na área espiritual, como lidamos com as nossas emoções, e se o que vivemos contribui para o nosso crescimento e das pessoas que estão à nossa volta.

Segundo C. S. Lewis, o orgulho “trata-se de um vício que não poupa ninguém no mundo; que todo mundo despreza quando o percebe no outro. E quanto mais ele se manifesta em nós, mais nos desagrada no outro. Esse vício devora até mesmo a possibilidade do amor, da alegria ou do simples bom senso”. 

Compreende-se muitas vezes por que uma pessoa é arrogante quando nos reportamos à sua infância. Ela pode ter sido mimada, educada com muita tolerância ou frustrada porque a sua vontade era contrariada. Assim, na idade adulta, quer controlar o mundo e as pessoas que a rodeiam.

De modo geral, o orgulho denota falta de maturidade espiritual e psicológica.

Veja algumas características da pessoa orgulhosa:

• Considera-se infalível em suas opiniões e não reconhece que erra ou que pode errar;
• pensa que é sempre capaz de discernir e interpretar a vontade de Deus; 
• julga-se melhor que os outros;
• não consegue autoanalisar-se e projeta nos outros o que a incomoda; 
• está constantemente insatisfeita e desconfiada; 
• é insensível e ambiciosa;
• tem necessidade de reconhecimento; 
• é a sua própria autoridade; 
• não consegue ser submissa à autoridade espiritual, ao seu pastor, aos seus líderes, aos pais, ao cônjuge; nos relacionamentos afetivos e na sua vida profissional; 
• é irredutível nos seus pontos de vista, recusando-se a abandonar suas vontades pelo bem do grupo;
• quando sua opinião não prevalece, faz o que pode para enfraquecer a autoridade dos outros; 
• quase sempre é irônica e ferina; 

• tem prazer em ser bajulada; 
• concentra-se sempre nas fraquezas dos outros, pois não consegue observar as suas.

De todos os tipos de orgulho, o espiritual é o pior. A Bíblia cita o exemplo de Lúcifer, que se deixou contagiar pelo orgulho, considerando-se mais poderoso do que Deus, porém o seu final foi a derrota.

Na Bíblia, também encontramos algumas orientações relacionadas ao orgulho. Leia atentamente os conselhos registrados em Salmos 31.23, 101.5, 123.4 e em Provérbios 11.2 e faça diariamente esta oração: Querido Paizinho, que eu nunca me esqueça de que dependo do teu amor, da tua piedade e da tua graça para ser teu filho nesta terra. Ajude-me, a cada dia, a reconhecer a minha dependência de ti e dos outros seres humanos. 

Dra. Elizete Malafaia

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.