domingo, 12 de junho de 2011

TEMPORADA NO DESERTO

Você se lembra de quando, em completa frus­tração, apenasbalbuciava o seu nome, e sua presença imediatamente se manifestava. Mas agora,no deserto, você quer gritar: "Deus! Onde estás?"

"Eisque, se me adianto, ali não está; se torno para trás, não o percebo. Se opera àesquerda, não o vejo; esconde-se à direita, e não o diviso" (Jó 23:8, 9).

Não é assim que você chora?

Você almeja ouvir a Deus e tudo o que consegue é ouvirapenas um grande silêncio!

Você ora, e sua oração não passa do teto. Completamentefrustrado, você se lembra de quando, em completa frustração, apenas bal­buciavao nome de Deus, e sua presença imediatamente se mani­festava. Mas, agora, nodeserto você grita: "Deus! Onde estás?" E, como Jó, olha para todosos lados procurando Deus e não o percebe. Você nem enxerga o que Deus tem feitoa seu favor.

Bem-vindo ao deserto! Fique sabendo, no entanto, que vocênão está sozinho, mas em boa companhia.

Você anda por onde andou Moisés... o mesmo Moisés criadocomo príncipe no palácio de Faraó. O Moisés que tinha uma visão de libertaçãodo seu povo da escravidão do Egipto. Aquele Moisés que pastoreou umas poucasovelhas num canto isolado do deserto durante quarenta anos.

Você tem a companhia de José... José, o preferido dopapai... José, com sonhos de liderança e conquistas. José, ainda jovem, jogadonuma cisterna e depois vendido como escravo por seus irmãos. José, apodrecendona fétida prisão de Faraó...

Você está sentado ao lado de Jó... o homem descrito pelasEscrituras como "o maior de todosos do Oriente" (Jó 1:3). Jó, que perdeu tudo: bens, filhos, saúde e oapoio da esposa.

Contudo, o mais importante é que você estará acompa­nhadodo Filho de Deus, Jesus, que depois de receber do Pai o testemunho de que eraseu Filho, após receber o Espírito San­to, foi para o deserto enfrentar asforças das trevas.

A lista de viajantes do deserto é extensa, pois o desertoé o lugar por onde passa todo filho de Deus.

Gostaríamos de evitá-lo; procuramos um atalho ou desvio,mas eles não exis­tem.

A rota da terra prometida passa, inevitavelmente, pelo de­serto,e a terra não poderá ser conquistada se não o atravessar­mos.

Se quisermos entrar na terra prometida, precisamos en­tendero tempo em que vivemos.

Extraído doLivro Vitória no deserto – autoria: John bevere

Por Lidiomar

Graça e Paz