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terça-feira, 21 de agosto de 2018

AS LÁGRIMAS DE JACÓ


Jacó se tornou o primogênito, abençoado pelo pai e alvo do cumprimento de uma profecia sobre sua vida. Para que isso acontecesse, ele precisou ir contra toda e qualquer possibilidade, contrariar o caminho que seu próprio destino parecia ter traçado a olhos humanos, pois o próprio Deus tinha planos bem maiores para transformar completamente sua vida.

Mas por que Jacó teria sido escolhido por Deus para protagonizar uma história tão surpreendente como esta, na qual Deus chegou a revogar uma lei severa como a da primogenitura, especificamente para o seu caso?

Para entendermos isto devemos voltar àquele momento sobrenatural, em Betel – onde teve aquela visão de uma escada que levava aos céus – e buscar entender o que Deus viu em sua vida naquele momento. Desta forma, descobrimos que ele tinha quatro pré-requisitos importantes para ser considerado filho do Pai, naquele momento.
1. Ele havia sido abençoado por seu pai, o que o deixava debaixo da cobertura divina (Gênesis 27:27). 
2. Deus sabia que ele que seria grato ao Pai por sua bênção recebida, e assim Jacó o fez, construindo um altar naquele local onde teve sua visão e, por isso o lugar ganhou o nome de Betel, que significa “Casa de Deus”. (28:19)
3. Deus também sabia que Jacó faria um voto sincero com Ele, após receber a sua bênção. (Gênesis 28.20 – 22)
4. Jacó tinha o coração arrependido e chorou, clamando a Deus pelo perdão de seus erros do passado. (Oseias 12:4).

LÁGRIMAS DE CONFISSÃO E ARREPENDIMENTO
Quando Deus aparece a Jacó em sonho e lhe pergunta “Qual é o seu nome?”, o filho de Isaque lhe responde prontamente - Meu nome é Jacó.
Por mais que inicialmente isso pareça óbvio aos olhos de muitos, é preciso entender o contexto no qual Jacó se encontrava naquele momento. Ele era um fugitivo, pois havia enganado seu pai e se aproveitado de um momento de vulnerabilidade do irmão mais velho para conseguir a bênção da primogenitura. Então, quando ele responde a Deus com seu nome verdadeiro, aquilo é bem mais que uma resposta, é uma confissão, pois ele sabia que seu nome estava ligado a erros graves do passado.
Ao receber a visita divina, representada por aquele anjo, Jacó realmente se sente confrontado e se arrepende naquele momento. Ele se agarra a Deus, se humilha, clamando com lágrimas por Seu perdão.
É interessante ver que antes de qualquer bênção relacionada à prosperidade, Jacó pede a transformação de sua própria vida, ou seja, ele compreendeu que ter a bênção da primogenitura sem uma vida perdoada por Deus de nada valeria.
As lágrimas de Jacó foram de arrependimento, mas o levaram a receber perdão e as bênçãos do Pai.

DEUS GUARDA NOSSAS LÁGRIMAS 
Sem dúvida alguma, as lágrimas de Jacó não foram em vão, elas foram vistas e acolhidas pelo Pai, que também faz o mesmo conosco, como lembra o salmista, no capítulo 56, versículo 8 “Contaste os meus passos quando sofri perseguições; recolheste as minhas lágrimas no teu odre: não estão elas inscritas no teu livro?”.
Nossas lágrimas choradas no abraço do Pai se tornam parte do ato de semear preces e súplicas para colher com júbilo, posteriormente, como também está escrito em outra passagem de Salmos. “Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão. Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes”. (Salmos 126: 5-6)

LÁGRIMAS ABREM OS PORTAIS CELESTIAIS
O Rabino Yosef Weiss afirma que as palavras “A Oração” em hebraico possuem o mesmo valor numérico que “Lágrimas do Justo”. Que interessante esta “coincidência”, não é mesmo? A verdade é que as lágrimas do justo ABREM OS PORTÕES CELESTIAIS! As lágrimas do justo abrem as portas de Deus.
A Mezuzá e as portas abertas
שעלי דמעזת יפתחSHADAI = שדי . É um mandamento para os judeus colocarem uma mezuzá ao lado da porta em toda a casa onde se dorme e é comum se colocar nos quartos onde as pessoas daquela casa dormem. É costume colocar também o objeto na entrada de cada empresa fundada por um judeu.

Dentro da mezuzá é colocado um pergaminho de forma a que a letra "shin” ש)) fique voltada para frente da mezuzá, como se estivéssemos, por detrás do material da mezuzá onde normalmente há outra representação do "shin", que é a indicação de Shadai. Colocar a Mezuzá com a indicação de “Shadai” na porta é um ato profético, indicando que ali “as lágrimas do justo abriram, não esta porta física, mas as portas de Deus, as portas do céu”.

Mas quem é este justo sobre o qual os anjos sobem e descem? Quem é este justo cujas lágrimas e intercessão trazem as bênçãos de Deus para nós? Quem é este justo cuja intercessão abre as portas dos céus?

Pela graça e misericórdia do Pai, meus irmãos, este justo sou eu, você e todo aquele que clama a Deus com um coração contrito e arrependido, reconhecendo sua fraqueza e necessidade diária de beber da fonte de água viva que é Jesus.

Que possamos continuar semeando com lágrimas para colher com júbilo, aquilo que Deus tem reservado para nós.

Pr. Joel Engel

Por Litrazini
Graça e Paz


sábado, 11 de agosto de 2018

JACÓ LUTA COM DEUS


Aquele lugar chamou Jacó de Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face, e a minha vida foi poupada.” (Gênesis 32.30)

Desde o seu nascimento, Jacó tinha o anseio de ser o primogênito, pois sabia que o primeiro filho tinha direito a muitas bênçãos, incluindo a herança dobrada e a liderança sobre a família (Deuteronômio 21.17). Além disso, o pai liberaria uma palavra de bênção para o primogênito (Gênesis 28:3-4).

Jacó tinha um forte desejo de ser o primogênito e esta vontade já se manifestara no momento de seu nascimento, pois nasceu agarrado no calcanhar de seu irmão gêmeo, Esaú, que por sua vez foi o primeiro a nascer. Por isso, seus pais o batizaram de Jacó (Yakov), que no original hebraico significa “calcanhar” (Ekev) ou “aquele que agarra o calcanhar”. Ele tinha nitidamente desejo de ser o primeiro, o príncipe. A palavra “príncipe” vem de "primeiro", em referência ao "primeiro filho que será abençoado" pelo pai em uma família monárquica.

INCANSÁVEL BUSCA
Como o direito de primogenitura era uma lei, era preciso uma nova lei para revogar a anterior. Mas esta nova lei precisava ser emitida por alguém com autoridade para fazê-la e o único com esse poder era o próprio Deus.  Uma batalha já havia sido anunciada por Deus quando Rebeca estava grávida dos irmãos gêmeos.

“E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor”. (Gênesis 25.23). Quando o Senhor disse que “o maior servirá ao menor”, ele já estava se referindo à revogação da lei da primogenitura para aquela ocasião. Estava dizendo que Jacó teria autoridade sobre o seu irmão mais velho, ainda que viesse a nascer depois dele. Somente Deus poderia fazer uma promessa semelhante a essa, pois toda a autoridade pertence a Ele.

A VIDA DE JACÓ
Os filhos de Rebeca e Isaque cresceram e desenvolveram personalidades diferentes. Enquanto Esaú tornou-se um homem de caça, experiente no campo, conquistando a simpatia do pai, Jacó era diferente... um homem pacato, manso e que se agradava de estar em casa, ajudando sua mãe. Portanto, Isaque acabou se afeiçoando mais a Esaú e Rebeca a Jacó (Gênesis 25.28).

Jacó nasceu lutando com seu irmão pela primogenitura e, mesmo não sendo o primeiro a nascer, ainda tinha sobre sua vida uma promessa de Deus. No entanto, o Senhor tem diferentes maneiras de trabalhar na vida de um homem.

“Um dia, tinha Jacó feito um cozinhado, quando, esmorecido, veio do campo Esaú”, diz o capítulo 25 do livro de Gênesis, no capítulo 25 e versículo 29. Esse episódio é, na verdade, um plano de fundo daquilo que estaria por vir. Jacó sabia que o irmão voltaria faminto da caça no campo e aproveitou que o irmão estava atordoado pela fome para propor uma troca: a primogenitura em troca de um prato de cozido com lentilha.

Algum tempo depois, quando Isaque estava para enfim dar a bênção que era de Esaú por direito, Jacó conta com a ajuda de sua mãe para enganar o pai – que já não enxergava quase nada – e acabou sendo abençoado no lugar do irmão, que ao ficar sabendo do episódio, se enfureceu.

O ocorrido obriga Jacó a deixar a casa de seus pais, que o enviam para Harã, onde vivia seu tio Labão. Lá ele permaneceria por mais de 20 anos, enfrentando a ganância do tio e carregando em seu coração uma promessa que Deus lhe fez, ainda quando estava a caminho de Harã.

JACÓ LUTA COM DEUS
Após aquele período, distante dos seus pais, Jacó retorna já muito próspero, com uma família abençoada e nutrindo no seu coração o desejo de ver se cumprir a promessa do Senhor, de que a partir da sua família todos os povos seriam abençoados.

Neste retorno, ele tem um encontro com Deus através de uma teofania, quando o Eterno assume uma figura humana ou de um anjo para se manifestar aos homens. A Bíblia diz que o Anjo do Senhor teve um encontro com Jacó, o qual por sua vez, estava determinado a não deixá-lo ir até que fosse abençoado (Gênesis 32.24 – 29).

"Eu não vou deixar você ir se não me abençoar", disse Jacó ao Anjo do Senhor, enquanto o segurava com todas as suas forças. Ele realmente estava determinado a receber sua bênção. A força que Jacó usou naquele momento foi tamanha que o Anjo precisou também usar de sua força para ferir o homem na coxa para conseguir se desvencilhar de seus braços.

Nós precisamos fazer o mesmo, precisamos nos agarrar ao Senhor e dizer o mesmo: "Eu não vou deixar você ir se você não me abençoar!".

Jacó queria receber a bênção definitiva em sua vida. Ele deixou claro que queria a bênção divina que ele tanto valorizava e desejava com paixão. Vendo a persistência e compromisso intenso, o Anjo do SENHOR atendeu ao pedido de Jacó e o abençoou.

“E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó. Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.” (Gênesis 32.27,28)

Não apenas pela luta, mas também pela experiência sobrenatural que Jacó viveu naquele momento, o significado daquilo foi tamanho em sua vida, que até mesmo o seu nome foi mudado e o cumprimento da promessa divina sobre Israel permanece até os dias de hoje, podendo ser notada até mesmo pelos olhos mais incrédulos.

Pr. Joel Engel

Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 15 de março de 2017

A INFÂNCIA DE JESUS

José e Maria o levaram a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor. (Lucas 2.22)

Lucas fala mais que os outros evangelistas sobre a infância de Jesus. Em particular, refere-se a três coisas que foram feitas a ele enquanto era ainda um bebê.

PRIMEIRA, CIRCUNCIDARAM JESUS QUANDO ELE TINHA OITO DIAS DE NASCIDO.
A circuncisão havia sido dada a Abraão dois mil anos antes como sinal da aliança que Deus havia estabelecido com ele e com seus descendentes. Isso fez de Jesus um verdadeiro filho de Abraão (Gn 17.12; Lv 12.3).

SEGUNDA, ELE FOI CHAMADO DE JESUS, QUE QUER DIZER “DEUS É SALVADOR”.
Tanto Mateus quanto Lucas registram que um anjo instruiu José e Maria antes que ele nascesse para darem a ele o nome de Jesus (Mt 1.21; Lc 1.31), indicando que ele tinha vindo em uma missão de resgate.

TERCEIRA, APRESENTARAM JESUS AO SENHOR NO TEMPLO DE JERUSALÉM.
Dois rituais distintos do Antigo Testamento ocorreram durante essa visita; um relacionado à mãe e outro à criança.

De um lado, uma vez que os quarenta dias, prescritos como período de purificação, se passaram, José e Maria ofereceram os sacrifícios exigidos, que eram normalmente um cordeiro para o holocausto e uma rolinha para a oferta pelo pecado. José e Maria, no entanto, se beneficiaram da concessão aos pobres e levaram dois pombinhos.

Por outro lado, desde o êxodo, todos os primogênitos do sexo masculino pertenciam a Deus, mas poderiam ser redimidos (Êx 13.2). Uma vez redimidos, eles poderiam também ser voluntariamente apresentados a Deus para o seu serviço.

Assim, sucessivamente, Jesus foi circuncidado, recebeu seu nome e foi apresentado no templo; todos os três eventos relacionados à sua missão no mundo.

* Sua circuncisão retratou-o como filho de Abraão, um membro autêntico do povo da aliança de Deus.
* Seu nome, Jesus, proclamou-o Salvador dos pecadores enviado do céu.
* Sua apresentação ao Senhor indicou que ele foi consagrado ao serviço de Deus e preparado para fazer a vontade de seu Pai.

E, quando os oito dias foram cumpridos, para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido. E, cumprindo-se os dias da purificação dela, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor (Segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo o macho primogênito será consagrado ao Senhor); E para darem a oferta segundo o disposto na lei do Senhor: Um par de rolas ou dois pombinhos. Lucas 2.21-24

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Litrazini

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.