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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

RENDIÇÃO PARA REDENÇÃO

Imagine que nesse momento você estivesse na fila de um banco. Ali seus pensamentos não paravam e alimentavam a sua pressa. Afinal, ao sair dali enfrentaria o trânsito, teria de passar na farmácia para comprar remédio de enxaqueca para sua esposa e fraldas para o seu filho pequeno.

Depois teria que ir em uma loja, no outro lado da cidade, passar no supermercado fazer umas compras rápidas e, por fim, passar na casa de sua mãe, antes de seguir pra sua própria casa. Onde, ainda à noite, teria que adiantar alguns serviços do seu trabalho do outro dia.

De repente, em meio a todos esses pensamentos e ansiedades, você ouvisse barulhos estranhos e, ao se virar, fosse surpreendido com bandidos mascarados e fortemente armados que tivessem invadido o banco e rendido os guardas. E, aos gritos, ordenassem: – Todo mundo no chão! Todo mundo no chão! Quem tentar qualquer besteira morre! – E um tiro ensurdecedor, silenciasse a todos. Sendo possível ouvir apenas choros reprimidos de desespero.

Naquele momento, pelo pavor, talvez um filme da sua família passasse por sua cabeça, ou, talvez, você tivesse paralisado os seus pensamentos. As reações de desespero poderiam ser diversas.

Naquele momento todas as importantes preocupações de segundos atrás desapareceriam. Não mais se lembraria dos remédios, fraldas, loja, compras ou de serviços acumulados do trabalho. Tudo deixaria de ser importante. Somente uma coisa lhe ocuparia a mente, sair a salvo dali e poder ir pra casa abraçar sua família. Nada mais importaria!

Certa dia, o apóstolo Pedro, profundamente abalado pela crucificação do Mestre, e, entristecido pelo pecado de tê-Lo negado, ao ser surpreendido com a notícia da ressurreição de Jesus, correu apressadamente até o sepulcro. “Pedro, todavia, levantou-se e correu ao sepulcro. Abaixando-se, viu as faixas de linho e mais nada; afastou-se e voltou MARAVILHADO com o que acontecera”. Lucas 24:12.

Por tantas vezes, nos últimos anos, Pedro havia ficado maravilhado por tantos milagres que vira, com tantos ensinamentos, multiplicações de pães, e, também pela forma como Sua esperança fora duramente tirada.

Agora, Pedro volta a sua atenção para o próprio Senhor Jesus e não apenas para os acontecimentos que o rodearam nos últimos anos. Ele já não estava admirado com milagres, com pescas maravilhosas, libertações. Pedro agora coloca Jesus no centro de seus pensamentos e passa a estar “MARAVILHADO COM O SENHOR JESUS”.

Em nossa caminhada na fé, também nos maravilhamos e nos surpreendemos tantas vezes e com tantas coisas que Jesus fez por nós. Tantos milagres e transformações. Nos maravilhamos com tantos socorros e livramentos.

Muitas vezes, entristecidos pelos nossos pecados, maravilhamo-nos com a Sua infinita misericórdia e perdão. Mas agora, tão próximo à Sua Vinda, o Senhor nos convida a não mais nos maravilharmos com os sinais de Seu poder nesse mundo, que já comprovamos, são infalíveis. Ele nos convida a nos maravilharmos COM ELE. Com o nosso SENHOR que vem nos buscar para junto dELE para sempre.

Não é mais o momento apenas de conversão, agora chegou o momento de rendição ao nosso Deus, Cristo e Senhor para a nossa redenção. De deixarmos tudo em segundo plano e nos rendermos a Ele como verdadeiros adoradores, porque são estes que Ele procura.

É momento de acordarmos do sono, de deixarmos as passageiras e banais preocupações desse mundo, de abandonarmos as superficialidades das religiões e, de fato, rendermo-nos ao nosso SENHOR JESUS e ao Seu verdadeiro Evangelho. Pois…

ELE VEM E PERTO ESTÁ A NOSSA REDENÇÃO!
“Eis que venho como ladrão! Feliz aquele que permanece vigilante e conserva consigo as suas vestes, para que não ande nu e não seja vista a sua vergonha”. Ap 16:15

Leonard Bernardo

Por Litrazini


Graça e Paz

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