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sexta-feira, 22 de julho de 2016

O DEBATE SOBRE O PERDÃO

O Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados. (Marcos 2.10)

Marcos relata a tocante história do paralítico que foi curado e perdoado. Carregado por quatro amigos, ele estava impedido pela multidão de chegar até Jesus. Então seus amigos fizeram uma abertura no telhado da casa, pela qual transportaram o homem em sua maca.

Para surpresa de todos, em vez de declará-lo curado, Jesus o declarou perdoado, pois cura e perdão eram duas bênçãos geminadas do reino messiânico.

Os mestres da lei ali presentes ficaram indignados e disseram: “Por que esse homem fala assim? Está blasfemando! Quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus?” (v. 7).

Em resposta, Jesus traçou um paralelo entre as duas bênçãos, e acrescentou que primeiro o declarou perdoado porque queria que as pessoas soubessem que ele tinha autoridade para perdoar pecados. Só então curou o paralítico, que se levantou diante de todos, para espanto de todos.

Pouco depois, Lucas registra um incidente semelhante. Jesus permitiu que uma prostituta o ungisse com perfume, lhe molhasse os pés com lágrimas e os cobrisse de beijos. Quando ele a declarou perdoada, os convidados do jantar disseram entre si: “Quem é este que até perdoa pecados?” (Lc 7.49).

Assim, em duas ocasiões distintas Jesus perdoou o pecado das pessoas dizendo “seus pecados estão perdoados”. Em ambos os casos os espectadores reconheceram as palavras de Jesus como mais que uma declaração; eles as entenderam como uma absolvição. E nas duas situações as testemunhas ficaram escandalizadas, pois sabiam que ninguém senão Deus poderia perdoar pecados.

“… descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico. E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados. E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo: Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações? Qual é mais fácil? dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda? ...”  Marcos 2.1-12

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz


quinta-feira, 13 de março de 2014

O debate sobre a tradição

Vocês estão sempre encontrando uma boa maneira de pôr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecerem às suas tradições! [Marcos 7.9]

Alguns fariseus e mestres da lei vinham de Jerusalém. Reunidos em volta de Jesus eles ficaram horrorizados ao ver que seus discípulos comiam sem lavar as mãos. Tratava-se de uma questão não de higiene, mas de pureza cerimonial, conforme a tradição dos antigos. Marcos explica: “E [eles] observam muitas outras tradições, tais como o lavar de copos, jarros e vasilhas de metal” (v. 4).

Assim, os fariseus viviam sob a autoridade de tradições que eram passadas de geração a geração. E as seguiam por completo, mesmo se estivessem em choque com a Escritura. É por isso que Jesus os criticava. Por três vezes ele repetiu a mesma crítica, usando quase as mesmas palavras — por exemplo: “Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens” (v. 8).

De maneira clara, Jesus considerava as tradições como a palavra de homens e a Escritura como a Palavra de Deus. Os fariseus estavam permitindo que suas tradições sufocassem a Palavra de Deus em vez de deixar que esta reformasse aquelas.

Esse foi o tema principal durante a Reforma. A igreja católica medieval havia asfixiado a Palavra de Deus com uma grande quantidade de tradições extrabíblicas.

Desse modo, assim como Jesus desprezou a tradição dos antigos, os reformadores desprezaram as tradições da igreja medieval, a fim de que a Palavra de Deus pudesse ocupar lugar de destaque.

Os reformadores ensinaram a supremacia da Escritura sobre a tradição. E as igrejas reformadas, bem como a Igreja Anglicana, ainda ensinam assim. Com frequência se diz que a Igreja Anglicana tem uma tripla autoridade — Escritura, tradição e razão. Mas não é assim.

Tradição e razão desempenham um papel vital na elucidação da Escritura, mas o que fazer quando a Escritura, a tradição e a razão estiverem em conflito?

A resposta é simples: a Escritura tem a suprema autoridade. Os seguidores de Jesus são chamados a uma não-conformidade à tradição e à convenção a fim de honrar a supremacia da Escritura e o senhorio de Jesus Cristo.

E ajuntaram-se a ele os fariseus, e alguns dos escribas que tinham vindo de Jerusalém. E, vendo que alguns dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar, os repreendiam. Porque os fariseus, e todos os judeus, conservando a tradição dos antigos, não comem sem lavar as mãos muitas vezes; E, quando voltam do mercado, se não se lavarem, não comem. E muitas outras coisas há que receberam para observar, como lavar os copos, e os jarros, e os vasos de metal e as camas. Depois perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos por lavar?

E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito:Este povo honra-me com os lábios,Mas o seu coração está longe de mim; Em vão, porém, me honram,Ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição. Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser, ou o pai ou a mãe, certamente morrerá. Vós, porém, dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor; Nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe, Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas. (Marcos 7.1-13)


Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini


Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.