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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

FARISEUS HIPÓCRITAS - A RELIGIÃO DOS QUE FAZEM E NADA SÃO

"Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1ª Tm 4.1)

Muitos acreditam que este alerta de Paulo pra Timóteo está relacionado com libertação de incrédulos ou ainda falsos crentes na igreja, mas não! Está relacionado com AUTORIDADES e PREGADORES.

Hoje existem muitos púlpitos que estão AFASTANDO as pessoas de Deus. É isso que significa o termo “apostatar”. Esse termo em grego: “aphistemi” significa fazer retroceder, desviar-se ou afastar-se da fé. E a única condição de fazer isso com alguém está nas mão das autoridades instituídas
.
Os "espíritos enganadores” dessas autoridades, distorcem a compreensão e trocam a intenção da Palavra de Deus. Por isso hoje há uma distorção clara do Evangelho nos púlpitos das igrejas. Se o pregador pensar que não pode trazer uma mensagem verdadeira pensando que vai escandalizar seu irmão, nunca irá pregar as verdades bíblicas por causa dos débeis na fé (Rm 14.1).

A igreja está vivendo os últimos dias na face da terra e prestes a vivermos o arrebatamento, mas muitos líderes espirituais não tiveram a coragem de falar as verdades bíblicas. Ficam enganando os outros com coisas fúteis e entretenimento gospel. E dizendo: "É irmãos, a nossa igreja é assim, sempre pensamos desta maneira aqui!”.

Satanás, Pai da mentira, introduziu no meio cristão um tipo de evangelho corrupto, farisaico, fácil, ascético e mentiroso, enganando centenas de irmãos. O ministério dos fariseus continua em alta ainda hoje nas igrejas.

O termo fariseu pode ser, previamente, entendido como “os separados”. Tratava-se de uma seita que se vangloriava de ter a correta interpretação da lei de Moisés. Consideravam-se os protetores da lei de Deus e achavam que podiam determinar os limites dentro dos quais os judeus crentes deveriam viver.

A estes fariseus, super-religiosos, que davam o dízimo de tudo, que faziam várias orações diariamente, que dirigiam o louvor na igreja, que perdiam qualquer reunião social para participarem de uma reunião na igreja e que, sobretudo, julgavam e mediam todas as pessoas, a estes Jesus chamou de HIPÓCRITAS.

A palavra hipócrita vem do grego e pertence ao vocabulário das artes cênicas. Significa artista, ator, mascarado, duas caras, fingimento, aquele que está atuando, aquele que parece, mas, no fundo no fundo, não é. Assim é o super-religioso. Ele apenas parece. E por parecer e não ser, não faz o que deveria fazer, mas deixa de fazer o que esperado seria. Preocupado com a aparência, não com o conteúdo. Um discurso dissonante da práxis. Uma pantomima sacra. Um sepulcro bem caiado.

Ser rotulado como fariseu na época de Jesus gerava orgulho. Seria o equivalente hoje ao radicalismo cristão, a santidade exagerada, à super valorização do fazer ao invés do ser, dos partidários da teologia do “nada pode”, com um discurso tão paradoxal que dá até a impressão que foi o Diabo quem criou o mundo, e não Deus. Penso que para estes hoje, Jesus ainda diria assim….coadunando com o Apóstolo Paulo pra Timóteo:

"Fujam dos que dizem serem meus representantes, mas que as suas práticas não condizem com o meu discurso. Fujam dos religiosos hipócritas. Fujam dos super-homens. Fujam dos super-crentes. Acautelem-se dos hipócritas. Cuidado com os que impõem sobre outros, cargas que eles mesmos não conseguem carregar. Fujam dos que dizem que Jesus ama, que você deve amar, mas eles mesmo nunca amam ninguém.

Fujam dos que dizem que Jesus perdoa, que você deve perdoar, mas eles mesmo nunca perdoam ninguém. Fujam dos que dizem que Jesus não se importava com o bens materiais, que você não deve se importar, mas eles mesmo nunca abrem mão de nada que possuem. Fujam dos que dizem que Jesus ama a igreja, que você deve amar, mas que eles mesmo fazem com a Noiva o que bem entendem. Fujam dos que dizem que Jesus obedeceu, que você deve obedecer, mas eles mesmo já não ouvem mais a voz do Sumo Pastor.”

Eles são os “espíritos enganadores”, nada pode ser mais demoníaco do que afastar as pessoas do bem mais precioso da terra, à saber… A Palavra de Deus e a Sua Graça Salvífica!

Bruno dos Santos

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 1 de julho de 2017

A ORAÇÃO CRISTÃ

Não sejam iguais a eles [os pagãos], porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem. (Mateus 6.8)

A razão pela qual os cristãos não devem orar como os pagãos é que cremos no Deus vivo e verdadeiro. Não devemos fazer como eles fazem porque não devemos pensar como eles pensam. Pelo contrário, “o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem”. Ele não é nem ignorante acerca de suas necessidades nem hesitante em atendê-las.

Por que, então, devemos orar? Qual a utilidade da oração? Deixemos Calvino responder às nossas perguntas com sua costumeira clareza:

“Crentes não oram com o objetivo de informar a Deus sobre coisas que lhe sejam desconhecidas, ou de instigá-lo a cumprir sua obrigação, ou de conclamá-lo, como se estivesse relutante. Pelo contrário, eles oram a fim de que possam despertar a si mesmos com o intuito de buscá-lo, exercitar sua fé na meditação em suas promessas, aliviar-se de suas ansiedades ao derramar-se em seu seio; em uma palavra, que possam declarar que têm esperança e esperam dele somente, para si mesmos e para os outros, todas as coisas boas.” 

Se a oração dos fariseus era hipócrita e a dos pagãos mecânica, a oração dos cristãos por sua vez deve ser verdadeira — sincera em oposição à hipocrisia, reflexiva em oposição à mecânica.

A chamada oração do Pai Nosso foi dada por Jesus como um modelo de como deve ser a oração genuína do cristão. De acordo com Mateus, ele a deu como um padrão a ser copiado (“Vocês, orem assim…”, v. 9); de acordo com Lucas, como uma forma a ser usada (“Quando vocês orarem, digam…, Lc 11.2). Na verdade, podemos usar a oração de ambas as maneiras.

Jesus nos ensinou a nos dirigirmos a Deus como “Pai nosso, que estás nos céus” (v. 9). Isso implica, primeiramente, que ele é pessoal. Ele talvez esteja na famosa expressão de C. S. Lewis, “para além da personalidade”, mas, com certeza, não se encontra aquém.

Em segundo lugar, ele é amoroso. Não é o tipo de pai de que ouvimos às vezes — autocrata, playboy, beberrão — mas alguém que preenche os ideais de paternidade no cuidado amoroso para com seus filhos.

Em terceiro lugar, ele é poderoso. Aquilo que o seu amor indica, seu poder é capaz de realizar. É sempre sábio, antes de orarmos, passar um tempo lembrando quem é aquele a quem estamos nos dirigindo.

E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos conduzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. Mateus 6.7-13 

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 24 de junho de 2015

A ORAÇÃO CRISTÃ

Não sejam iguais a eles [os pagãos], porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem. Mateus 6.8

A razão pela qual os cristãos não devem orar como os pagãos é que cremos no Deus vivo e verdadeiro. Não devemos fazer como eles fazem porque não devemos pensar como eles pensam.

Pelo contrário, “o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem”. Ele nãocerca de suas necessidades nem hesitante em atendê-las.

POR QUE, ENTÃO, DEVEMOS ORAR? QUAL A UTILIDADE DA ORAÇÃO?

Deixemos Calvino responder às nossas perguntas com sua costumeira clareza:
Crentes não oram com o objetivo de informar a Deus sobre coisas que lhe sejam desconhecidas, ou de instigá-lo a cumprir sua obrigação, ou de conclamá-lo, como se estivesse relutante. Pelo contrário, eles oram a fim de que possam despertar a si mesmos com o intuito de buscá-lo, exercitar sua fé na meditação em suas promessas, aliviar-se de suas ansiedades ao derramar-se em seu seio; em uma palavra, que possam declarar que têm esperança e esperam dele somente, para si mesmos e para os outros, todas as coisas boas.

Se a oração dos fariseus era hipócrita e a dos pagãos mecânica, a oração dos cristãos por sua vez deve ser verdadeira — sincera em oposição à hipocrisia, reflexiva em oposição à mecânica.

A chamada oração do Pai-Nosso foi dada por Jesus como um modelo de como deve ser a oração genuína do cristão. De acordo com Mateus, ele a deu como um padrão a ser copiado (“Vocês, orem assim…”, v. 9); de acordo com Lucas, como uma forma a ser usada (“Quando vocês orarem, digam…, Lc 11.2). Na verdade, podemos usar a oração de ambas as maneiras.

Jesus nos ensinou a nos dirigirmos a Deus como “Pai nosso, que estás nos céus” (v. 9). Isso implica, PRIMEIRAMENTE, QUE ELE É PESSOAL. Ele talvez esteja na famosa expressão de C. S. Lewis, “para além da personalidade”, mas, com certeza, não se encontra aquém.

EM SEGUNDO LUGAR, ELE É AMOROSO. Não é o tipo de pai de que ouvimos às vezes — autocrata, playboy, beberrão — mas alguém que preenche os ideais de paternidade no cuidado amoroso para com seus filhos.

EM TERCEIRO LUGAR, ELE É PODEROSO. Aquilo que o seu amor indica, seu poder é capaz de realizar. É sempre sábio, antes de orarmos, passar um tempo lembrando quem é aquele a quem estamos nos dirigindo.

E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos conduzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. (Mateus 6.7-13)

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato

Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

CONHECENDO AS SEITAS E HERESIAS

Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; ... Porque para isto trabalhamos e somos injuriados, pois esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis. 1 Timóteo 4:1-10

SEITAS E HERESIAS – DEFINIÇÃO

O que é uma SEITA? Partido, facção, falsa organização religiosa. Grupo de pessoas que crê, segue e defende uma facção religiosa fundamentada em doutrinas ilegítimas (heresia);

O que é HERESIA? Idéias adulteradas ou doutrinas espúrias, falsas, ilegítimas; Conjunto de doutrinas não condizentes com a Bíblia e com os princípios elementares da Palavra de Deus.

RESUMINDO: SEITA refere-se a um grupo de pessoas; HERESIA indica as doutrinas ilegítimas defendidas pelo grupo.

Uma seita é uma heresia organizada.
2. Basicamente, seitas são movimentos religiosos que distorcem ou desvirtuam uma fé ortodoxa, adulterando suas doutrinas originais de forma ilegítima, promovendo heresias.

SEITAS NOS DIAS DE JESUS
Nos dias de Jesus havia seitas como a dos fariseus, saduceus, herodianos, essênios, zelotes (At 5.17; 15.5; Mt 22.16). Fariseus e saduceus tinham doutrinas diferentes como é apontado em Atos 23.8.

Paulo, quando se despedia da Igreja de Éfeso, apontou a chegada de falsos líderes vindos de fora do cristianismo como também surgidos de dentro do próprio cristianismo. Sobre os tais denominados de “lobos cruéis” ele advertiu: (At 20.28-30; Gl 1.8,9; 1 Tm 4.1,2; 2 Tm 4.3,4. Da mesma forma o fizeram o apóstolo Pedro 2 Pe 2.1-3; o apóstolo João 1 Jo 4.1-3 e   apóstolo Judas em Jd 3 ).

FORMAS DE DOUTRINAS
A Bíblia apresenta três formas de doutrina: uma é a doutrina de Deus (Tt 2.10); outras são: a doutrina de homens (Mt 15.9; Cl 2.22); e a doutrina de demônios  1Tm 4.1,2). As duas últimas são perniciosas e nocivas.

MEIOS DE IDENTIFICAÇÃO DE UMA SEITA
As quatro operações de matemática nos ajudam a identificar uma seita. As quatro operações são:

1 Adição: são consideradas seitas as que embora se utilizem da Bíblia apresentam os ensinos que são do fundador ou de  líder ou ainda de um suposto profeta ou profetisa dando a eles uma como de igual ou valor maior do que a própria Bíblia; (Ap 22.18; Pv 30.5,6)

2 Subtração:. Rebaixam a pessoa de Jesus negam que Jesus tenha um corpo humano real ou que tenha uma natureza divina igual a de Deus, o Pai (Is 7.14; 9.6 comparado com Mt 1.21-23);

Multiplicação: Afirmam crer na obra vicária e expiatória de Jesus, mas negam-lhe eficácia absoluta. Multiplicam esforços humanos para complementar a obra de Cristo. (Hb 7.25; 9.11,12; 10.10,12)

Divisão: Afirmam que a salvação está na igreja ou organização religiosa e não apenas em Jesus. Dividem assim a fidelidade a Deus com a organização ou igreja a que pertencem. (Jo 6.66-68).

Fonte: Enciclopédia MANUAL POPULAR de Dúvidas, enigmas e ‘Contradições’ da Bíblia, p. 132,133).

Por Litrazini


Graça e Paz

terça-feira, 1 de abril de 2014

O que fez Jesus ficar assim? “Nem parece que foi há dois milênios”.

Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno? (Mt.23.33)

O que o fez ficar assim? Ou: “Nem parece que foi há dois milênios”.
Foi essa raça que o tirou do sério. E que ele não pensou duas vezes em desmascarar. Como eles eram?
E esse será o choque de gerações que está preparado para os últimos dias: a geração da serpente e a dos profetas de Deus. A raça de víboras e a raça de adoradores. Fiquemos do lado de quem nunca perdeu uma batalha, simplesmente porque é invencível: Jesus Cristo, o nosso general.


Jesus na maioria do tempo era calmo, manso amoroso. Não eram comuns rompantes de agressividade. Para falar a verdade temos somente um incidente digno de nota registrado nos sinóticos, que é a pouco discreta visita que ele faz ao templo e aos vendilhões que ali estavam.

Nesta passagem a Mateus ele ataca com convicção os fariseus, de uma forma que ainda não tinha sido vista. Antes dele, só João Batista havia, por assim dizer, pegado pesado na mensagem, em Mateus 3:7, e se dirigindo a quem? Sim, aos mesmos fariseus. Homens que estão cada vez mais atuais.

Serpentes e raça de víboras, foi os termos que ele usou. E não o fez por acaso. A serpente, figura metafórica do diabo, sempre se apresentou como a grande inimiga de Deus e da igreja. Em Apocalipse 12:9 satanás é apresentado como ‘a grande serpente’. Ou seja, se ele é a grande, é porque existem outras, menores, que participam de sua mesma natureza, que o imitam, como se fossem iguais a ele, ou, como bem diz o Salvador, fosse de sua raça.

Mt. 23:1-4. Suas palavras não condiziam com suas ações. Serpentes usam máscaras. Trocam várias vezes de pele durante suas vidas. Suas decisões não são tomadas de acordo com o que é certo, mas sim de acordo com o que lhe é conveniente, o que lhes trás vantagens. Veja o caso dos fariseus. Entre dar ouvidos ao Messias e arrumar uma série de confusões com o Império Romano ou simplesmente eliminar o jovem filho de um carpinteiro humilde da Galileia, o que eles escolheram?

MT. 23:5-7. Os fariseus amavam a glória dos homens. Eram muito vaidosos. Assim como muitos crentes destes dias finais, achavam que suas vestes (SUA APARÊNCIA) lhes conferiam mais santidade. Gostavam de ser reconhecidos, paparicados, bajulados.

Como nos dias atuais, onde os ministros promovem mais os seus nomes e de suas denominações do que o de Cristo, Senhor e Salvador, a tal ponto que suas imagens são pintadas do lado de fora das igrejas. Jesus, em João 5.41, diz: “Eu não aceito glória dos homens”. Ninguém pode querer aparecer mais do que Jeová. Ele não divide sua glória com ninguém. (Is. 42.8).

MT.23:13-16. Eles pregavam sua religião, e não o amor de Deus. Usavam sua posição de líderes espirituais para explorarem o povo, enganavam os mais humildes com uma doutrina corrompida para com isso tirarem vantagens. Viviam se digladiando para converterem os homens à sua crença, de modo que qualquer um que não fizesse parte dela estaria destinado á condenação. Em Marcos 9.38-40  vemos os discípulos indo pelo mesmo caminho, e sendo repreendidos por Jesus, como se dissesse: “O que isso? Só porque não é um dos doze não pode ser salvo?”. Será que é só em nossa igreja que há salvação?

MT. 23:23-24. Seus valores eram invertidos. Achavam que a oferta e o dízimo justificavam seus pecados. Exatamente como é ensinado hoje. Lembram da parábola do fariseu e do publicano (cobrador de impostos)? Até hoje tem gente na igreja achando que tem ‘licença para pecar’, uma espécie de ‘agente 666’ (lembra do 007, que tinha ‘licença para matar?), porque nas festas da igreja ofertas grandes quantias de dinheiro, doa o transporte, presenteia o pastor, etc. Com isso se sentem à vontade para fazer o que quiserem. Como disse Cristo, por fora parecem estar muito bem. Por dentro estão podres. E mal se dão conta disso.

Mt. 23:29-32. Os fariseus pertencem a uma geração que vem desde os primeiro reis de Israel: os perseguidores de profetas. Geração que tem seu ápice no casal Acabe e Jezabel. Uma geração que não suporta a verdade, a separação das trevas, a libertação do pecado, a restauração de vidas. Uma geração que se acostumou com a corrupção, com a hipocrisia, com as máscaras. E todas as vezes que Deus levanta homens e mulheres que, nas pegadas de Cristo, não se misturam com essas coisas, essas pessoas são perseguidas e mal vistas pela sociedade. São os estranhos, loucos, isolados, rebeldes. Assim como um dia disseram de Jesus. Assim como temos que estar preparados para ouvir. Mt,5.11,12 “Bem aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e disserem todo o mal contra vós por minha causa. Regozijai-vos e alegrai-vos, porque grande é o vosso galardão nos céus, pois assim perseguiram os profetas antes de vós”.

Pr Neto Curvina

Por Litrazini


Graça e Paz

segunda-feira, 17 de março de 2014

Jesus, amigo de pecadores: como?

Qualquer um que conheça alguma coisa sobre os evangelhos – e mesmo aqueles que não conhecem – sabe que Jesus era amigo de pecadores. Ele muitas vezes atraia a ira dos escribas e fariseus por comer com pecadores (Lucas 15.2).

Jesus claramente reconheceu que um dos insultos atirados contra ele era que ele era “um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores!” (Lucas 7.34). Nós cristãos adoramos essa história porque ela significa que Jesus é amigo de pecadores como nós. Também nos sentimos desafiados pelo exemplo de Jesus a nos certificarmos que não rejeitamos ninguém de alguma forma que Jesus jamais faria.

Por mais preciosa que essa verdade seja – que Jesus é amigo de pecadores – como qualquer outra verdade preciosa da Bíblia, ela deve ser protegida de erros doutrinários e éticos. É muito fácil, e incrivelmente comum, que cristãos (ou não cristãos) peguem a verdade geral de que Jesus era amigo de pecadores e a torcem até não ser mais reconhecida. Assim, “Jesus comia com pecadores” se torna “Jesus adorava uma boa festa”, que se torna “Jesus estava mais interessado em demonstrar amor do que tomar partido”, que se torna “Jesus sempre estava do lado dos não religiosos”, que se torna “Jesus pouco se importava com as violações da Torá”.

Aqui temos um exemplo de como uma verdade pode ser usada como uma meia verdade a serviço de uma mentira. Certa vez, quando era mais novo no ministério, fiz um comentário corriqueiro sobre como Jesus “andava com os bêbados”. Fui sabia e gentilmente corrigido por um cristão mais velho que já tinha enfrentado problemas de vício em álcool. Ele me desafiou a encontrar qualquer passagem da Escritura em que Jesus estivesse apenas “andando” com pessoas em estado de embriaguez. Na tentativa de acentuar a graça de Cristo, pisei além (ao redor, por cima e para longe) do texto bíblico e falei como se Jesus não gostasse de outra coisa além de jogar tempo fora com o Zach Galifianakis em Se beber não case.

Se queremos celebrar o fato de que o Senhor Jesus é um grande amigo de pecadores – e deveríamos – precisamos prestar cuidadosa atenção às formas em que Jesus de fato foi amigo de pecadores. Fora a história da mulher pega em adultério (por motivos de crítica textual), eu contei cinco passagens principais nos evangelhos onde Jesus foi  repreendido por estar perto demais dos pecadores.

Mateus 9.9-13; Marcos 2.13-17; Lucas 5.27-32 -  Essa é a história do chamado de Mateus, o coletor de impostos, para ser seu discípulo. Aqui vemos Jesus tomando lugar à mesa com muitos coletores de impostos e pecadores “porque estes eram em grande número e também o seguiam” (Marcos 2.15). Quando os escribas e os fariseus murmuram a respeito de suas companhias, Jesus diz a eles que não veio “chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento” (Lucas 5.32).

Mateus 11.16-19; Lucas 7.31-35 – Aqui Jesus repreende os “homens da presente geração” porque rejeitaram João Batista, por ele ser muito rígido, e rejeitaram o Filho do Homem por ser muito relaxado. É desse incidente que temos a frase “amigo de pecadores”. Vale notar que esse foi um insulto direcionado a Jesus por seus inimigos. Isso não significa que Jesus não o era e que não deveríamos cantar sobre isso, mas essa passagem sugere que Jesus não se encaixava de todas as maneiras nessa descrição. Se Jesus não era “um glutão e bebedor de vinho”, como seus oponentes diziam, talvez ele também não fosse “amigo de publicanos e pecadores” da mesma maneira que eles imaginavam.

Lucas 7.36-50 – Logo após vem outra história parecida em Lucas. Uma mulher pecadora unge Jesus com um perfume precioso, enxuga os pés de Jesus com suas lágrimas e com seu próprio cabelo. Quando Jesus é corrigido por deixar essa “pecadora” tocá-lo, ele lembra a Simão que aqueles a quem muito é perdoado amam muito. No fim, Jesus perdoa a mulher de seus pecados e anuncia “A tua fé te salvou; vai-te em paz” (Lucas 7.50).

Lucas 15.1-2 – O contexto das parábolas da ovelha perdida, da moeda perdida e do filho perdido em Lucas 15 está nos primeiros versos do capítulo. Conforme os publicanos e pecadores “aproximavam-se de Jesus”, os fariseus e escribas murmuravam que Jesus estava os recebendo e comendo com eles. As três parábolas que se seguem demonstram como Deus busca os perdidos (15.3, 8, 20) e o quão feliz Deus fica quando pecadores se arrependem (15.7, 10, 21-24).

Lucas 19.1-10 – Novamente, os líderes judeus murmuram porque Jesus “ele se hospedara com homem pecador” (Lucas 19.7). Por mais que Zaqueu tenha se arrependido e mudado (19.8), os judeus simplesmente não conseguem aceitar que o Filho do Homem tenha vindo para buscar e salvar os perdidos (19.10) e que esse publicano famoso tenha sido salvo (19.9).

Assim, que lições podemos tirar desses episódios? De que forma Jesus era amigo de pecadores? Ele tinha uma estratégia para alcançar coletores de impostos? Ele “andava” indiscriminadamente com beberrões e prostitutas? Ele era um messias do relaxado do tipo “deixa a vida me levar”?
O que vemos do conjunto dessas passagens é que os pecadores eram atraídos por Jesus, que Jesus gastava tempo com esses pecadores que estavam abertos a seus ensinamentos, que Jesus perdoava pecadores arrependidos e que Jesus abraçava pecadores que criam nele.

Jesus era amigo de pecadores não porque fazia vista grossa ou ignorava o pecado ou gostava de uma festinha com aqueles que se envolviam com imoralidade. Jesus era amigo de pecadores no sentido de que veio para salvar pecadores e ficava muito feliz em receber aqueles que estavam abertos ao evangelho, que se arrependiam de seus pecados ou que estavam no caminho para colocar sua fé nele.

 KEVIN DEYOUNG / Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org 

Por Litrazini


Graça e Paz

quinta-feira, 13 de março de 2014

O debate sobre a tradição

Vocês estão sempre encontrando uma boa maneira de pôr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecerem às suas tradições! [Marcos 7.9]

Alguns fariseus e mestres da lei vinham de Jerusalém. Reunidos em volta de Jesus eles ficaram horrorizados ao ver que seus discípulos comiam sem lavar as mãos. Tratava-se de uma questão não de higiene, mas de pureza cerimonial, conforme a tradição dos antigos. Marcos explica: “E [eles] observam muitas outras tradições, tais como o lavar de copos, jarros e vasilhas de metal” (v. 4).

Assim, os fariseus viviam sob a autoridade de tradições que eram passadas de geração a geração. E as seguiam por completo, mesmo se estivessem em choque com a Escritura. É por isso que Jesus os criticava. Por três vezes ele repetiu a mesma crítica, usando quase as mesmas palavras — por exemplo: “Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens” (v. 8).

De maneira clara, Jesus considerava as tradições como a palavra de homens e a Escritura como a Palavra de Deus. Os fariseus estavam permitindo que suas tradições sufocassem a Palavra de Deus em vez de deixar que esta reformasse aquelas.

Esse foi o tema principal durante a Reforma. A igreja católica medieval havia asfixiado a Palavra de Deus com uma grande quantidade de tradições extrabíblicas.

Desse modo, assim como Jesus desprezou a tradição dos antigos, os reformadores desprezaram as tradições da igreja medieval, a fim de que a Palavra de Deus pudesse ocupar lugar de destaque.

Os reformadores ensinaram a supremacia da Escritura sobre a tradição. E as igrejas reformadas, bem como a Igreja Anglicana, ainda ensinam assim. Com frequência se diz que a Igreja Anglicana tem uma tripla autoridade — Escritura, tradição e razão. Mas não é assim.

Tradição e razão desempenham um papel vital na elucidação da Escritura, mas o que fazer quando a Escritura, a tradição e a razão estiverem em conflito?

A resposta é simples: a Escritura tem a suprema autoridade. Os seguidores de Jesus são chamados a uma não-conformidade à tradição e à convenção a fim de honrar a supremacia da Escritura e o senhorio de Jesus Cristo.

E ajuntaram-se a ele os fariseus, e alguns dos escribas que tinham vindo de Jerusalém. E, vendo que alguns dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar, os repreendiam. Porque os fariseus, e todos os judeus, conservando a tradição dos antigos, não comem sem lavar as mãos muitas vezes; E, quando voltam do mercado, se não se lavarem, não comem. E muitas outras coisas há que receberam para observar, como lavar os copos, e os jarros, e os vasos de metal e as camas. Depois perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos por lavar?

E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito:Este povo honra-me com os lábios,Mas o seu coração está longe de mim; Em vão, porém, me honram,Ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição. Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser, ou o pai ou a mãe, certamente morrerá. Vós, porém, dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor; Nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe, Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas. (Marcos 7.1-13)


Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini


Graça e Paz

quarta-feira, 18 de julho de 2012

A FELICIDADE PELA PUREZA

"Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus." (Mateus 5:8)

Nas Escrituras Sagradas toma-se o coração como sendo mais do que mera parte do corpo. É tido como a sede das emoções. Atribui-se a ele tanto o temor, como o amor, a coragem, a ira, a alegria, a tristeza e o ódio. É assim tomado como o centro da vida moral, espiritual e intelectual do homem. E também se diz que ele é a sede da consciência e da vida do homem.

Jesus disse – "Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus." Podemos, então, buscar compreender o que isso significa. Se o coração é a sede dos sentimentos, então o nosso amor a Deus deve ser puro. Se ele é o centro de nossos motivos, estes também devem ser puros. Se ali reside a nossa vontade, esta deve ser entregue nas mãos de Cristo. Devemos ser puros no amor, nos motivos e nos desejos.

Bom é fazermos aqui uma pausa para observar bem o que significa ser "puro de coração".

Queria Jesus, acaso, dizer com isso que devemos atingir uma perfeição sem pecado, um estado espiritual que nos torne impossível cair de novo? Não.

Ser puro de coração não significa que se deva viver em isolamento ou vida monástica, como indivíduos severos e aparentemente piedosos. Jesus denunciou os fariseus, porque tinham falso conceito de pureza de coração. Ele disse: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!" (Mateus 23:27). 


A discussão de Jesus com os fariseus era justamente sobre este ponto. Achavam eles que se ganhava o favor de Deus, trazendo-se limpo o exterior do copo, observando-se certos ritos religiosos e guardando-se a letra da lei. Em outras palavras, agiam de fora para dentro, e não de dentro para fora


Mas, este não é o plano nem a maneira de Deus agir. Isso não produz pureza de coração, nem propicia felicidade de alma.

A religião superficial dos fariseus era impotente para purificar seus corações e preservá-los de sua sujeira e corrupção moral; por isso não eram homens felizes. Tinham semblantes carrancudos, tensões nervosas e frustrações. Viviam cheios de ressentimentos, amarguras, preconceitos e ódios. Por quê? Justamente pelo fato de haverem perdido o conceito de Deus acerca da pureza de coração. Achavam que, seguindo à risca a letra da lei, tinham feito tudo e eram perfeitos.

Mas Jesus ensinou que Deus olha para além da letra e dos atos exteriores do indivíduo. Ele sonda e pesa os corações, e julga tanto o exterior como ainda mais o interior, os motivos, os pensamentos e intenções do coração.

Deus não julga nossa bondade superficial nem a nossa maldade aparente. Ele aprofunda e sonda a nossa alma, como o cirurgião faz ao nosso corpo. E, quando Ele nos sondou, diz : "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" (Jeremias 17:9).

Quando Jesus acabou de examinar o coração do povo com que estivera em contato, disse: "Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura" (Marcos 7:21 e 22) 
Jesus ensinou que o coração humano está longe de Deus: obscurecido, incrédulo, cego, orgulhoso, rebelde, idólatra e empedernido. Afirmou também que o coração humano, em seu estado natural, é capaz de todas as maldades e crimes.

Nossos corações são impuros. E o resultado é vivermos cheios de tensões, orgulho, frustração, confusão e de milhares de outros males físicos, mentais e espirituais. A própria raiz de nossa vida é má.

Jesus afirma categoricamente que só seremos completa e inteiramente felizes quando tivermos corações puros.

Extraído do Livro O Segredo da Felicidade de Billy Graham

Por Litrazini

Graça e Paz



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Expondo a hipocrisia


Uma breve análise da palavra hipocrisia faz-se necessária. No grego, a palavra que Jesus usou para descrever os fariseus e seus colegas religiosos foi hupokrites. No original o termo grego literalmente significa "aquele que responde", como um orador ou uma pessoa recitando um poema faria.

O teatro era uma característica importante da cultura grega dos dias de Jesus. A idéia que a palavra nos dá é de um ator grego interpretando diferentes papéis no palco. Ele se fantasiava usando várias máscaras, que ele mudava nos bastidores para divertir a platéia. Ele vinha da coxia usando uma máscara com um sorriso e contava piadas. A multidão ria ruidosamente do seu monólogo humorístico, assistindo ao ator correr para fora do palco para trocar a sua máscara sorridente por outra séria de expressão trágica.

Com isso o ator voltava recitando falas de pensamentos solenes e de tristeza e, num sentido, respondia à platéia. Não é surpresa que o ator fosse chamado de "hipócrita".

Com o tempo, o termo tomou uma conotação mais negativa e acabou sendo usado por Jesus para expor o fingimento de "duas caras" dos fariseus.

Aquele tipo de fingimento de ser o que não é condenado com veemência na Bíblia. Sempre que o nosso Deus aborda a falsa piedade, a falta de autenticidade, a dissimulação ou a duplicidade de caráter, Ele condena o fingimento.

O Senhor condenou abertamente a hipocrisia em seu povo através do antigo profeta hebreu, Isaías.

Visto que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu, continuarei a fazer obra maravilhosa no meio deste povo; sim, obra maravilhosa e um portento; de maneira que a sabedoria dos seus sábios perecerá, e a prudência dos seus prudentes se esconderá. (Isaías 29:13-14.)

Pouca coisa mudou em milhares de anos desde que essas palavras foram proferidas. Tenho raiva daquilo que parece ser uma interminável demonstração de hipocrisia na religião organizada de hoje. E, francamente, não culpo os incrédulos de fugirem das falsidades religiosas.

Nada melhor do que a autenticidade para desarmar uma pessoa sem Cristo. Por outro lado, nada causa mais dano à causa de Cristo do que atitudes, palavras e ações hipócritas de pessoas que se chamam cristãos.


A região americana da Nova Inglaterra produziu alguns dos pregadores mais poderosos que essa nação já conheceu. Os servos mais piedosos de Jesus Cristo foram criados e treinados em instituições como Harvard, Yale, Princeton e Dartmouth. Essas instituições já se posicionaram com firmeza contra a onda de secularismo e humanismo da cultura emergente.

Agora, muitas igrejas e comunidades que se formaram ao redor dessas universidades, assim como os seminários que elas patrocinam, estão em decadência religiosa - relíquias espiritualmente ocas de uma era passada.

Na Europa acontece o mesmo. As catedrais mais magníficas da Europa que pulsavam com a pregação fiel e poderosa do evangelho estão virtualmente vazias - símbolos solenes de uma cultura espiritualmente corroída.

O que podemos encontrar no coração dessa morte espiritual? A hipocrisia. Eram pessoas que louvavam a Deus com lábios, mas cujo coração estava longe dele. Pouco a pouco as pessoas começaram a sair da igreja para flertarem com o mundo. Os alunos ficaram em silêncio. O evangelho ficou mudo.

Não é de se admirar que o apóstolo Paulo escreveu aos cristãos em Roma com grande fervor e os exortou a "amar sem hipocrisia" (Romanos 12:9). Ele queria que as ações fossem coerentes com as palavras. Ele desejava que as capas falsas do exterior religioso fossem jogadas fora e trocadas por uma fé autêntica, vibrante e viva.

Pedro caiu na armadilha da hipocrisia, como você deve se lembrar. Embora ele pregasse que todos os cristãos, tanto judeus quanto gentios, fossem um em Cristo, sua conduta enquanto pregava na Antioquia não combinava com as suas palavras. Ele tinha duas máscaras - ele era um hupokrítes - e Paulo o expôs com uma exortação contundente (Gaiatas 2:11-14).

A questão é esta: tenha a certeza de que seu amor é autêntico. Não seja falso. Deixe sempre claro o que quer dizer e seja sério no que diz. E quando estiver em um grupo, diga as mesmas coisas que disse quando estava no grupo anterior.


Sempre tenha a certeza de que a sua vida se encaixa no que você diz que crê. Quando não, admita. Seja corajoso e diga a verdade!

Certa vez perguntaram a Mark Twain: "Qual a diferença entre um mentiroso e uma pessoa que diz a verdade?" De modo sábio, ele respondeu: "Muito simples. Um mentiroso precisa de uma memória melhor". Uma das minhas expressões favoritas foi criada por um pastor do interior: "Seja quem você é, porque se você não for quem é, você é quem não é."

A hipocrisia acontece quando mascaramos a carnalidade por trás das palavras religiosas. Isso é ser falso.

Quando estivermos lutando contra a dificuldade da hipocrisia, precisamos ouvir o que Jesus disse a esse respeito e permitir que Ele defina a maneira que devemos nos conduzir diariamente. Há muito em jogo para ficarmos entrando e saindo do palco, trocando máscaras. Está na hora de baixar as cortinas e terminar a encenação.

Extraído do livro Rompendo Dificuldades de autoria de Charles R. Swindoll

Por Litrazini

Graça e Paz




segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

9° dia de um jejum de 21 dias - Texto de John Bevere e Lisa Bevere

Cada crente deve jejuar periodicamente. É um ato de separação ao nosso Pai. Se você luta com anorexia ou bulimia - ou têm outras lutas, ao invés de jejum alimentar, jejue ponderando você mesmo ou todas as imagens que te conduzem a distração. Mas não importa o que você faça, não se torne um hipócrita acidental! Jesus nos deu uma visão valiosa sobre o jejum:




"Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os homens vejam que eles estão jejuando. Eu lhes digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa.


Mateus 6:16, NVI


Aquele que jejua deve fazê-lo com a motivação certa. Com freqüência, Jesus repreendeu os fariseus por sua religiosidade, jejum religioso feito apenas para chamar a atenção. Mateus 6:16 nos aconselha a não sermos como os hipócritas.


Hipócrita é outro nome para impostor. Um impostor é aquele que engana os outros pelo caráter assumido ou falsos pretextos. Os fariseus pretendiam jejuar para o Senhor, quando na verdade era realmente feito para os elogios dos homens. Seu foco era a sua aparência de religiosidade piedosa, e sua recompensa foi a admiração do homem. Eles queriam ser grandes entre os homens. Mas eles não receberam nada da mão de Deus. Você deve escolher entre a recompensa do homem ou a recompensa de Deus. O jejum religioso é recompensado pelo homem, já o jejum quebrantado e contrito é recompensado por Deus. Jesus continuou:


Ao jejuar, ponha óleo sobre a cabeça e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê no secreto. E seu Pai, que vê no secreto, o recompensará".
Mateus 6:17-18, NVI


Junte-se a nós jejuando com Awake21




(O acima é um trecho de "You Are Not What You Weigh", publicado pela Sociedade Siloé Strang, 2007).


POSTADO POR MENSAGEIRO INTERNACIONAL - Blog John e Lisa Bevere




A Graça e a Paz de nosso Senhor Jesus Cristo.


Moacir Neto

Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.