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domingo, 2 de fevereiro de 2020

2º - OS DONS DO PAI (Propósito e motivação básica da vida)


Os dons do pai são classificados como dons de serviço, dons não miraculosos que correspondem aos ministérios que todos nós devemos exercer, porém, alguns são dotados para exercer impacto maior nesses ministérios. Ler Rm. 12.3-8

1. PROFECIA – CAPACIDADE SOBRENATURAL DE PROCLAMAR A PALAVRA DE DEUS AOS OUTROS. Falar com franqueza e perspicácia, especialmente quando capacitado pelo Espírito de Deus: “Acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões”- Joel.2.28; Demonstrar a coragem moral e um inflexível comprometimento aos valores dignos; Influenciar os outros na sua área de influência com um espírito positivo de justiça social ou espiritual.

OBS: Visto que nas três categorias de dons: Pai, Filho e Espírito Santo, envolvem alguma expressão de profecia. Torna-se necessário fazer uma distinção. Nesta categoria do Pai (Rm.12), o foco é geral, caracterizado por aquele nível do dom profético que pertenceria a todo cristão (toda carne). Na categoria do Espírito Santo visto anteriormente em I Co.12, refere-se ao estímulo sobrenatural . Na categoria do Filho (profeta) é dado à Igreja de Cristo através dos ministérios individuais

2. MINISTÉRIO OU AUXÍLIO – CAPACIDADE SOBRENATURAL DE SERVIR, APOIAR E SUSTENTAR OS NECESSITADOS. “Tenho-vos mostrado em tudo, que trabalhando assim, é necessário socorrer os enfermos”: At.20.35. Ministrar e retribuir um culto de amor para encontrar as necessidades dos outros. Ilustrado na obra e no ofício do diácono.

3. ENSINO – A HABILIDADE SOBRENATURAL PARA EXPLICAR E APLICAR AS VERDADES RECEBIDAS DE DEUS PARA A IGREJA; ajudar os outros a compreender as verdades da Palavra divina. Pressupõe o estudo e a iluminação do Espírito para prover a habilidade de fazer a verdade divina clara ao povo de Deus. Considerando distinto do trabalho do profeta, que fala como o porta-voz de Deus. “Ide... ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho mandado”: Mt.28.19,20

4. EXORTAÇÃO – CAPACIDADE SOBRENATURAL DE ENCORAJAR OS OUTROS E PROPOR-LHES DESAFIOS.  Literalmente significa chamar de lado o propósito de fazer um apelo. Num sentido mais amplo, significa suplicar, confortar ou instruir: “Não deixando de congregar-nos ...mas admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais...” - Hb.10.25.

5. OFERTA OU CONTRIBUIÇÃO – CAPACIDADE SOBRENATURAL DE ATENDER AS NECESSIDADES FÍSICAS (PRINCIPALMENTE FINANCEIRAS) DOS OUTROS. O sentido essencial é dar com um espírito de generosidade. Num sentido mais técnico, refere-se àqueles que tem recursos e que auxiliam outros sem tais recursos. O dom é para ser exercido com liberalidade, mas sem uma exibição externa ou orgulhosa: “... Sua profunda pobreza abundaram em riquezas da sua generosidade” - 2Co.8.2

6. LIDERANÇA – CAPACIDADE SOBRENATURAL DE MOTIVAR OS OUTROS A BUSCAR UM ALVO VALIOSO.
Refere-se a alguém que está à frente. Envolve o exercício do Espírito Santo na modelagem, supervisão e desenvolvimento do corpo de Cristo. A liderança é para ser exercida com diligência. “Vós vos tornastes nossos imitadores, e do Senhor ... de maneira que fostes exemplo para os fiéis na Macedônia e na Acaia”: 1Ts.1.6-7.

7. MISERICÓRDIA – CAPACIDADE SOBRENATURAL DE DEMONSTRAR AMOR E COMPAIXÃO PELOS OUTROS.
Sentir-se tocado pela miséria de um outro. Relacionar-se com os outros com simpatia, respeito e honestidade. Para ser eficaz, esse dom deve ser exercido com bondade e alegria – não como uma obrigação. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”: Mt. 5.7)

Por Litrazini
Graça e Paz

domingo, 6 de novembro de 2011

A Morte do Evangelho da Cruz


Para as seitas, o “evangelho” da riqueza fácil é muito mais rentável. O Evangelho da cruz, do arrependimento, do perdão do gloriar-se nas próprias fraquezas não mais atende às necessidades das ovelhas. 

As Boas Novas foram substituídas pela participação dos fiéis em campanhas e pelo uso de amuletos que garantem sucesso nos negócios. 

São muitos os testemunhos na televisão de empresários que ampliaram seus negócios após comparecerem com regularidade aos referidos eventos religiosos e, claro, após darem as ofertas requeridas. Não importa se continua em adultério, desonestidade, prostituição, cheio de soberba, e faça o que bem entender. Nas campanhas, é proibido falar em pecado. 

Quanto às entrevistas de sucesso empresarial, observem o seguinte: “De cada dez empresas criadas no Brasil, cinco quebram antes de completarem dois anos de existência” (Pesquisa SEBRAE). “Em oito anos, quase metade das empresas criadas no País fecha” (IBGE).

A falência ou sucesso acontece com empresários católicos, evangélicos, espíritas ou ateus, participem ou não de campanhas de prosperidade. Não duvido da sinceridade dos entrevistados nem do poder de Deus para atender os desejos de cada um de seus filhos. Porém, o sucesso não decorre da participação em uma campanha. 

Milhares de pequenos e grandes empresários, crentes, prosperam sem que participem de qualquer campanha. E milhares, quer participem, quer não participem, não conseguem bons resultados.

O merchandising das entrevistas nunca expõe os insucessos. Ou seja, os empresários falidos, apesar dos dízimos e das campanhas, jamais serão entrevistados. Por que? 

Serei mais objetivo. Num universo de 1.000 empresários ateus e 1.000 participantes de campanhas da prosperidade, o percentual de sucessos e insucessos nos negócios não se altera. Pela estatística que vimos, metade terá algum tipo de prosperidade e metade sofrerá perdas. 

Notem que os entrevistados sempre começam declarando que “depois que vim para cá”, ou “depois que participei da campanha”. Raramente, glorificam a Deus pelo progresso. A glória pertence à Igreja patrocinadora do evento. 

Para que houvesse transparência, imparcialidade e justiça, os menos favorecidos deveriam ser ouvidos. Porque não prosperaram?

E os que experimentaram êxito, mas depois entraram em falência? 

E os assalariados que continuam no mesmo miserê, apesar de serem freqüentadores assíduos de tais apelos promocionais? 

O Senhor garante que somos abençoados, quer participemos de campanhas, quer não. Ele diz que devemos buscar em primeiro lugar, não as campanhas, mas o Seu Reino, e “todas estas coisas nos serão acrescentadas”, isto é, o comer, o beber, o vestir. 

O engano está na sutileza do merchandising. 

Mas a mensagem da cruz não está sepultada. Está presente na grande maioria dos púlpitos cristãos que zela por manter acesa a chama do verdadeiro evangelho. 

Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa 

Por Lidiomar 

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.