quarta-feira, 18 de julho de 2012

A FELICIDADE PELA PUREZA

"Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus." (Mateus 5:8)

Nas Escrituras Sagradas toma-se o coração como sendo mais do que mera parte do corpo. É tido como a sede das emoções. Atribui-se a ele tanto o temor, como o amor, a coragem, a ira, a alegria, a tristeza e o ódio. É assim tomado como o centro da vida moral, espiritual e intelectual do homem. E também se diz que ele é a sede da consciência e da vida do homem.

Jesus disse – "Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus." Podemos, então, buscar compreender o que isso significa. Se o coração é a sede dos sentimentos, então o nosso amor a Deus deve ser puro. Se ele é o centro de nossos motivos, estes também devem ser puros. Se ali reside a nossa vontade, esta deve ser entregue nas mãos de Cristo. Devemos ser puros no amor, nos motivos e nos desejos.

Bom é fazermos aqui uma pausa para observar bem o que significa ser "puro de coração".

Queria Jesus, acaso, dizer com isso que devemos atingir uma perfeição sem pecado, um estado espiritual que nos torne impossível cair de novo? Não.

Ser puro de coração não significa que se deva viver em isolamento ou vida monástica, como indivíduos severos e aparentemente piedosos. Jesus denunciou os fariseus, porque tinham falso conceito de pureza de coração. Ele disse: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!" (Mateus 23:27). 


A discussão de Jesus com os fariseus era justamente sobre este ponto. Achavam eles que se ganhava o favor de Deus, trazendo-se limpo o exterior do copo, observando-se certos ritos religiosos e guardando-se a letra da lei. Em outras palavras, agiam de fora para dentro, e não de dentro para fora


Mas, este não é o plano nem a maneira de Deus agir. Isso não produz pureza de coração, nem propicia felicidade de alma.

A religião superficial dos fariseus era impotente para purificar seus corações e preservá-los de sua sujeira e corrupção moral; por isso não eram homens felizes. Tinham semblantes carrancudos, tensões nervosas e frustrações. Viviam cheios de ressentimentos, amarguras, preconceitos e ódios. Por quê? Justamente pelo fato de haverem perdido o conceito de Deus acerca da pureza de coração. Achavam que, seguindo à risca a letra da lei, tinham feito tudo e eram perfeitos.

Mas Jesus ensinou que Deus olha para além da letra e dos atos exteriores do indivíduo. Ele sonda e pesa os corações, e julga tanto o exterior como ainda mais o interior, os motivos, os pensamentos e intenções do coração.

Deus não julga nossa bondade superficial nem a nossa maldade aparente. Ele aprofunda e sonda a nossa alma, como o cirurgião faz ao nosso corpo. E, quando Ele nos sondou, diz : "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" (Jeremias 17:9).

Quando Jesus acabou de examinar o coração do povo com que estivera em contato, disse: "Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura" (Marcos 7:21 e 22) 
Jesus ensinou que o coração humano está longe de Deus: obscurecido, incrédulo, cego, orgulhoso, rebelde, idólatra e empedernido. Afirmou também que o coração humano, em seu estado natural, é capaz de todas as maldades e crimes.

Nossos corações são impuros. E o resultado é vivermos cheios de tensões, orgulho, frustração, confusão e de milhares de outros males físicos, mentais e espirituais. A própria raiz de nossa vida é má.

Jesus afirma categoricamente que só seremos completa e inteiramente felizes quando tivermos corações puros.

Extraído do Livro O Segredo da Felicidade de Billy Graham

Por Litrazini

Graça e Paz