Pesquisar neste blog:

Mostrando postagens com marcador razão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador razão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de março de 2014

O debate sobre a tradição

Vocês estão sempre encontrando uma boa maneira de pôr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecerem às suas tradições! [Marcos 7.9]

Alguns fariseus e mestres da lei vinham de Jerusalém. Reunidos em volta de Jesus eles ficaram horrorizados ao ver que seus discípulos comiam sem lavar as mãos. Tratava-se de uma questão não de higiene, mas de pureza cerimonial, conforme a tradição dos antigos. Marcos explica: “E [eles] observam muitas outras tradições, tais como o lavar de copos, jarros e vasilhas de metal” (v. 4).

Assim, os fariseus viviam sob a autoridade de tradições que eram passadas de geração a geração. E as seguiam por completo, mesmo se estivessem em choque com a Escritura. É por isso que Jesus os criticava. Por três vezes ele repetiu a mesma crítica, usando quase as mesmas palavras — por exemplo: “Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens” (v. 8).

De maneira clara, Jesus considerava as tradições como a palavra de homens e a Escritura como a Palavra de Deus. Os fariseus estavam permitindo que suas tradições sufocassem a Palavra de Deus em vez de deixar que esta reformasse aquelas.

Esse foi o tema principal durante a Reforma. A igreja católica medieval havia asfixiado a Palavra de Deus com uma grande quantidade de tradições extrabíblicas.

Desse modo, assim como Jesus desprezou a tradição dos antigos, os reformadores desprezaram as tradições da igreja medieval, a fim de que a Palavra de Deus pudesse ocupar lugar de destaque.

Os reformadores ensinaram a supremacia da Escritura sobre a tradição. E as igrejas reformadas, bem como a Igreja Anglicana, ainda ensinam assim. Com frequência se diz que a Igreja Anglicana tem uma tripla autoridade — Escritura, tradição e razão. Mas não é assim.

Tradição e razão desempenham um papel vital na elucidação da Escritura, mas o que fazer quando a Escritura, a tradição e a razão estiverem em conflito?

A resposta é simples: a Escritura tem a suprema autoridade. Os seguidores de Jesus são chamados a uma não-conformidade à tradição e à convenção a fim de honrar a supremacia da Escritura e o senhorio de Jesus Cristo.

E ajuntaram-se a ele os fariseus, e alguns dos escribas que tinham vindo de Jerusalém. E, vendo que alguns dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar, os repreendiam. Porque os fariseus, e todos os judeus, conservando a tradição dos antigos, não comem sem lavar as mãos muitas vezes; E, quando voltam do mercado, se não se lavarem, não comem. E muitas outras coisas há que receberam para observar, como lavar os copos, e os jarros, e os vasos de metal e as camas. Depois perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos por lavar?

E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito:Este povo honra-me com os lábios,Mas o seu coração está longe de mim; Em vão, porém, me honram,Ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição. Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser, ou o pai ou a mãe, certamente morrerá. Vós, porém, dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor; Nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe, Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas. (Marcos 7.1-13)


Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini


Graça e Paz

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Como saber a direção de Deus para 2014?

Para responder a esta pergunta, analisarei duas situações que considero relevantes quando o assunto é compreender a direção do Senhor para nossa vida: as decisões que tomadas com a orientação de Deus e as que são tomadas sem ela.

Quando tomamos decisões sem, antes, buscar a direção do Senhor, seguimos o nosso raciocínio lógico, deixamos que as emoções nos dirijam e tendemos a trilhar o caminho mais fácil. Consequentemente, perdemos a visão espiritual e preocupamo-nos apenas com o que é imediato. Por isso, em Mateus 6.25, Jesus recomendou: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir.

O homem pode ser enganado pelos seus próprios desejos. Infelizmente, até cristãos se têm deixado conduzir pelos sentimentos, desejos e pelas concepções próprias, tomando atitudes precipitadas; alguns têm baseado a sua fé puramente nas emoções.

As emoções são importantes e devem ser consideradas. Inclusive, a Palavra de Deus afirma que a paz é o árbitro (Colossenses 3.15). Contudo, as emoções, sozinhas, podem até atrapalhar nossa capacidade de raciocinar com clareza. Portanto, não permitamos que elas dirijam a , nossa vida.

A razão também é falha. Raramente ela poderá, sozinha, levar-nos a uma escolha acertada. Quem é dirigido só pela razão e/ou pelas emoções está fadado ao fracasso, pois suas escolhas são feitas com base apenas no que ele entende. Assim, precisamos submeter nossas escolhas e decisões a Deus e recorrer à Sua Palavra, para descobrir o melhor caminho a seguir.

Nós vivenciamos o “aqui e agora”, mas Deus sabe exatamente o que ocorrerá depois. O Senhor é onisciente e presciente, sabe de tudo antecipadamente. Devemos, portanto, entregar a direção da nossa vida ao nosso Criador, sendo obedientes à Sua Palavra e à Sua voz, pois o Senhor guiará os nossos passos, e o sucesso será uma consequência.

Quando o Senhor está na direção de nossa vida, podemos continuar caminhando neste mundo com paz e segurança, certos de que Jeová Jireh suprirá nossas necessidades, porque Deus não muda. Aquele mesmo Senhor que abriu o mar Vermelho e alimentou Israel durante os 40 anos que este povo peregrinou no deserto cuida de nós e supre as necessidades espirituais, emocionais e materiais de todos quantos entregam sua vida a Ele.

Então, entreguemos nossa vida a Cristo, estudemos a Palavra e oremos antes de tomarmos qualquer decisão. Aguardemos Sua resposta, porque o Senhor prometeu: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre (Mateus 7.7,8).

SUGESTÕES DE LEITURA:
Salmo 37; Provérbios 3.5-8; o livro Na direção de Deus, de Silas Malafaia

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Fé X Lógica

Segundo o dicionário brasileiro globo. FÉ significa convicção, credito na existência de um fato.

Segundo a bíblia: a FÉ é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem. Hebreus 11.1

Lógica: Segundo o dicionário brasileiro globo. É a ciência que tem por objeto o estudo das leis do raciocínio; coerência; raciocínio encadeado; ligação de ideias. Portanto a lógica está ligada a compreensão humana, enquanto que a fé vai além da compreensão.

Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. I Coríntios 2.14

É bom entender que a fé é algo espiritual e está vinculada ao mundo espiritual, portanto não tem como os recursos humanos detectar o conteúdo da fé, apenas podemos visualizar os grandessíssimos resultados dela.

A fé não tem lógica, não da para explicar a fé usando a lógica. à fé é para ser vivida e não explicada.

E aí alguém poderia dizer; mas como viver algo que não tem explicação? Eu diria que, é mais fácil viver algo que não se explica do que explicar algo que não se vive.

Na rodovia da lógica, fé é a contramão. Enquanto a lógica leva ao alcance do possível a fé nos leva a alcançar o impossível. A lógica nos mostra aquilo que é visível e a fé nos mostra o invisível. A lógica revela que não há cura para determinadas enfermidades, a fé determina a cura para todas as enfermidades.

A lógica responde aos anseios da razão a fé responde aos anseios da alma.

Muitos procuram encontrar na lógica a razão para crer; como diz o ditado popular: é preciso ver para crê. Porém, há muitas coisas que não vemos, mais cremos, como por exemplo, o vento ninguém ve, mas todos creem que ele existe.

A fé tem sua origem na palavra de Deus. Em Romanos 10.17 diz: De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. Não espere acontecer algum milagre para que você possa crer, comece agora mesmo a ouvir a palavra de Deus, e a fé nascerá em seu coração, e através da fé os milagres irão acontecer.

A bíblia diz: Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus? João 11.40. Não é: ver para crer é crer para ver.

Lembrando que o simples fato de crer em alguma coisa não é o suficiente. Pois a fé não é a fonte do poder, ela é apenas o canal e depende da fonte. Se a fonte estiver vazia o canal também estará. Se o que você crê esta morto, a sua fé também estará. A fé em Deus não gera o poder de Deus, ela apenas canaliza.

Agora preste atenção: se você crer no Deus todo poderoso criador do céu e da terra, onipotente, isto indica que a fonte está cheia de poder, e nunca ficará vazia, então pela fé canalize este poder para abençoar a tua vida e a vida daqueles que te cercam.

Agora se você não crer, o que estar esperando? Uma razão lógica? Um milagre? Ou Deus falar pessoalmente com você?

Não importa qual seja a tua resposta; saiba o que a Bíblia diz: E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. Marcos 9.23

Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam. Hebreu 11.6.

Transcrito Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

domingo, 2 de outubro de 2011

A oração cristã


Não sejam iguais a eles [os pagãos], porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem. Mateus 6.8 

A razão pela qual os cristãos não devem orar como os pagãos é que cremos no Deus vivo e verdadeiro. 

Não devemos fazer como eles fazem porque não devemos pensar como eles pensam. Pelo contrário, “o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem”. Ele não é nem ignorante acerca de suas necessidades nem hesitante em atendê-las. 

Por que, então, devemos orar? 

Qual a utilidade da oração? 

Deixe Calvino responder às nossas perguntas com sua costumeira clareza: 

Crentes não oram com o objetivo de informar a Deus sobre coisas que lhe sejam desconhecidas, ou de instigá-lo a cumprir sua obrigação, ou de conclamá-lo, como se estivesse relutante. 

Pelo contrário, eles oram a fim de que possam despertar a si mesmos com o intuito de buscá-lo, exercitar sua fé na meditação em suas promessas, aliviar-se de suas ansiedades ao derramar-se em seu seio; em uma palavra, que possam declarar que têm esperança e esperam dele somente, para si mesmos e para os outros, todas as coisas boas.

Se a oração dos fariseus era hipócrita e a dos pagãos mecânica, a oração dos cristãos por sua vez deve ser verdadeira — sincera em oposição à hipocrisia, reflexiva em oposição à mecânica. 

A chamada oração do Pai-Nosso foi dada por Jesus como um modelo de como deve ser a oração genuína do cristão. De acordo com Mateus, ele a deu como um padrão a ser copiado (“Vocês, orem assim...”, v. 9); de acordo com Lucas, como uma forma a ser usada (“Quando vocês orarem, digam..., Lc 11.2). 

Na verdade, podemos usar a oração de ambas as maneiras. 

Jesus nos ensinou a nos dirigirmos a Deus como “Pai nosso, que estás nos céus” (v. 9). Isso implica, primeiramente, que ele é pessoal. Ele talvez esteja na famosa expressão de C. S. Lewis, “para além da personalidade”, mas, com certeza, não se encontra aquém.

Em segundo lugar, ele é amoroso. Não é o tipo de pai de que ouvimos às vezes — autocrata, playboy, beberrão — mas alguém que preenche os ideais de paternidade no cuidado amoroso para com seus filhos. 

Em terceiro lugar, ele é poderoso. Aquilo que o seu amor indica, seu poder é capaz de realizar. 

É sempre sábio, antes de orarmos, passar um tempo lembrando quem é aquele a quem estamos nos dirigindo. 

Leitura recomendada: Mateus 6.7-13 

Retirado de A Bíblia Toda, O Ano Todo (Editora Ultimato, 2007) 

Graça e Paz 





Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.