domingo, 13 de maio de 2012

Mãe! Um anjo de Deus!


E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.  (Deuteronômio 6:6-7).

Ser mãe é um mistério, difícil de explicar. Deus concede-lhe uma força imensa, de uma dimensão que só uma mãe entenderá. Por um filho ela é capaz de entrar nas maiores pelejas, escalar montanhas, enfrentar grandes desafios, arriscar a sua vida. Tudo isso lhe parece tão natural que nem dá o devido valor. Afinal, trata-se do seu filho... e o forte vínculo afetivo que os une justifica tudo.

Normalmente, as mães alegram-se mais pelos sucessos dos seus filhos do que pelos seus próprios sucessos.

Ser mãe é um ministério precioso diante de Deus, com legitimidade para sobrepor-se a outros ministérios e atividades, pelo extremo valor que contém. É ver cumprido o verdadeiro sentido do amor, que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (I Coríntios 13: 7).

Comenta-se que porque Deus não podia estar fisicamente presente entre as pessoas, Ele criou as Mães para ocupar Seu lugar. A Escritura reafirma amplamente a influência da mãe no desenvolvimento moral e espiritual dos filhos. Na prática, uma mãe pode mostrar que “o temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (Sl.111.10). Essa sabedoria, cuja fonte é Deus, influi nas palavras e ações da criança. 

Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou dele e lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação. Em que, afinal de contas, ela era tão especial?

O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado. Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado. Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse. Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.

Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido quase insignificante numa roupa especial para a festinha da escola. 

Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado. Outro par para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: "eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo", mesmo sem dizer nenhuma palavra.

O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora. Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos, de superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.

Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.

Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas ainda assim insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.

Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.

Uma mulher de lábios ternos que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.

Lábios que soubessem falar de Deus, do universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.

Uma mulher. Uma mãe, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz. (A.D.)

E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. (Cl 3.14) Esse é o amor de mãe, a única força capaz de fazer com que entendamos o sacrifício de Deus por nós. Somente Deus dá sentido à nossa vida.

Mamãe, que você seja alegre, amiga, bondosa, carinhosa, companheira, corajosa, determinada, intercessora, perseverante e, cheia do poder de Deus, é o desejo do nosso coração.

Lidiomar T. Granatti

Graça e Paz