terça-feira, 19 de setembro de 2017

CARÁTER VERSUS TALENTO

 TALENTO É UM DOM
A vida não permite que tenhamos controle em determinadas coisas. Por exemplo, ninguém escolhe os pais que gostaria de ter. Ninguém escolhe o local ou as condições do seu nascimento e crescimento. Assim também não podemos selecionar nossos talen­tos e Q.I. (quociente de inteligên­cia), nascemos com eles.

CARÁTER É UMA ESCOLHA
Diferente do talento, o caráter é formado a partir do ambiente onde vivemos, das pessoas com as quais aprendemos, das influências que sofremos e, principalmente, das escolhas que fazemos etc.

QUANDO O CARÁTER NÃO SUPORTA O PESO DO TALENTO
Você conhece a história de al­guma pessoa que, apesar de talen­tosa, teve um fim trágico porque faltou profundidade de caráter? Um grande projeto de vida exige muito investimento na fundação, no caráter, pelo contrário, a casa “cai”, e o prejuízo é grande (Mt 7.24-27).

O CARÁTER DO CRISTÃO DEVE SUPORTAR O PESO DO TALENTO
O cristão deve fazer jus ao que o Senhor Jesus lhe oferece. É o que diz a parábola registrada em Ma­teus 25.14-28. Ele distribui os ta­lentos de acordo com a capacidade de cada um. E, certamente, espera que sejam bem administrados.

O CARÁTER PROTEGE O TALENTO
Quem anda em sinceridade anda seguro ” (Pv 10.9a). Pessoas com profundidade de caráter reco­nhecem o valor dos outros nas suas conquistas, não se deixam dominar pelo excesso de autoconfiança, nunca usam atalhos para tirar van­tagens e vivem conscientes de que Deus é a razão do seu sucesso.

O CARÁTER GARANTE SUCESSO DURADOURO
Alguém afirmou que é mais fácil chegar ao topo da pirâmide do sucesso do que se manter lá. A duração do sucesso na vida de uma pessoa depende da profundi­dade do seu caráter.

Um exemplo bíblico de homem íntegro, cujo caráter garantiu sucesso duradou­ro foi Daniel. Os homens que, motivados pela inveja, tentavam matá-lo, vasculharam a sua vida para ver se encontravam uma falha para acusá-lo (Dn 6.4b).

O CARÁTER DÁ RESISTÊNCIA AO TEMPO DE PROVAÇÃO
Um dos homens que mais expe­rimentou o sofrimento no AT foi Jó. A força de Jó para resistir às provas pelas quais passou, estava no seu caráter (Jó 1). Como já disse, é nos momentos mais difí­ceis da vida que revelamos quem realmente somos.

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

HABITANTES TEMPORÁRIOS

Uma vez que vocês chamam Pai aquele que julga imparcialmente as obras de cada um, portem-se com temor durante a jornada terrena de vocês(1 Pedro 1.17) 

Pedro quer dizer: “Por ter um Pai que não tem favoritismo, viva a sua vida durante o tempo da sua peregrinação na terra com temor”. Em outras palavras, você deve temer o Pai. Você não deve temê-lo porque ele o punirá – forma como os ímpios e até mesmo o Maligno o temem. Mas você deve temer que ele o deixe e tire a sua mão protetora, assim como um filho piedoso estaria com medo de deixar o pai irado e de fazer algo que o desagradasse.

Deus deseja que você tenha esse tipo de temor para que se resguarde do pecado e sirva ao seu próximo enquanto viver aqui na terra.

Se você é um cristão sincero, você tem todos os tesouros de Deus e é um filho de Deus. O restante da sua vida na terra é meramente uma peregrinação. Deus lhe permite viver neste corpo e andar nesta terra para que você possa ajudar outras pessoas e possa trazê-las para o céu.

Portanto, devemos usufruir de todas as coisas na terra apenas como hóspedes que viajam para o outro lado do país e ficam em um hotel. Eles passam a noite lá e se utilizam apenas do alimento e dos aposentos do proprietário. Eles não reivindicam que a propriedade do hotel agora pertença a eles.

É assim que devemos lidar com as posses materiais – como se elas não pertencessem a nós. Nós devemos desfrutar apenas do que for necessário para manter os nossos corpos e usar o restante para ajudar o nosso próximo.

De forma semelhante, a vida cristã é como ser um hóspede que veio apenas para passar a noite. “Pois não temos aqui nenhuma cidade permanente” (Hb 13.14), mas devemos ir para o nosso Pai no céu.

Essa é a razão pela qual Pedro diz que não devemos nos comportar de modo descontrolado, mas viver em temor. 

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 17 de setembro de 2017

MISSÕES É UM MANDAMENTO DE CRISTO

Os mandamentos de Cristo não são sem propósito nem arbitrários. Não nos cabe discutir uma ordem superior. Se ensinamos aos nossos filhos que não é legítimo questionar ordens de  superiores, sejam dos próprios pais ou de professores, patrões, governos, etc, porque a autoridade sobre nós constituída é ministro de Deus (Rm 13:1-2; Ef 6:1-2, 5-7, etc), com que direito podemos questionar um mandamento emanado do próprio Senhor da igreja?

Aos apóstolos e discípulos Seus, Jesus disse: Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século (Mt 28:19-20).

Batizar os primeiros discípulos e ensinar-lhes “a guardar todas as coisas” que Jesus tinha ordenado só os apóstolos poderiam fazer, porque só eles receberam essa autoridade e só eles receberam de Jesus  os ensinamentos, tanto aqueles que Ele lhes tinha dado pessoalmente, durante Seu ministério terreno, como os que deu mais tarde, por revelação do Espírito Santo, para que escrevessem as Escrituras do Novo Testamento.

Jesus tinha prometido isso a eles, conforme João 14:26: mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”  e 16:12-14: Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora;  quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.  Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.

Os apóstolos estabeleceram a igreja com oficiais e governo e a implantaram em, praticamente, todas as regiões do mundo conhecido. Não só nos campos mencionados em Atos dos Apóstolos e nas epístolas, mas conforme a tradição,  em vários outros lugares como a Índia, a Etiópia, etc, etc.

A partir dos apóstolos, o trabalho missionário passou a ser função essencial da igreja, parte da sua própria natureza. É interessante que não encontramos os apóstolos dando um outro mandamento, semelhante ao de Cristo, em seus escritos. Encontramos sim, o testemunho de que estavam cumprindo a sua tarefa de “pregar”, porque esse foi o mandamento que receberam (cf. At 5:42; 16:6; Rm 15:20; 1 Co 1:17; 9:16; 2 Co 2:12; Ef 3:8, Tt 1:3etc.).

Mas nem por isso a igreja do período apostólico deixou de ser missionária. Em Atos 8:4 lemos que, entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra. A igreja não precisou de outro mandamento. Entendeu que aquele, dado aos apóstolos, se aplicava a ela também e apenas seguiu o exemplo dos que iniciaram e estabeleceram esse trabalho.

Isto também não quer dizer que os apóstolos não ensinaram a igreja sobre a sua tarefa de agente do Reino. Paulo ordenou a Timóteo que ensinasse a homens fiéis que pudessem, por sua vez, ensinar a outros:  E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros ( 2Tm 2:2).

É assim que a igreja vem aprendendo e transmitindo o ensinamento de Cristo. Pedro disse que nossa tarefa, como raça eleita e sacerdócio santo, é proclamar as virtudes de Deus: Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pd 2:9).

A igreja só pode cumprir sua tarefa de ensinar a outros e proclamar as virtudes daquele que a redimiu se estiver presente entre os homens, em todos os lugares, e essa presença se faz através da sua expansão. E a sua expansão foi o motivo da ordem  “Ide e fazei discípulos de todas as nações”.

João Alves dos Santos

Por Litrazini
Graça e Paz


sábado, 16 de setembro de 2017

QUEM DECIDE ONDE DEUS VAI HABITAR E DE QUAL LADO ELE FICARÁ?

“Os filisteus tomaram a arca de Deus e a levaram de Ebenézer a Asdode.” 1Samuel 5:1. Ebenzer: Até aqui nos ajudou o Senhor.

Parece que a dureza do coração dos israelitas tornou temporário o apoio de Jeová, fazendo com que ele os ajudasse, só até ali e não a partir dali. Somente Deus tem o direito de decidir a quem ajudar e por quanto tempo.

Os Filisteus deram um tiro no seu próprio pé, pensando que ao controlar a Arca da Aliança, estariam controlando também, o Deus por ela representado. Não sabiam nada a respeito da transcendência divina. Nenhuma obra de artífice tem o poder de conter Deus. Se há um lugar onde ele sempre desejou morar, é o nosso coração. Na realidade a Arca era batata muito quente, que os filisteus tinham em suas mãos.

Também, quem mandou se meterem com o Eterno? Agora são eles que fazem uso indevido da Arca, acostumados que estavam a conviverem com ícones representativos da divindade que seguiam, pensaram que poderiam aprisionar Jeová dentro de uma gaiola de ouro e transformá-lo em um colaborador de Dagon.

Deus mesmo decidiu mostrar quem iria se prostrar diante de quem. O lugar de Dagon era reverenciá-lo de cara no chão. Quem consegue domar o Leão de Judá? Como alguém poderia convencê-lo a trocar de lado? Uma ilusão apenas momentânea, essa de ter conseguido limitar os poderes de Deus.

Nota: Naquele momento da história era público e notório, que dias uma guerra entre dois exércitos era considerada uma guerra entre seus deuses.

Se conhecessem os princípios bíblicos saberiam, que “O Santo de Israel” não participa de lutas onde o pecado é o seu combustível ou o seu povo o abandona (LeitComp Is 59.2). Agora, porém, e os Filisteus afrontavam o próprio Deus Vivo. O Senhor dos Exércitos, era representado pela Arca da Aliança. A sua representação foi usurpada das mãos dos israelitas, mas ele mesmo, nunca foi aprisionado.

El Shaday não precisa de exércitos humanos para se defender, nem de ninguém para decidir em qual cidade onde ele deve morar. Israel era o único povo a quem foi concedido o direito de portar a Arca, mas jamais recebeu qualquer instrução para usá-la como se fosse um talismã. Deixou isto claro quando os filisteus decidiram acomodá-lo em Asdode. Ali a batata ferveu a ponto de se verem obrigados a devolver a Arca para o povp que Deus escolheu para transportá-lo.

“Então, enviaram mensageiros, e congregaram a todos os príncipes dos filisteus, e disseram: Devolvei a arca do Deus de Israel, e torne para o seu lugar, para que não mate nem a nós nem ao nosso povo. Porque havia terror de morte em toda a cidade, e a mão de Deus castigara duramente ali.” 1Samuel 5:11

Senhor Jesus, nos livre das tentativas de te manipular.

UBIRAJARA CRESPO

Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

SATANÁS TEM O PODER DE CONTROLAR O CLIMA?

O crescente número de desastres naturais e terríveis tempestades tem muitas pessoas se perguntando quem controla o tempo - Deus ou Satanás? Um exame das Escrituras revela que Satanás e seus anjos demoníacos não têm controle sobre desastres naturais.

No entanto, o Diabo, nosso "adversário", deve ser levado a sério. Devemos reconhecer sua existência e seu poder limitado sobre o mundo secular. Satanás, um anjo caído derrotado, é super-humano, mas não divino, tendo apenas o poder que Deus finalmente permite (2 Tessalonicenses 2:6-11).

Se Satanás pudesse impactar o clima, seria somente por permissão de Deus, e ainda assim de forma restringida, como no caso de Jó. Satanás recebeu permissão de Deus para atormentar Jó a fim de testá-lo, e isso incluiu "o fogo de Deus" (provavelmente um raio) que "caiu do céu, e queimou as ovelhas e os servos" (Jó 1:16). Isto foi seguido por um "grande vento" (possivelmente um tornado) que destruiu sua casa e matou seus filhos (v. 18-19). Então, se o fogo do céu e o tornado foram de alguma forma causados por Satanás, eles ainda estavam sob o controle final de Deus para os Seus propósitos.

É Deus, não Satanás, que controla o tempo (Êxodo 9:29; Salmo 135:6-7, Jeremias 10:13).
Deus controla os céus e a chuva (Salmo 77:16-19).Deus controla o vento (Marcos 4:35-41; Jeremias 51:16).
Deus apoia e sustenta o universo (Hebreus 1:3).
Deus tem poder sobre as nuvens (Jó 37:11-12, 16).
Deus tem poder sobre o relâmpago (Salmo 18:14).
Deus tem poder sobre toda a natureza (Jó 26).

Deus controla todas as coisas, inclusive o clima. Através de Sua providência, Deus protege e providencia para os Seus filhos, mas também ordena ou permite que Satanás, os demônios e a humanidade exerçam sua vontade limitada de cometer pecados e atos perversos. Estes mesmos seres são totalmente responsáveis por todos e quaisquer desastres diretamente causados por suas escolhas, assim como quaisquer tragédias subsequentes.

Sabemos que Deus ordena tudo o que acontece (Efésios 1:11, Romanos 11:36) e, portanto, a Sua mão invisível está em nossa dor, embora Ele não possa pecar e nem seja o perpetrador do mal (Tiago 1:13-17). 

Não pode haver sofrimento sem significado ou propósito para o crente, quer ele seja causado pela humanidade ou por um evento natural. Nem sempre sabemos por que acontecem atos perversos ou desastres naturais, mas podemos ter certeza de que, em todas as nossas provações e tribulações, Deus está trabalhando todas as coisas para a Sua glória e para o bem eterno (Romanos 8:18-28).

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O QUE SIGNIFICA ESPERAR EM DEUS?

Vivemos numa época marcada por numerosas fontes de estresse. A violência, o desemprego, a corrupção, a crise do relacionamento homem/mulher são alguns dos fatores que geram muita insegurança. Somos alimentados por uma avalanche de notícias ruins, dramas acontecendo ao redor do mundo, guerras, terremotos, tsunamis etc... que aumentam ainda mais o nosso desânimo.

Temos medo dos nossos sentimentos, medo de outras pessoas, medo de perder o que temos e medo do desconhecido. Pessoas com medo tendem a construir mecanismos de defesa, armas e carapaças para se proteger dos perigos. Algumas se tornam irritáveis a ponto de qualquer transtorno desencadear explosões desproporcionais, mostrando que a panela de pressão já ultrapassou o seu limite.

Pessoas ficam paralisadas diante da mínima ameaça e vão limitando seu espaço interior e exterior para evitar situações conflitivas. Vivem trancadas emocionalmente e privam-se, desta forma, do que é a essência do ser humano: amar e ser amado.

A maior parte busca esquemas de fuga no ativismo, no trabalho, nas compulsões por bebida, comida, remédios ou outros vícios, e no consumismo, para citar apenas alguns. Pessoas movidas pelo medo estão mais propensas a se comportar de maneira agressiva. Qualquer sensação de ameaça gera reações impulsivas que não passaram pelo crivo da razão.

Ficamos na defensiva, desconfiados, preocupados apenas em nos proteger, em preservar e acumular bens para nos garantir. Custamos a admitir que não temos controle sobre o nosso futuro. Não escolhemos nascer nem decidimos a hora da nossa morte, a menos que desistamos de viver.

Quando finalmente admitimos a nossa própria impotência e reconhecemos as nossas limitações, podemos então nos voltar para o Criador de todas as coisas que sustenta o universo e nos afirma que não cai um só fio dos nossos cabelos sem o seu consentimento.

Esperar em Deus é confiar na sua promessa de estar conosco sempre. Esta espera não é uma atitude passiva, acomodada ou resignada. Pelo contrário, trata-se de uma parceria que nos leva a fazer o melhor para usufruir, multiplicar e compartilhar os recursos que Ele nos confiou. Significa viver ativamente o presente e investir nele, sabendo que o mal já foi vencido na cruz e, por isto, não prevalecerá.

Esperar é confiar na perspectiva de Deus que é mais ampla que nossos desejos finitos e parciais. Abrir mão de nossa visão estreita e de nossas expectativas limitadas permite deixar-se surpreender pelas soluções extraordinárias de Deus. Pegar a sua cruz é aceitar a vida, abrindo-se a todas as possibilidades. É desistir de tentar exercer um controle ilusório sobre o nosso futuro e abrir-nos ao novo na convicção de que Deus, como diz Henri Nouwen, nos trata de acordo com o seu amor e não de acordo com o nosso próprio medo.

Assim, podemos ter a coragem de afirmar, como Dietrich Bonhoeffer na prisão, que Deus é um Deus de amor mesmo quando à nossa volta vemos apenas rancor. Podemos proclamar que a vida suplanta a morte como a luz invade a escuridão enquanto a escuridão não consegue se impor onde há luz.

Quando descobrimos que nada pode nos separar do amor de Deus, encaramos o medo de perder o que já temos e o medo do desconhecido e os transformamos em coragem de acolher com fé o futuro, sabendo que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”.

Esperar em Deus é sair dos nossos esconderijos para encarar a vida de peito aberto, com suas alegrias e tristezas, na certeza de que cada detalhe ocorre diante do olhar amoroso de um Deus que nos quer bem. Assim, em vez de fugir ou refugiarnos numa atitude egoísta, podemos nos tornar agentes de transformação e sinais de esperança.   
                                                                                          
Fonte: Revista Enfoque

Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

OS MANDAMENTOS DE DEUS SÃO NECESSÁRIOS

Então o Senhor, o próprio Senhor, fez chover do céu fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra. Assim ele destruiu aquelas cidades e toda a planície, com todos os habitantes das cidades e a vegetação. [Gênesis 19.24-25]

A história de Sodoma e Gomorra mostra a ira flamejante de Deus sendo derramada sobre pessoas pecadoras.

Refletir e meditar essa história é uma experiência inquietadora. É por isso que eu fico profundamente comovido quando leio ou falo sobre ela. Mesmo ficando frequentemente furioso com pessoas ímpias que recusam mudar os seus rumos, o sofrimento e a agonia terríveis que aconteceram em Sodoma me perturbam.

Eu também sinto a angústia mental que Abraão sofreu quando rogou a Deus. Apesar de as pessoas ímpias de Sodoma se recusarem a mudar, Abraão desejou sinceramente que o desastre não caísse sobre elas.

Hoje, algumas pessoas querem atenuar os mandamentos de Deus. Elas pensam que as pessoas devem ser tratadas somente com amor e tolerância e que não devem ser amedrontadas por exemplos da ira de Deus.

Paulo diz exatamente o oposto. Na carta aos coríntios, ele conta diversas histórias sobre a ira de Deus contra os pecadores. Depois ele declara: “Essas coisas ocorreram como exemplos para nós, para que não cobicemos coisas más, como eles fizeram” (1Co 10:6).

Pessoas arrogantes e teimosas desprezam a Palavra de Deus e riem de palavras bem intencionadas de advertência. Elas se sentem tão bem acerca de si mesmas que, todas as vezes que alguém lhes disser sobre a extensão da misericórdia e da graça de Deus, isso apenas as deixará piores do que eram antes.

Isso é o que acontece quando as pessoas tentam se ver livres dos mandamentos de Deus. Devemos nos guardar desse falso ensino.

Não é suficiente para essas pessoas trazer destruição sobre si mesmas. Elas querem nos arrastar com elas. Como as pessoas de Sodoma, elas não entendem que seus pecados logo serão punidos.

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 12 de setembro de 2017

VERBOS TRANSFORMADORES

As ações são o testemunho daquilo que somos e do que cremos. É comum tentar justificar as atitudes egoístas e grosseiras como um acidente, alguma coisa que acontece quando perdemos o controle. No entanto, sabemos que os gestos falam de forma muito mais eloqüente do que as palavras. Os gestos de alguns revelam seus sonhos de vingança, sua mesquinhez, ciúmes, invejas e imoralidade. Já os de outros revelam sua grandeza humana, espírito abnegado, amor puro, relações altruístas.

O amor de Deus sempre foi declarado por palavras poderosas e convincentes através dos seus profetas, mas nada foi tão convincente e mais poderoso para demonstrar o amor de Deus do que a cruz de Jesus Cristo.

O caminho que Deus escolheu para revelar-se a nós foi a encarnação, ao fazer-se homem e habitar entre nós mostrando a glória e a verdade. A vida encarnada de Jesus foi a expressão perfeita do Senhor entre nós. "Quem vê a mim, vê o Pai" – foi assim que Jesus nos revelou Deus.

Existem quatro verbos no ministério de Jesus que demonstram de forma clara a natureza do seu amor. São eles: TOMAR, ABENÇOAR, PARTIR E DAR. Eles aparecem em algumas situações na vida de Jesus. Além da ceia, encontramos estes verbos, por exemplo, na multiplicação dos pães e peixes. "E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva, tomando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, os abençoou. Depois, tendo partido os pães, deu-os aos discípulos, e estes, às multidões. Todos comeram e se fartaram" (Mt. 14.19 e 20).

Esses verbos descrevem uma ação que tem um potencial enorme na criação da comunidade e na transformação das pessoas. Ele primeiro toma aquilo que tem disponível. Sabemos que os cinco pães e os dois peixes eram insuficientes para alimentar uma multidão de milhares de pessoas; poderiam, talvez, dependendo do tamanho dos peixes e dos pães, até alimentar uma família, mas não milhares de pessoas famintas. Contudo, era o que se tinha à mão e ele os toma.

Depois de tomar aquele alimento, Cristo ora e o abençoa; agradece pelo que tem e invoca sobre pães e peixes a bênção de Deus. O ato de abençoar implica num ato de enviar. Ao abençoar, abrimos mão do que temos, sejam pães, peixes, filhos ou qualquer bem. Ao abençoar, eles passam a pertencer a Deus para serem usados por ele. Ao dizer para Abraão: "Sê tu uma benção", o Senhor o envia - e tal bênção não era o que Abraão iria fazer, mas o que ele mesmo era, sua vida e seus atos.

Depois de tomar, abençoar e agradecer, Jesus parte o pão, deixando claro que sua intenção era dividir. Imagino que Jesus foi o último a se servir. Este gesto, Jesus repete na última ceia, quando toma o pão, ora, abençoa e o reparte, dizendo: "Este é o meu corpo partido por amor de vocês". Jesus se deu a nós; fez-se comida para alimentar de uma vez por todas nossa fome. Na multiplicação dos pães e peixes, ele faz um prenúncio da ceia, tomando, abençoando, partindo e dando.

Por fim, ele oferece alimento à multidão. Doa. A vida cristã é este permanente ato de doação. Quanto mais guardamos, acumulamos, menos livres nos tornamos. Somos prisioneiros dos pães e peixes que guardamos para nós. Mais bem aventurado é dar do que receber porque, ao dar, tornamo-nos mais semelhantes ao nosso Senhor. Estes gestos de tomar, abençoar, partir e dar testemunham as ações de Jesus.

Na cultura religiosa dos nossos dias, estes verbos não são mais conjugados ou, quando o são, não têm o mesmo poder. Somos crianças mimadas, sempre insatisfeitas, querendo cada vez mais, acumulando o máximo possível para então ir à frente de alguma igreja e testemunhar a prosperidade. Veja a que ponto chegamos. Jesus não fez assim – "Ele, embora sendo rico, se fez pobre por amor de nós", "esvaziou-se a si mesmo" por amor a nós. Somos abençoados por estes verbos que Cristo continua conjugando. Quando ele nos viu em nossa miséria e pecado, tomou-se a si e, em oferta agradável a Deus, doou-se a nós para que fôssemos libertos de nós mesmos.

Ricardo Barbosa de Souza

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

BÍBLIA SAGRADA, O ALIMENTO NECESSÁRIO

Foi o Senhor Jesus Cristo que afirmou que "o ser humano não vive só de pão". Esta palavra de Jesus foi pronunciada durante o episódio conhecido como "A tentação de Jesus". Jesus havia passado um longo período sem comer. Ele estava com fome. Foi nessa hora que o tentador, o Diabo, valendo-se desse detalhe, sugeriu que Jesus transformasse pedras em pão.

A hora da fome, dura de resistir, foi a escolhida pelo Diabo para tentar desviar Jesus de sua missão de vida. A fome seria uma boa desculpa para quebrar a vida de obediência a Deus. E Jesus respondeu ao tentador: "As Escrituras Sagradas afirmam que o ser humano não vive só de pão" (Lucas 4.4). Para manter uma pessoa no caminho da ética, do bem e de Deus, o pão, sozinho, não resolve. O pão é necessário para a sobrevivência, mas não é o único alimento necessário.

Quando Jesus fez essa afirmação, ele estava citando um texto do Antigo Testamento - Deuteronômio 8.3. No capítulo 8 do livro de Deuteronômio, é contada a história da entrada do povo de Israel na terra prometida. Eles haviam peregrinado 40 anos no deserto. Durante esse período, foram provados por Deus. Deus os fez passar fome e lhes deu alimento.

Deus fez o povo passar por estas dificuldades para que eles aprendessem que o ser humano não vive apenas de pão, mas de tudo o que Deus diz. A Palavra de Deus é alimento para a vida do ser humano. Esta lição era muito necessária para o povo de Israel. Eles precisavam aprender que a Palavra de Deus era alimento necessário para a vida deles.

Que lição para os nossos dias! Quanto tempo e energia são gastos correndo atrás de bons empregos e salários? Quantas pessoas acham que dinheiro e bens são o que contam para esta vida? Não é verdade! Todos nós precisamos para esta vida dos bens que só a Palavra de Deus pode dar.

Jesus Cristo sabe da nossa necessidade de comida. Ele sabe como a fome influencia nossa maneira de pensar. Mas ele venceu a tentação em nosso lugar. E, na hora mais difícil, nos ensinou que precisamos da Palavra de Deus para viver esta vida. Por isso, faz bem toda a pessoa que lê a Bíblia Sagrada diariamente e ali busca força para viver. A Bíblia Sagrada é alimento para esta vida.

Na Bíblia encontramos esperança. Esperança para esta vida e para a vida eterna. De fato, a Bíblia é alimento necessário para a vida eterna.

Uma das situações mais difíceis de entender é quando vemos, aparentemente, os maus levarem vantagem. Quando se fala em corrupção, parece que os corruptos são mais bem-sucedidos em suas estratégias do que aqueles que agem corretamente. Muitos pensam que, por isso, falar em vida eterna é bobagem. Temos de resolver tudo aqui e agora.

A Palavra de Deus, no entanto, nos dá um outro ensinamento. No Salmo 73 é tratada a questão da prosperidade dos maus. Neste mundo, aparentemente, os maus prosperam. Mas a justiça de Deus, no final, se manifestará. Quem espera esta justiça, no final, verá que Deus, mesmo sendo paciente com os maus, não deixará de ser justo com seus filhos.

Esta justiça de Deus nós vemos com mais clareza ainda na pessoa de Jesus Cristo. Ele sofreu injustamente. Padeceu, foi crucificado, morreu e foi sepultado. Parecia que o mal tinha vencido. Mas não foi assim. Ele ressuscitou. A vitória foi alcançada. Ele provou que nossa esperança não é vã.

A Bíblia Sagrada é alimento para a vida eterna. Ela traz esperança. E como precisamos deste alimento! Como nosso país e todo o mundo precisam deste alimento!

Não podemos agradecer o suficiente a Deus por termos este alimento. O ser humano não vive só de pão. Ele precisa da Palavra de Deus. Que nunca nos falte este alimento. E que ele nos dê a nutrição para alcançarmos a vida eterna.

Transcrito por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 10 de setembro de 2017

A FORÇA E PROTEÇÃO DO SOLDADO DE CRISTO

A recomendação de Paulo a Timóteo foi: “Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado nelas, o bom combate, mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé.” (1Tm 1.18,19).

O soldado de Deus precisa manter-se firme na fé e procurar desempenhar com seriedade e zelo a missão confiada. A vigilância “Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos”. 1Co 16.13 deve ser constante, não se contaminar com o mundo, abrindo brechas através das quais o inimigo possa tocá-lo.

A oração é tão importante quanto o ar que se respira “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”. Ef 6.18, se não houver vida de oração, a derrota está próxima.

A Batalha Espiritual engloba todos os servos que procuram vivenciar o senhorio de Cristo Jesus (Fp 1.30), não apenas alguns: “Por isso peguem agora a armadura que Deus lhes dá. Assim, quando chegar o dia de enfrentarem as forças do mal, vocês poderão resistir aos ataques do inimigo e, depois de lutarem até o fim, vocês continuarão firmes, sem recuar.” (Ef 6.13). Mas é indispensável que haja compromisso e vida santa.

Os soldados são capacitados e protegidos pelo próprio Senhor a desempenharem a missão “Porque eu, o SENHOR, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo.” Is 41.13; “Ó SENHOR, meu Deus e meu Salvador, tu me protegeste na batalha.” Sl 140.7.

A força vem de Cristo! “Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças, para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem; e fui libertado da boca do leão. O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém!”  2Tm 4.17,18.

A vitória na guerra vem do próprio Senhor! “Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” 1Co 15.57. Não é à força do homem, não são objetos e recitações de textos que nos fará vencedores. Somos nesta batalha apenas soldados sob o comando do nosso General.
                                                                                                 
Transcrito por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 9 de setembro de 2017

SONHO MISSIONÁRIO

Do nascente ao poente, seja louvado o nome do Senhor! (Sl 113.3.)

O nascente é o ponto do horizonte onde parece que surge o sol e o poente, o ponto do horizonte onde parece que desaparece o sol. Se estivermos virados para o Pólo Norte, o nascente fica à nossa direita e o poente, à nossa esquerda. De um lado está o hemisfério este, leste ou oriental. Do outro está o oeste ou ocidental.

A distância entre o nascente e o poente, entre o levante e o pôr-do-sol, é muito grande! Tão enorme que Deus usa essa distância para nos fazer entender a grandeza da sua graça: “Como o Oriente está longe do Ocidente, assim ele [Deus] afasta para longe de nós as nossas transgressões” (Sl 103.12).

A consciência missionária do salmista não tem medida. Ele não deixa por menos. O seu sonho é que “do nascente ao poente, seja louvado o nome do Senhor!” (Sl 113.3).

Esse sonho nunca passou pela cabeça de Jonas. Para o profeta, o nome do Senhor deveria ser louvado apenas dentro das fronteiras de Israel, de Dã à Berseba, do Mediterrâneo (a oeste) ao Mar Morto (a leste).

O sonho do salmista preenche todas as versões da Grande Comissão.

De acordo com a vontade e a ordem de Jesus, devemos ir pelo mundo todo e pregar o evangelho a todas as criaturas (Mc 16.15).

O Senhor poderia ter usado a linguagem do salmista: “[Sejam] minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra [tanto para o lado do nascente como para o lado do poente, tanto para o lado do Pólo Norte como para o lado do Pólo Sul]” (At 1.8).

O campo missionário é o mundo todo, todas as nações, todas as etnias, todas as línguas, todos os pecadores acima e abaixo da linha do Equador, à esquerda e à direita do meridiano principal (Greenwich). Salve a visão missionária do salmista!

Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A RELIGIÃO NOS EMPRESTA MUITAS CARAS E NENHUMA DELAS É A CARA DE DEUS

Atemorizados pela presença dos filisteus e amorreus na terras que lhes foram designadas por Moisés, os danitas não requisitaram a sua herança no território de Judá. Emfim resolveram avaliar esta possibilidade e enviaram espias para se infiltrarem entre o povo local e procurarem uma fraqueza capaz de facilitar a invasão.

Descobriram na casa de Mica uma mistura da religiosidade judaica com as crenças locais. Perceberam também, que os amorreus e os filisteus já não estavam presentes naquelas terras férteis e que o povo habitava ali distraidamente.

Para completar o pacote argumentativo resolveram acrescentar um componente profético, pedindo ao velho amigo levita, que fizesse uma previsão favorável aos danitas. Ele usou o chavão profético, que os israelitas procuravam ouvir antes de sair para a batalha: “Disse-lhes o sacerdote: Ide em paz; o caminho que levais está sob as vistas do Senhor.” Juízes 18:6.

Falsas profecias, como esta, já foram feitas com o objetivo de ganhar favores profissionais, financeiros, políticos, para realizar casamentos convenientes, entronizar Reis, eleger pastores e realizar levantes eclesiásticos.

— Sinto de Deus, que você se casará comigo. Disse um rapaz para a moça mais bonita da Igreja.
Ela prontamente respondeu: — sou uma mulher casada.

É o que as pessoas chamam de cantada profética. Já soube de casos em que alguém pediu a um profeta amigo seu, qu/e fosse dizer ao irmão empregador o seguinte: — eu o Senhor encontrei um funcionário ideal para a sua empresa. A primeira letra do nome dele é Francisco.

Foi este tipo de religiosidade que eles implantaram no território da cidade de Dã, crendo, que aquilo pareceria simpático aos moradores do local, que facilitaria a entrada da tribo naquele local. Os danitas se utilizaram de meios escusos na sua ocupação da terra.

Foi assim que espalharam uma contaminação religiosa em Israel, chegando a colocar a imagem construída por Mica, em Dã, fundando uma nova sede religiosa, que tentava roubar a cena de Siló, a cidade onde ficava o Tabernáculo.

Ubirajara Crespo

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

CONFORME-SE, É COMUM SER TENTADO

Cansado de prometer santidade e acabar oferecendo mais e mais erros? Cansado de garantir que não cometerá novamente os mesmos pecados e, de repente, fracassadamente, lá está você cometendo os mesmos deslizes?
Bem-vindo, somos todos pecadores associados do mesmo clube. Portanto, somos todos sujeitos a cair, cair, cair e cair. Mas também alvos de Cristo para levantar, levantar, levantar e levantar.

Em alguns momentos de nossa carreira cristã somos levados a fazer orações do tipo “Senhor, livra-me de pecar...”, “Senhor, faz eu esquecer tudo de errado que fiz para eu não ser tentado novamente...”, “Senhor, faça com que os desejos da minha carne sejam exterminados para que eu não sinta mais nada...”. Ah, são orações que até compreendemos, porém não se justificam.

E não se justificam por alguns motivos.
Primeiro porque somos pecadores, essa é nossa luta e batalha até que Ele venha.
Segundo porque apagar nosso passado seria o mesmo que apagar a nossa história, visite alguém que perdeu a memória e perceba o drama e o desespero envolvidos.
E terceiro porque todas as sensações que temos em nossa carne são bênçãos que Deus nos deu, se vividas dentro da vontade dEle, passam a fazer parte de todas as coisas que fazemos para glória do Seu nome.

Então devemos simplesmente nos conformar?
Evidente que não. Mas termos a dimensão exata do poder da tentação sobre nós pode nos ajudar a compreender que temos condições de vencê-la. A primeira carta de Paulo aos Coríntios no capítulo 10, versículo 13, nos dá um texto bastante claro: “Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; Ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar.” Ou seja, Deus colocou um limite as tentações que sofremos: nossas próprias forças. Portanto mais vigília e menos desculpa.

Na Inglaterra, em 1876, foi aprovada uma lei que obrigava a todos os navios a terem uma marca pintada na lateral, ela indicava o seu limite de frete. Quando o navio baixava na água até aquela marca, ficava proibido que se embarcasse mais mercadorias. O uso desta marca tornou as viagens marítimas daqueles dias bem mais seguras.

Deus também colocou limites em nossa vida. Limites que nos dão segurança, paz, amor, esperança, fé. Se obedecermos, navegaremos, se não obedecermos, os riscos de naufrágio serão enormes e reais.

Não brinque, não se renda, não se jogue, não se afogue nas tentações. Respeite os limites que Deus estabeleceu para sua bênção e felicidade. Encare as ondas, navegue, descubra novas terras, não permita que tentações tornem você refém de ciladas que prendem, paralisam e impedem um navegar seguro e tranquilo. Enfim, por mais comum que possa parecer, Ele não permitirá nenhuma tentação acima das suas forças. Pode acreditar, Ele é fiel para cumprir o que prometeu.

Edmilson Ferreira Lemos

Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

POR QUE AS SEITAS SÃO PERIGOSAS?

OS PERIGOS ESPIRITUAIS REPRESENTADOS PELAS SEITAS
As seitas estão envolvidas em sérios enganos, e os enganos são sempre perigosos, pois desencaminham as pessoas. A Bíblia declara que o diabo é o pai da mentira: “Ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo. 8.44). Finalmente, todo engano é inspirado no diabo. Conforme colocado pelo apóstolo Paulo: “Mas o Espírito expressamente afirma que nos últimos dias alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (Itm. 4.1).

Aqueles que dão crédito a mentiras já estão enganados. E se agirem conforme essas mentiras, estarão em perigo. Alguns exemplos do cotidiano esclarecem esse ponto. Se alguém acreditar que o sinal de alerta de uma ferrovia está piscando apenas por estar com algum defeito, estará correndo um sério risco de ser atropelado por um trem.

Se uma pessoa acredita que o gelo que cobre um lago é grosso o bastante para que possa caminhar sobre ele, e na realidade a camada de gelo for delgada, estará correndo o risco de afogar-se. Se alguém acreditar que está transitando por uma rua de mão única, quando na realidade tratar-se de uma rua de mão dupla, estará sob o risco de uma horrível colisão frontal.

O perigo espiritual de acreditar em uma mentira é ainda mais sério — ele tem consequências eternas! Morrer crendo no Jesus das Testemunhas de Jeová ou do mormonismo é morrer crendo em um Jesus falsificado, que prega um Evangelho falsificado, que produz uma salvação falsificada.

OS PERIGOS PSICOLÓGICOS REPRESENTADOS PELAS SEITAS
Os danos psicológicos causados pelas seitas podem ser imensos. Elas geralmente têm como presa pessoas vulneráveis. Muitas seitas buscam as pessoas “solitárias”, e generosamente lhes dedicam afetos (algumas vezes chamados de “bombardeios de amor”) até que sejam “fisgadas”. Os líderes das seitas se tornam as autoridades absolutas para os indivíduos fracos, que tiveram pouca ou nenhuma autoridade em sua formação familiar. Em alguns casos essa autoridade pode se estender a cada área da vida: quanto tempo dormir, o que comer, que tipo de roupas usar e assim por diante. Tais indivíduos se tornam psicologicamente escravizados pelos caprichos do líder da seita.

OS PERIGOS FÍSICOS REPRESENTADOS PELAS SEITAS
Tendo em vista as recentes ocorrências, todas as seitas deveriam ter um rótulo de advertência: “AVISO: Esta religião pode ser prejudicial à sua saúde e à sua vida”. Em 1983, Hobart Freeman, líder da Assembleia da Fé em Fort Wayne, no estado de Indiana, morreu após lançar fora os seus remédios para o coração. Cerca de outros 52 membros de seu grupo morreram, sendo muitos deles bebês e crianças. Em 18 de novembro de 1979, 918 pessoas morreram em um misto de suicídio coletivo e assassinatos em Jonestown, uma comunidade fundada por Jim Jones, pastor e fundador do Templo Popular, uma seita pentecostal cristã de orientação socialista. Do mesmo modo, David Koresh conduziu cerca de 80 de seus seguidores a um suicídio impetuoso em Waco, no estado do Texas, em 1992.

Não é de admirar que a Bíblia constantemente previna as pessoas contra as falsas doutrinas. Jesus disse: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (Mt. 7.15).

Preparado e compilado pelo Pr. Edisom Miranda da IEPAZ

Por Litrazini

Graça e Paz