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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

As bem aventuranças


Bem aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus. Mateus 5.3

Precisamos começar com três negativas.

Primeiro, Jesus não está nos encorajando a sermos seletivos, por exemplo, chamando alguns para serem humildes e outros para serem misericordiosos. Todas as oito bem-aventuranças, assim como os nove frutos do Espírito, devem caracterizar os seguidores de Cristo.

Segundo, Jesus não está prescrevendo uma fórmula de saúde mental. Na verdade, makarios (“abençoado”) pode significar “feliz”, mas Jesus não está fazendo um juízo subjetivo (aquilo que sentimos), mas objetivo (aquilo que Deus pensa).

Terceiro, Jesus não está pregando salvação através de boas obras, mas ensinando como aqueles que já renasceram pelo Espírito se comportarão.

Os pobres em espírito são aqueles que reconhecem que estão espiritualmente falidos. Sua fala é: “Nada em minha mão eu trago, simplesmente à tua cruz me apego”. Os que se encontram de luto aparecem em seguida. Não é a perda de um ente querido que eles choram, mas a perda de sua integridade e respeito próprio. Eles são consolados pelo perdão de Deus.

Os humildes (assim sugere o contexto) estão dispostos a que outros pensem deles aquilo que dizem que são. Na escala seguinte estão os que se acham famintos e sedentos por justiça. Um apetite espiritual aguçado marca o povo de Deus.

Se as quatro primeiras bem aventuranças dizem respeito ao nosso relacionamento com Deus, as outras quatro se referem à nossa relação com as pessoas.

Uma vez que Deus é um Deus misericordioso, seu povo deve ser assim também. Devemos amar e servir qualquer um que esteja necessitado, como nos ensinou o bom samaritano na semana passada.

As próximas pessoas a serem abençoadas são as puras de coração, ou seja, as coerentes, sinceras, transparentes. Os cristãos também devem ser pacificadores. Eles então serão chamados filhos de Deus, já que seu Pai é o supremo pacificador que pagou, através da morte de seu Filho, um alto preço para ter paz conosco (Cl 1.20).

A oitava bem-aventurança pronuncia uma bênção sobre aqueles que são perseguidos por causa da justiça. A perseguição a cristãos está aumentando em várias culturas hoje. Trata-se de um aspecto de nosso chamado cristão, como Jesus ensinou, e nos coloca em uma nobre sucessão, uma vez que os profetas foram perseguidos antes de nós.

Desse modo, a contracultura de Jesus Cristo está em oposição às culturas do mundo, pois Jesus parabeniza aqueles que o mundo considera pobres coitados, e chama os rejeitados do mundo de abençoados.


E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.  Mateus 5:1-12

Retirado de A Bíblia Toda, O Ano Todo (Editora Ultimato, 2007)

Por Litrazini

Graça e Paz


quarta-feira, 18 de julho de 2012

A FELICIDADE PELA PUREZA

"Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus." (Mateus 5:8)

Nas Escrituras Sagradas toma-se o coração como sendo mais do que mera parte do corpo. É tido como a sede das emoções. Atribui-se a ele tanto o temor, como o amor, a coragem, a ira, a alegria, a tristeza e o ódio. É assim tomado como o centro da vida moral, espiritual e intelectual do homem. E também se diz que ele é a sede da consciência e da vida do homem.

Jesus disse – "Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus." Podemos, então, buscar compreender o que isso significa. Se o coração é a sede dos sentimentos, então o nosso amor a Deus deve ser puro. Se ele é o centro de nossos motivos, estes também devem ser puros. Se ali reside a nossa vontade, esta deve ser entregue nas mãos de Cristo. Devemos ser puros no amor, nos motivos e nos desejos.

Bom é fazermos aqui uma pausa para observar bem o que significa ser "puro de coração".

Queria Jesus, acaso, dizer com isso que devemos atingir uma perfeição sem pecado, um estado espiritual que nos torne impossível cair de novo? Não.

Ser puro de coração não significa que se deva viver em isolamento ou vida monástica, como indivíduos severos e aparentemente piedosos. Jesus denunciou os fariseus, porque tinham falso conceito de pureza de coração. Ele disse: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!" (Mateus 23:27). 


A discussão de Jesus com os fariseus era justamente sobre este ponto. Achavam eles que se ganhava o favor de Deus, trazendo-se limpo o exterior do copo, observando-se certos ritos religiosos e guardando-se a letra da lei. Em outras palavras, agiam de fora para dentro, e não de dentro para fora


Mas, este não é o plano nem a maneira de Deus agir. Isso não produz pureza de coração, nem propicia felicidade de alma.

A religião superficial dos fariseus era impotente para purificar seus corações e preservá-los de sua sujeira e corrupção moral; por isso não eram homens felizes. Tinham semblantes carrancudos, tensões nervosas e frustrações. Viviam cheios de ressentimentos, amarguras, preconceitos e ódios. Por quê? Justamente pelo fato de haverem perdido o conceito de Deus acerca da pureza de coração. Achavam que, seguindo à risca a letra da lei, tinham feito tudo e eram perfeitos.

Mas Jesus ensinou que Deus olha para além da letra e dos atos exteriores do indivíduo. Ele sonda e pesa os corações, e julga tanto o exterior como ainda mais o interior, os motivos, os pensamentos e intenções do coração.

Deus não julga nossa bondade superficial nem a nossa maldade aparente. Ele aprofunda e sonda a nossa alma, como o cirurgião faz ao nosso corpo. E, quando Ele nos sondou, diz : "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" (Jeremias 17:9).

Quando Jesus acabou de examinar o coração do povo com que estivera em contato, disse: "Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura" (Marcos 7:21 e 22) 
Jesus ensinou que o coração humano está longe de Deus: obscurecido, incrédulo, cego, orgulhoso, rebelde, idólatra e empedernido. Afirmou também que o coração humano, em seu estado natural, é capaz de todas as maldades e crimes.

Nossos corações são impuros. E o resultado é vivermos cheios de tensões, orgulho, frustração, confusão e de milhares de outros males físicos, mentais e espirituais. A própria raiz de nossa vida é má.

Jesus afirma categoricamente que só seremos completa e inteiramente felizes quando tivermos corações puros.

Extraído do Livro O Segredo da Felicidade de Billy Graham

Por Litrazini

Graça e Paz



Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.