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domingo, 19 de julho de 2026

SERVIÇO VERDADEIRO E DESINTERESSADO

“Quem quiser ser o maior deve agir como o menor” (Mt 20.25-28).

Jesus exigiu que deixasse que lhes lavasse os pés, uma prática que só era exercida pelos escravos, a todos que chegavam na casa do seu senhor, e o anfitrião desejasse demonstrar honras ao visitante.

Jesus teve seus pés lavados por Maria, irmã de Lázaro e por uma mulher pecadora, anônima na casa de um fariseu (Mt 12.1-11)

Ele elogiou a pecadora que não sendo a dona da residência e nem moradora ou escrava no lar do fariseu, fez as vezes de cicerone e lavou seus pés com perfume caro.

Com certeza estas mulheres foram consideradas grande aos olhos de Deus!

Jesus, vendo o coração dos discípulos, desejosos do status de líder do grupo, usou como exemplo uma criança.

Pegou-a no colo e disse-lhes: “Qualquer que receber esta criança em meu nome, recebe a mim, e qualquer que recebe a mim recebe ao que me enviou; porque aquele que entre vós todos for o menor é grande” - Lc 9. 48.

Com isso, Jesus explicou que o serviço do discípulo que é verdadeiro é desinteressado, pois uma criança é uma pessoa totalmente dependente em todos os sentidos, ela não tem como pagar os cuidados vitais que recebe.

Quando alguém exerce este trabalho desinteressado, em nome de Jesus, tem a Jesus e a Deus em sua vida.

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/?m=1

Graça e Paz 

domingo, 17 de março de 2024

UM SERVIÇO ABENÇOADO

O trabalho não é uma maldição ou um castigo imposto ao homem por causa do pecado.

A terra, de fato, foi amaldiçoada por causa do pecado do homem, dificultando o seu trabalho e exigindo dele esforço e suor para conseguir sustento (Gn 3.17-19).

Todavia o trabalho antecede o pecado.

Desde o princípio, além de exercer domínio sobre todos os animais e multiplicar-se a si mesmo para cumprir o propósito de Deus (Gn 1.26-28), o homem também cumpria a vontade do Senhor trabalhando a terra.

O Trabalho é um serviço, trabalhando servimos ao próximo.

O Trabalho Dignifica, “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida...” Mt 20.28.

Nenhum trabalho deve ser considerado humilhante.

O Verbo Eterno assumiu a forma de servo e, uma vez encarnado, serviu aos homens (Fp 2.5-8; Mc 6.3).

No reino de Deus não há espaço para orgulho de qualquer espécie (Lc 22.24-27; Jo 13.1-17).

“TUDO quanto te vier a mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” Ec 9.10.

Deus honra aquele que busca se esmerar no seu trabalho.

A prosperidade na bíblia é apresentada sempre como resultado de: generosidade, fidelidade a Deus e diligência no trabalho.

Deus quer um povo que viva no presente século, não apenas de modo piedoso e justo, mas também sensato (Tt 2.12)

Não espere a bênção de Deus sobre o seu trabalho e finanças, vivendo desordenadamente.

“Ao que bem ordena o seu caminho eu lhe mostrarei a salvação de Deus” Sl 50.23.

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

domingo, 29 de janeiro de 2023

A SERVIÇO DE DEUS A NOSSO FAVOR

Os anjos executam muitas atividades na terra, cumprindo as ordens de Deus a nosso favor.

Vejamos algumas referências bíblicas sobre o trabalho sobrenatural que estes agentes celestiais realizam:

Tiveram importante participação na entrega da lei a Moisés, At 7:38, Gl 3:19 e Hb 2:2;

Orientaram José e Maria na fuga para o Egito, Mt 2:13;

Regozijam-se por um só pecador que se arrepende, Lc. 15:10;

Observam o comportamento dos cristãos, quando congregados, 1 Co 11:10; Ef 3:10

Conjuro-te diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade.1 Tm 5:21;

São portadores de mensagem de Deus ao seu povo, Zc 1:14-17 e At 10:1-8;

São instrutores, trazendo orientações a mandado do Senhor, Mt 2:13, 19-20; Zc 1:9;

Agem por ordem de Deus em respostas às nossas orações, Dn 9: 21-23; At 10: 4; 

Confortam os que estão enfrentando problemas, Gn 16:6-12; At 27:23-24. 

Assim como os anjos assistiram Jesus na tentação e nos angustiosos momentos vividos no Getsêmani, Mt 4:11; Lc 22:43; Lc 23:4-6, eles protegem os que temem ao Senhor, Sl 34:7, Sl 91:11 e At 12:7-10.

São ajudadores: removeram a pedra do sepulcro, afastando um problema que as mulheres teriam de enfrentar. Compare Mc 16:3 com Mt 28:2-5.

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

terça-feira, 23 de agosto de 2022

O CULTO PARA DEUS

REALIZADO EM ESPÍRITO E EM VERDADE - Jo 4:23-24.

Adoração em espírito e em verdade significa

SERVIÇO (Mt 20:28): o adorador é servo! "Quem não vive para servir, não serve para viver".

O adorador servo, não busca seus próprios interesses mas está pronto à servir a família, os irmãos, a igreja e o mundo.

HOLOCAUSTO (Gn 22:2 e 5): Holocausto é lugar de sacrifício!

O adorador se oferece 100% ao Senhor, sua vida, sua família, sua casa, seus bens, seus negócios, seu serviço, etc.

PROSTRAR-SE (Jo 4:23): O adorador é alguém que vive prostrado diante do Senhor. "Me prostro diante daquele que é o Senhor da minha vida", em outras palavras, "Quero ser obediente a voz daquele que é o Senhor da minha vida".

BEIJAR OS PÉS (Lc 7:36-38): O adorador ama tanto ao seu Senhor a ponto de beijar-lhe os pés - Intimidade (Sl 25:14).

A mulher pecadora não pediu nada mas adorou. Adoração exala amor, não depende de palavras! Como resultado ela recebeu perdão, salvação e paz (vs 48-50).

O culto que Deus rejeita é o culto de lábios - Is 29:13.

DE UM CORAÇÃO QUEBRANTADO - Sl 51:10-19.

Quebrantamento significa arrependimento!

Quebrantamento não é um sentimento, mas uma decisão; não é uma experiência única, mas é um processo, um contínuo modo de viver.

O quebrantamento é a destruição da nossa vontade, a fim de que a vida e o Espírito do Senhor Jesus operem através de nós.

O culto que Deus rejeita é de um coração orgulhoso - Lc18:9-14; Pv 16:18; 29:23.

QUANDO HÁ UNIDADE ENTRE OS IRMÃOS - Sl 133:1-3.

Precisamos aprender acertar os nossos problemas - Mt 5:20-26.

Devemos tomar cuidado com a nossa língua - Sl 34:13-14; Ef 4:29.

Quem não ama o seu irmão não conhece a Deus e torna-se um assassino!!! - I Jo 4:7-8; I Jo 3:15.

Deus abomina aqueles que semeiam contendas entre os irmãos e também aqueles que levam seus irmãos à juízo - Pv 6:16-19; I Co 6:6-10.

O culto que Deus rejeita é quando há relacionamentos quebrados!         

Ronaldo Bezerra

Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

FAZENDO A DIFERENÇA PARA DEUS

À medida que amadurecemos em Cristo, o foco de nossa vida deve ser deslocado progressivamente, para termos uma vida de serviço.

Um seguidor de Jesus, maduro, deixa de perguntar “quem irá alcançar minhas necessidades?” e começa a perguntar “as necessidades de quem eu vou alcançar?”. Preparando-se para a eternidade.

No fim de sua vida na Terra você ficará perante Deus e Ele avaliará como você serviu aos outros com sua vida.

A Bíblia diz: Cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus. (Rm 14:12). Pense nas implicações disso.

Algum dia Deus irá comparar quanto tempo e energia gastamos conosco, em relação ao que utilizamos para servir aos outros.

Nesse momento, todas as nossas desculpas para o egoísmo soarão vazias: “Eu estava muito ocupado”, ou “Eu tinha meus próprios objetivos”, ou “Eu estava preocupado em trabalhar, me divertir ou em preparar minha aposentadoria”.

A todas as desculpas, Deus responderá: “Sinto muito, resposta errada. Eu o criei, salvei, chamei e ordenei a você que tivesse uma vida de serviços aos outros.

Deus quer usá-lo para que você faça diferença no mundo dele. Ele quer trabalhar por meio de você. O que importa não é a duração da sua vida, mas a contribuição que ela dá. Não quanto você viveu, mas como viveu.

Se você não está envolvido em algum serviço ou ministério, que desculpa tem usado?

Abraão era velho, Jacó era inseguro. Lia era sem atrativos, José foi maltratado, Moisés gaguejava, Gideão era pobre, Raabe era imoral, Davi tinha uma família problemática, Jonas era relutante, Pedro era impulsivo e temperamental, Marta era muito preocupada, a samaritana teve vários casamentos fracassados, Tomé tinha dúvidas, Paulo tinha problemas de saúde, Timóteo era tímido.

Aí está uma boa lista de desajustes, mas Deus usou cada um deles a seu serviço. Ele também usará você, se deixar de dar desculpas.

Transcrito Por Litrazini

http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

domingo, 2 de fevereiro de 2020

2º - OS DONS DO PAI (Propósito e motivação básica da vida)


Os dons do pai são classificados como dons de serviço, dons não miraculosos que correspondem aos ministérios que todos nós devemos exercer, porém, alguns são dotados para exercer impacto maior nesses ministérios. Ler Rm. 12.3-8

1. PROFECIA – CAPACIDADE SOBRENATURAL DE PROCLAMAR A PALAVRA DE DEUS AOS OUTROS. Falar com franqueza e perspicácia, especialmente quando capacitado pelo Espírito de Deus: “Acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões”- Joel.2.28; Demonstrar a coragem moral e um inflexível comprometimento aos valores dignos; Influenciar os outros na sua área de influência com um espírito positivo de justiça social ou espiritual.

OBS: Visto que nas três categorias de dons: Pai, Filho e Espírito Santo, envolvem alguma expressão de profecia. Torna-se necessário fazer uma distinção. Nesta categoria do Pai (Rm.12), o foco é geral, caracterizado por aquele nível do dom profético que pertenceria a todo cristão (toda carne). Na categoria do Espírito Santo visto anteriormente em I Co.12, refere-se ao estímulo sobrenatural . Na categoria do Filho (profeta) é dado à Igreja de Cristo através dos ministérios individuais

2. MINISTÉRIO OU AUXÍLIO – CAPACIDADE SOBRENATURAL DE SERVIR, APOIAR E SUSTENTAR OS NECESSITADOS. “Tenho-vos mostrado em tudo, que trabalhando assim, é necessário socorrer os enfermos”: At.20.35. Ministrar e retribuir um culto de amor para encontrar as necessidades dos outros. Ilustrado na obra e no ofício do diácono.

3. ENSINO – A HABILIDADE SOBRENATURAL PARA EXPLICAR E APLICAR AS VERDADES RECEBIDAS DE DEUS PARA A IGREJA; ajudar os outros a compreender as verdades da Palavra divina. Pressupõe o estudo e a iluminação do Espírito para prover a habilidade de fazer a verdade divina clara ao povo de Deus. Considerando distinto do trabalho do profeta, que fala como o porta-voz de Deus. “Ide... ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho mandado”: Mt.28.19,20

4. EXORTAÇÃO – CAPACIDADE SOBRENATURAL DE ENCORAJAR OS OUTROS E PROPOR-LHES DESAFIOS.  Literalmente significa chamar de lado o propósito de fazer um apelo. Num sentido mais amplo, significa suplicar, confortar ou instruir: “Não deixando de congregar-nos ...mas admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais...” - Hb.10.25.

5. OFERTA OU CONTRIBUIÇÃO – CAPACIDADE SOBRENATURAL DE ATENDER AS NECESSIDADES FÍSICAS (PRINCIPALMENTE FINANCEIRAS) DOS OUTROS. O sentido essencial é dar com um espírito de generosidade. Num sentido mais técnico, refere-se àqueles que tem recursos e que auxiliam outros sem tais recursos. O dom é para ser exercido com liberalidade, mas sem uma exibição externa ou orgulhosa: “... Sua profunda pobreza abundaram em riquezas da sua generosidade” - 2Co.8.2

6. LIDERANÇA – CAPACIDADE SOBRENATURAL DE MOTIVAR OS OUTROS A BUSCAR UM ALVO VALIOSO.
Refere-se a alguém que está à frente. Envolve o exercício do Espírito Santo na modelagem, supervisão e desenvolvimento do corpo de Cristo. A liderança é para ser exercida com diligência. “Vós vos tornastes nossos imitadores, e do Senhor ... de maneira que fostes exemplo para os fiéis na Macedônia e na Acaia”: 1Ts.1.6-7.

7. MISERICÓRDIA – CAPACIDADE SOBRENATURAL DE DEMONSTRAR AMOR E COMPAIXÃO PELOS OUTROS.
Sentir-se tocado pela miséria de um outro. Relacionar-se com os outros com simpatia, respeito e honestidade. Para ser eficaz, esse dom deve ser exercido com bondade e alegria – não como uma obrigação. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”: Mt. 5.7)

Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 28 de março de 2016

O TRABALHO

Para um discípulo, o poder trabalhar é um dom de Deus. O trabalho não é um mal necessário como pensam alguns, e tão pouco é tudo na vida, como falam outros. As Escrituras trazem ensinamento claro, positivo e equilibrado sobre a dignidade do trabalho.

O TRABALHO FOI ORDENADO NA CRIAÇÃO
O trabalho não é uma maldição ou um castigo imposto ao homem por causa do pecado. A terra, de fato, foi amaldiçoada por causa do pecado do homem dificultando o seu trabalho e exigindo dele esforço para conseguir sustento (Gênesis 3:17-19). Todavia o trabalho antecede o pecado.

Deus não fez chover sobre a terra senão depois da criação do homem, para que este pudesse cultivá-la (Gênesis 2:5). Depois que o homem foi criado Deus o colocou a trabalhar cultivando e guardando o jardim. A natureza, por si só, não produzia adequadamente para o sustento do homem. Ele precisava cultivá-la.

Desde o princípio, além de exercer domínio sobre todos os animais e multiplicar-se a si mesmo para cumprir o propósito de Deus (Gênesis 1:26-28), o homem também cumpria vontade de Deus trabalhando a terra.

O TRABALHO COMO OBRIGAÇÃO MORAL
O trabalho não é um impulso. É um exercício das vontade. É um esforço consciente, direcionado e planejado. Muitas vezes será em detrimento de outras atividades legítimas (leitura, lazer, devoção...). A regra bíblica é se alguém não quer trabalhar, também não coma ( I Tessalonicenses 3:10). No tempo dos primeiros apóstolos os discípulos que não queiram trabalhar, vivendo desornedamente, eram notados na igreja e afastados dos demais irmãos (II Tessalonicenses 3:6-15). Isso também praticamos hoje em dia.

O PECADO DA PREGUIÇA E INDOLÊNCIA
Sai o homem para o seu trabalho e para o seu encargo até a tarde Salmo 104:3. A preguiça leva à ociosidade e esta aos vícios, aos falatórios profanos, fantasias, leviandades, murmuração, ciúmes, invejas, pobreza, etc. (Provérbios 6:6-11; 12:9,11; Tito 1:10-13; I Timóteo 5:13). O preguiçoso morre desejando porque as suas mãos recusam a trabalhar (Provérbios 21:25)

O TRABALHO É UM SERVIÇO
Trabalhando servimos ao próximo. Não trabalhamos apenas para suprir as nossas necessidades (ITs 4:11,12). Isso é legítimo, bom e necessário, mas nosso trabalho deve visar também, o suprimento de outros (Efésios 4:28). Também nisso Jesus é nosso exemplo (II Co 8:9). Importante é a leitura dos capítulos 8 e 9 de segunda Coríntios.

O TRABALHO DIGNIFICA
O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida...   Mateus 20:28. Nenhum trabalho deve ser considerado humilhante. O Verbo Eterno assumiu a forma de servo e, uma vez encarnado, serviu aos homens em uma profissão simples e honrosa (Filipenses 2:5-8; Marcos 6:3). No reino de Deus não há espaço para orgulho de qualquer espécie (Lucas 22:24-27; João 13:1-17). Tudo quanto te vier a mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças Eclesiastes 9:10

A CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL E A PROSPERIDADE
Vês um homem perito em sua obra? Perante reis será posto não entre a plebe.  Provérbios 22:29. Deus honra aquele que busca se esmerar em seu trabalho. Muitas dificuldades encontradas em muitos irmãos é fruto da falta de habilitação profissional (Gálatas 6:7).

A prosperidade na Bíblia é apresentada sempre como resultado de generosidade, fidelidade a Deus e diligência no trabalho.

Deus quer um povo que viva nesse presente século não somente de modo piedoso e justo, mas também sensato (Tito 2:12; Eclesiastes 11:4-6; Provérbios 12:24; 13:11; 14:23; 21:5).

Ao que bem ordena seu caminho eu lhe mostrarei a salvação de Deus. Salmo 50:23

Tudo é do Senhor e para Ele devemos executar o que nos foi confiado, Porque dEle e por meio dEle e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Romanos 11:36

Transcrito Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

sábado, 23 de março de 2013

JOSÉ – FIGURA DE CRISTO


“Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; sendo ainda jovem, andava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa” (Gn 37.2)

De todas as histórias do Antigo Testamento, nenhuma apresenta uma figura de Cristo mais detalhada e rica que a comovente história de José. Outras biografias podem nos dar minúcias de experiências pessoais e de fracassos humanos, nos ensinando lições preciosas. No entanto, à medida que a vida de José se desenrola, sentimos que o Espírito de Deus mantém em foco a glória de Cristo.

SEU SERVIÇO.
A história começa com José, um rapaz de dezessete anos, alimentando o rebanho e “andando” com seus irmãos, ou seja, trabalhando juntamente com os mais velhos. Aquele que era o escolhido para ser o soberano do Egito (cap. 41:38-44) primeiramente tinha de ser servo. O lugar de soberania é alcançado apenas pela vereda do serviço. Nisso o Senhor é o exemplo máximo de Seus próprios ensinamentos, pois Ele declarou: “Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve” (Lucas 22:27). E porque Ele tomou a “forma de servo… sendo obediente até a morte, e morte de cruz… Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome” (Filipenses 2:7-9). Mais uma vez nesta história vemos Aquele que é maior que José.

SEU PASTOREIO.
Há ainda outros aspectos nos quais o início da história de José transparece Cristo. José liderava ovelhas antes de liderar homens. Por quarenta anos Moisés teve de se contentar em liderar ovelhas no deserto antes de liderar pessoas através do deserto. E também lemos que o Senhor “elegeu a Davi seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas… para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança” (Salmo 78:70-71). Tanto o serviço e, principalmente, a maneira como esses santos executavam o serviço prefiguravam o Grande Pastor das ovelhas.

“José trazia más notícias deles a seu pai. E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores” (Gn.37.2-3)

SUA SEPARAÇÃO.
Serviço entre os irmãos não implica cumplicidade com o mal. Como servo obediente, José estava sempre perto deles; como homem de integridade, José se afastava por completo das obras deles. Seu serviço o trazia para junto da companhia de outros; seu caráter o levava para longe do que faziam, pois somente sua presença expunha a impiedade dos irmãos. Portanto, José nada tinha a dizer senão “más notícias” sobre eles.

Da mesma maneira, a graça de Cristo, o perfeito Salvador, O trouxe para junto de nós e de nossas necessidades, mas Sua santidade O manteve inteiramente afastava de nosso pecado. A necessidade desesperada que tínhamos e Sua infinita graça O tornaram Servo entre as multidões; nosso pecado e Sua santidade O tornaram Estrangeiro neste mundo. Como Servo perfeito Ele estava acessível a todos; como o Santo de Deus Ele estava separado de todos. Seu serviço O levou a muitos lares necessitados; Sua santidade O deixou sem lar.

SUA SUPERIORIDADE
Se, contudo, o caráter de José o manteve afastado de seus irmãos, o amor de seu pai lhe deu um lugar destacado entre eles. Além disso, Israel dava testemunho desse lugar de distinção ao ter vestido José com uma túnica colorida – uma declaração pública do prazer que ele tinha em seu filho.

Nossos pensamentos viajam de José para Cristo e do lugar único que Ele ocupava no coração do pai. O mesmo capítulo que diz que “Deus amou o mundo” também diz que o “Pai ama o Filho e todas as coisas entregou nas suas mãos” (João 3).

Deus nos ama com uma medida de amor insondável, porém não há padrão de medida que seja capaz de abranger o amor do Pai pelo Filho.

“Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles, odiaram-no, e não podiam falar com ele pacificamente” (Gn. 37.4)

SEUS SOFRIMENTOS. O Espírito de Deus se deleita em exaltar Cristo ao apresentar Sua supremacia universal por meio da história de José, embora tal supremacia tenha sido alcançada mediante o caminho do sofrimento. Existem características e aprimoramento de caráter que somente o sofrimento traz à tona.

Se José ocupava um lugar distinto e especial no coração de Israel, seu pai, e se nos planos de Deus ele estava destinado à posição de supremacia, durante um período José teve de enfrentar a ira de seus irmãos. Em uma medida menor, a história dele exemplifica o ódio tremendo pela qual Cristo passou nas mãos dos homens. O Homem a quem Deus destinou o lugar de domínio universal é o mesmo Homem que iria ser odiado por Suas criaturas.

Por que o coração humano odeia tanto a Cristo? Será que havia algo de errado nEle? Certamente que não, pois em Cristo não havia qualquer traço de crueldade, violência, ironia, orgulho, arrogância, ou outra coisa que provocasse o ódio das pessoas.

Em Cristo só havia amor. Enquanto outros faziam o mal, Ele apenas fazia o bem. Enquanto outros amaldiçoavam e escarneciam, de Sua boca saíam palavras graciosas. Até os guardas que foram enviados para O prender testemunharam: “Nunca homem algum falou assim como este homem” (João 7:46).

E apesar de todos os atos de amor, das palavras de graça, das curas e milagres, o povo o recompensou com mal e ódio (Salmo 109:5). De fato Ele podia exclamar: “Odiaram-me sem causa” (João 15:25).

Extraído Devocional Boa Semente

Por Litrazini

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.