sábado, 28 de novembro de 2015

O CAMINHO DE BALAÃO

Balaão, o profeta mercenário do Velho Testamento, que tentou amaldiçoar o povo de Deus para tirar proveito financeiro, é apontado pelos apóstolos Pedro e Judas por seu caminho e erro. Como um homem pode apostatar de sua fé, depois de gozar dos privilégios de um profeta do Senhor num dos ministérios mais importantes na história do povo de Deus?

Não fosse sua atitude mesquinha, é muito provável que tivesse feito parte da galeria dos heróis da fé de Hebreus 11, como Jó, Noé, José e outros, mas sua ganância pelo ilícito foi mais forte. Hoje ele é lembrado como alguém que não se deve imitar. É comparado a nuvens sem água, árvores murchas, estrelas errantes (Jd. 10-13).

Balaão foi contemporâneo de Moisés, e aparece na Bíblia quando o povo de Israel, preparando-se para entrar em Canaã, solicitava licença para passar por dentro das terras moabitas. Foi aí que Balaque, rei de Moabe, conseguiu convencer o velho interesseiro a colocar impedimentos na caminhada do povo de Deus.

O profeta aconselhou os moabitas a não usarem da violência, pois outros povos maiores já haviam sido derrotados diante de Israel. Sua estratégia foi fazer com que os israelitas se afastassem de seu Deus, seduzindo-os à sensualidade (Nm. 25.1-2).

O velho profeta estava enganado concernente a si mesmo, porque se deixou trair por seu próprio coração. Pensava que fazer orações bonitas, com argumentações de forma poética, oferecer sacrifícios e holocaustos, e proferir eloquentes profecias, era o bastante para agradar a Deus. Balaão era homem dobre em seus pensamentos e presunçoso em extremo. Por isso Pedro afirma que ele amou o prêmio da injustiça (2Pe. 2.15).

A avareza era seu pecado predominante. O alvo do seu amor era o dinheiro. Um mal que vem acompanhado de vários outros mencionados por Pedro (2Pe. 2.12-15). Bem falou Paulo que “os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço e em muitas concupiscências loucas e nocivas… o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé” (1Tm. 6.9-10).

Balaão também estava enganado em relação a Deus. Imaginava que Ele se agradaria de sacrifícios e que com os mesmos poderia ser persuadido a mudar sua Palavra. Orou a noite toda sobre a mesma causa, na tentativa de persuadir o Senhor.

Samuel também passou por situação semelhante, quando suplicava em favor de Saul, após o Senhor decidir que ele não seria mais rei sobre Israel. Samuel foi até repreendido pelo Senhor para não mais suplicar por Saul. “Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado?” (1Sm. 16.1). O caminho nesse caso não era a oração, mas a obediência.

Enganamo-nos a nós mesmos quando nos esforçamos para mudar a rota divina. Ela é imutável. Balaão pensou que pudesse manipular a Deus como um artista manipula um fantoche.

O obreiro que deseja ter um ministério bem-sucedido deve se afastar do caminho de Balaão. Ele não serve para o crente.

Pr. José Wellington Bezerra da Costa

Por Litrazini


Graça e Paz