quarta-feira, 31 de outubro de 2018

PASTOR E AJUDADOR


O Senhor está comigo; ele é o meu ajudador. Verei a derrota dos meus inimigos. (Sl 118.7.)

Para o salmista, deus é o “deus da glória”, o “Rei de toda a terra”, o “Deus dos Exércitos”, o “Todo-poderoso”, o “Santo de Israel”, o “Altíssimo”, o “Deus vingador” (Sl 29.3; 47.7; 59.5; 68.14; 71.22; 78.56; 94.1). Esses são os nomes mais solenes de Deus, aqueles que infundem respeito e temor.

Há outros nomes de Deus no saltério, menos solenes e mais afetuosos. O poeta tem coragem de se dirigir a esse Altíssimo chamando-o de “meu pastor” e de “meu ajudador” (Sl 23.1; 118.7). Tal atitude decorre não da perda do devido respeito, mas da experiência pessoal, fruto da comunhão do salmista com Deus.

Deus não precisa deixar de ser o “Deus vingador” para ser o “Deus perdoador” (Sl 94.1; 99.8). Nem precisa deixar de ser o “Deus protetor”, para ser o “Deus da glória” (Sl 121.3; 29.3).

Deus não muda de nome nem de atributo. Ele não é severo hoje e bondoso amanhã, mas severo e bondoso tanto hoje como amanhã. Ele não tem dupla personalidade.

A mudança ocorre em nós e não em Deus. Quando em rebeldia, somos obrigados a enxergar a severidade de Deus; quando em obediência, só enxergamos a sua bondade (Rm 11.22).

Os ímpios vêem um Deus distante, difícil, autoritário e implacável. Os justos vêem um Deus que ama, que declara seu amor e o prova.

Mesmo entre os justos, há aqueles que se aprofundam mais no conhecimento e no relacionamento com Deus. São eles que conseguem chamar o Senhor de pastor e ajudador (Sl 23.1; 118.7).

Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz